MEDITAÇÃO DIARIA


Só por hoje

Retribuindo a amabilidade
de nosso padrinho 9 de janeiro

“Muitas vezes, nossos primeiros envolvimentos com
os outros começam com o nosso padrinho”.
Texto Básico, p. 62

Nosso padrinho pode ser uma grande fonte de informação sobre recuperação, de sabedoria e palavras carinhosas. Eles fizeram tanto por nós. Desde os telefonemas, altas horas da noite, às horas gastas ouvindo nossos inventários de recuperação, eles acreditaram em nós e investiram seu tempo como prova disto. Carinhosamente e com firmeza, eles nos mostraram como ser honesto. Sua compaixão sem limites, em horas tumultuadas, nos deu força para continuar. Sua maneira de ajudar nos incentivou a buscar nossas respostas dentro de nós mesmos, e, como resultado, nos tornamos pessoas maduras, responsáveis e confiantes.
Embora nosso padrinho tenha dado generosamente e nunca tenha exigido nada em troca, existem coisas que podemos fazer para mostrar nosso reconhecimento. Tratamos nosso padrinho com respeito. Eles não são uma lixeira onde despejamos nosso lixo. Eles, assim como nós, também tem seu tempo de dificuldades e, algumas vezes, necessitam nosso apoio. Eles são humanos, têm sentimentos e apreciam nosso interesse. Talvez gostassem de receber um cartão postal ou um telefonema expressando nosso amor.
O que quer que façamos para retribuir a amabilidade de nosso padrinho irá acrescer em nossa recuperação pessoal, sem mencionar a alegria que daremos a ele.

Só por hoje: Meu padrinho se importou comigo quando eu não podia cuidar de mim. Hoje farei alguma coisa agradável para meu padrinho.



Só por hoje

8 de janeiro Crescendo

“Nosso estado espiritual é o alicerce de uma recuperação
bem sucedida, que oferece crescimento ilimitado”.
Texto Básico, p. 48
Quando nossos membros comemoram seus aniversários de recuperação, eles dizem, freqüentemente, que “cresceram” em NA. Bom, pensamos, então o que isto quer dizer? Começamos a nos questionar se já somos adultos. Examinamos nossas vidas e verificamos que todas as armadilhas da vida adulta estão lá: talões de cheques, filhos, emprego, responsabilidades. No entanto, internamente, quase sempre nos sentimos como crianças. Em grande parte do tempo, a vida ainda nos deixa confusos. Nem sempre sabemos como agir. Algumas vezes, ainda nos perguntamos se somos realmente adultos, ou se somos crianças que, de alguma forma, foram colocadas em corpos adultos e a quem foram dadas responsabilidades de adultos.
Crescimento não é mais bem avaliado por idade física ou níveis de responsabilidade. Nossa melhor medida de crescimento é nosso estado espiritual, o alicerce de nossa recuperação. Se ainda dependemos de pessoas, lugares e coisas para alcançar uma satisfação interna, como crianças que dependem dos pais para tudo, nós, certamente, temos muito a crescer. Mas, se estamos firmes no alicerce de nosso estado espiritual, considerando que sua manutenção é nossa maior responsabilidade, podemos alegar maturidade. Sobre esta base, nossas oportunidades para crescer são ilimitadas.

Só por hoje: A medida de minha maturidade é proporcional à responsabilidade que assumo pela manutenção de meu estado de espírito. Hoje, esta será minha prioridade.




Só por hoje

“Recuperação” 7 de janeiro

“Narcóticos Anônimos oferece a adictos um programa de recuperação,
que é mais do que apenas uma vida sem drogas. Essa maneira de
viver não é só melhor do que o inferno em que vivíamos,
é melhor do que qualquer vida que tenhamos conhecido.”
Texto Básico, p. 117


Poucos de nós têm qualquer interesse em “recuperar” o que tínhamos antes de começar a usar. Muitos de nós sofremos intensamente abusos físicos, sexuais e emocionais. Parecia que a única maneira possível de suportar tais abusos era nos drogando e permanecendo drogados. Outros sofreram de maneiras menos aparentes, mas igualmente dolorosas, antes da adicção tomar conta. Faltavam-nos direção e propósito. Estávamos espiritualmente vazios. Sentíamo-nos isolados, incapazes de ter empatia com os outros. Não tínhamos nenhuma das coisas que dão sentido e valor à vida. Usávamos drogas numa inútil tentativa de preencher o vazio dentro de nós. A maioria de nós sequer desejava “recuperar” o que costumava ter.
Finalmente, a recuperação que encontramos em NA é algo diferente: uma oportunidade de uma nova vida. Foram-nos dadas as ferramentas para limpar os destroços de nossas vidas. Foi-nos dado apoio para partirmos corajosamente em um novo caminho. E recebemos a dádiva do contato consciente com um Poder maior do que nós, provendo a força interna e a direção que lamentavelmente nos faltou no passado.
Recuperação? Sem, de todas as maneiras. Estamos recuperando toda uma nova vida, melhor do que tudo que sonhamos possível. Estamos gratos.

Só por hoje: Eu recuperei alguma coisa que nunca tive, que nunca imaginei possível: a vida de um adicto em recuperação. Obrigado, Poder Superior, mais do que palavras podem dizer.


Só por hoje

6 de janeiro “Como funciona?”

“Eu costumava pensar que tinha todas as respostas,
mas hoje estou contente por não tê-las”.
Basic Text, p. 272*


Quais são as duas palavras favoritas da maioria dos adictos? “Eu sei!” Infelizmente, muitos de nós chegam a NA achando que temos todas as respostas. Sabemos muito bem o que está errado conosco. Mas esse conhecimento, em si, ou por si só, nunca nos ajudou a permanecermos limpos por qualquer período de tampo.
Os membros que conseguiram uma recuperação a longo prazo serão os primeiros a admitir que quanto maior o tempo de recuperação mais eles têm a aprender. Porém, uma coisa eles sabem: ao seguir este simples Programa de Doze Passos, eles têm conseguido ficar limpos. Eles não mais perguntam “por quê”, eles perguntam “como”. Intermináveis especulações perdem seu valor quando comparadas com a experiência dos adictos que encontraram uma maneira de permanecer e viver limpos.
Isso não significa que não fazemos perguntas quando é apropriado. Nós não paramos de pensar quando entramos em NA! Mas, em geral, no começo, é uma boa idéia reformular nossas perguntas. Em vez de perguntarmos “por quê”, perguntamos “como”. Como trabalho esse passo? Como que freqüência devo ir às reuniões? Como ficar limpo?

Só por hoje: Eu não tenho todas as respostas, mas sei onde encontrar aquelas que importam. Hoje, perguntarei a outro adicto: “como funciona?”.




Só  por hoje

Recuperação em casa 5 de janeiro

“Conseguimos apreciar nossas famílias de uma nova maneira
e ser valiosos para eles, não mais um fardo ou embaraço”.
Texto Básico, p. 113


Estamos indo bem em nossa recuperação, não estamos? Freqüentamos uma reunião todos os dias, passamos nossas noites com nossos companheiros e, todo fim de semana, prestamos serviço à irmandade. Mas, se em casa as coisas estão desmoronando, não estamos indo tão bem assim, afinal.
Esperávamos que nossas famílias compreendessem. Afinal, não estamos mais usando drogas. Por que eles não reconhecem nosso progresso? Será que não entendem como são importantes nossas reuniões, nosso serviço e nosso envolvimento com a irmandade?
Nossas famílias não irão apreciar a mudança que NA está fazendo em nossas vidas, a não ser que mostremos a elas. Se sairmos correndo para uma reunião do mesmo modo que corríamos para usar drogas, o que mudou? Se continuarmos a ignorar as necessidades e desejos de nossos parceiros e filhos, deixando de aceitar nossas responsabilidades em casa, não estamos “praticando esses princípios em todas as nossas atividades”.
Devemos viver o programa em todos os lugares a que vamos, em tudo que fazemos. Se quisermos que a vida espiritual seja mais que uma teoria, temos que vivê-la em casa. Quando fazemos isso, as pessoas com quem partilhamos nossas vidas certamente notarão a mudança e ficarão gratas por termos encontrados NA.

Só por hoje: Eu levarei minha recuperação para casa comigo.




Só por hoje

4 de janeiro A vontade de Deus, não a nossa

“Sabemos que, se rogarmos a vontade de Deus, receberemos
o que for melhor para nós, independente do que pensamos.”
Texto Básico, p. 49


Quando chegamos a NA, nossas vozes interiores tinham se tornado não confiável e autodestrutivas. A adicção distorceu nossos desejos, nossos interesses, nosso senso do que era o melhor para nós. Por isso tem sido tão importante, em recuperação, desenvolver nossa crença num Poder maior do que nós mesmos, algo que pudesse prover um direcionamento mais confiável e mais são do que o nosso. Começamos a aprender como contar com o cuidado desse Poder e a confiar na direção interior que ele nos provê.
Como em todos os processos de aprendizagem, é preciso prática para “rogarmos apenas o conhecimento da vontade de Deus para conosco e o poder de realizar essa vontade”.As atitudes egoístas e egocêntricas que desenvolvemos em nossa adicção não são rejeitadas por nós da noite para o dia. Essas atitudes poderão afetar o modo como oramos. Podemos até nos pegar fazendo uma oração do tipo: “Livre-me deste defeito de caráter para que eu possa parecer melhor”.
Quanto mais objetivo formos sobre nossas próprias idéias e desejos, mais fácil será distinguir entre a nossa vontade e a vontade de nosso Poder Superior. Poderemos orar: “Deus, só para Sua informação, isto é o que eu desejo nesta situação. No entanto, peço que Sua vontade, e não a minha, seja realizada”. Uma vez que façamos isto, estaremos preparados para reconhecer e aceitar a orientação de nosso Poder Superior.

Só por hoje: Poder Superior aprendi a confiar em Sua orientação; no entanto, eu ainda tenho minhas próprias idéias sobre como quero viver a minha vida. Deixe-me partilhar essas idéias com Você e, então, entender claramente qual a Sua vontade em relação a mim. No fim, que Sua vontade, e não a minha, seja realizada.



Só por hoje

Nossa maior necessidade 3 de janeiro

“Acabamos redefinindo as nossas crenças e nossa compreensão até o
ponto de enxergar que a nossa maior necessidade é o conhecimento
da vontade de Deus em relação a nós e a força para realizá-la”.
Texto Básico, p. 51


Logo que chegamos em NA, tínhamos todos os tipos de idéias sobre o que necessitávamos. Alguns de nós tínhamos em vista acumular bens pessoais. Pensávamos que recuperação equivaleria a sucesso material. Mas a recuperação não equivale ao sucesso. Hoje acreditamos que nossa maior necessidade é de orientação espiritual.
O maior dano causado pela nossa adicção foi o dano à nossa espiritualidade. Nossa motivação primordial foi imposta por nossa doença: obter, usar e encontrar maneiras e meios de conseguir mais. Escravizado por nossa sufocante necessidade de drogas, faltavam às nossas vidas propósito e integração. Estávamos espiritualmente falidos.
Mais cedo ou mais tarde, percebemos que nossa maior necessidade em recuperação é “o conhecimento da vontade de Deus em relação a nós e a força para realizá-la”. Encontramos aí a direção e o sentido de propósito ocultos por nossa adicção. Através da vontade de nosso Deus, nos libertamos da nossa própria teimosia. Não mais guiados somente por nossas próprias necessidades, estamos livres para viver com os outros em pé de igualdade.
Não há nada de errado com sucesso material. Porém, sem a integração espiritual oferecida pelo Programa de NA, nossa maior necessidade em recuperação não é satisfeita, independente de quão “bem sucedidos” posamos ser.

Só por hoje: Eu procurarei a satisfação de minha maior necessidade: uma integração vital e orientadora com o Deus de minha compreensão.


Só por hoje

2 de janeiro Respire fundo e fale com Deus

“Às vezes, quando rezamos, acontece uma coisa interessante:
encontramos os meios, maneiras e energias para realizarmos
tarefas que estão muito além das nossas capacidades”.
Texto Básico, p. 49



Algumas vezes, a tarefa mais difícil que temos que aprender em recuperação é a de enfrentar com êxito os menores aborrecimentos e frustrações da vida. Todos os dias deparamos com pequenos inconvenientes. De desamarrar os nós dos cordões dos sapatos de nossos filhos a ficar na fila do supermercado, nossos dias são cheios de pequenas dificuldades com as quais, de alguma forma, temos que lidar.
Se não formos cuidadosos nessas dificuldades, podemos nos encontrar forçando uma barra a cada problema ou rangendo os dentes enquanto discursamos severamente para nós mesmos, sobre como deveríamos lidar com elas. Esses são exemplos extremos de inabilidade, mas, mesmo que não estejamos tão mal assim, provavelmente existe espaço para melhorarmos.
Cada vez que a vida nos apresentar outro pequeno obstáculo em nossos planos diários, podemos simplesmente respirar fundo e falar com o Deus de nossa compreensão. Sabendo que podemos obter paciência, tolerância ou tudo mais que precisamos desse Poder Superior, conseguimos enfrentar melhor a vida e sorrir com mais freqüência.

Só por hoje: Eu respirarei fundo e falarei com meu Deus sempre que me sentir frustrado.



Só por hoje

Vigilância 1º de janeiro

“Só conservamos o que temos com vigilância...”.
Texto Básico, p. 65


Como permanecemos vigilantes com nossa recuperação? Primeiro, nos dando conta de que temos uma doença que teremos sempre. Não importa quanto tempo estivemos limpos, não importa quão melhor nossas vidas se tornaram, não importa a extensão de nosso alívio espiritual, ainda somos adictos. Nossa doença espera pacientemente, pronta a nos armar ciladas, se lhe dermos a chance.
A vigilância é uma realização diária. Nós nos empenhamos em permanecer alerta e prontos a lidar com sinais de dificuldade. Não que devamos viver com um medo irracional de que alguma coisa horrível irá nos possuir, caso baixemos nossa guarda por um momento; simplesmente tomamos as precauções normais. Oração diária, freqüência de reuniões e a escolha de não comprometer princípios espirituais em troca do caminho mais fácil são atos de vigilância. Usamos o inventário quando necessário, compartilhamos com outros sempre que somos chamados e, cuidadosamente, nutrimos nossa recuperação. E, sobretudo, permanecemos atentos! Conseguimos um alívio diário de nossa adicção, desde que permaneçamos vigilantes. A cada dia aplicamos os princípios da recuperação em tudo que fazemos e, a cada noite, agradecemos a nosso Poder Superior por mais um dia limpo.

Só por hoje: Eu serei vigilante, fazendo tudo que for necessário para preservar minha recuperação.



Só por hoje

Servir 31 de dezembro

“Trabalhar com os outros é apenas o começo do serviço.”
Texto Básico, p. 64


Agora estamos em recuperação. Vivendo o programa, alcançamos alguma estabilidade em nossas vidas. Nossa fé em um Poder Superior cresceu. Nosso despertar espiritual individual esta progredindo confortavelmente. E agora?
Simplesmente paramos e apreciamos? Claro que não. Encontramos uma maneira de viver.
Nossa tendência é pensar no serviço em termos de comitê ou de ocupar uma posição de algum nível, porém servir ultrapassa essa interpretação. De fato, podemos encontrar oportunidades para servir em quase todas as áreas de nossas vidas. Nossos empregos são uma forma de servir à comunidade, não importa nossa atividade. O trabalho que fazemos em nossos lares serve às nossas famílias. Talvez façamos trabalho voluntário em nossa comunidade.
Nossos esforços de servir realmente fazem uma diferença! Se duvidamos disso, podemos imaginar como seria o mundo se ninguém desse o trabalho de servir aos outros. Nosso trabalho serve à humanidade. A mensagem que levamos transcende as salas de recuperação, afetando tudo o que fazemos.

Só por hoje: Eu vou procurar oportunidades para servir em tudo que eu faço.



Só por hoje

30 de dezembro Ação e oração

“(...) crescimento não é o resultado de um desejo,
é resultado de ação e oração.”
Texto Básico, p. 39


Algumas vezes parece que nossa recuperação cresce muito lentamente. Nos debatemos com os passos; lutamos com os mesmos problemas; trabalhamos sob os mesmos sentimentos desconfortáveis dia após dia. Desejamos que a recuperação se mova um pouquinho mais rápida para que possamos sentir algum bem estar!
Sé desejar não funciona em recuperação; este não é um programa mágico. Se desejos curassem adicção, nós todos estaríamos bem há muito tempo! O que realmente nos dá alívio em recuperação é a ação e oração.
Narcóticos Anônimos tem funcionado para tantos adictos porque é um programa de ação e oração cuidadosamente traçado. As ações que empreendemos em cada um dos passos nos trazem mais e mais recuperação em cada área de nossas vidas. E a oração nos mantém em contato com nosso Poder Superior. Juntas, ação e oração nos mantêm bem firmes na recuperação.

Só por hoje: Minha recuperação é muito preciosa para simplesmente desejá-la. Hoje é um bom dia para ação e oração.



Só por hoje

Através dos olhos alheios 29 de dezembro

“Quando alguém nos aponta um defeito, a nossa
primeira reação poderá ser defensiva... [Mas] se
quisermos realmente se livres, ouviremos atentamente
o que os companheiros tiverem a nos dizer.”
Texto Básico, p. 39


Em algum ponto de nossa recuperação, chegamos à embaraçosa conclusão de que o modo como nos vemos não é necessariamente o modo como os outros nos vêem. Provavelmente não somos nem tão maus, tão bons, tão belos ou tão feios como pensamos ser – mas estamos muito perto de nós mesmos para termos certeza. É aí que entram nossos amigos de programação, se importando o bastante para partilhar conosco o que eles vêem quando olham para nós. Eles nos dizem as coisas boas sobre nós que talvez não sejamos capazes de enxergar.
Podemos reagir defensivamente a tal “ajuda” e, em alguns casos, com razão. No entanto, mesmo as observações maliciosas sobre nossas supostas falhas podem esclarecer aspectos de nossa recuperação que nós mesmos não conseguimos ver. De onde quer que venha uma percepção útil, oferecida por qualquer que seja a razão, não podemos nos dar ao luxo de ignorá-la.
Não necessitamos aguardar os outros oferecerem espontaneamente suas percepções. Quando passamos tempo com nosso padrinho ou com outros membros de NA em quem confiamos, podemos tomar a iniciativa de pedir a eles que nos digam o que eles vêem sobre estas áreas de nossas vidas para as quais somos cegos. Queremos uma visão mais ampla de nossa vida; podemos ter essa visão vendo a nós mesmos através dos olhos dos outros.

Só por hoje: Eu procuro me ver como verdadeiramente sou. Escutarei o que os outros dizem sobre mim e me verei através de seus olhos.

Só por hoje

28 de dezembro Depressão

“Não estamos mais lutando contra o medo, a raiva,
a culpa, a autopiedade ou depressão.”
Texto Básico, p. 29


Muitos de nós como adictos ficamos deprimidos de vez em quando. Quando nos sentimos deprimidos, podemos ficar tentados a nos isolar. No entanto, se fazemos isso, nossa depressão pode se transformar em desespero. Não podemos nos dar ao luxo de deixar a depressão nos levar a usar.
Em vez disso, tentamos manter a rotina de nossas vidas. Damos prioridade máxima à freqüência de reuniões e ao contato com nosso padrinho. Partilhar com outros nossos sentimentos nos ajuda a tomar conhecimento de que não somos os únicos que ficamos deprimidos em recuperação. Trabalhar com recém-chegado pode fazer maravilhas para o nosso estado mental. E o mais importante, oração e meditação nos ajudam a obter a força de que necessitamos para sobreviver à depressão.
Praticamos a aceitação e lembramos que sentimentos como depressão passarão com o tempo. Em vez de lutar com nossos sentimentos, nós os aceitamos e pedimos força para passar por eles.

Só por hoje: Eu aceito que meus sentimentos de depressão não durarão para sempre. Falarei abertamente sobre meus sentimentos com meu padrinho ou outra pessoa que compreenda.

Só por hoje

Deus poderia nos devolver à sanidade 27 de dezembro


“O processo de vir a acreditar devolver-no à sanidade.”
Texto Básico, p. 26


Agora que finalmente admitimos nossa insanidade e vimos seus exemplos em todas as manifestações, podemos ficar tentados a acreditar que ficamos condenados a repetir este comportamento para o resto dae nossas vidas. Pensávamos que nossa adicção ativa era sem esperança para nosso tipo particular de insanidade.

Não é assim! Sabemos que devemos nossa liberdade da adicção ativa à graça de Deus amoroso. Se nosso Poder Superior pode realizar tal milagre como nos livrar de nossa obsessão de usar drogas, certamente esse Poder também pode remover nossa insanidade em todas as suas formas.

Se duvidamos disso, tudo o que temos de fazer é pensar sobre a sanidade que já foi restaurada em nossas vidas. Talvez tenhamos nos descontrolado com nossos cartões de crédito, mas a sanidade volta quando admitimos a derrota e os cortamos. Talvez estejamos nos sentindo sós e tenhamos vontade de visitar nossos velhos companheiros de ativa. Em vez disso, um ato de sanidade é visitar nosso padrinho.

A insanidade de nossa adicção vai ficando para trás à medida que começamos a experimentar momentos de sanidade em nossa recuperação. Nossa fé em um Poder maior do que nós mesmos cresce quando começamos a compreender que até mesmo nosso tipo de sanidade não é nada diante deste Poder.


Só por hoje: Eu agradeço ao Deus de minha compreensão por cada ato são em minha vida, porque.sei que eles são indicações de minha volta à sanidade.

Só por hoje

26 de dezembro Poder infalível

“À medida que aprendemos a confiar neste Poder,
começamos a superar o nosso medo da vida.”
Texto Básico, p. 26


Somos pessoas acostumadas a colocar todos os nossos ovos numa só cesta. Muitos de nós tínhamos uma droga de escolha. Confiávamos nela para poder passar cada dia e tornar a vida suportável. Éramos fiéis àquela droga; de fato nos submeteríamos a ela sem reservas. E aí ela se virou contra nós. Fomos traídos pela única coisa da qual sempre dependemos, e essa traição nos deixou desamparados.
Agora que encontramos as salas de recuperação, podemos ficar tentados a confiar em outro ser humano para satisfazer nossas necessidades. Podemos esperar isto de nosso padrinho, nosso namorado ou de nosso melhor amigo. Porém, depender de seres humanos é arriscado. Carecem de perfeição. Podem estar de férias, dormindo ou de mau-humor quando precisamos deles.
Nossa dependência deve se apoiar em um Poder maior do que nós. Nenhuma força humana pode restaurar nossa sanidade, cuidar de nossa vontade e nossas vidas, ou estar completamente disponível e amorosa sempre que tivermos necessidade. Depositamos nossa confiança no Deus de nossa compreensão, porque apenas esse Poder jamais nos faltará.

Só por hoje: Eu depositarei minha confiança em um Poder maior do que eu mesmo, pois só esse Poder jamais me decepcionará.



Só por hoje

Anonimato e Teimosia 25 de Dezembro

“O impulso para ganho pessoal... que trouxe tanta dor no
passado, cai por terra se aderirmos ao princípio anonimato ”
Texto Básico, p. 83


A própria palavra anonimato significa falta de nome, mas há um princípio maior sendo praticado no anonimato do Programa de NA: o princípio da abnegação. Quando admitimos nossa impotência para controlar nossas próprias vidas, damos o primeiro passo para longe da teimosia e o primeiro passo para nos aproximar da abnegação. Quanto menos tentarmos conduzir nossas vidas de acordo com nossa própria vontade, mais encontraremos o poder e a orientação que um dia tanto fizeram falta em nossas vidas.
Mas o princípio da abnegação nos dá muito mais do que a sensação de melhora... nos ajuda a viver melhor. Nossas idéias de como o mundo deveria ser dirigido começaram a ser menos importantes, e paramos de tentar impor nossa vontade a todos e a tudo à nossa volta. E quando abandonamos nossa pretensão de “saber tudo” e começamos a reconhecer o valor da experiência de outras pessoas, passamos a reconhecer o valor da experiência de outras pessoas, passamos a tratá-las com respeito. Os interesses dos outros se tornam tão importantes para nós como os do grupo, mais do que só o que é melhor para nós. Começamos a viver uma vida que é maior do que nós, que é mais do que só nós, nosso nome, nosso ego... Começamos a viver o princípio do anonimato.

Só por hoje: Deus, por favor, liberte-me da minha teimosia. Ajude-me a compreender o princípio do anonimato; ajude-me a viver abnegadamente.

Só por hoje

24 de dezembro O grupo

“O Décimo-Segundo Passo do nosso programa pessoal diz
que levamos a mensagem ao adicto que ainda sofre... O grupo
é o veículo mais poderoso que temos para levar a mensagem.”
Texto Básico, p. 74


Quando chegamos pela primeira vez às reuniões de Narcóticos Anônimos, encontramos adictos em recuperação. Sabemos que eles são adictos porque falam sobre as mesmas experiências e sentimentos que tivemos. Sabemos que eles estão se recuperando por causa de sua serenidade; eles têm algo que queremos. Sentimos esperança quando outros adictos partilham sua experiência conosco nas reuniões de NA.
A atmosfera de recuperação nos atrai às reuniões. Esta atmosfera é criada quando os membros do grupo assumem o compromisso de trabalharem juntos. Tentamos realçar esta atmosfera de recuperação ajudando arrumar a sala para as reuniões, cumprimentando recém-chegados e conversando com outros adictos depois da reunião. Essa demonstração de nosso compromisso faz nossas reuniões atraentes e ajuda nossos grupos a partilharem sua recuperação.
Partilhar experiências em reuniões é um meio pelo qual ajudamos uns aos outros, e é freqüentemente o alicerce para o nosso sentimento de pertencer. Nós nos identificamos com os outros adictos, então confiamos em suas mensagens de esperança. Muitos de nós não teríamos permanecido em Narcóticos Anônimos sem aquela sensação de pertencer e de esperança. Quando partilhamos em reuniões de grupo, sustentamos nossa recuperação pessoal enquanto ajudamos os outros.

Só por hoje: Eu estenderei a mão a outro adicto em meu grupo e partilharei minha recuperação.


Só por hoje

Novas idéias 23 de dezembro

“Reavaliamos as nossas velhas idéias, a fim de conhecermos
as novas idéias que levam uma nova maneira de viver.”
Texto Básico, p. 102

Aprender a viver um novo modo e vida pode ser difícil. Algumas vezes, quando a caminhada fica especialmente dura, ficamos tentados a seguir o caminho mais fácil e viver regido por nossas velhas idéias novamente. Esquecemos que nossas velhas idéias estavam nos matando. Para seguir uma nova maneira de viver, precisamos abrir nossas mentes a novas idéias.
Trabalhar os passos, assistir às reuniões, partilhar com os outros, confiar em um padrinho, essas sugestões podem encontrar nossa resistência e até mesmo nossa rebeldia. OP programa de NA requer esforço, mas cada passo do programa nos traz mais perto de ser as pessoas que verdadeiramente queremos ser. Queremos mudar, crescer e nos tornar alguma coisa a mais do que somos hoje. Para fazer isso, abrimos nossas mentes, experimentamos as novas idéias que encontramos em NA e aprendemos a viver um novo modo de vida.

Só por hoje: Eu abrirei minha mente para novas idéias e aprenderei a viver minha vida de uma nova maneira.



Só por hoje

22 de dezembro Uma nova maneira de viver

“Todos nós enfrentamos o mesmo dilema quando chegamos no fim da linha e descobrimos que não conseguimos mais funcionar como ser humano, com ou
sem drogas... ou continuar; da melhor maneira possível, até o amargo fim,
(prisão, instituição ou morte), ou encontrar uma nova maneira de viver.”
Texto Básico, p. 95


Qual foi o pior aspecto de nossa adicção ativa? Para muitos de nós não era a possibilidade de que poderíamos morrer algum dia de nossa doença. A pior parte era a morte em vida que experimentávamos todo dia, a interminável falta de sentido da vida. Nós nos sentíamos fantasmas ambulantes, e não partes vivas e amorosas do mundo à nossa volta.
Em recuperação, viemos a acreditar que estamos aqui por uma razão: nos amarmos e amarmos aos outros. Trabalhando os Doze Passos, aprendemos a nos aceitar. Com esta auto-aceitação vem o respeito próprio. Vimos que tudo que fazemos tem um efeito nos outros, somos parte das vidas daqueles à nossa volta, e eles da nossa. Começamos a confiar em outras pessoas e tomar conhecimento de nossa responsabilidade para com elas.
Em recuperação, voltamos à vida. Mantemos nossas novas vidas contribuindo para o bem estar dos outros e buscando cada dia fazer isso melhor... é aí que o Décimo, o Décimo-Primeiro e o Décimo-Segundo Passos entram. Os dias de viver como um fantasma passaram, mas só enquanto desejamos ativamente ser saudáveis, amorosos, partes contribuintes em nossas próprias vidas e nas vidas dos outros à nossa volta.

Só por hoje: Descobri uma nova maneira de viver. Hoje, procurarei servir aos outros com amor e amar a mim mesmo.


Só por hoje

Aceitação e mudança 21 de dezembro

“A liberdade de mudar parece vir depois da aceitação de nós mesmos”.
Texto Básico, p. 63


Medo e negação são o contrário da aceitação. Nenhuma de nós é prefeito, nem a nossos próprios olhos: todos nós temos certos traços que, dada a oportunidade, gostaríamos de mudar. Algumas vezes ficamos espantados ao constatar como estamos longe de nossos ideais, tão espantados que tememos não ter a chance de nos tornarmos quem gostaríamos de ser. Aí é que entra nosso mecanismo de defesa da negação que nos leva ao extremo oposto: nada em nós precisa ser mudado, nós nos dizemos, então para que se preocupar? Nenhum dos dois extremos nos dá a liberdade de mudar.
Se somos um membro antigo de NA ou novo na recuperação, a liberdade da mudança só é adquirida pela prática dos Doze Passos. Quando admitimos nossa impotência e falta de controle de nossas vidas, desativamos a mentira que diz que não temos que mudar. Vindo a acreditar que um Poder maior que nós pode nos ajudar, perdemos o medo de que temos males irreparáveis, viemos a acreditar que podemos mudar. Nós nos entregamos aos cuidados de Deus de nossa compreensão e obtemos a força que precisamos para fazer um exame cuidadoso e honesto de nós mesmos. Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano o que encontramos. Aceitamos o bom e o mau em nós mesmos: com esta aceitação, nós nos tornamos livres para mudar.

Só por hoje: Eu quero mudar. Trabalhando os passos, anularei medo e negação e encontrarei a aceitação necessária para mudar.



Só por hoje

20 dezembro Superando a auto-obsessão

“Ao vivermos os passos, começamos a abrir mão da auto-obsessão.”
Texto Básico, p. 105


Muito de nós viemos ao programa convencidos de que nossos sentimentos, nossas vontades e necessidades eram da maior importância para todos. A vida toda tínhamos praticado um comportamento de egoísmo e egocentrismo e acreditávamos que essa seRia a única maneira de viver.
O egocentrismo não cessa só porque paramos de usar drogas. Talvez, ao assistirmos nossa primeira reunião de NA, fiquemos certos de que todos na sala estão nos observando, nos julgando e nos condenando. Podemos exigir que nosso padrinho esteja à mão para nos ouvir na hora que quisermos... e ele, por sua vez, pode, gentilmente sugerir que o mundo não gira em torno de nós. Quanto mais insistirmos em ser o centro do universo, menos satisfeitos estaremos com nossos amigos, nosso padrinho e tudo o mais.
A liberdade da auto-obsessão pode ser encontrada através da concentração maior nas necessidades dos outros do que nas nossas. Quando os outros tiverem problemas, podemos oferecer ajuda. Quando recém-chegados necessitarem de carona para as reuniões, podemos levá-los. Quando os amigos estiverem se sentindo sós, podemos passar um tempo com eles. Quando nos sentirmos não amados, mas sim ignorados, podemos oferecer o amor e a atenção de que necessitamos a outra pessoa. Doando, nós recebemos muito mais em retorno – e essa é uma promessa em que podemos confiar.

Só por hoje: Partilharei o mundo com os outros, sabendo que eles são tão importantes como eu sou. Fortificarei meu espírito me doando.




Meditação do Dia

SEGUNDA, 16 DE DEZEMBRO DE 2013

Onde há fumo...
"A complacência é inimiga daqueles membros já com algum tempo limpo. Se nos mantivermos complacentes por muito tempo, o processo de recuperação cessa." Texto Básico, p. 94


Reconhecer a complacência na nossa recuperação é como ver fumo numa sala. O "fumo" torna-se mais denso quando deixamos de ir tanto a reuniões, quando temos menos contacto com os recém-chegados, ou quando as relações com o nosso padrinho ou madrinha se tornam irregulares. Se a complacência se mantiver, não seremos capazes de avistar uma saída através do fumo. Só a nossa pronta resposta conseguirá impedir um incêndio. Temos de aprender a reconhecer o fumo da complacência. Em NA, temos toda a ajuda de que precisamos para isso. Precisamos de passar tempo com outros adictos em recuperação pois eles poderão detectar a nossa complacência antes de nós próprios. Os recém-chegados lembrar-nos-ão de quão dolorosa a adicção activa pode ser. O nosso padrinho ou madrinha ajudar-nos-á a manter focados, e termos literatura de recuperação a mão pode ajudar a extinguir as pequenas chamas que de vez em quando se ateiam. A participação regular na nossa recuperação certamente que nos permitirá ver aquele pequeno fio de fumo muito antes de ele se tornar num gigantesco incêndio.

Só por hoje: Vou participar em todas as áreas da minha recuperação. O meu compromisso para com NA é tão forte hoje como o foi no início da minha recuperação.

Meditação do Dia 
DOMINGO, 15 DE DEZEMBRO DE 2013 


Alegria de partilhar
“Existe um princípio espiritual de dar aquilo que nos foi dado em Narcóticos Anônimos, para podermos mantê-lo. Ao ajudarmos os outros a se manterem limpos, desfrutamos o benefício da riqueza espiritual que encontramos.”
Texto Básico, p. 53

Repetidas vezes em nossa recuperação, os outros têm compartilhado livremente conosco o que foi compartilhado livremente com eles. Talvez tenhamos sido os receptores de uma chamada do Décimo –Segundo Passo. Talvez alguém nos tenha pego e trazido à nossa primeira reunião. Talvez alguém nos tenha pago jantar quando éramos recém-chegados. A todos nós foi dados tempo, atenção e amor pelos nossos companheiros. Talvez tenhamos perguntado a alguém: “Que posso fazer para retribuir?” E a resposta que recebemos foi provavelmente uma sugestão de que fizéssemos o mesmo por um membro mais novo, quando fôssemos capazes.
À medida que vamos mantendo nossa recuperação e tempo limpo, sentimos vontade de fazer aos outros as coisas que alguém fez por nós, e ficamos felizes em poder. Se ouvimos a mensagem enquanto estávamos hospitalizados ou em alguma instituição, podemos fazer parte do nosso Sub-Comitê de H&I local. Talvez possamos nos tornar voluntários no serviço de ajuda telefônica de NA, ou podemos dar nosso tempo, atenção e amor a um recém-chegado que estejamos tentando ajudar.
Em nossa recuperação muito nos foi dado. Um dos maiores presentes é o privilégio de partilhar com o outro o que foi partilhado conosco, sem nenhuma expectativa de recompensa. É uma alegria descobrir que temos alguma coisa que pode ser útil a outros, e essa alegria é multiplicada quando nós a partilhamos. Hoje podemos fazer isso, livre e agradecidamente.

Só por hoje: Muito me foi dado em minha recuperação, e sou profundamente agradecido por isso. Terei alegria em poder dividir isto com os outros tão livremente quanto dói dividido comigo.


Meditação do Dia

SÁBADO, 14 DE DEZEMBRO DE 2013


Adicção, drogas, e recuperação
"A adicção é uma doença física, mental e espiritual que atinge todas as áreas das nossas vidas." Texto Básico, p. 24


Antes de começarmos a usar, a maioria de nós tinha uma ideia fixa, uma imagem mental de como um adicto deveria parecer. Alguns de nós imaginavam um "junkie" a roubar lojas de conveniência. Outros imaginavam um recluso paranóico a ver a vida por detrás de cortinas perpetuamente corridas e portas fechadas à chave. Pensávamos que desde que não seguíssemos nenhum destes modelos, não poderíamos ser adictos. À medida que o nosso uso progredia, abandonámos aquelas concepções erradas sobre a adicção, apenas para inventarmos outra: a ideia de que a adicção era sobre drogas. Podemos ter pensado que a adicção significava um hábito físico, acreditando que qualquer droga que não produzisse uma habituação física não era "adictiva". Ou achávamos que as drogas que tomávamos eram a causa de todos os nossos problemas. Achávamos que bastava ver-nos livres das drogas para que a sanidade fosse devolvida às nossas vidas. Uma das lições mais importantes que aprendemos em Narcóticos Anónimos é a de que a adicção é muito mais do que as drogas que usávamos. A adicção faz parte de nós; é uma doença que envolve todas as áreas das nossas vidas, com ou sem drogas. Podemos ver os seus efeitos nos nossos pensamentos, nos nossos sentimentos, e no nosso comportamento, mesmo depois de deixarmos de usar. Por causa disso precisamos de uma solução que consiga reparar todas as áreas das nossas vidas: os Doze Passos.

Só por hoje: A adicção não é uma doença simples, mas a sua solução é simples. Hoje vou viver nessa solução: os Doze Passos de recuperação.


Meditação do Dia

SEXTA, 13 DE DEZEMBRO DE 2013



Ser membro
“Há somente um requisito para ser membro, o desejo de parar e usar.”
Texto Básico, p. 10

Todos nós conhecemos pessoas que poderiam se beneficiar de Narcóticos Anônimos. Muitas pessoas que encontramos pela vida afora – membros de nossa família, velhos amigos, colegas de trabalho – poderiam realmente usar o programa de recuperação em suas vidas. Infelizmente, aqueles que precisam de nós nem sempre encontram seu caminho para nossas salas.
NA é um programa de atração, não de promoção. Somente somos membros quando dizemos que somos. Podemos trazer nossos amigos e pessoas queridas a uma reunião se elas desejarem, mas não podemos forçá-las a abraçar o modo de vida que nos libertou da adicção ativa.
Ser membro de Narcóticos Anônimos é uma decisão altamente pessoal. A escolha de tornar-se membro é feita no coração de cada adicto individualmente. Ao longo do tempo, a freqüência forçada de reuniões não mantém muitos adictos em nossas salas. Só os adictos que ainda sofrem podem decidir se são impotentes perante sua adicção, se houver oportunidade. Podemos levar a mensagem, mas não podemos levar o adicto.

Só por hoje: Sou agradecido pela minha decisão de me tornar membro de Narcóticos Anônimos.

Meditação do Dia

QUINTA, 12 DE DEZEMBRO DE 2013


Medo da mudança
"Ao praticarmos os passos começamos a sentir a vontade de um Poder Superior ... Perdemos o nosso medo do desconhecido. Somos libertados." Texto Básico, p. 19


A vida é composta por uma série de mudanças, grandes e pequenas. Embora possamos saber e aceitar este facto intelectualmente, o mais provável é que a nossa reacção emocional inicial à mudança seja o medo. Por alguma razão assumimos que cada e toda a mudança irá magoar, provocando a nossa miséria. Se olharmos para as mudanças que se deram nas nossas vidas, veremos que a maioria delas foram para melhor. Estávamos provavelmente cheios de medo da ideia de uma vida sem drogas, quando todavia foi a melhor coisa que nos aconteceu. Talvez tenhamos perdido um emprego que julgávamos que seria imprescindível, para mais tarde encontrarmos um desafio maior e uma realização pessoal numa carreira nova. À medida que avançamos em recuperação, iremos certamente experimentar mais mudanças. Iremos ultrapassar situações antigas e prepararmo-nos para novas. Com todo o tipo de mudanças a acontecerem, é natural que nos agarremos a algo, qualquer coisa familiar. Encontramos consolo num Poder superior a nós mesmos. Quanto mais mudanças permitirmos, sob a orientação do nosso Poder Superior, mais iremos confiar que essas mudanças são para o nosso bem. A fé irá substituir o medo, e saberemos nos nossos corações que tudo irá correr bem.

Só por hoje: Quando tiver medo de uma mudança na minha vida, vou consolar-me com o conhecimento de que a vontade de Deus para mim é boa.




Meditação do Dia
QUARTA, 11 DE DEZEMBRO DE 2013

A infelicidade é uma opção
"Ninguém está a forçar-nos a deixarmos a nossa miséria." Texto Básico, p. 34


É engraçado recordarmos a nossa relutância em rendermo-nos à recuperação. Parecia que achávamos que tínhamos vidas maravilhosas e preenchidas quando usávamos, e que deixar as drogas seria pior do que cumprir uma pena perpétua de trabalhos forçados. Na realidade, o oposto era verdadeiro: as nossas vidas eram miseráveis, mas receávamos trocar essa miséria familiar pelas incertezas da recuperação. É possível, também, ser-se infeliz em recuperação, embora não seja necessário. Ninguém vai forçar-nos a trabalhar os passos, a ir a reuniões, ou a falar com um padrinho ou madrinha. Não há nenhuma milícia em NA que nos force a fazer as coisas que nos irão libertar da dor. Mas nós temos uma escolha. Já escolhemos largar a miséria da adicção activa, trocando-a pela sanidade da recuperação. Agora, se estamos prontos a trocar a nossa infelicidade hoje por uma paz ainda maior, temos os meios para fazê-lo - se na realidade quisermos.

Só por hoje: Não preciso de me sentir infeliz a não ser que realmente queira. Hoje vou trocar a minha infelicidade pelos benefícios da recuperação.


Meditação do Dia

TERÇA, 10 DE DEZEMBRO DE 2013


Vencedores
"Comecei a imitar algumas das coisas que os vencedores faziam. Fiquei apanhado por NA. Sentia-me bem ..." Basic Text, p. 223 (livro 2 inglês)


Por vezes ouvimos dizer nas reuniões para nos juntarmos "aos vencedores". Quem são os vencedores em Narcóticos Anónimos? Os vencedores são facilmente identificáveis. Praticam activamente um programa de recuperação, vivendo a solução e mantendo-se fora do problema. Os vencedores estão sempre prontos a dar a sua mão ao recém-chegado. Têm padrinho ou madrinha e trabalham com eles. os vencedores mantêm-se limpos, só por hoje. Os vencedores são adictos em recuperação que mantêm um espírito positivo. Podem estar a atravessar momentos difíceis, mas não deixam de ir a reuniões e a partilhar abertamente sobre isso. Os vencedores sabem bem que, com a ajuda de um Poder Superior, nada irá acontecer que seja demasiado para se lidar. Os vencedores contribuem para a unidade nos seus esforços de serviço. Os vencedores colocam "os princípios acima das personalidades". Os vencedores recordam o princípio do anonimato, praticando os princípios não importa quem esteja envolvido. Os vencedores mantêm um sentido de humor. Os vencedores têm a capacidade de se rir de si próprios. E quando os vencedores se riem, riem connosco, e não de nós. Quem são os vencedores em Narcóticos Anónimos? Qualquer um de nós pode ser considerado um vencedor. Todos nós exibimos alguns dos traços que definem um vencedor; por vezes estamos muito perto do ideal, outras vezes não. Se estivermos limpos hoje e a praticar o programa o melhor que saibamos, nós somos vencedores!

Só por hoje: Vou esforçar-me por cumprir os meus ideais. Vou ser um vencedor.



Meditação do Dia

SEGUNDA, 09 DE DEZEMBRO DE 2013


Ouvir
"Esta capacidade para ouvir é uma dádiva e cresce à medida que nós crescemos espiritualmente. A vida ganha um novo sentido quando nos abrimos a esta dádiva." Texto Básico, p. 118

Já viram duas crianças pequenas na conversa? Uma fala de dragões roxos enquanto a outra se queixa do desconforto de areia nos sapatos. Por vezes encontramos os mesmos problemas de comunicação quando aprendemos a ouvir os outros. Podemos esforçar-nos nas reuniões, tentando desesperadamente ouvir as partilhas ao mesmo tempo que as nossas mentes estão atarefadas a planear aquilo que vamos dizer quando for a nossa vez de falar. Em conversas, poderemos reparar de repente que as nossas respostas não têm nada a ver com as perguntas que foram feitas. São antes discursos preparados quando sob o efeito da nossa auto-obsessão. Aprender a ouvir - a ouvir mesmo - é uma tarefa difícil, mas que não está fora do nosso alcance. Podemos começar por reconhecer nas nossas respostas aquilo que nos estejam a dizer. Podemos perguntar se haverá algo que possamos fazer para ajudar alguém que esteja com problemas. Com um pouco de prática, podemos encontrar uma maior liberdade da auto-obsessão e um contacto mais estreito com as pessoas nas nossas vidas.

Só por hoje: Vou sossegar os meus próprios pensamentos e ouvir aquilo que me estejam a dizer.



Meditação do Dia 
DOMINGO, 08 DE DEZEMBRO DE 2013 

 Chamando um defeito de defeito
“Quando vemos como nossos defeitos existem nas nossas vidas e os aceitamos, podemos abrir mão deles e prosseguir na nossa nova vida. ”
Texto Básico, p. 37


As vezes, nossa presteza em remover nossos defeitos de caráter depende de como os denominamos. Se ao denominarmos nossos defeitos nós os “minimizamos”, talvez não sejamos capazes de perceber o mal que eles causam. E, se parece que eles não causam mal nenhum, porque haveríamos de pedir ao Poder Superior para removê-los de nossas vidas?
Tome por exemplo “o bonzinho”. Não parece que exista algo de errado, não é mesmo? Significa que somos simpáticos com as pessoas, certo? Não muito. Falando sem rodeios, isto quer dizer que somos desonestos e manipuladores. Mentimos sobre nossos sentimentos, nossas crenças e nossas necessidades, bajulando os outros para que eles concordem com nossos desejos.
Ou talvez pensemos que somos pessoas “fáceis de lidar”. Mas “fácil de lidar” significa ignorar nossos trabalhos domésticos, evitar confrontos ou ficar acomodados a uma rotina confortável? Então, o melhor nome para isso seria “preguiça”, ou “procrastinação”. Ou “medo”.
Muitos de nós temos dificuldades de identificar nossos defeitos de caráter. Se esse é o nosso caso, podemos falar com nosso padrinho ou companheiro de NA. Descrevemos nossos comportamentos a eles clara e honestamente e pedimos ajuda a eles na identificação de nossos defeitos. À medida que o tempo passa, progressivamente nos tornamos mais capazes de identificar nossos próprios defeitos de caráter, chamando-os pelos seus nomes verdadeiros.

Só por hoje: Eu darei aos meus defeitos seus nomes verdadeiros. Se tiver dificuldades para fazer isso, pedirei ajuda ao meu padrinho.


Meditação do Dia 
SÁBADO, 07 DE DEZEMBRO DE 2013 


Sobreviver às nossas emoções
“Usamos ferramentas à nossa disposição e desenvolvemos a capacidade de sobreviver às nossas emoções.”
Texto Básico, p. 33

“Sobreviver às nossas emoções?” – alguns de nós perguntam, “Você deve estar brincando!” Quando estávamos usando, nunca nos demos a chance de aprender como sobreviver a elas. Você não sobrevive aos seus sentimentos, pensávamos... você os droga. O problema era que aquela “cura” para nossas emoções estava nos matando. Então, chegamos a Narcóticos Anônimos, começamos a trabalhar os Doze Passos e, como resultado, a amadurecer emocionalmente.
Muitos de nós encontraram alívio emocional desde o início. Estávamos exaustos de fingir que nossas vidas e nossa adicção estavam sob controle; na realidade nos sentimos melhor admitindo finalmente que não estavam sob controle. Depois de partilhar nosso inventário com nosso padrinho, começamos a sentir que não precisávamos negar quem éramos ou o que sentíamos para sermos aceitos. Quando terminamos de fazer nossas reparações, descobrimos que não precisávamos sofrer com a culpa. Poderíamos admiti-la e isso não nos mataria. Quanto mais praticávamos o Programa de NS, melhor nos sentíamos em viver a vida como ela é.
O programa funciona hoje tão bem como sempre funcionou. Fazendo o inventário diário, sendo honestos e rendendo-nos à realidade, podemos sobreviver aos sentimentos que a vida coloca em nosso caminho. Usando as ferramentas disponíveis, desenvolvemos a habilidade de sobreviver às nossas emoções.

Só por hoje: Eu não negarei meus sentimentos. Praticarei honestidade e me renderei à vida como ela é. Usarei as ferramentas desse programa para sobreviver às minhas emoções.



Meditação do Dia

SEXTA, 06 DE DEZEMBRO DE 2013


Romance e recuperação
"As relações podem constituir uma área extremamente dolorosa." Texto Básico, p. 92


O amor é, para alguns de nós, como um elixir. A excitação por uma nova relação, o desafio de explorar a intimidade, a sensação de libertação que obtemos quando nos permitimos ficar vulneráveis, todas estas são emoções fortes. Mas não podemos esquecer-nos de que o nosso alívio da adicção é apenas diário. Aguentar este alívio diário deve constituir a primeira prioridade na vida de qualquer adicto em recuperação. Podemos tornar-nos demasiado envolvidos na nossa relação. Durante este processo podemos negligenciar os velhos amigos e o nosso padrinho ou madrinha. Então, quando as coisas se tornam difíceis, sentimos muitas vezes que já não podemos procurar aqueles que nos ajudaram antes de nos envolvermos numa relação. Acreditar nisto pode preparar o terreno para uma recaída. Se trabalharmos consistentemente o programa e formos a reuniões, asseguramos a nossa rede de recuperação, mesmo quando estamos a viver um romance profundo. O nosso desejo de estarmos envolvidos emocionalmente é natural. Mas não podemos esquecer-nos de que, sem o nosso programa, até a mais saudável relação não conseguirá defender-nos da força da nossa adicção.

Só por hoje: No meu desejo de romance, não vou ignorar a minha recuperação.



Meditação do Dia 

QUINTA, 05 DE DEZEMBRO DE 2013 




Aqueles que desejam se recuperar
“Temos visto o programa funcionar para qualquer adicto que,
honesta e sinceramente, queira parar (de usar drogas).”
Texto Básico, p. 11
Como reconhecemos quando alguém honesta e sinceramente deseja parar de usar drogas? A verdade é que não sabemos! Já que não podemos ler mentes ou saber os motivos e desejos dos outros, simplesmente temos que esperar pelo melhor.
Podemos conversar com um recém-chegado em uma reunião, achar que nunca mais iremos vê-lo novamente, e encontrá-lo anos depois em recuperação. Talvez fiquemos tentados a desistir de alguém que viva recaindo constantemente ou que não se mantenha limpo desde o inicio, mas não devemos. Não importa o quão sem vontade essa pessoa possa parecer, mas um simples fato permanece – o adicto está presente na reunião.
Talvez nunca venhamos, a saber os resultados da nossa prática do Décimo-Segundo Passo; não cabe a nós avaliar a boa vontade de um recém-chegado. A mensagem que levamos é uma parte de nós. Nós a levamos a toda parte e a partilhamos de graça, deixando os resultados entregues a um Poder maior do que nós.

Só por hoje: Eu vou partilhar minha recuperação com qualquer adicto em qualquer lugar, a qualquer hora e sob quaisquer circunstâncias. Entregarei os resultados para o meu Poder Superior.



Meditação do Dia

QUARTA, 04 DE DEZEMBRO DE 2013


A vontade de Deus, não a nossa
"Sabemos que se rezarmos pela vontade de Deus receberemos aquilo que é melhor para nós, não importa o que pensemos." Texto Básico, p. 52

Quando chegámos a NA, as nossas vozes interiores haviam-se tomado falíveis e autodestrutivas. A adicção tinha deformado os nossos desejos, os nossos interesses, o nosso sentido do que era melhor para nós. É por isso que tem sido tão importante em recuperação desenvolvermos a nossa crença num Poder superior a nós mesmos, algo que pudesse providenciar uma orientação mais sã e mais fiável do que a nossa própria. Começámos a aprender a confiar nos cuidados desse Poder e a confiar na direcção interior que ele nos dá. Tal como todos os processos de aprendizagem, é preciso prática para se "rezar apenas pelo conhecimento da vontade de Deus para nós e pelas forças para realizá-la". As atitudes egoístas e motivadas pelo ego que desenvolvemos ao longo da nossa adicção não desaparecem de um dia para o outro. Essas atitudes poderão afectar a forma como rezamos. Podemos até ver-nos a rezar por algo como: "Alivia-me deste defeito de carácter para que eu possa fazer boa figura." Quanto mais directos formos quanto às nossas ideias e aos nossos desejos, mais fácil será distinguir entre a nossa própria vontade e a vontade do nosso Poder Superior. "Só para tua informação, Deus meu," poderemos rezar, "eis aquilo que eu quero nesta situação. Mesmo assim, peço para que seja feita a tua vontade, e não a minha." Se fizermos isto, estaremos preparados para reconhecer e aceitar a orientação do nosso Poder Superior.

Só por hoje: Poder Superior, aprendi a confiar na tua orientação, mas ainda tenho as minhas ideias próprias sobre como quero viver a minha vida. Deixa-me partilhar essas ideias contigo, e depois deixa-me compreender com clareza a tua vontade para mim. No fim deixa que seja feita a tua vontade, e não a minha.



Meditação do Dia
TERÇA, 03 DE DEZEMBRO DE 2013

Visão sem limites
"Talvez pela primeira vez, temos uma visão da nossa nova vida." Texto Básico, p. 40


Na nossa adicção a nossa visão de nós mesmos era muito limitada. Todos os dias, atravessávamos a mesma rotina; arranjar drogas, usar, e encontrar maneiras e formas de arranjar mais. E isso era o que podíamos esperar das nossas vidas. O nosso potencial era limitado. Hoje as nossas expectativas mudaram. A recuperação deu-nos uma nova visão de nós próprios e das nossas vidas. Não estamos mais presos à rotina cinzenta e interminável da nossa adicção. Estamos livres para nos expandirmos por novos caminhos, ensaiando novas ideias e novas actividades. Ao fazermos isso vemo-nos a nós mesmos de uma forma nova. O nosso potencial é limitado apenas pela força do Poder Superior que cuida de nós - e essa força não tem limites. Em recuperação a vida e tudo nela está ao nosso alcance. Guiados pelos nossos princípios espirituais, e movidos pelo poder que nos é dado pelo Deus da nossa concepção, os nossos horizontes são ilimitados.

Só por hoje: Vou abrir os meus olhos para as possibilidades à minha frente. O meu potencial é tão ilimitado e tão poderoso quanto o Deus da minha concepção. Hoje vou agir sobre esse potencial.



Meditação do Dia
SEGUNDA, 02 DE DEZEMBRO DE 2013



 Recuperação: nossa primeira prioridade
“Temos que manter a nossa recuperação em primeiro lugar e as nossas prioridades na sua ordem correta.”
Texto Básico, p. 89

Antes de chegarmos a NA, tínhamos várias desculpas para justificar o nosso uso de drogas: “Ele gritou comigo.” “Ela disse isto.” “Meu companheiro me deixou.” “Fui despedido.” Usávamos as mesmas desculpas para não procurar ajuda para nosso problema com drogas. Tivemos que perceber que essas coisas aconteciam porque continuávamos a usar drogas. Somente quando fizemos da recuperação nossa primeira prioridade, estas situações começaram a mudar.
Podemos hoje estar sujeito a esta mesma tendência, usando desculpas para não assistir às reuniões e não prestar serviço. Nossas desculpas atuais podem ser de natureza diferente: “Não tenho com quem deixar as crianças.” “Minhas férias me exauriram.” “Tenho que terminar este projeto para impressionar o meu patrão.” Mas, mesmo assim, temos de colocar a recuperação como nossa primeira prioridade; caso contrário, não teremos de nos preocupar nem mesmo com desculpas: crianças, férias e empregos provavelmente não estarão mais em nossas vidas, se viermos a recair.
Nossa recuperação deve vir em primeiro lugar. Emprego ou desemprego, relacionamentos ou não relacionamentos, temos que assistir às reuniões, trabalhar os passos, telefonar para nosso padrinho, e estar a serviço de Deus e dos outros. Essas simples ações tornam possível termos férias, famílias e patrões para nos preocuparmos. A recuperação é o alicerce de nossas vidas, fazendo com que tudo o mais seja possível.

Só por hoje: Manterei minhas prioridades em ordem. Em primeiro lugar na lista está minha recuperação.



Meditação
DOMINGO, 01 DE DEZEMBRO DE 2013



Recompensas da vida 1º de Dezembro
“Começamos a rogar apenas a vontade de Deus em relação a nós. Desta maneira, alcançamos apenas aquilo com que somos capazes de lidar.”
Texto Básico, p. 52

Imaginem o que aconteceria se Deus nos desse tudo o que desejássemos. Um carro novo fabuloso, notas dez, um triplo aumento de salário – tudo ganho sem esforço, só por termos pedido.
Agora imaginem os problemas que vêm junto com as fortunas não conquistadas, carros novos luxuosos e notas escolares não merecidas. O que faríamos com um enorme aumento de salário dado sem nenhuma razão? Como iríamos lidar com nossas novas responsabilidades financeiras? Como iríamos viver de acordo com essa mudança? Poderíamos aparentar que merecemos tal pagamento quando sabemos que não?
E sobre aquele carro fantástico? A maioria vem com apólices de seguros custosos e pesados custos de manutenção. Estamos preparados para cuidar daquilo que pedimos?
Honras acadêmicas? Poderíamos nos apresentar com alunos do mais alto nível depois de nos terem dado altas notas que não merecemos? O que faríamos se fôssemos expostos como fraudes?
Quando falamos com Deus, precisamos nos lembrar de que vivemos no mundo real. Ganhamos recompensas e vamos aprendendo a lidar com elas à medida que as vivenciamos. Limitando nossas orações a pedir o conhecimento da vontade de Deus, o poder de realizá-la e a habilidade de vivermos com as conseqüências, estaremos seguros de que não obteremos mais do que podemos dar conta.

Só por hoje: Eu vou orar somente para conhecer a vontade de Deus e pelo poder de realizá-la no mundo real.


Meditação do Dia 
SÁBADO, 30 DE NOVEMBRO DE 2013 



 Partilhando meu verdadeiro eu
“Partilhando com outros, não nos sentimos isolados e sozinhos.”
Texto Básico, p. 92

Intimidade é partilhar nossos mais profundos pensamentos e sentimentos com outro ser humano. Muitos de nós ansiamos pelo calor e a companhia que a intimidade traz, mas estas coisas não vêm sem esforço. Em nossa adicção, aprendemos a nos afastar dos outros para que não ameaçassem nosso uso. Em recuperação, aprendemos como confiar nos outros. Intimidade requer baixar nossas defesas. Para sentir a proximidade que a intimidade traz, devemos permitir que os outros cheguem perto de nós – de nosso verdadeiro eu.
Se vamos partilhar nosso mais profundo interior com os outros, devemos primeiro ter uma idéia de como é realmente nosso mais profundo interior. Regularmente examinamos nossa vida para descobrir que realmente somos, o que realmente queremos e como realmente nos sentimos. Então, com base em nossos próprios e regulares inventários, devemos ser tão completa e coerentemente honestos com nossos amigos quanto pudermos.
Intimidade é uma palavra da vida e, portanto, uma parte da vida limpa. Como tudo em recuperação, tem seu preço. O rigoroso auto-exame que a intimidade exige pode ser um trabalho duro. A honestidade total da intimidade freqüentemente traz suas próprias complicações. Mas o fato de libertar-nos do isolamento e da solidão compensa este esforço.

Só por hoje: Eu procuro libertar-me do isolamento e da solidão através da intimidade. Hoje, vou conhecer “meu verdadeiro eu”, fazendo o inventário pessoal, e vou praticar a honestidade completa com outra pessoa.


Meditação do Dia

SEXTA, 29 DE NOVEMBRO DE 2013


Os cuidados do nosso Poder Superior
"Acreditamos que o nosso Poder Superior tomará conta de nós." Texto Básico, p. 66


O nosso programa baseia-se na ideia de que a aplicação de princípios simples pode provocar efeitos profundos nas nossas vidas. Um desses princípios simples é o de que, se pedirmos, o nosso Poder Superior cuidará de nós. Por parecer tão básico, tendemos a ignorar esse princípio. Se não aprendermos a aplicar conscientemente esta verdade espiritual, corremos o risco de perder algo tão essencial para a nossa recuperação como o respirar é para a própria vida. O que é que acontece quando nos encontramos sobre pressão ou em pânico? Se procurarmos melhorar a relação com o nosso Poder Superior, não teremos problemas. Sem nos precipitarmos, vamos parar por uns momentos e, calmamente, lembrarnos de alturas no passado quando o nosso Poder Superior demonstrou cuidar de nós. Isso assegura-nos que o nosso Poder Superior ainda está a comandar a nossa vida. Depois procuramos orientação e poder para determinada situação e procedemos com calma, confiantes em que as nossas vidas estão nas mãos de Deus. "O nosso programa é um conjunto de princípios", diz o Pequeno Livro Branco. Quanto mais procurarmos melhorar o nosso conhecimento destes princípios, mais prontos estaremos para os aplicar.

Só por hoje: Vou procurar aperfeiçoar o contado com o Poder Superior que cuida de mim. Quando surgir a necessidade, sei que poderei confiar no seu cuidado.



Meditação do Dia

QUINTA, 28 DE NOVEMBRO DE 2013


Sermos nós próprios
"Examinámos as nossas vidas e tentámos honestamente ser nós próprios." Texto Básico, p. 41


A humildade é um conceito confuso. Sabemos muito sobre humilhação, mas humildade constitui uma ideia nova. Sugere-nos o mesmo que rastejar, rebaixar, bajular. Mas humildade não é nada disso. A verdadeira humildade é, pura e simplesmente, a aceitação de quem nós somos. Quando chegamos a um passo que usa a palavra "humildemente", no fundo já começámos a pôr esse princípio em prática. O Quarto Passo dá-nos uma oportunidade para examinar quem realmente somos, e o Quinto Passo ajuda-nos a aceitar esse conhecimento. Praticar a humildade implica aceitarmos a nossa verdadeira natureza, sermos honestamente nós próprios. Não temos de rastejar ou de nos humilhar, nem temos de tentar parecer mais espertos, saudáveis ou felizes do que realmente somos. A humildade significa, simplesmente, deixarmos todas as pretensões e vivermos tão honestamente quanto pudermos.

Só por hoje: Vou permitir que o conhecimento da minha verdadeira natureza guie as minhas acções. Hoje vou encarar o mundo tal como sou.


Meditação do Dia

QUARTA, 27 DE NOVEMBRO DE 2013


Procurar a ajuda de Deus
"Há alturas na nossa recuperação em que a decisão de pedir a ajuda de Deus é a nossa maior fonte de força e coragem." Texto Básico, p. 31

Quando interiorizamos o Terceiro Passo, decidimos permitir a um Poder Superior amantíssimo que nos oriente e cuide de nós no nosso dia-a-dia. Tomamos a decisão de permitir essa orientação e esse cuidado nas nossas vidas. Alguns de nós acreditam que, uma vez tomada a decisão do Terceiro Passo, é Deus quem os guia; daí para a frente é só uma questão de prestar atenção para onde somos levados. A decisão do Terceiro Passo constitui um acto de fé, e pedir a ajuda de Deus uma forma de renovar esse acto de fé. Pôr a fé em prática nas nossas vidas dá-nos a todos a coragem e a força de que precisamos, pois sabemos que temos a ajuda de um Poder Superior amantíssimo. Confiamos em que as nossas necessidades vão ser atendidas. Para alcançarmos essa fé e confiança basta-nos pedir.

Só por hoje: Vou recordar-me de que não estou sozinho, ao pedir ajuda ao meu Poder Superior para cada passo do caminho.


Meditação do Dia

TERÇA, 26 DE NOVEMBRO DE 2013


Responsabilidades
"Num só dia acontecem muitas coisas, coisas positivas e coisas negativas. Se não dermos a nós próprios a oportunidade de apreciar ambas, perderemos decerto algo que nos ajudará a crescer." IP nº 8, Só por hoje

Responsabilidades, responsabilidades - as responsabilidades da vida estão em toda a parte. "É suposto" usarmos cintos de segurança, "é suposto" limparmos a nossa casa, "é suposto" fazermos certas coisas pela nossa mulher, pelas nossas crianças, pelas pessoas que apadrinhamos. Além de tudo isto, "é suposto" irmos a reuniões e praticarmos o programa o melhor que pudermos. Não admira que por vezes nos apeteça fugir de todas estas tarefas e escaparmo-nos para uma ilha deserta onde não "é suposto" fazermos nada! Nessas alturas, quando nos sentimos esmagados pelas nossas responsabilidades, esquecemo-nos de que elas não precisam de ser um incómodo. Quando quisermos fugir das responsabilidades, precisamos de acalmar, de nos lembrarmos o motivo por que as escolhemos, e de prestar atenção à dádiva que elas nos trazem. Quer seja um emprego que normalmente achamos desafiador e interessante, ou um parceiro cuja personalidade nos entusiasma, ou uma criança com a qual naturalmente gostamos de brincar e cuidar, podemos encontrar alegria em todas as responsabilidades das nossas vidas.

Só por hoje: Cada momento é especial. Vou prestar atenção às minhas responsabilidades e às alegrias especiais que elas me dão.



Meditação do Dia

SEGUNDA, 25 DE NOVEMBRO DE 2013


Meditação
"Quando acalmamos a mente através da meditação, sentimos uma paz interior que nos põe em contacto com o Deus dentro de nós." Texto Básico, p. 53


À medida que a nossa recuperação progride, costumamos reflectir sobre aquilo que afinal nos trouxe a NA, e assim conseguimos apreciar quanto a qualidade das nossas vidas melhorou. Já não precisamos de ter medo dos nossos pensamentos. E quanto mais rezarmos e meditarmos, mais experimentaremos uma sensação calma de bem-estar. A paz e a tranquilidade que experimentamos durante os nossos momentos de sossego, confirmam que as nossas necessidades mais importantes - as nossas necessidades espirituais - estão a ser atendidas. Somos capazes de sentir empatia por outros adictos, e durante esse processo, fortalecer a nossa consciência. Aprendemos a evitar julgar os outros e experimentamos a liberdade de sermos nós mesmos. Na nossa reflexão espiritual descobrimos intuitivamente "o Deus dentro de nós" e vemos que estamos em harmonia com um Poder superior a nós mesmos.

Só por hoje: Vou reflectir sobre a dádiva da recuperação e escutar em sossego a orientação do meu Poder Superior.



Meditação

DOMINGO, 24 DE NOVEMBRO DE 2013


Recuperar-se com gratidão 
“Alimentamos o pensamento de que não estava valendo a pena ficarmos limpos e os velhos pensamentos incitam a autopiedade, o ressentimento e a raiva.”
Texto Básico, p. 111

Existem dias em que alguns de nós chafurdam em autopiedade. Isto é, fácil de ocorrer. Podemos ter expectativas sobre como nossas vidas deveriam estar em recuperação, expectativas que nem sempre são alcançadas. Talvez tenhamos tentado controlar alguém sem sucesso, ou pensamos que nossa situação deveria ser diferente. Talvez tenhamos nos comparado com outros adictos em recuperação, sentindo-nos inferiores. Quanto mais tentarmos fazer nossa vida de acordo com nossas expectativas, mais desconfortáveis nos sentiremos. A autopiedade pode ser o resultado de viver em nossas expectativas e não no mundo como ele é realmente.
Quando o mundo não atende nossas expectativas, são geralmente nossas expectativas que precisam ser ajustadas, não o mundo. Podemos começar desenvolvendo gratidão por nossa recuperação, comparando nossas vidas, hoje, com a maneira de viver a que estávamos acostumados. Podemos estender este exercício de gratidão contando as coisas boas em nossas vidas, nos tornando agradecidos pelo fato de o mundo não ser conforme nossas expectativas, porém melhor. E, se continuarmos trabalhando os Doze Passos e, além disso, cultivando gratidão e aceitação, o que podemos esperar do futuro é mais crescimento, mais felicidade e mais paz de espírito.
Muito nos tem sido dado em recuperação; estar limpo tem valido a pena. A aceitação de nossas vidas, só por hoje, nos liberta da autopiedade.

Só por hoje: Eu vou aceitar minha vida, com gratidão, assim como ela é.


Meditação do Dia 

SÁBADO, 23 DE NOVEMBRO DE 2013 


A vontade de Deus
"O alívio de 'entregar a Deus' ajuda-nos a desenvolver uma vida que vale a pena viver." Texto Básico, p. 30

Na nossa adicção activa, tínhamos medo do que poderia acontecer se não controlássemos tudo à nossa volta. Muitos de nós inventaram mentiras elaboradas para proteger o nosso uso de drogas. Alguns de nós manipularam toda a gente numa tentativa frenética para conseguir qualquer coisa que nos permitisse usar mais drogas. Alguns de nós foram bem longe para evitar que se falasse de deles, pois poderiam descobrir as nossas mentiras. Sofremos para manter a ilusão de controle sobre a nossa adicção e sobre as nossas vidas. Nesse processo impedimo-nos de experimentar a serenidade que vem quando nos rendemos à vontade de um Poder Superior. Na nossa recuperação é importante largarmos a ilusão de controle e rendermo-nos a um Poder Superior, cuja vontade para nós é melhor do que qualquer coisa que possamos comandar, manipular ou projectar para nós. Se virmos que estamos a tentar controlar os resultados, e sentirmos medo do futuro, podemos meter acção para inverter essa tendência. Vamos ao nosso Segundo e Terceiro Passos e olhamos para aquilo em que viemos a acreditar sobre um Poder Superior. Será que aceitamos, realmente, que esse Poder pode cuidar de nós e devolver-nos à sanidade? Se sim, poderemos viver com todos os altos e baixos da vida - os desapontamentos, as mágoas, os encantos, e as alegrias.

Só por hoje: Vou render-me e deixar que a vontade do meu Poder Superior se manifeste na minha vida. Vou aceitar a dádiva da serenidade que esta rendição me traz.


Meditação do Dia

SEXTA, 22 DE NOVEMBRO DE 2013

Primeiro os alicerces
“Quando começamos a funcionar em sociedade, a nossa liberdade criativa nos ajuda a ordenar nossas prioridades e fazer as coisas básicas primeiro.”
Texto Básico, p. 94


Logo depois que ficamos limpos, alguns de nós começam a colocar outras prioridades à frente de nossa recuperação. Trabalho, família, relacionamento – tudo isso é parte da vida que descobrimos quando estabelecemos os alicerces de nossa recuperação. Mas não podemos construir uma vida estável, antes de fazer o duro serviço básico de estabelecer os alicerces de nossa recuperação. Assim como uma casa construída na areia, esse tipo de vida seria, na melhor das hipóteses, instável.
Antes de começar a colocar toda a nossa atenção em reconstruir a estrutura de nossas vidas, precisamos estabelecer nossos alicerces. Reconhecemos, primeiro, que ainda temos alicerce, que nossa adicção tornou nossas vidas completamente incontroláveis. Então, com a ajuda de nosso padrinho/madrinha e nosso grupo de escolha, encontramos fé num Poder suficientemente forte que nos ajude a preparar o terreno para nossas novas vidas. Limpamos os escombros do lugar sobre o qual iremos reconstruir nosso futuro. Finalmente, desenvolvemos uma profunda familiaridade com os princípios que iremos praticar em todas as atividades: auto-exame honesto, confiança na orientação e na força de nosso Poder Superior e prestação de serviços aos outros.
Uma vez preparados nossos alicerces, então podemos colocar com plena capacidade nossas vidas em ordem. Mas primeiro temos que perguntar a nós mesmos se nossos alicerces são seguros, pois sem eles nada que construímos pode durar muito.


Só por hoje: Eu vou cuidar de estabelecer os alicerces seguros para minha recuperação. Sobre estes alicerces, eu posso construir uma vida inteira em recuperação.




Meditação do Dia

QUINTA, 21 DE NOVEMBRO DE 2013


Largar os nosso defeitos
"Se ( defeitos de carácter) contribuíssem para a nossa saúde e a nossa felicidade, não teríamos chegado a um tal estado de desespero." Texto Básico, p. 41


Começar a fazer o Sexto ou o Sétimo Passo nem sempre é fácil. Dado que fizemos tantas coisas erradas, podemos achar que somos totalmente defeituosos. Poderemos querer esconder-nos num buraco. Não queremos que, sejam quais forem as circunstâncias, os nossos companheiros adictos saibam das nossas imperfeições. Iremos provavelmente atravessar uma fase em que examinamos tudo o que dizemos e fazemos, de forma a identificar os nossos defeitos de carácter e certificar-nos de que os suprimimos. Podemos olhar para trás, para um determinado dia, e envergonharmo-nos com aquilo que, estamos certos, será a coisa mais embaraçosa que já alguma vez dissemos. Sentimo-nos determinados a livrar-nos a todo o custo destes aspectos horríveis da nossa personalidade. Mas em parte alguma do Sexto ou do Sétimo Passo vem escrito que podemos aprender a controlar os nosso defeitos de carácter. De facto, quanto mais nos concentrarmos neles, mais firmemente entranhados eles ficarão nas nossas vidas. É necessário humildade para reconhecermos que não podemos controlar os nossos defeitos, melhor do que podemos controlar a nossa adicção. Não podemos remover os nossos próprios defeitos; apenas podemos pedir a um Deus amantíssimo que os remova. Largar algo doloroso pode ser tão difícil quanto largar algo agradável. Mas deixemo-nos de coisas - agarrarmo-nos às coisas dá muito trabalho. Quando realmente pensamos naquilo a que estamos agarrados, vemos que o esforço não vale a pena. É altura de entregarmos os nossos defeitos de carácter e de pedirmos a Deus que os remova.

Só por hoje: Estou pronto para ter os meus defeitos removidos. Vou entregar, e permitir a um Poder Superior amantíssimo que cuide de mim.



Meditação do Dia

QUARTA, 20 DE NOVEMBRO DE 2013


Procurar a realização pessoal
"Não estávamos orientados para a realização pessoal; concentrávamo-nos apenas no vazio e na falta de sentido das coisas." Texto Básico, pp. 100-101

Terá havido provavelmente centenas de vezes durante a nossa adicção activa em que desejámos ser outra pessoa. Talvez tenhamos desejado trocar de lugar com alguém que tivesse um carro óptimo, ou uma casa grande, um emprego melhor, ou uma namorada mais atraente - tudo menos aquilo que tínhamos. O nosso desespero era tão profundo que nem conseguíamos imaginar que alguém pudesse estar em pior forma do que nós. Em recuperação podemos descobrir que estamos a experimentar um tipo de inveja diferente. Podemos continuar a comparar o nosso interior com o exterior dos outros, e a sentirmo-nos como se ainda nos faltasse qualquer coisa. Podemos pensar que toda a gente, desde o membro mais novo ao membro mais velho, soa melhor do que nós nas reuniões. Podemos pensar que todos os outros estão a trabalhar melhor o programa porque têm um carro melhor, uma casa maior, mais dinheiro, e por aí fora. O processo de recuperação, sentido através dos Doze Passos, vai transportar-nos de uma atitude de inveja e de baixa auto-estima para uma postura de preenchimento espiritual e de profunda apreciação por aquilo que temos. Descobrimos que jamais trocaríamos voluntariamente de lugar com outra pessoa, porque aquilo que descobrimos dentro de nós é inestimável.

Só por hoje: Há muitas coisas pelas quais me sinto grato na minha vida. Vou cuidar da realização espiritual que alcancei em recuperação.


Meditação do Dia
TERÇA, 19 DE NOVEMBRO DE 2013

A linguagem da empatia
"... o adicto podia encontrar, desde o início, toda a identificação necessária para se convencer de que podia manter-se limpo, através do exemplo de outros em recuperação há vários anos." Texto Básico, p. 99

Muitos de nós fomos à primeira reunião e, por não ficarmos inteiramente certos de que NA seria para nós, arranjámos imensas coisas para criticar. Ou achávamos que ninguém tinha sofrido tanto como nós, ou então que não tinham sofrido o suficiente. Mas, à medida que fomos ouvindo, começámos a ouvir algo novo, uma linguagem silenciosa que tem as suas raízes no reconhecimento, na crença e na fé: a linguagem da empatia. Por desejarmos pertencer, continuámos a escutar. Encontramos toda a identificação de que precisamos à medida que vamos aprendendo a compreender e a falar a linguagem da empatia. Para entendermos esta linguagem especial, ouvimos com o coração. A linguagem da empatia utiliza poucas palavras; sente-se mais do que se fala. Não prega nem dá lições de moral - ela ouve. Pode chegar a um adicto e tocar-lhe no espírito, sem dizer uma única palavra. A fluência na linguagem da empatia advém da prática. Quanto mais a utilizamos com outros adictos e com o nosso Poder Superior, melhor a compreendemos. Ela faz com que voltemos.

Só por hoje: Vou ouvir com o coração. Com cada dia que passa vou tornar-me mais fluente na linguagem da empatia.


Meditação do Dia

SEGUNDA, 18 DE NOVEMBRO DE 2013


Descoberta interior
"O Décimo Passo pode ajudar-nos a corrigir os nossos erros e evitar que se repitam." Texto Básico, p. 49



As nossas identidades, a forma como pensamos e sentimos, foram moldadas pelas nossas experiências. Algumas das nossas experiências tornaram-nos pessoas melhores, outras causaram-nos vergonha ou embaraço; todas elas influenciaram quem hoje somos. Podemos tirar partido do conhecimento adquirido ao examinarmos os nossos erros, usando esta sabedoria para orientar as decisões que tomamos hoje. A aceitação de nós mesmos significa aceitarmos todos os nossos aspectos - os nossos valores, os nossos defeitos, os nossos sucessos e os nossos falhanços. As vergonhas e as culpas que não foram lidadas podem paralisar-nos, impedindo-nos de avançar nas nossas vidas. Algumas das reparações mais importantes que podemos fazer em relação aos erros do nosso passado são feitas simplesmente ao agirmos hoje de forma diferente. Esforçamo-nos por melhorar e medimos o nosso sucesso comparando-nos hoje com aquilo que costumávamos ser. Por sermos humanos, vamos continuar a cometer erros; não precisamos, todavia, de continuar a repetir os mesmos erros vezes sem conta. Ao olharmos para o nosso passado e percebermos que mudámos e crescemos, vamos encontrar esperança para o futuro. O melhor ainda está para vir.

Só por hoje: Vou fazer o melhor que possa com aquilo que tenho hoje. Cada dia vou aprender qualquer coisa nova que vai ajudar-me.




Meditação
DOMINGO, 17 DE NOVEMBRO DE 2013



Passando pela dor
“Não temos que usar nunca mais,independente de como nos sentimos.
Todos os sentimentos acabarão passando.”
Texto Básico, p. 90
Dói como nunca doeu antes. Você sai da cama depois de uma noite de insônia, fala com Deus e, mesmo assim, não se sente melhor. “Vai passar”, uma pequena voz fala. “Quando?” – você se pergunta à medida que anda de um lado para o outro resmungando e prossegue com seu dia.
Você chora em seu carro e liga o rádio a todo volume, para nem ouvir seus próprios pensamentos. Mas você vai direto para o trabalho e nem pensa em usar drogas.
Você está queimado por dentro. Justamente quando a dor se torna insuportável, você fica insensível e entorpecido. Vai a uma reunião e deseja estar tão contente como os outros membros parecem estar. Mas você não recai.
Chora mais um pouco e fala com seu padrinho/madrinha. Dirige-se para a casa de um amigo e nem percebe a bela paisagem, pois sua paisagem interior está desolada. Você pode não se sentir melhor depois da visita a seu amigo – mas, pelo menos, você não foi procurar um traficante.
Você ouve um Quinto Passo. Partilha em uma reunião. Você olha o calendário e vê que conseguiu ficar mais um dia limpo.
Então, um dia você acorda, olha para fora e se dá conta de que o dia está lindo. O sol brilha. O céu está azul. Você respira fundo, sorri novamente e sabe que realmente a dor passa.


Só por hoje: Não interessa como me sinto hoje, eu vou continuar em recuperação.



Meditação do Dia

SÁBADO, 16 DE NOVEMBRO DE 2013


Não mais sozinhos
"Aos poucos e com cuidado, saímos do isolamento e da solidão da adicção e entramos na corrente da vida." Texto Básico, p. 42



Muitos de nós passaram muito do seu tempo de uso sozinhos, a evitar a todo o custo outras pessoas - especialmente aquelas que não estivessem a usar. Depois de anos de isolamento nem sempre é fácil tentarmos encontrar um lugar para nós numa irmandade agitada, por vezes em alvoroço. Podemos continuar a sentir-nos isolados, olhando só para as nossas diferenças, em vez de para as nossas semelhanças. Os sentimentos opressivos que muitas vezes aparecem no início de recuperação - sentimentos de medo, raiva, e desconfiança - também podem manter-nos isolados. Podemos sentir-nos estranhos, mas não podemos esquecer-nos de que essa sensação de estranheza é nossa, não de NA. Em Narcóticos Anónimos é-nos dada uma oportunidade muito especial para ter amigos. Estamos junto de pessoas que nos entendem como mais ninguém pode entender. Somos encorajados a partilhar com essas pessoas os nossos sentimentos, os nossos problemas, as nossas vitórias, e os nossos falhanços. Lentamente o reconhecimento e a identificação que encontramos em NA transpõem o abismo de solidão e de inadequação que sentimos nos nossos corações. Como já ouvimos dizer, o programa resulta, se nós deixarmos.

Só por hoje: A amizade de outros membros da irmandade é uma dádiva que me mantém vivo. Vou tentar alcançar a amizade que é oferecida em NA e aceitá-la.


Meditação do Dia

SEXTA, 15 DE NOVEMBRO DE 2013


Entrega
"Tomai a minha vontade e a minha vida. Guiai-me na minha recuperação. Mostrai-me como viver." Texto Básico, p. 30


Como é que iniciamos o processo de deixar o nosso Poder Superior orientar as nossas vidas? Quando procuramos conselhos sobre situações que nos perturbam, costumamos descobrir que o nosso Poder Superior funciona através dos outros. Quando aceitamos que não temos todas as respostas, abrimo-nos a novas e diferentes opções. Uma boa-vontade para largarmos as nossas ideias e opiniões pré-concebidas permite que a orientação espiritual guie o nosso caminho. Há alturas em que temos de ser levados a um ponto de desespero, antes de estarmos prontos a entregar as situações difíceis ao nosso Poder Superior. Conspirar ansiosamente, lutar, planear, preocuparmo-nos - nada disto é suficiente. Podemos ter a certeza de que, se entregarmos os nossos problemas ao nosso Poder Superior, ao ouvirmos os outros partilhar as suas experiências, ou no silêncio da meditação, as respostas hão-de chegar. Não vale a pena viver uma existência frenética. Atravessar a vida como se fosse uma casa a arder, deixa-nos exaustos, e não nos leva a lado nenhum. Nenhuma manipulação da nossa parte acabará por mudar as situações. Quando entregamos e permitimos a nós mesmos o acesso ao nosso Poder Superior, vamos descobrir a melhor maneira de agir. Podemos ficar descansados, que as respostas oriundas de uma base espiritual sã serão muito superiores a quaisquer respostas que nós próprios pudéssemos fabricar.

Só por hoje: Vou entregar, e deixar o meu Poder Superior orientar a minha vida.


Meditação do Dia

QUINTA, 14 DE NOVEMBRO DE 2013


Não se trata só de sobreviver
"Quando usávamos drogas as nossas vidas tinham-se tomado um exercício de sobrevivência." Texto Básico, p. 59


"Mais valia morrer!" é um refrão familiar para um adicto a usar, e com boas razões. Tudo o que víamos pela frente era a mesma existência miserável. O que nos prendia à vida era, no mínimo, ténue. A nossa degradação emocional, a falta de vida espiritual, e a esmagadora sensação de que nada iria mudar, eram constantes. Tínhamos pouca esperança e não tínhamos um conceito da vida que andávamos a perder. A ressurreição das nossas emoções, dos nossos espíritos e da nossa saúde física leva tempo. Quanto mais experiência ganhamos de viver, em vez de meramente existir, melhor compreendemos quão preciosa e deliciosa a vida pode ser. Viajar, brincar com uma criança pequena, fazer amor, alargar o nosso horizonte intelectual e formar relações, estão entre as actividades sem fim que significam "Estou vivo." Descobrimos tanta coisa de que gostamos e sentimo-nos gratos por haver uma segunda oportunidade. Se tivéssemos morrido na adicção activa, teríamos sido cruelmente privados de tantos encantos da vida. Cada dia agradecemos a um Poder superior a nós mesmos por mais um dia limpo e por mais um dia de vida.

Só por hoje: Estou grato por estar vivo. Vou fazer qualquer coisa, hoje, para celebrar.



Meditação do Dia

QUARTA, 13 DE NOVEMBRO DE 2013


Imperfeito
"Não iremos ser perfeitos. Se fossemos perfeitos não seríamos humanos." Texto Básico, p. 35


Todos nós tinham os expectativas sobre uma vida em recuperação. Alguns pensavam que a recuperação tornar-los-ia imediatamente capazes de arranjar emprego ou de fazer aquilo que quisessem. Ou talvez nos tivéssemos imaginado perfeitamente à vontade no nosso relacionamento com os outros. Quando paramos para pensar, vemos que julgávamos que a recuperação ia tornar-nos perfeitos. Não esperávamos continuar a cometer muitos erros. Mas cometemos. Isso não é o nosso lado adicto a aparecer; isso é ser-se humano. Em Narcóticos Anónimos esforçamo-nos por recuperar, e não por ser perfeitos. A única promessa que nos fizeram foi a libertação da adicção activa. A perfeição não é um estado alcançável para um ser humano. Não é uma meta realista. O que muitas vezes procuramos na perfeição é libertar-nos do desconforto de cometer erros. Em troca dessa libertação do desconforto, damos a nossa curiosidade, a nossa flexibilidade e o espaço para crescermos. Podemos considerar essa troca: Queremos viver o resto da nossa vida no nosso pequeno mundo bem definido, seguro mas talvez sufocante? Ou desejamos aventurar-nos no desconhecido, arriscar, e alcançar tudo o que a vida tem para dar?

Só por hoje: Eu quero tudo o que a vida tem para oferecer e tudo o que a recuperação pode proporcionar-me. Hoje vou arriscar, tentar qualquer coisa nova, e crescer.

                                                           

                                                            Meditação do Dia

                                             TERÇA, 12 DE NOVEMBRO DE 2013


 Nossa própria história
“Quando contamos nossa própria história com
honestidade, alguém poderá se identificar conosco.”
Texto Básico, p. 107

Muitos de nós temos ouvido oradores verdadeiramente cativantes em convenções de Narcóticos Anônimos. Lembramos a platéia se alternando entre lágrimas de identificação e brincadeiras hilariantes, “Algum dia”, podemos pensar, “eu também vou ser orador principal de uma convenção.”
Para muitos de nós este dia ainda está para chegar. Vez ou outra podemos ser chamados para ser orador em uma reunião perto de onde moramos. Podemos falar em uma oficina de uma pequena convenção. Mas depois de todo este tempo, nós ainda não somos “exímios” oradores, tudo bem. Aprendemos que também temos uma mensagem especial para partilhar, mesmo que seja uma reunião local com quinze ou vinte adictos nos ouvindo.
Cada um de nós tem apenas sua própria história para contar. Não podemos contar a história de mais ninguém. Toda vez que vamos partilhar, muitos de nós descobrimos que todas as frases inteligentes e histórias engraçadas parecem desaparecer de nossas mentes. Mas temos algo a oferecer. Levamos a mensagem de esperança – podemos e nos recuperamos de nossa adicção. E isto basta.



Só por hoje: Eu vou lembrar que minha história honesta é o que partilho melhor. Hoje, isto basta.

Meditação do Dia

SEGUNDA, 11 DE NOVEMBRO DE 2013


 Da rendição à aceitação 
“Nós nos rendemos calmamente, e deixamos o que”.
Deus, da maneira que compreendemos, cuide de nós“.
Texto Básico, p. 28



Rendição e aceitação são parecidas com paixão e amor. A paixão começa quando encontramos alguém especial. A paixão requer apenas o reconhecimento do objeto de nossa paixão. Para a paixão se tornar amor, entretanto, é preciso um grande esforço. A ligação inicial deve ser lenta, pacientemente nutrida para se tornar um laço sólido e duradouro.
Acontece o mesmo com a rendição e a aceitação. Nos rendemos quando reconhecemos nossa impotência. Lentamente, viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos pode nos dar o cuidado de que precisamos. A rendição se transforma em aceitação quando deixamos este Poder entrar em nossas vidas. Examinamos nossas vidas e deixamos nosso Deus nos ver como somos. Tendo permitido que o Deus de nossa compreensão conhecesse nosso interior, aceitamos mais seus cuidados. Pedimos a este Poder para nos aliviar de nossos defeitos e nos ajudar a reparar o mal que fizemos. Então, iniciamos uma nova maneira de viver, aumentando nosso contato e aceitando a orientação, o cuidado e a força contínuos de nosso Poder Superior.
A rendição, assim como a paixão, pode ser o início de um longo relacionamento. Para transformar rendição em aceitação, entretanto, temos que deixar Deus de nossa compreensão cuida de nós a cada dia.



Só por hoje: Minha recuperação é mais paixão. Eu me rendi. Hoje, eu vou nutrir meu contato consciente com meu Poder Superior e aceitar seu cuidado contínuo por mim.

                                                                     

 Meditação do Dia

DOMINGO, 10 DE NOVEMBRO DE 2013

Medo ou fé
“Mas não importa o quanto corrêssemos”,
sempre levávamos o medo conosco”
Texto Básico, p. 16



Para muitos de nós, o medo era um fator constante em nossas vidas, antes de chegar a Narcóticos Anônimos. Nós usávamos porque tínhamos medo de sentir a dor física ou emocional. Nosso medo de pessoas e situações nos deu uma desculpa conveniente para usar drogas. Alguns de nós tínhamos tanto medo de tudo que éramos incapazes mesmo de sair de casa sem antes usar.
Ao ficar limpo, substituímos nosso medo pela crença na irmandade, nos passos e no Poder Superior. À medida que esta crença cresce, nossa fé no milagre da recuperação começa a colorir todos os aspectos de nossa vida. Começamos a nos ver com outros olhos, percebemos que somos seres espirituais e nos esforçamos para viver de acordo com os princípios espirituais.
A aplicação destes princípios espirituais ajuda a eliminar o medo de nossas vidas. Abstendo-nos de tratar os outros de maneira prejudicial ou fora da lei, descobrimos que não precisamos ter medo de como seremos tratados. À medida que praticamos amor, compaixão, compreensão e paciência em nossos relacionamentos com os outros, somos tratados com respeito e consideração. Percebemos que estas mudanças positivas são o resultado de deixar nosso Poder Superior trabalhar em nós. Viemos a acreditar – não a pensar, mas a acreditar – que nosso Poder Superior quer apenas o melhor para nós. Não importam quais as circunstâncias, descobrimos que podemos caminhar dom fé e não com medo.



Só por hoje: Eu não preciso mais seguir com medo, mas poso caminhar acreditando que meu Poder Superior tem apenas o melhor guardado para mim.

                                                                   
 Meditação do Dia

SÁBADO, 09 DE NOVEMBRO DE 2013


Os melhores planos “Nossas ações é que são importantes. Deixemos
os resultados com nosso Poder Superior“.
Texto Básico, p. 100

Existe um velho ditado que algumas vezes ouvimos em nossas reuniões: “Se você quer que Deus ria, faça planos”. Normalmente, quando ouvimos isto, também rimos, mas com uma ponta de nervosismo em nosso riso. Imaginamos se todos os nossos cuidadosos planos estão condenados ao fracasso. Se estamos planejando um grande evento – um casamento, um retorno aos estudos ou, talvez, uma mudança de carreira –, começamos a imaginar se nossos planos são os mesmos de nosso Poder Superior. Somos capazes de nos preocupar tão obsessivamente com esta questão que nos recusamos a fazer mais planos.
Mas o certo é que realmente não sabemos se os planos que o Poder Superior traçou para nós são ou não definitivos. A maior parte de nós tem opiniões sobre fatalidade e destino, mas, acreditando ou não nestas teorias, ainda temos a responsabilidade de viver nossas vidas e fazer planos para o futuro. Se nos recusarmos a aceitar responsabilidade sobre nossas vidas, mesmo assim estaremos fazendo planos – planos para uma existência maçante e superficial.
O que fazemos em recuperação são planos, não resultados. Nunca saberemos quando o casamento, a educação ou o novo emprego irá funcionar, antes de tentar. Simplesmente, usamos bom senso, consultamos nossos padrinhos/madrinhas, oramos, usamos toda informação disponível e fazemos os planos mais razoáveis que podemos. No mais, acreditamos no cuidado amoroso do Deus de nossa compreensão, sabendo que agimos responsavelmente.



Só por hoje: Eu vou fazer planos, mas eu não vou planejar os resultados. Eu vou acreditar no cuidado amoroso de meu Poder Superior.

                 
                                                  
Meditação do Dia
SEXTA, 08 DE NOVEMBRO DE 2013


Livre da insanidade
“Acredito que seria insano pedir a alguém: Por favor,
me dê um ataque do coração ou um acidente fatal”
Texto Básico, p. 25
Ouvimos dizer, que a menos que estejamos amando, não podemos lembrar como é o sentimento de estar apaixonado. O mesmo ocorre com a insanidade: uma vez que estamos livres dela, esquecemos como podem ser verdadeiramente estranho nossos pensamentos insanos. Mas, para ser gratos pelo grau de sanidade que recuperamos em Narcóticos Anônimos, precisamos lembrar quanto estávamos mergulhados na insanidade.
Hoje, pode ser ridículo imaginar um pensamento do tipo: “Por favor, me dê um ataque do coração ou um acidente fatal?” Ninguém em seu juízo perfeito pediria algo assim. Essa é a questão. Em nossa adicção ativa, nós cortejávamos doenças fatais, degradações, desonestidade, desfalques, destruições, morte violenta e até mesmo morte por completa estupidez. Neste contexto, a idéia de pedir por um ataque do coração ou acidente fatal não soa tão estranha assim. Isso demonstra quanto estávamos insanos.
A programação. O companheirismo e nosso Poder Superior – juntos – operam milagres. O Segundo Passo não é uma esperança infrutífera – é realidade. Reconhecendo o grau de insanidade a que chegamos, podemos desfrutar cada vez mais deste Poder milagroso que nos resgata para a sanidade. Por isso, somos verdadeiramente gratos.



Só por hoje: Eu terei algum tempo para lembrar quão insano eu estava durante minha adicção ativa. Então agradecerei a meu Poder Superior a sanidade que venho resgatando em minha vida.



Meditação do Dia

QUINTA, 07 DE NOVEMBRO DE 2013


Sentir a vontade de Deus
"Eu acreditava sinceramente que um Poder Superior podia restaurar-me à sanidade e que eu deixaria de tentar adivinhar a vontade de Deus, e aceitaria as coisas como elas eram, e sentir-me-ia grato." Basic Text, p. 198* *Livro 2 do Texto Básico inglês.


Quanto mais tempo nos mantivermos limpos, menos certezas teremos de "conhecer" a vontade do nosso Poder Superior para nós - e menos isso importará. O conhecimento da vontade do nosso Poder Superior em relação a nós toma-se cada vez menos uma questão de "conhecer", e mais uma questão de "sentir". Continuamos a praticar o 11º Passo com fé. Mas em vez de procurarmos "sinais" do nosso Poder Superior, começamos a confiar mais na nossa intuição, nos nossos sentimentos acerca daquilo que nos deixará mais confortáveis. Depois de estarmos limpos há alguns anos, aquilo que parece que de facto sabemos é quando estamos a agir contra a vontade de Deus para nós. Quando estamos a ir contra a vontade de Deus, ficamos com aquele velho sentimento de desconforto no estômago. Esse desconforto é um aviso de que, se continuarmos nessa direcção, teremos muitas noites de insónia pela frente. Precisamos de prestar atenção a esses sentimentos, pois eles são muitas vezes um sinal de que estamos a agir contra aquilo que é a vontade do nosso Poder Superior para nós. O nosso 11º Passo indica claramente o verdadeiro objectivo da oração e da meditação: melhorar o nosso contacto consciente com o Deus da nossa concepção, trazendo-nos um conhecimento mais claro da vontade do nosso Poder Superior para nós e das forças para realizá-la. Nós sabemos qual é a vontade de Deus pela forma como a sentimos, e não através de quaisquer sinais ou palavras - e isso faz-nos sentir bem.

Só por hoje: Só por hoje: Vou rezar pelo conhecimento da vontade do meu Poder Superior em relação a mim, e pelas forças para realizar essa vontade. Vou prestar atenção aos meus sentimentos, e agir quando me sentir confortável com eles.





Meditação do Dia

QUARTA, 06 DE NOVEMBRO DE 2013


Perceber a humildade
"A humildade é um resultado de sermos honestos com nós próprios" Texto Básico, p. 41


A humildade era, para a maioria de nós, uma ideia tão estranha que a ignorámos o mais que pudemos. A primeira vez que vimos a palavra "humildemente" no Sétimo Passo, julgámos que ela significava que iríamos ter um bom bocado de humilhação pela frente. Talvez tenhamos ido consultar o dicionário, e acabámos por ficar mais confusos com a definição. Não compreendíamos como é que "baixeza e subserviência" se aplicavam em recuperação. Sermos humildes não significa que somos a forma mais baixa de vida. Pelo contrário, tornarmo-nos humildes significa que alcançamos uma visão realista de nós mesmos e do nosso lugar no mundo. Crescemos em direcção a uma consciência baseada na nossa aceitação de todos os aspectos de nós próprios. Não negamos as nossas qualidades, nem exageramos os nossos defeitos. Aceitamos honestamente quem somos. Nenhum de nós jamais alcançará um estado de humildade perfeita. Mas podemos, certamente, esforçarmo-nos por admitir honestamente as nossas falhas, aceitar o que temos, e confiar no nosso Poder Superior como uma fonte de força. Humildade não significa que tenhamos de atravessar a vida a rastejar; significa apenas que tenhamos de admitir que não podemos recuperar sozinhos. Precisamos uns dos outros, e acima de tudo precisamos do poder de um Deus amantíssimo.

Só por hoje: Para ser humilde vou aceitar honestamente todas as minhas facetas, vendo o meu verdadeiro lugar no mundo. Para a força de que preciso para preencher esse lugar, vou confiar num Deus da minha concepção.



Meditação do Dia

TERÇA, 05 DE NOVEMBRO DE 2013


A orientação de Deus
"O nosso Poder Superior está sempre ao nosso alcance. Somos guiados quando rogamos pelo conhecimento da vontade de Deus em relação a nós." Texto Básico, p. 106


Nem sempre é fácil tomar a decisão certa. Isto é especialmente verdade para adictos que estão pela primeira vez a aprender a viver com princípios espirituais. Ao longo da nossa adicção desenvolvemos impulsos autodestrutivos e anti-sociais. Quando surgiam conflitos, seguíamos os nossos impulsos negativos. A nossa doença não nos preparava para a tomada de decisões acertadas. Hoje, para encontrarmos a direcção de que precisamos, pedimos ao nosso Poder Superior. Paramos, rezamos e escutamos calmamente a orientação que vem de dentro. Viemos a acreditar que podemos confiar num Poder superior a nós mesmos. Esse Poder está ao nosso dispor sempre que precisamos dele. Tudo o que é preciso é rezar pelo conhecimento da vontade de Deus em relação a nós e pelas forças para realizar essa vontade. Cada vez que fazemos isto, sempre que encontramos uma direcção no meio da confusão, a nossa fé cresce. Quanto mais confiamos no nosso Poder Superior, mais fácil se toma pedir uma direcção. Descobrimos o Poder que nos faltava durante a nossa adicção, um Poder que está sempre disponível para nós. Para encontrar a direcção de que precisamos para viver vidas preenchidas e crescer espiritualmente, tudo o que precisamos de fazer é manter o contacto com o Deus da nossa concepção.

Só por hoje: O meu Poder Superior é uma fonte de orientação espiritual dentro de mim, que está sempre ao meu alcance. Quando hoje procurar orientação, vou rogar pelo conhecimento da vontade do meu Poder Superior em relação a mim.



Meditação do Dia

SEGUNDA, 04 DE NOVEMBRO DE 2013


Dar amor
"... damos amor porque ele também nos foi dado tão livremente. Abrem-se-nos novas fronteiras, à medida que aprendemos a amal. O amor pode ser o fluxo de energia vital de uma pessoa para outra. " Texto Básico, p. 116


O amor que damos, assim como o amor que recebemos, é a essência da vida. É o denominador comum universal, que nos mantém em contacto com quem nos rodeia. A adicção privou-nos desse contacto, fechou-nos em nós mesmos. O amor que encontramos no programa de NA reabre-nos o mundo. Abre os portões da adicção, que nos mantiveram presos. Através do amor que recebemos de outros membros de NA, descobrimos - talvez pela primeira vez - o que é o amor e o que ele pode fazer. Ouvimos membros da irmandade falarem sobre a partilha do amor, e vemos o sentido que isso dá às suas vidas. Começamos a suspeitar de que, se dar e receber amor significa tanto para os outros, talvez possa também dar significado às nossas vidas. Sentimos que estamos na iminência de uma grande descoberta, mas também sentimos que não percebemos totalmente o significado do amor, a não ser que partilhemos também o nosso. Ao tentarmos dar, descobrimos a falta de contacto que existe entre nós e o mundo. Hoje compreendemos que aquilo que nos disseram era verdade: "Só conservamos aquilo que temos se o partilharmos."

Só por hoje: A vida é uma nova fronteira para mim, e o veículo que vou usar para explorá-la é o amor. Vou dar livremente o amor que tenho recebido.



Meditação do Dia

DOMINGO, 03 DE NOVEMBRO DE 2013


Não importa o quê
"Mais cedo ou mais tarde teremos de nos aguentar nas nossas próprias pernas e enfrentar a vida pela frente. Porque não fazê-lo então desde o início?" Texto Básico, p. 100


Alguns de nós sentem que devem proteger os recém-chegados, dizendo-lhes que, embora antes tudo fosse terrível, agora em recuperação tudo é maravilhoso. Achamos que poderemos assustar alguém se falarmos de dor ou de dificuldades, de casamentos acabados, de sermos assaltados, ou de coisas parecidas. Com um desejo sincero e bem intencionado de transmitir a mensagem, temos a tendência de falar brilhantemente, mas só daquilo que vai bem nas nossas vidas. Mas a maioria dos recém-chegados já suspeita da verdade, mesmo que só esteja limpo há poucos dias. É mais provável que a "vida tal como ela é" que o recém-chegado está a experimentar seja um pouco mais cansativa do que aquela com que os membros com mais tempo lidam no dia-a-dia. Se conseguirmos convencer um recém-chegado de que tudo se torna cor-de-rosa quando estamos em recuperação, é bom que tenhamos a certeza de que estaremos disponíveis para ajudar esse recém-chegado quando algo correr mal na sua vida. Talvez precisemos apenas de partilhar de uma forma realista sobre a forma como utilizamos os recursos que Narcóticos Anónimos nos dá para aceitarmos "a vida tal como ela é", seja ela como for. A recuperação, tal como a própria vida, contém partes iguais de dor e de alegria. É importante partilharmos ambas para que o recém-chegado fique a saber que nos mantemos limpos aconteça o que acontecer.

Só por hoje: Vou ser honesto com os recém-chegados com quem partilho e vou deixá-los saber que, traga a vida o que trouxer, nós não temos que voltar a usar drogas.


Meditação do Dia
SÁBADO, 02 DE NOVEMBRO DE 2013

Viver com problemas não resolvidos
“Faz uma grande diferença ter amigo que se
importam quando estamos com dor ”.
Texto Básico, p. 61
A solução é simples para a maior parte de nossos problemas. Chamamos nosso padrinho/madrinha, oramos, trabalhamos os passos ou vamos a uma reunião. Mas e aquelas situações em que nosso fardo está aumentando e não há solução à vista?
Muitos de nós sabemos o que é viver uma situação dolorosa – um problema que simplesmente não vai desaparecer. Para alguns de nós, o problema é uma doença incurável que ameaça a vida. Alguns de nós temos filhos incorrigíveis. Alguns de nós sabemos que o salário não cobre as despesas. Alguns de nós cuidamos de um amigo ou familiar portador de uma doença crônica.
Aqueles de nós que, em algum momento, têm que viver com um problema não resolvido sabem o alívio que vem simplesmente de falar do problema com outros amigos em recuperação. Podemos encontrar alívio no humor. Nossos amigos podem apiedar-se ou expressar solidariedade. Qualquer coisa que façam alivia nosso fardo. Eles podem não ser capaz de solucionar nosso problema ou remover nossos sentimentos dolorosos, mas o simples fato de saber que somos amados e que os outros se importam conosco torna nossos problemas toleráveis. Nunca mais precisamos estar sozinhos com nossa dor novamente.



Só por hoje: Aqueles problemas que não posso resolver podem se tornar toleráveis, partilhando-os com um amigo. Hoje, eu vou conversar com alguém que se importa.

Meditação do Dia

SEXTA, 01 DE NOVEMBRO DE 2013


Despertar
"Deus ajuda-nos quando nos ajudamos uns aos outros." Texto Básico, p. 60

A nossa adicção levou-nos a pensar quase exclusivamente em nós próprios. Mesmo as nossas orações - se é que alguma vez rezámos - eram centradas em nós. Pedíamos a Deus que nos arranjasse coisas, ou que nos livrasse de problemas. Porquê? Porque não queríamos viver com os problemas que nós próprios criávamos. Sentíamo-nos inseguros. Julgávamos que o importante na vida era receber, e queríamos sempre mais. Em recuperação recebemos de facto mais - mais do que apenas não usar. O despertar espiritual que experimentamos ao praticar os Doze Passos revela-nos uma vida que nunca julgáramos possível. Não precisamos mais de nos preocupar se teremos o "suficiente", pois viemos a confiar num Poder Superior amantíssimo que vai ao encontro de todas as nossas necessidades diárias. Aliviados da nossa incessante insegurança, não vemos mais o mundo como um local onde competimos com os outros para a realização dos nossos desejos. Em vez disso, vemos o mundo como um local onde viver o amor que o nosso Poder Superior nos mostrou. As nossas orações não são para gratificação imediata; são para nos ajudar a ajudarmo-nos uns aos outros. A recuperação desperta-nos do pesadelo do egocentrismo, do conflito e da insegurança, que estão no centro da nossa doença. Despertamos para uma nova realidade: tudo aquilo que vale a pena ter só pode ser mantido se for partilhado.

Só por hoje: O meu Deus ajuda-me à medida que eu ajudo outros. Hoje vou procurar ajuda para partilhar o amor que o meu Poder Superior me deu, sabendo que essa é a forma de preservá-lo.


Meditação do Dia

QUINTA, 31 DE OUTUBRO DE 2013


A nossa relação com um Poder Superior
"A recuperação continuada depende da nossa relação com um Deus amantíssimo que cuida de nós e fará por nós aquilo que nós não somos capazes de fazer por nós próprios." Texto Básico, p. 111


Trabalhar os Doze Passos de Narcóticos Anónimos dá-nos um novo começo para a vida e alguma orientação para vivermos neste mundo. No entanto, os passos são mais do que um novo começo. Quando damos o nosso melhor, trabalhando os passos, desenvolvemos uma relação com o nosso Poder Superior. No Terceiro Passo decidimos deixar que um Deus amantíssimo influencie as nossas vidas. Muita da coragem, da confiança e da boa-vontade de que precisamos para continuar a praticar os Passos advém desta decisão. No Sétimo Passo vamos ainda mais longe, pedindo a esse Poder Superior para mudar as nossas vidas. O 11º Passo é uma forma de melhorarmos essa relação. A recuperação é um processo de crescimento e de mudança, no qual as nossas vidas são renovadas. Os Doze Passos são um mapa, as orientações específicas que tomamos para continuarmos em recuperação. Mas o apoio de que precisamos para trabalhar cada passo vem da nossa fé num Poder Superior, em acreditar que tudo irá correr bem. A fé dá-nos a coragem para agir. Cada passo que trabalhamos tem como base a nossa relação com um Deus amantíssimo.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que a fonte da minha coragem e boa-vontade é a minha relação com o meu Poder Superior.



Meditação do Dia



QUARTA, 30 DE OUTUBRO DE 2013


Coragem
"A nossa fé, recém-descoberta, funciona como uma base firme para termos coragem no futuro." Texto Básico, p. 107

Em Narcóticos Anónimos não há lugar para pieguices! Enfrentar a vida como ela é, sem usar drogas, nem sempre é fácil. A recuperação requer mais do que esforço - requer uma grande dose de coragem. Mas afinal o que é a coragem? Uma rápida olhadela ao dicionário irá elucidar-nos. Temos coragem quando, em vez de fugirmos, enfrentamos e lidamos com qualquer coisa que julguemos ser difícil, perigoso ou doloroso. Coragem significa ser-se forte, ter-se um propósito, ter-se um espírito. Então o que é na realidade coragem? Coragem é uma atitude, uma atitude de perseverança. É disto que um adicto em recuperação realmente precisa - perseverança. Assumimos o compromisso de trabalhar o nosso programa, de não usar, aconteça o que acontecer. Um adicto corajoso é aquele que não usa, um dia de cada vez, não importa o que aconteça. E o que é que nos dá coragem? Uma relação com o Poder Superior dá-nos a força e a coragem para nos mantermos limpos. Sabemos que, enquanto estivermos nos cuidados de Deus, teremos o poder de que precisamos para enfrentar a vida tal como ela é.

Só por hoje: Tenho um Poder Superior que cuida de mim, aconteça o que acontecer. Sabendo isso, vou esforçar-me por ter hoje uma atitude de coragem.

Meditação do Dia

TERÇA, 29 DE OUTUBRO DE 2013


Viver no momento
"O viver só por hoje alivia o peso do passado e o medo do futuro." Texto Básico, p. 195


Pensamentos sobre o passado - ou sobre o futuro - podem destruir-nos a esperança de que precisamos para recuperar. Fantasiar sobre a maravilha que a vida foi - ou poderá vir a ser - pode impedir-nos de pôr em prática coisas no mundo real. É por isso que em Narcóticos Anónimos falamos sobre viver e estar em recuperação "só por hoje". Em NA sabemos que podemos mudar. Viemos a acreditar que o nosso Poder Superior pode voltar a pôr as nossas mentes e os nossos corações no lugar. Podemos lidar com a destruição do nosso passado através dos passos. Ao mantermos a nossa recuperação, "só por hoje", evitamos criar problemas no futuro. A vida em recuperação não é nenhuma fantasia. Sonhar de como foi bom usar, ou de como poderemos sair-nos bem a usar no futuro, ilusões de como tudo poderia ser óptimo, ou ainda expectativas exageradas que nos levam à desilusão e à recaída, acabam por perder todo o seu poder através do programa. Procuramos a vontade de Deus, e não a nossa. Procuramos servir os outros, e não nós mesmos. O nosso egocentrismo desaparece, assim como a importância que damos às ilusões de que tudo foi óptimo e poderá vir a ser. À luz da recuperação apercebemo-nos da diferença entre a fantasia e a realidade.

Só por hoje: Estou grato pelos princípios de recuperação e pela nova realidade que eles me deram.



Meditação do Dia

SEGUNDA, 28 DE OUTUBRO DE 2013


Atitudes
"Podemos também usar os passos para melhorar as nossas atitudes." Texto Básico, p. 62


Já tiveste algum dia em que tudo parece estar contra ti? Atravessas períodos em que estás tão preocupado a tirar o inventário dos outros que mal tens paciência para ti próprio? E quando dás por ti a embirrar com um colega ou com uma pessoa que te é querida, sem qualquer motivo? Quando nos vemos nestes estados de espírito negativos, precisamos de fazer qualquer coisa. Em qualquer altura do dia podemos parar por uns momentos e fazer um "inventário pontual". Examinamos a maneira como estamos a reagir às situações exteriores e às outras pessoas. vamos assim descobrir que sofremos simplesmente de uma velha "má atitude". Uma visão negativa pode ferir a nossa relação com o nosso Poder Superior e magoar as pessoas à nossa volta. Quando somos honestos connosco próprios, frequentemente descobrimos que o problema está em nós e nas nossas atitudes. Não temos controle sobre os desafios que a vida nos traz. O que podemos controlar, sim, é a forma como reagimos a esses desafios. Em qualquer altura podemos modificar a nossa atitude. A única coisa que realmente muda em Narcóticos Anónimos somos nós. Os Doze Passos dão-nos os instrumentos para sairmos do problema e entrarmos na solução.

Só por hoje: Ao longo do dia vou estar atento às minhas atitudes. Vou praticar os passos para melhorá-las.

Meditação do Dia

DOMINGO, 27 DE OUTUBRO DE 2013


Vivendo o presente 
“Queremos encarar nosso passado de frente, vê-lo como ele realmente foi e libertá-lo para se podermos viver o hoje”. Texto Básico, p. 31


Para muitos de nós, o passado é como um sonho ruim. Nossas vidas já não são mais as mesmas, mas ainda temos memórias emocionais, ocasionais e altamente carregadas de um passado realmente desconfortável. A culpa, o medo e a raiva que uma vez nos dominaram podem se derramar em nossas vidas, complicando nossos esforços para mudar e crescer.
Os Doze Passos são a fórmula que nos ajuda a aprender a colocar o passado em seu lugar. Através do Quarto e Quinto Passos, nos conscientizamos de que nosso velho comportamento não funcionava. Pedimos a um Poder Superior que nos livre de nossas imperfeições, no Sexto e no Sétimo Passos e começamos a ficar livre da culpa e do medo que nos assolaram por tantos anos. No Oitavo e no Nono Passos, fazendo reparações demonstramos aos outros que nossas vidas estão mudando. Não somos mais controlados pelo passado. Uma vez que o passado perdeu seu controle sobre nós, estamos livres para descobrir novas maneiras de viver, maneiras que refletem quem verdadeiramente somos.

Só por hoje: Eu não tenho que ser controlado por meu passado. Viverei este novo dia como a nova pessoa em que estou me transformando.


Meditação do Dia

SÁBADO, 26 DE OUTUBRO DE 2013


O caminho para a auto-aceitação
"A forma mais eficaz de alcançannos a aceitação própria é através da aplicação dos Doze Passos de recuperação." IP n° 19, A auto-aceitação


A nossa adicção tem sido um motivo de vergonha para muitos de nós. Temo-nos escondido dos outros, certos de que se alguém de facto nos conhecesse iria rejeitar-nos. NA ajuda-nos a aprender a aceitarmo-nos a nós próprios. Muitos de nós sentem-se imensamente aliviados só por irem a reuniões, ouvirem outros adictos partilharem as suas histórias, e descobrirem que outros sentiram o mesmo que eles. Quando outros partilham honestamente quem são, sentimo-nos livres para fazer o mesmo. À medida que aprendemos a dizer aos outros a verdade acerca de nós, aprendemos a aceitarmo-nos a nós mesmos. Contudo, mostrarmos quem somos é apenas o começo. Uma vez tendo partilhado aquilo que nos faz sentir desconfortáveis, precisamos de encontrar uma forma diferente de viver - e é aqui que entram os passos. Desenvolvemos um conceito de um Poder Superior. Fazemos um inventário minucioso das nossas vidas e partilhamo-lo com o nosso padrinho ou madrinha. Pedimos ao Deus da nossa concepção que remova os nossos defeitos de carácter, as imperfeições que são a fonte dos nossos problemas. Tomamos responsabilidade pelas coisas que fizemos e iniciamos as reparações devidas. Aplicamos esta disciplina no nosso quotidiano, "praticando estes princípios em todas as nossas actividades". Ao trabalharmos os passos, podemos orgulhar-nos de nós mesmos. Podemos livremente dizer a verdade sobre nós prÓprios, pois não temos nada a esconder.

Só por hoje: Vou caminhar em direcção à auto-aceitação. Vou mostrar-me, dizer a verdade, e praticar os passos.

Meditação do Dia
SEXTA, 25 DE OUTUBRO DE 2013

Os princípios acima das personalidades
"O anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas tradições, lembrando-nos sempre a necessidade de colocar os princípios acima das personalidades." Décima-segunda Tradição

"Os princípios acima das personalidades." Muitos de nós acompanham em voz alta estas palavras quando as Doze Tradições são lidas. O facto de elas se terem tornado num chavão não lhes retira a importância, seja no serviço, seja nas nossas vidas. Estas palavras são uma afirmação: "Escutamos a nossa consciência e fazemos aquilo que está certo, independentemente de quem esteja envolvido". E este princípio serve como alicerce da nossa recuperação, assim como das nossas tradições. O que é que significa na realidade "os princípios acima das personalidades"? Significa que praticamos a honestidade, a humildade, a compaixão, a tolerância e a paciência com todas as pessoas, quer gostemos delas ou não. Colocarmos os princípios acima das personalidades ensina-nos a tratar todas as pessoas da mesma forma. O 12º Passo pede-nos para aplicarmos os princípios em todas as nossas actividades; a 12ª Tradição sugere que apliquemos esses princípios nas nossas relações com todas as pessoas. A prática de princípios não se limita aos nossos amigos ou às reuniões. É para todos os dias, com todas as pessoas ... em todas as áreas das nossas vidas.

Só por hoje: Vou escutar a minha consciência e fazer aquilo que está certo. Vou concentrar-me nos princípios e não nas personalidades.


                                                           Meditação do Dia
                                         QUINTA, 24 DE OUTUBRO DE 2013

Responsabilidade
“Não somos responsáveis pela nossa doença, apenas pela nossa 
recuperação. À medida que começamos a aplicar o que aprendemos, nossas vidas começam a mudar para melhor”.
Texto Básico, p. 99


Quando mais avançamos em recuperação, menos evitamos a responsabilidade por nós mesmos e nossas ações. Aplicando os princípios do Programa de Narcóticos Anônimos, somos capazes de mudar nossas vidas. Nossa existência adquire novo significado quando aceitamos a responsabilidade e a liberdade de escolha que a responsabilidade implica. Não tomamos a recuperação como garantida.
Assumimos a responsabilidade por nossa recuperação trabalhando os Doze Passos com um padrinho/madrinha. Vamos às reuniões regularmente e partilhamos com o recém chegado o que nos foi dado livremente: a dádiva da recuperação. Nos envolvemos com nosso grupo de escolha e aceitamos a responsabilidade de nossa parte em partilhar a recuperação com o adicto que ainda sofre. À medida que aprendemos como partilhar efetivamente os princípios espirituais em todas as áreas de nossas vidas, a qualidade de nossas vidas melhora.

Só por hoje: Utilizando as ferramentas espirituais que tenho ganho em recuperação, tenho vontade e sou capaz de fazer escolhas responsáveis.


Meditação do Dia

QUARTA, 23 DE OUTUBRO DE 2013


Rendição
"Quando deixamos de tentar controlar; tomamo-nos muito mais fortes." Texto Básico, p. 51

Quando andávamos a usar, fazíamos tudo o que podíamos para as coisas correrem à nossa maneira. Usávamos todos os esquemas imagináveis para termos o nosso mundo sob controle. Quando tínhamos o que queríamos, sentíamo-nos poderosos e invencíveis; quando não tínhamos, sentíamo-nos vulneráveis e derrotados. Mas isso não nos fazia parar - só nos levava a esforçarmo-nos ainda mais para controlar e manipular as nossas vidas. Arranjar esquemas era a nossa forma de negar a nossa impotência. Enquanto nos distraíamos com os nossos planos, podíamos adiar a aceitação de que não tínhamos controle. Só aos poucos fomos compreendendo que as nossas vidas se tinham desgovernado e que toda a desonestidade e manipulação do mundo não iriam pôr as nossas vidas em ordem. Quando admitimos a nossa impotência, paramos de tentar controlar e fazer as coisas à nossa maneira - rendemo-nos. Dado que sozinhos não temos em nós a força suficiente, procuramos um Poder superior a nós mesmos; ao precisarmos de apoio e de orientação, pedimos a esse Poder que cuide da nossa vontade e das nossas vidas. Pedimos a outros adictos em recuperação que partilhem a sua experiência de vida com o programa de NA, em vez de tentarmos programar as nossas próprias vidas. O poder e a orientação que procuramos estão à nossa volta; precisamos apenas de nos virar para fora de nós próprios para os encontrarmos.

Só por hoje: Não vou tentar arranjar esquemas, ou manipular as coisas à minha maneira, para conseguir governar a minha vida. Através do programa de NA vou render-me aos cuidados do meu Poder Superior.


Meditação do Dia

TERÇA, 22 DE OUTUBRO DE 2013


Olhem quem fala
"A nossa doença é tão manhosa que pode meter-nos em situações impossíveis." Texto Básico, p. 94


Alguns de nós dizem, "A minha doença está a falar comigo." Outros dizem, "A minha cabeça não pára." Ainda outros referem-se ao "comité dentro da minha cabeça", ou a uma "vozinha que nos sussurra ao ouvido". Sejamos honestos! Sofremos de uma doença incurável que continua a afectar-nos, mesmo em recuperação. A nossa doença dá-nos informações deturpadas acerca do que se passa nas nossas vidas. Diz-nos para não olharmos para nós próprios porque o que iremos ver é demasiado assustador. Por vezes diz-nos que não somos responsáveis por nós próprios e pelas nossas acções; outras vezes, diz-nos que tudo o que está errado no mundo é por nossa culpa. A nossa doença engana-nos, conseguindo levar-nos a confiar nela. O programa de NA dá-nos outras vozes que contrariam a nossa adicção, vozes em que podemos confiar. Podemos telefonar ao nosso padrinho ou madrinha para nos ajudar a ver a realidade. Podemos ouvir a voz de um adicto a tentar ficar limpo. A solução básica é trabalhar os passos e receber a força de um Poder Superior. Isso irá ajudar-nos a atravessar aqueles momentos em que "a nossa doença nos fala".

Só por hoje: Vou ignorar a "voz" da minha adicção. Vou escutar a voz do meu programa e de um Poder superior a mim mesmo.

Meditação do Dia
SEGUNDA, 21 DE OUTUBRO DE 2013

A vontade de Deus hoje
"Esta decisão exige uma continuada aceitação, uma fé crescente, e um compromisso diário com a recuperação." IP n° 14, A experiência de um adicto ...


Por vezes vivemos realmente o Terceiro Passo - e é fantástico! Não nos arrependemos do passado, não receamos o futuro, e estamos de uma maneira geral satisfeitos com o presente. No entanto, perdemos por vezes de vista a vontade de Deus na nossa vida. Muitos de nós sonham em apagar os erros do passado, mas o passado não pode ser apagado. Muitos de nós estão gratos por isso, pois foram as nossas experiências passadas que nos trouxeram até à recuperação que gozamos hoje. Ao praticarmos o programa, podemos aprender a aceitar o passado e reconciliarmo-nos com ele fazendo reparações dos nossos erros. Esses mesmos Doze Passos podem ajudar-nos a eliminar as nossas preocupações em relação ao futuro. Quando praticamos os princípios de NA numa base diária, em todas as nossas actividades, podemos deixar o resultado com o nosso Poder Superior. Parece até que os membros com mais fé são aqueles que melhor conseguem viver o momento presente. Alegria, reconhecimento e gratidão pela nossa qualidade de vida - estes são resultado de fé na própria vida. Quando praticamos os princípios do nosso programa, o único dia de que precisamos é o dia de hoje.

Só por hoje: Vou aproveitar o dia de hoje o melhor possível, e confiar em que os dias de ontem e de amanhã estão nos cuidados de Deus.

Meditação do Dia
DOMINGO, 20 DE OUTUBRO DE 2013

Ter objetivos
“(...) podíamos sentir o tempo, tocar a realidade e reconhecer os
valores espirituais, há muito, perdidos para a maioria de nós”.
Texto Básico, p. 96

Em nossa adicção ativa, éramos capazes de comprometer tudo em que acreditávamos só para conseguir mais drogas. Quando roubávamos de nossas famílias, nos vendíamos ou mentíamos para nossos patrões, estávamos ignorando valores muito importantes para nós. Cada vez que comprometíamos outra das queridas crenças que conservávamos, mais um pedaço da argamassa que mantinha unido nosso caráter vinha abaixo. Na hora em que muitos de nós chegaram a nossa primeira reunião, nada restava a não ser a ruína do que havíamos sido.
Quando realizarmos honestamente um primeiro exame de nós mesmos, localizaremos nossos valores perdidos. Mas, para reconstruirmos nossos caracteres, acharemos necessário manter esses valores, não importa quão grande seja a tentação de colocá-los de lado. Necessitaremos ser honestos, mesmo quando pensamos que podemos mentir para enganar todos à nossa volta. Se ignorarmos nossos valores, descobriremos que as maiores mentiras que contamos foram aquelas que contamos para nós mesmos.
Não queremos começar a demolir nossos espíritos novamente, depois de todo o trabalho que tivemos em sua restauração. É essencial que tenhamos objetivos, ou correremos o risco de ficar a ver navios. Respeitamos tudo aquilo que achamos importantes para nós.

Só por hoje: Eu tenho objetivos. Minha força é o resultado de viver meus valores.

Meditação do Dia
SÁBADO, 19 DE OUTUBRO DE 2013

Liberdade para escolher
“A moralidade forçada não tem o poder que vem a
nós quando escolhemos uma vida espiritual”.
Texto Básico, p. 49


Em nossa adicção ativa, muitos de nós vivíamos nossas vidas por omissão. Não estávamos dispostos ou éramos incapazes de fazer escolhas sobre como queríamos agir, o que preferíamos fazer ou mesmo sobre onde iríamos viver. Permitíamos às drogas ou às outras pessoas que tomassem as mais básicas decisões por nós. Estar livres da adicção ativa significa, entre outras coisas, a liberdade de fazer essas escolhas por nós mesmos.
Liberdade de escolha é uma dádiva maravilhosa, mas também é uma grande responsabilidade. A escolha nos permite descobrir quem somos e em que acreditamos. No entanto, ao exercê-la, somos requisitados a medir nossas próprias escolhas e a aceitar as conseqüências. Isto leva alguns de nós a buscar alguém que fará nossas escolhas – padrinho ou madrinha, grupo de escolha, amigos de NA –, da mesma maneira que quando estávamos usando, nossa doença fazia escolhas por nós. Isto não é recuperação.
Buscar a experiência dos outros é uma coisa; abdicar de responsabilidade pessoa é outra coisa. Se não utilizamos a dádiva da liberdade que nos foi dada e se nos recusamos a aceitar a responsabilidade decorrente dela, perderemos essa dádiva e nossas vidas ficarão diminuídas. Somos responsáveis por nossa própria recuperação e nossas próprias escolhas. Por mais difícil que possa parecer, temos que fazer essas escolhas por conta própria e estarmos dispostos a aceitar as conseqüências.

Só por hoje: Eu sou grata pela liberdade de viver como escolhi. Hoje, aceitarei a responsabilidade por minha recuperação, farei minhas próprias escolhas e aceitarei as conseqüências.


Meditação do Dia
SEXTA, 18 DE OUTUBRO DE 2013


Todos nós pertencemos
"Embora possa parecer estranho, foi de facto a adicção que nos uniu." Texto Básico, p. 98

Que grande mistura de pessoas temos em Narcóticos Anónimos! Em qualquer reunião, não importa qual, vamos encontrar uma variedade de pessoas que provavelmente nunca se teriam sentado juntas numa sala se não fosse a doença da adicção. Um membro que é médico descreveu a sua falta de vontade em se identificar na sua primeira reunião, recusando-se a entrar "naquela sala cheia de drogados". Uma outra amiga, com um longo passado de prisões e instituições, partilhou uma história semelhante, excepto que, para seu espanto e surpresa, "havia lá pessoas simpáticas - algumas até de fato!" Estes dois amigos celebraram recentemente o seu sétimo aniversário de casamento. As pessoas mais diferentes formam amizades, apadrinham-se, e fazem serviço juntas. Reunimo-nos nas salas de recuperação, partilhando os laços de um sofrimento passado e a esperança pelo futuro. Reunimo-nos num terreno mútuo onde nos focamos nas duas coisas que temos em comum - a adicção e a recuperação.

Só por hoje: Eu pertenço, independentemente das minhas circunstâncias pessoais.




Meditação do Dia

QUINTA, 17 DE OUTUBRO DE 2013


"A Verdade"
"Tudo aquilo que sabemos está sujeito a ser revisto, especialmente aquilo que sabemos sobre a verdade." Texto Básico, p. 105




Muitos de nós julgavam conseguir reconhecer "A Verdade". Achávamos que a verdade era uma coisa, certa e imutável, que poderíamos agarrar com facilidade e sem questionar. A verdade autêntica, contudo, era que nós geralmente não conseguiríamos ver a verdade mesmo que ela estivesse estampada à nossa frente. A nossa doença coloria tudo nas nossas vidas, especialmente a nossa percepção da verdade - na realidade, aquilo que nós "sabíamos" acerca da verdade quase nos matou. Antes de começarmos a reconhecer a verdade, tivemos de deixar de confiar na adicção e virarmo-nos para um Poder Superior, a fonte de tudo aquilo que é bom e verdadeiro. A verdade tem mudado à medida que a nossa fé num Poder Superior tem crescido. À medida que vamos praticando os passos, as nossas vidas têm começado a mudar através do poder cicatrizante dos princípios da recuperação. Para mantermos a porta aberta a essas mudanças, tivemos de largar a nossa ligação a uma verdade imutável e rígida. A verdade torna-se mais pura e simples cada vez que a encontramos. E tal como os passos resultam todos os dias nas nossas vidas - se os deixarmos - a nossa compreensão da verdade pode mudar cada dia à medida que crescemos.

Só por hoje: Vou abrir os meus olhos e o meu coração às mudanças trazidas pelos passos. Com a mente aberta, posso compreender a verdade na minha vida de hoje.



Meditação do Dia

QUARTA, 16 DE OUTUBRO DE 2013


A oração mais simples
"... rogando apenas pelo conhecimento da Sua vontade em relação a nós e pelas forças para realizar essa vontade." Décimo-Primeiro Passo


Como é que se reza? Pouco experientes, muitos de nós nem sequer sabem como começar. O processo, contudo, não é nem difícil nem complicado. Chegámos a Narcóticos Anónimos devido à nossa adicção a drogas. Mas por detrás disso sentíamo-nos profundamente confusos com a própria vida. Parecíamos estar perdidos, a vaguear por um deserto sem ninguém para nos guiar. A oração é uma forma de se obter direcção para a vida e as forças para seguir essa direcção. Dado que a oração tem um papel tão central na recuperação em NA, muitos de nós reservam diariamente um espaço para rezar, estabelecendo um padrão. Nesse período de sossego, "falamos" com o nosso Poder Superior, silenciosamente ou em voz alta. Partilhamos os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, o nosso dia. Perguntamos, "O que é que eu deveria fazer?" Ao mesmo tempo pedimos, "Peço-te que me dês as forças para realizar a tua vontade". Aprender a rezar é simples. Pedimos "o conhecimento da Sua vontade em relação a nós e as forças para realizar essa vontade". Ao fazermos isso, encontramos a direcção que nos faltava e as forças de que precisamos para levar a cabo a vontade de Deus.

Só por hoje: Vou guardar algum tempo para "falar" com o meu Poder Superior. Vou pedir a orientação desse Poder e a capacidade para meter acção.

Meditação do Dia

TERÇA, 15 DE OUTUBRO DE 2013


Escolhas
"Não escolhemos ser adictos." Texto Básico, p. 4


Quando éramos mais novos todos nós tínhamos sonhos. Qualquer criança já ouviu um familiar ou um vizinho perguntar, "O que é que tu queres fazer quando cresceres?" Mesmo que alguns de nós não tivessem sonhos elaborados de sucesso, a maioria de nós sonhou com um trabalho, com famílias, e com um futuro com dignidade e respeito. Mas não houve ninguém que perguntasse, "Quando cresceres queres ser um adicto?" Não escolhemos ser adictos, e não podemos escolher deixar de ser adictos. Temos a doença da adicção. Não somos responsáveis por tê-la, mas somos responsáveis pela nossa recuperação. Ao aprendermos que somos pessoas doentes e que há um caminho para recuperar, Podemos deixar de culpar as circunstâncias - ou nós próprios - e começar a viver na solução. Não escolhemos a adicção, mas podemos escolher a recuperação.

Só por hoje: Eu escolho a recuperação.



Meditação do Dia

SEGUNDA, 14 DE OUTUBRO DE 2013


O fim da solidão
"Com o amor que me é mostrado em Narcóticos Anónimos, não tenho desculpas para me sentir só." Texto Basico, Livro II p. 262



A adicção é uma doença solitária. Podemos estar rodeados de pessoas mas, mais cedo ou mais tarde, a nossa adicção separa-nos até dos nossos entes mais queridos. Muitos de nós são levados a Narcóticos Anónimos por uma solidão desesperada. Embora possamos chegar às salas de NA com alguns cuidados e suspeitas, somos recebidos com um abraço, um sorriso, e um caloroso "volta, que isto resulta". Este poderá bem ser o primeiro local, em muito, muito tempo, onde nos sentimos bem-vindos. Vemos outros membros falarem e rirem, deixando a reunião em grupos para irem falar para um café. Pensamos se, também nós, poderemos um dia fazer parte deste grupo amigo. O nosso padrão de isolamento pode dificultar-nos o caminho. Com o tempo, todavia, começamos a sentir-nos "parte de" em vez de "aparte de". Em breve, quando entramos nas salas, sentimo-nos em casa. Começamos a fazer amizades e as nossas vidas começam a mudar. NA ensina-nos como ultrapassar o nosso isolamento. Através das nossas primeiras tentativas de amizade formadas no nosso grupo-base, começamos a ver que não é difícil fazer amigos. Há uma sensação de pertença quando partilhamos algo de nós com os outros.

Só por hoje: Sinto-me grato pelas amizades que o meu Poder Superior me deu em NA. Devido a elas já não estou mais só.

Meditação do Dia

DOMINGO, 13 DE OUTUBRO DE 2013

Fazer uma diferença
“Não existem palavras para descrever o sentimento de consciência espiritual que recebemos quando damos algo, por menor que seja, a outra pessoa”.
Texto Básico, p. 114


Às vezes, parece que existe tanta coisa errada com o mundo, que poderíamos também nos esquecer de tentar mudar algo. “Afinal de contas”, pensamos, “o que posso fazer no mundo? Sou apenas uma pessoa”. Se nossas preocupações são tão amplas que desejamos a paz mundial ou tão pessoais que simplesmente queremos que a recuperação esteja disponível para todo adicto que a deseje, a tarefa parece dominadora. “Tanto trabalho para fazer, tão pouco tempo”, suspiramos, às vezes, pensando se jamais faremos algo de bom.
Surpreendentemente, a menor das contribuições pode fazer a maior diferença. Ganhar mais da vida do que uma existência ordinária e penosa requer muito pouco esforço de nossa parte. Somos transformados pela profunda satisfação que experimentamos quando elevamos o estado de espírito de apenas uma pessoa. Quando sorrimos para alguém que está carrancudo, quando deixamos alguém ir na nossa frente na rodovia, quando ligamos para um recém chegado apenas para dizer que nos importamos, entramos no reino do extraordinário.
Quer mudar o mundo? Comece hoje à noite com o adicto que está sentado a seu lado e depois imagine seu ato de bondade multiplicado. Uma pessoa de cada vez, cada um de nós faz uma diferença.

Só por hoje: Um ato de bondade não me custa nada, mas é inestimável para quem o recebe. Hoje, eu serei gentil com alguém.

Meditação do Dia

SÁBADO, 12 DE OUTUBRO DE 2013

Estar certo
“Quando admitimos que nossas vidas se tornaram incontroláveis, não temos que discutir o nosso ponto de vista (...) Já não temos que estar sempre com a razão”.
Texto Básico, p. 63


Nada nos isola mais rapidamente do calor e da camaradagem dos companheiros membros de NA do que ter que estar “certo”. Inseguros, fingimos ser uma espécie de figura autoritária. Sofrendo de baixa auto-estima, tentamos nos erguer colocando os outros para baixo. Na melhor das hipóteses, essas táticas afastam os outros de nós; na pior das hipóteses, provocam ataques. Quanto mais tentamos impressionar os outros mostrando como estamos “certos”, mais errado nos tornamos.
Não precisamos estar “certos” para sermos seguros; não precisamos fingir que temos todas as respostas para os outros nos amarem ou respeitarem. De fato, somente o oposto é verdade. Nenhum de nós tem todas as respostas. Dependemos uns dos outros para ajudar a preencher os vazios de nossa compreensão das coisas e dependemos de um Poder maior do que o nosso para compensar nossa impotência pessoal. Vivemos mais facilmente com os outros quando oferecemos o que sabemos, admitimos o que não sabemos e buscamos aprender com nossos semelhantes. Vivemos seguros de nós mesmos quando deixamos de contar com o nosso próprio poder e começamos a contar com o Deus que viemos a compreender em recuperação.
Não precisamos estar “certos” o tempo todo, precisamos apenas estar em recuperação.

Só por hoje: Deus, eu admito minha impotência e a falta de controle da minha vida. Ajude-me a viver com os outros como um igual, dependente de Você para direção e força.

Meditação do Dia

SEXTA, 11 DE OUTUBRO DE 2013


Óculos e atitudes
"Foram as nossas melhores ideias que nos meteram em problemas.(...) A recuperação é uma mudança activa nas nossas ideias e atitudes. II Texto Básico, p. 62


Na adicção activa o mundo provavelmente parecia um sítio horrível. O uso ajudou-nos a tolerar o mundo que nós víamos. Hoje, contudo, compreendemos que o estado do mundo não era bem o problema. Eram as nossas ideias e atitudes acerca do mundo que nos impossibilitavam de encontrar nele um local confortável. As nossas atitudes e as nossas ideias são os óculos através dos quais vemos as nossas vidas. Se os nossos "óculos" estiverem sujos ou embaciados, as nossas vidas irão parecer tristes. Se as nossas atitudes não estiverem bem focadas, o mundo inteiro irá parecer distorcido. Para vermos o mundo com clareza, precisamos de manter as nossas atitudes e ideias limpas, livres de coisas como o ressentimento, a negação, a autopiedade, ou a mente fechada. Para assegurarmos que a nossa visão da vida está focada, precisamos de alinhar as nossas ideias com a realidade. Na adicção os nossos melhores pensamentos impediam que víssemos com clareza tanto o mundo como o nosso lugar nele. A recuperação serve para corrigir as dioptrias nos nossos óculos. Ao retirar a nossa negação e substitui-la por fé, honestidade própria, humildade, e responsabilidade, os passos ajudam-nos a ver a vida de uma forma inteiramente nova. Depois os passos ajudam-nos a manter as nossas lentes espirituais limpas, encorajando-nos a examinar regularmente as nossas ideias, as nossas atitudes, e as nossas acções. Hoje, através das lentes limpas da fé e da recuperação, o mundo parece um lugar acolhedor e convidativo para se viver.

Só por hoje: Vou olhar para o mundo e para a minha vida através das lentes espirituais limpas do meu programa.


Meditação do Dia

QUINTA, 10 DE OUTUBRO DE 2013


Consequências
"Antes de deixarmos as drogas, quase todas as nossas acções eram guiadas por impulsos. Hoje não estamos presos a esse tipo de pensamento." Texto Básico, pp. 101-102


Já alguma vez te sentiste tentado a fazer uma coisa mesmo sabendo que os resultados seriam desastrosos? Alguma vez pensaste sobre o quanto iria magoar-te fazer aquilo que te sentias tentado a fazer, e mesmo assim fazias? Diz-se que toda a acção tem consequências. Antes de ficarmos limpos, muitos de nós simplesmente não acreditavam nisso. Mas agora sabemos exactamente o que isso quer dizer. Quando agimos, sabemos que haverá consequências a pagar. Não podemos mais decidir fazer algo em ignorância, quando sabemos muito bem que não iremos gostar do preço que teremos de pagar. Há um prémio e há um preço. Não há mal em agirmos apesar das consequências, se estivermos dispostos a pagar o preço, mas há sempre um a pagar.

Só por hoje: Vou pensar nas consequências das minhas acções antes de tomá-las.



Meditação do Dia

QUARTA, 09 DE OUTUBRO DE 2013
Ordem
"Salientamos a importância de arrumar a casa, pois isso traz-nos alívio." Texto Básico, p. 108


Ao focarmo-nos naquilo que os outros andam a fazer somos momentaneamente aliviados de termos que olhar para nós mesmos. Mas um dos segredos do sucesso em Narcóticos Anónimos é certificarmo-nos de que a nossa própria casa está em ordem. Mas o que é que significa, então, "termos a nossa casa em ordem"? Significa que trabalhar os passos, nos permite olhar para o nosso papel na nossa relação com os outros. Quando temos um problema com alguém, podemos fazer o nosso próprio inventário para descobrirmos qual terá sido o nosso papel no problema. Com a ajuda do nosso padrinho ou madrinha, esforçamo-nos por corrigir as coisas. Depois, em cada dia, continuamos a fazer o nosso inventário para evitar repetirmos os mesmos erros no futuro. É bastante simples. Tratamos os outros da forma como gostaríamos que os outros nos tratassem. Fazemos prontamente reparaçÕes quando as devemos. E quando deixamos as nossas vidas aos cuidados do nosso Poder Superior numa base diária, podemos começar a evitar agir na vontade própria que tanto caracterizou a nossa adicção activa. Guiados por um Poder que procura o melhor para todos, as nossas relações com os outros irão certamente melhorar.

Só por hoje: Vou pôr a minha própria casa em ordem. Hoje vou examinar o meu papel nos problemas na minha vida. Se dever reparações, irei fazê-las.




Meditação do Dia
TERÇA, 08 DE OUTUBRO DE 2013
Um novo padrão de vida
"Receamos perder tudo se não aproveitarmos aquilo que temos." Texto Básico, p. 88



A adicção deu um padrão às nossas vidas, e com ele um sentido - um sentido escuro e doente, é certo, mas mesmo assim um sentido. O programa de recuperação de Narcóticos Anónimos dá-nos um novo padrão de vida para substituir as nossas velhas rotinas. E com esse novo padrão vem um novo sentido para as nossas vidas, um de luz e de esperança. Qual é esse novo padrão de vida? Em vez do isolamento, encontramos uma irmandade. Em vez de viver às cegas, repetindo os mesmos erros vezes sem conta, examinamo-nos regularmente, livres para manter aquilo que nos ajuda a crescer e para deitar fora aquilo que não nos ajude. Em vez de estarmos sempre a tentar desenvencilhar-nos com o nosso limitado poder, desenvolvemos um contacto consciente com um Poder amantíssimo superior a nós mesmos. A nossa vida tem de ter um padrão. Para mantermos a nossa recuperação, precisamos de manter os novos padrões que o nosso programa nos ensinou. Ao darmos uma atenção regular a esses padrões, iremos manter a liberdade que encontrámos da doença mortífera da adicção, e mantermo-nos agarrados ao sentido que a recuperação trouxe às nossas vidas.

Só por hoje: Vou iniciar um novo padrão na minha vida: a manutenção regular da minha recuperação.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 07 DE OUTUBRO DE 2013


Depender do nosso Poder Superior
"Como adictos em recuperação vemos que somos ainda dependentes, mas a nossa dependência já não é das coisas à nossa volta, mas sim de um Deus amantíssimo e da força interior que obtemos graças à nossa relação com Ele." Texto Básico, p. 80


Para muitos adictos, a rebeldia faz parte da sua própria natureza. Não queríamos depender de nada ou de ninguém, e sobretudo não queríamos depender de Deus. Julgávamos que a beleza do uso advinha do poder que nos dava para sermos e sentirmos tudo aquilo que quiséssemos, sozinhos. Mas o preço que pagámos por esta liberdade ilusória foi uma dependência que acabou por ultrapassar os nossos piores pesadelos. Em vez de nos libertar, o uso escravizou-nos. Quando chegámos a Narcóticos Anónimos, aprendemos que depender de Deus não tinha que significar o que havíamos julgado. Sim, se queríamos ser devolvidos à sanidade, iríamos precisar de nos ligar a "um Poder superior a nós mesmos". contudo, podíamos escolher a nossa própria concepção desse Poder Superior - até podíamos inventar uma. Descobrimos que a dependência de um Poder Superior não iria limitar-nos; iria, sim, libertar-nos. O Poder que encontramos em recuperação é o poder que nos faltava sozinhos. É o amor dos outros de que tínhamos medo de depender. É o sentido de direcção pessoal que nunca tivemos, a orientação que não tínhamos a humildade de pedir, ou que não confiávamos nos outros para nos darem. Esse Poder é todas estas coisas e é nosso. Hoje, sentimo-nos gratos por ter um Poder Superior de quem podemos depender.

Só por hoje: Vou depender do amor e da força interior que recebo do Deus da minha concepção.



Meditação do Dia
DOMINGO, 06 DE OUTUBRO DE 2013

Reparações sem expectativas
"Projectar-se sobre as reparações propriamente ditas pode ser um grande obstáculo, tanto para se fazer a lista como para uma pessoa se prontificar a fazer reparações." Texto Básico, p. 45



O Oitavo Passo pede-nos para termos a boa-vontade para fazer reparações a todas as pessoas que magoámos. Quando começamos a olhar para este passo, poderemos pensar quais serão os resultados das nossas reparações. Seremos perdoados? Aliviados de alguma culpa que ainda permanece? Ou seremos castigados por aqueles a quem prejudicámos? Deveremos largar a nossa tendência para procurar o perdão se quisermos receber os benefícios espirituais dos Oitavo e Nono Passos. Se estivermos à espera de alguma coisa com estes passos, é provável que fiquemos muito desapontados com os resultados. Devemos perguntar a nós mesmos se estamos a colocar esperanças em obter o perdão da pessoa a quem fazemos reparações. Ou talvez esperemos ser desculpados das nossas dívidas por algum credor simpático e comovido pela nossa desventura - da história. Precisamos de ter a boa-vontade para fazer as nossas reparações independentemente dos resultados. Podemos planear as reparações mas não podemos planear os resultados. Embora possamos não obter um perdão total de todos aqueles a quem devemos reparações, vamos aprender a perdoarmo-nos a nós mesmos. Nesse processo vamos descobrir que não temos mais que carregar os fardos do passado.

Só por hoje: Vou entregar quaisquer expectativas que tenha relativamente às pessoas a quem devo reparações.



Meditação do Dia

SÁBADO, 05 DE OUTUBRO DE 2013



Pedir compaixão, e não justiça
"Muitos de nós têm dificuldade em admitir que prejudicámos outras pessoas ... Paramos com as nossas justificações e as nossas ideias de sermos vítimas." Texto Básico, p. 44

As nossas vidas estão a progredir bem. As coisas correm bem e cada ano em recuperação traz mais coisas materiais e espirituais. Podemos ter algum dinheiro no banco, um carro novo, ou uma relação estável. Temos alguma autoconfiança, e a nossa fé num Poder Superior está a crescer. Dá-se então qualquer coisa. Alguém arromba o nosso carro novo e rouba o rádio, ou a pessoa com quem tínhamos uma relação torna-se infiel. Assim que isto acontece, sentimo-nos vítimas. "Onde está a justiça?", queixamo-nos. Mas se olharmos para o nosso próprio comportamento, podemos descobrir que fomos culpados de fazer o mesmo que agora nos fazem a nós. Compreendemos que não era justiça aquilo que realmente queríamos - nem para nós, nem para os outros. Aquilo que queremos é compaixão. Agradecemos a um Deus amantíssimo pela compaixão que nos tem mostrado, e aproveitamos o tempo para apreciar as preciosas dádivas que a recuperação nos traz.

Só por hoje: Vou rezar por compaixão, e não por justiça. Estou grato pela compaixão que me tem sido mostrada, e vou dá-la a outros.



Meditação do Dia

SEXTA, 04 DE OUTUBRO DE 2013


O "prodígio dos trinta dias"
"Quando primeiro começamos a sentir um alívio da nossa adicção, corremos o risco de voltarmos a assumir o controle das nossas vidas. Esquecemos a agonia e a dor porque passámos." Texto Básico, p. 57



Muitos de nós atravessaram a "lua-de-mel dos trinta dias". Estávamos desesperados e a morrer, quando aparecemos pela primeira vez numa reunião de NA. Identificámo-nos com os adictos que conhecemos lá e com a mensagem que partilharam. Com o seu apoio, fomos finalmente capazes de parar de usar e de respirar fundo. Pela primeira vez em muito, muito tempo, sentimo-nos em casa. De um dia para o outro, as nossas vidas transformaram-se: andávamos, falávamos, comíamos, bebíamos, dormíamos, e sonhávamos com Narcóticos Anónimos. Depois, Narcóticos Anónimos deixou de ser novidade. Reuniões que eram emocionantes tornaram-se monótonas. Os nossos maravilhosos amigos de NA tornaram-se chatos; as suas palavras encorajadoras tornaram-se conversa fiada. Quando os amigos do passado telefonaram a convidar-nos de volta para uma farra das antigas, dissemos então adeus à nossa recuperação. Mais cedo ou mais tarde, regressámos às salas de Narcóticos Anónimos. Descobrimos que lá fora nada tinha mudado - nem nós, nem os nossos amigos, nem as drogas, nada. Se alguma alteração houve, é que tudo estava pior do que nunca. É verdade, as reuniões de NA podem não ser uma sessão de gargalhadas, e os nossos amigos de NA podem não ser gigantes espirituais. Mas existe um poder nas reuniões, um laço comum entre os membros, uma vida intrínseca ao programa sem a qual não podemos passar. Hoje a nossa recuperação é mais do que uma novidade - é um modo de vida. Vamos praticar viver o nosso programa como se as nossas vidas dependessem dele, porque de facto dependem.

Só por hoje: Não sou um "prodígio dos trinta dias". NA é o meu modo de vida e eu estou cá para ficar.



Meditação do Dia
QUINTA, 03 DE OUTUBRO DE 2013

Perder a vontade própria
"Os nossos egos, antes tão grandes e dominadores, deixam-se agora ficar num segundo plano, pois estamos em harmonia com um Deus amantíssimo. Descobrimos que vivemos vidas mais ricas, mais felizes e mais plenas, quando abandonamos a vontade própria." Texto Básico, p. 117

A adicção e a vontade própria andam de mãos dadas. O desgoverno que admitimos no Primeiro Passo resultou tanto da nossa vontade própria como do nosso abuso crónico de drogas. E hoje, viver de acordo com a nossa vontade própria pode tornar as nossas vidas tão desgovernadas como quando usávamos. Quando as nossas ideias, os nossos desejos, as nossas exigências, têm a primazia nas nossas vidas, vemo-nos em constante conflito com tudo e todos à nossa volta. A nossa vontade própria reflecte a nossa dependência do ego. A única coisa que nos libertará da nossa vontade própria, e do conflito que ela provoca nas nossas vidas, é quebrarmos a nossa dependência do ego, e dependermos antes da orientação e da força que nos é dada por um Deus amantíssimo. Somos ensinados a recorrer a princípios espirituais, e não aos nossos desejos egoístas, sempre que tomarmos decisões. Somos ensinados a procurar a orientação de um Poder Superior, que tem uma visão mais alargada das coisas do que nós. Ao fazermos isso, descobrimos que as nossas vidas se adaptam mais facilmente à realidade à nossa volta. Não mais nos excluímos do fluxo da vida; tornamo-nos parte dela e descobrimos a quantidade de coisas que a recuperação tem para dar.

Só por hoje: Procuro libertar-me do ego e dos conflitos causados pela vontade própria. Vou esforçar-me por melhorar o meu contacto consciente com o Deus da minha concepção, procurando a orientação e a força de que preciso para viver em harmonia com o meu mundo.




Meditação do Dia
QUARTA, 02 DE OUTUBRO DE 2013

Manter a fé
"Agarramo-nos à força ilimitada que nos traz a oração diária e a entrega, e rendemo-nos enquanto tivermos fé e a renovarmos." Texto Básico, p. 52


A recuperação tem duas fases: ficarmos limpos, e mantermo-nos limpos. Ficarmos limpos é relativamente fácil, pois só temos que fazê-lo uma vez. Mantermo-nos limpos é mais difícil, exigindo a nossa atenção todos os dias. E, no entanto, o poder de ambas emana da fé. Ficámos limpos pela fé. Admitimos que a adicção era mais poderosa do que nós, e parámos de tentar lutar sozinhos contra ela. Entregámos a batalha a um Poder superior a nós mesmos, e com a ajuda desse Poder Superior deixámos as drogas. Mantemo-nos limpos, cada dia, da mesma forma: pela fé. Só por hoje, rendemo-nos. A vida pode ser demasiado complexa para a enfrentarmos sozinhos. Quando é assim, procuramos um Poder superior a nós mesmos. Rezamos, pedindo ao nosso Poder Superior que nos dê orientação e força para segui-la. Ao exercitarmos e renovarmos a nossa fé diariamente, adquirimos as energias necessárias para viver vidas limpas e preenchidas. Existem forças ilimitadas ao nosso dispor, sempre que precisemos. Para isso basta-nos manter a nossa fé no Poder Superior que nos pôs e nos mantém limpos.

Só por hoje: Foi com a fé que fiquei limpo, e é com a fé que me mantenho limpo. Hoje vou manter a fé no meu Poder Superior. Vou renovar a minha entrega e rezar por conhecimento e força.



Meditação do Dia
TERÇA, 01 DE OUTUBRO DE 2013

Mais do que um motivo para crescer
"Aprendemos que a dor pode ser um factor motivador em recuperação." Texto Básico, p. 35



"Dor - quem é que precisa dela!", é o que pensamos sempre que a sentimos. Não vemos qualquer propósito para a dor. Parece ser um exercício inútil de sofrimento. Se alguém nos falar de crescimento espiritual enquanto estamos em dor, o mais provável é reagirmos negativamente e afastarmo-nos, pensando que nunca encontrámos pessoa tão insensível. Mas o que é que aconteceria se os seres humanos não sentissem dor - seja ela física ou emocional? Estaríamos num mundo ideal? Certamente que não. Se não fossemos capazes de sentir dor física, não saberíamos quando limpar os olhos de poeira; não saberíamos quando parar um esforço físico; nem saberíamos quando deveríamos virar-nos enquanto dormimos. Iríamos simplesmente abusar de nós próprios por falta de um sistema natural de prevenção. O mesmo aplica-se à dor emocional. Como é que iríamos saber que as nossas vidas se haviam tornado desgovernadas se não tivéssemos estado em dor? Tal como a dor física, a dor emocional avisa-nos de quando devemos parar com algo que nos magoa. Mas a dor não é apenas um factor motivante. A dor emocional dá-nos uma base de comparação quando nos sentimos felizes. Não conseguiríamos apreciar a alegria sem conhecer a dor.

Só por hoje: Vou aceitar a dor como parte necessária da vida. Sei que, seja qual for o nível a que eu possa sentir a dor, posso também sentir alegria.


Meditação do Dia

SEGUNDA, 30 DE SETEMBRO DE 2013


Sermos nós próprios
"0 nosso verdadeiro valor está em sermos nós próprios." Texto Básico, pp. 116-117


Vez após vez, temos tentado viver à altura das expectativas daqueles à nossa volta. Talvez tenhamos sido criados na crença de que só seríamos aceites se tivéssemos boas notas na escola, se arrumássemos os nossos quartos, ou se nos vestíssemos de uma certa maneira. Ao querermos sempre pertencer e ser amados, muitos de nós gastaram o seu tempo a tentar adaptar-se - mas parecia que nunca estávamos à altura. Agora, em recuperação, somos aceites como somos. O nosso verdadeiro valor para os outros está em sermos nós mesmos. Conforme praticamos os passos, aprendemos a aceitar-nos exactamente como somos. Quando isso acontece, ganhamos a liberdade de sermos aquilo que queremos ser. Cada um de nós tem boas qualidades que podemos partilhar com os outros. As nossas experiências, partilhadas honestamente, ajudam os outros a encontrarem o nível de identificação de que precisam para entrarem em recuperação. Descobrimos que todos nós temos dádivas pessoais para oferecer àqueles à nossa volta.

Só por hoje: A minha experiência em recuperação é a maior dádiva que posso oferecer a outro adicto. Irei partilhar honestamente sobre mim com outros.



Meditação do Dia

DOMINGO, 29 DE SETEMBRO DE 2013


Só por hoje
"Quando paramos de viver no aqui e no agora, os nossos problemas são aumentados exageradamente." Texto Básico, p. 111


"Só por hoje" - é um pensamento confortante. Se tentamos viver no passado, podemos sentir-nos desfeitos por recordações dolorosas e inquietantes. As lições do nosso uso não são os professores que procuramos em recuperação. Viver no amanhã significa vivermos com medo. Não podemos ver como será o futuro, e a incerteza traz-nos preocupações. As nossas vidas parecem insuportáveis quando deixamos de nos concentrar no dia de hoje. Viver no momento oferece-nos liberdade. Neste momento, sabemos que estamos seguros. Não estamos a usar e temos tudo aquilo de que precisamos. Mais ainda, a vida está a acontecer aqui e agora. O passado já foi e o futuro ainda não chegou; a nossa preocupação em nada os mudará. Hoje podemos apreciar a recuperação, neste preciso minuto.

Só por hoje: Vou viver no aqui e no agora. Hoje - neste momento - sou livre.


Meditação do Dia

SÁBADO, 28 DE SETEMBRO DE 2013


Esperança
"Gradualmente, à medida que nos centramos mais em Deus do que em nós próprios, o desespero transforma-se em esperança." Texto Básico, p. 106



Quando usávamos, o desespero era o nosso companheiro implacável. Coloria todos os momentos em que estávamos acordados. O desespero nasceu da nossa experiência na adicção activa: independentemente das medidas que tomávamos para melhorar as nossas vidas, acabávamos por escorregar sempre mais para o fundo da miséria. As tentativas que fazíamos para tentar controlar as nossas vidas levavam-nos frequentemente ao falhanço. Num certo sentido, a nossa admissão de impotência no Primeiro Passo constituiu um reconhecimento de desespero. Os Segundo e Terceiro Passos tiram-nos gradualmente do desespero, para uma nova esperança, companheira do adicto em recuperação. Ao aceitarmos que tantos dos nossos esforços para mudar falharam, viemos a acreditar que existe um Poder superior a nós mesmos. Acreditamos que este Poder, pode - e irá - ajudar-nos. Praticamos o Segundo e Terceiro Passo como uma afirmação da nossa esperança numa vida melhor, virando-nos para esse Poder, em busca de orientação. Conforme vamos confiando cada vez mais num Poder Superior para a gestão do dia-a-dia, começa a desaparecer o desespero que adveio da nossa longa experiência com a auto-suficiência.

Só por hoje: Vou reafirmar a minha decisão do Terceiro Passo. Sei que, com um Poder Superior na minha vida, a esperança existe.


Meditação do Dia

SEXTA, 27 DE SETEMBRO DE 2013


Pormo-nos de pé
"Existe algo nas nossas personalidades autodestrutivas que procura sempre o fracasso." Texto Básico, p. 91



"Coitado de mim; desgraçado de mim; olhem para mim, a minha vida está feita num oito! Falho e, por mais que tente, continuo sempre a falhar." Muitos de nós chegam a NA a cantar este triste refrão. A vida já não é assim. É verdade que por vezes tropeçamos; e às vezes até caímos. Por vezes sentimos que já não conseguimos levar as nossas vidas avante, por muito que tentemos. Mas, de facto, a verdade é que, com a ajuda de outros adictos em recuperação em NA, encontramos uma mão que nos puxa para cima, nos sacode o pó, e nos ajuda a começar tudo de novo. Esse é o novo refrão das nossas vidas hoje. Não precisamos mais de dizer, "Sou um falhado e não vou a lado nenhum." Geralmente soa mais parecido com, "Bolas! Acertei outra vez naquele buraco da vida. Em breve vou aprender a abrandar ou a evitá-lo totalmente. " Até lá, poderemos cair de vez em quando, mas aprendemos que está lá sempre uma mão para nos ajudar a pôr de pé outra vez.

Só por hoje: Se eu começar a chorar por ter falhado, vou lembrar-me de que há sempre uma forma de se seguir em frente. Vou aceitar o encorajamento e o apoio de NA.



Meditação do Dia

QUINTA, 26 DE SETEMBRO DE 2013


Vermo-nos nos outros
"Não nos tornaremos pessoas melhores ao julgarmos os erros dos outros." Texto Básico, p. 44



É tão fácil apontarmos as falhas dos outros! Há uma razão para isto: os defeitos que identificamos com mais facilidade nos outros são geralmente aqueles que nos são mais familiares nos nossos próprios carácteres. Podemos reparar que o nosso melhor amigo tem tendências para gastar demasiado dinheiro, mas se examinarmos a forma como nós próprios gastamos, iremos provavelmente encontrar a mesma compulsividade. Podemos achar que o nosso padrinho ou madrinha está demasiado envolvido em serviço, mas vamos descobrir que, devido a compromissos de serviço, há mais de três meses que não passamos um único fim-de-semana com a nossa família. Aquilo de que não gostamos nos nossos companheiros é aquilo de que menos gostamos em nós mesmos. Podemos transformar esta observação numa vantagem espiritual. Quando somos atacados por um impulso para julgar alguém, podemos lidar com isso de forma a melhor reconhecermos os nossos próprios defeitos. Aquilo que virmos irá guiar as nossas acções em recuperação e ajudar-nos a tornarmo-nos indivíduos emocionalmente mais saudáveis e felizes.

Só por hoje: Vou olhar para além dos defeitos de carácter dos outros e reconhecer os meus próprios defeitos.



Meditação do Dia

QUARTA, 25 DE SETEMBRO DE 2013


O Quarto Passo - medo das nossas emoções
"Podemos recear que entrar em contacto com os nossos sentimentos possa espoletar uma enorme reacção de dor e de pânico." Texto Básico, p. 35


Uma coisa de que costumamos queixar-nos do Quarto Passo é a de que ele torna-nos dolorosamente conscientes dos nossos defeitos. Podemos sentir a tentação de vacilar no nosso programa de recuperação. Através da rendição e da aceitação, podemos encontrar os recursos de que precisamos para continuar a praticar os passos. Não é a consciência dos nossos defeitos que nos causa maior dor - são, sim, os próprios defeitos. Quando andávamos a usar, tudo o que sentíamos eram as drogas; podíamos ignorar o sofrimento que os nossos defeitos nos causavam. Agora que já não há drogas, sentimos essa dor. Recusarmos reconhecer a origem da nossa angústia não faz com que ela desapareça; a negação protege a dor e torna-a mais forte. Os Doze Passos ajudam-nos a lidar com a miséria causada pelos nossos defeitos, ao lidarmos directamente com os defeitos. Se sentirmos a dor dos nossos defeitos, podemos recordar-nos do pesadelo da adicção, um pesadelo do qual acordámos agora. Podemos lembrar-nos da esperança que o Segundo Passo nos trouxe. Podemos voltar a entregar a nossa vontade e a nossa vida, através do Terceiro Passo, aos cuidados de um Deus da nossa concepção. O nosso Poder Superior cuida de nós ao dar-nos a ajuda necessária para trabalhar o resto dos Doze Passos. Não precisamos de ter medo dos nossos sentimentos. Só por hoje, podemos continuar a nossa recuperação.

Só por hoje: Não vou ter medo dos meus sentimentos. Com a ajuda do meu Poder Superior vou prosseguir na minha recuperação.


Meditação do Dia
TERÇA, 24 DE SETEMBRO DE 2013

Um conceito crescente de Deus
"A única orientação sugerida é a de que este Poder Superior seja amantíssimo, carinhoso e superior a nós mesmos. Não precisamos de ser religiosos para aceitar esta ideia. O importante é que tenhamos a mente aberta para podermos acreditar." Texto Básico, p. 28



No processo de vir a acreditar, ao longo da vida, a nossa compreensão de Deus irá mudar. A compreensão que temos quando entramos em recuperação não será a mesma que teremos com uns meses de limpeza, nem será o mesmo entendimento que teremos com alguns anos limpos. A nossa compreensão inicial de um Poder superior a nós mesmos será provavelmente limitada. Esse Poder irá manter-nos limpos, mas julgamos que nada mais do que isso. Podemos hesitar em rezar porque colocámos condições naquilo que queríamos que o nosso Poder Superior fizesse por nós. "Ah, isto é tão horrível que nem mesmo Deus poderia fazer alguma coisa.", poderemos dizer, ou então, que "Deus tem muitas pessoas para ajudar. Não terá tempo para mim." Mas, assim como crescemos em recuperação, também a nossa compreensão cresce. Iremos começar a ver que os únicos limites para o amor e a graça de Deus são aqueles que impomos ao recusarmos sair do seu caminho. O Deus amantíssimo em que viemos a acreditar é infinito, e o poder e amor que encontramos na nossa crença é partilhada por quase todos os adictos por esse mundo fora.

Só por hoje: O Deus que eu tenho vindo a compreender tem uma capacidade ilimitada para amar e acarinhar. Vou confiar em que o meu Deus é maior do que qualquer problema que eu possa ter.

Meditação do Dia
SEGUNDA, 23 DE SETEMBRO DE 2013
Lidando com a fofoca
“De acordo com os princípios de recuperação, tentamos
não nos julgar, estereotipar ou moralizar”.
Texto Básico, p. 12


Vamos encarar: em Narcóticos Anônimos vivemos em uma estufa de espécies diferentes. Nossos companheiros sabem mais sobre nossa vida pessoal que qualquer um já soube antes. Eles sabem com quem passamos nosso tempo, onde trabalhamos, que passo estamos praticando, quantos filhos temos e assim por diante. E o que nossos companheiros não sabem, eles provavelmente irão imaginar.
Podemos nos sentir infelizes quando fazem fofocas de nós. Mas, se nos afastarmos da irmandade e nos isolarmos pra evitar fofocas, também nos privaremos do amor, da amizade e da experiência sem paralelo da recuperação que nossos companheiros têm a oferecer. A melhor maneira de lidar coma a fofoca é simplesmente aceitar as coisas como são, aceitar-nos como nós somos e viver nossas vidas de acordo com os princípios. Quanto mais seguros nos tornamos com nosso programa pessoal, com as decisões que tomamos e com a orientação que recebemos de um Deus amoroso, menos as opiniões dos outros vão nos interessar.


Só por hoje: Eu estou comprometido em participar da Irmandade de NA. As opiniões dos outros não vão afetar meu compromisso de recuperação.

Meditação do Dia
DOMINGO, 22 DE SETEMBRO DE 2013

Mantendo a dádiva
“A vida assume um novo significado quando nos abrimos a esta dádiva“.
Texto Básico, p. 116



Descuidar de nossa recuperação é como descuidar de qualquer outra dádiva que tenhamos recebido. Suponha que alguém lhe deu um carro novo. Você o deixaria na estrada até que os pneus se estragassem? Você apenas o dirigiria ignorando a manutenção rotineira, até que ele se acabasse na estrada? E claro que não! Você faria todo o possível para manter em boas condições uma dádiva tão valiosa.
Recuperação também é uma dádiva e temos que cuidar dela se queremos mantê-la. Como nossa recuperação não vem com uma longa garantia, existe um programa rotineiro de manutenção. Esta manutenção inclui freqüência regular às reuniões e várias formas de serviço. Teremos que fazer alguma limpeza diária – nosso Décimo Passo – e, de vez em quando, uma revisão geral do Quarto Passo será necessária. Mas, se mantivermos a dádiva da recuperação, agradecendo ao Doador cada dia, ela continuará.
A dádiva da recuperação cresce sendo doada. A não ser que seja dada, não podemos mantê-la. Mas, partilhando nossa recuperação com os outros, nós a valorizamos mais ainda.



Só por hoje: Minha recuperação é uma dádiva e eu quero mantê-la. Eu vou fazer a manutenção necessária e vou partilhar minha recuperação com os outros.

Meditação do Dia
SABADO, 21 DE SETEMBRO DE 2013

Prece
“A prece exige prática, e devemos nos lembrara que as
pessoas habilidosas não nascem com as suas habilidades”.
Texto Básico, p. 50


Muitos de nós entraram em recuperação sem experiência em orar e preocupado por não saber as “palavras certas”. Alguns de nós recordamos as palavras que aprendemos na infância, mas não tínhamos certeza se ainda acreditávamos nelas. Qualquer que seja nossa origem, em recuperação lutamos para achar palavras que expressem verdadeiramente nossos sentimentos.
Freqüentemente a primeira prece que tentamos é um simples pedido de ajuda a nosso Poder Superior para ficarmos limpos a cada dia. Podemos pedir por orientação e coragem ou simplesmente orar pelo conhecimento da vontade de Deus para nós e o poder para realizá-la. Se nos achamos tropeçando em nossa em nossas preces, podemos pedir a outros membros para partilhar conosco como eles aprenderam a orar. Não importa se oramos na necessidade ou na alegria, o importante é continuar nos esforçando.
Nossas preces serão formadas pela nossa experiência com os Doze Passos e nosso entendimento pessoal de um Poder Superior. À medida que nosso relacionamento com o Poder Superior se desenvolve, nos sentimos mais à vontade ao orar. Com o tempo, orar se torna uma fonte de força e conforto. Procuramos esta fonte freqüentemente e com boa vontade.


Só por hoje: Eu sei que orar pode ser simples. Eu vou começar de onde estou e praticar.


Meditação do Dia

SEXTA, 20 DE SETEMBRO DE 2013


Coragem para mudar
"Concedei-me, Senhor; serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar; a coragem para modificar as coisas que eu posso, e a sabedoria para distinguir umas das outras." Oração da Serenidade



A recuperação envolve mudança, e a mudança significa fazer as coisas de forma diferente. O problema é que muitos de nós resistem a fazer as coisas de forma diferente; aquilo que estivermos a fazer poderá não estar a resultar, mas pelo menos estamos familiarizados com isso. É preciso coragem para dar um salto para o desconhecido. Como é que encontramos essa coragem? Podemos olhar à nossa volta nas reuniões de NA. Aí vemos outros que descobriram que precisavam de mudar aquilo que estavam a fazer, e que conseguiram. Isso não só ajuda a sossegar o nosso receio de que a mudança - qualquer mudança - significa uma tragédia, como nos dá também o benefício da experiência dessas pessoas com aquilo que de facto resulta, experiência essa que podemos pôr em prática para modificar aquilo que não resulta. Podemos olhar também para a nossa experiência em recuperação. Mesmo que essa experiência se tenha limitado até agora a parar de usar drogas, não deixámos de fazer muitas mudanças nas nossas vidas - mudanças para melhor. Quaisquer que sejam as áreas das nossas vidas onde tenhamos aplicado os passos, descobrimos sempre que a rendição é melhor do que a negação, e a recuperação superior à adicção. A nossa própria experiência e a experiência de outros em NA diz-nos que "modificar as coisas que eu posso" é uma grande parte daquilo que representa a recuperação. Os passos e o poder para os praticar dão-nos a orientação e a coragem de que precisamos para mudar. Não temos nada a recear.

Só por hoje: Eu acolho a mudança. Com a ajuda do meu Poder Superior irei encontrar a coragem para modificar as coisas que eu posso.



Meditação do Dia

QUINTA, 19 DE SETEMBRO DE 2013


Irmandade
"Em NA, as nossas alegrias são multiplicadas ao partilharmos os dias bons; as nossas mágoas atenuam-se ao partilharmos os maus momentos. Pela primeira vez nas nossas vidas, não temos de experimentar nada sozinhos." IP no 16, Para o recém-chegado



Quando praticamos os passos e os outros instrumentos do programa para lidarmos com as nossas dificuldades, tornamo-nos capazes de gozar as alegrias de uma vida limpa. Mas as nossas alegrias passarão depressa se não as partilharmos com outros, enquanto que as dificuldades vividas sozinhas poderão demorar a passar. Na irmandade de Narcóticos Anónimos, costumamos multiplicar as nossas alegrias e dividir as nossas dificuldades ao partilhá-las uns com os outros. Nós, adictos, experimentamos alegrias em recuperação que, por vezes, só um outro adicto consegue apreciar. Os outros membros compreendem quando lhes falamos do orgulho que sentimos hoje ao assumirmos responsabilidades, do calor que sentimos em reparar relacionamentos danificados, do alívio que experimentamos em não termos de usar drogas para atravessar o dia. Quando partilhamos estas experiências com adictos em recuperação, e eles respondem com histórias semelhantes, a nossa alegria é multiplicada. 0 mesmo princípio aplica-se aos desafios que enfrentamos como adictos em recuperação. Ao partilharmos os nossos desafios e permitirmos que outros membros de NA partilhem connosco a sua força, o nosso fardo é aliviado. A irmandade que temos em Narcóticos Anónimos é preciosa. Ao partilharmos juntos, aumentamos as alegrias e diminuímos as dificuldades da vida em recuperação.

Só por hoje: Vou partilhar as minhas alegrias e as minhas dificuldades com outros adictos em recuperação. Vou também partilhar as deles. Sinto-me grato pelos fortes laços existentes em Narcóticos Anónimos.



Meditação do Dia

QUARTA, 18 DE SETEMBRO DE 2013
Relações honestas
"As mudanças mais importantes e mais profundas nas nossas vidas centram-se no campo das relações pessoais." Texto Básico, p. 65


A recuperação proporciona a muitos de nós relacionamentos mais íntimos e mais próximos do que alguma vez tivemos. À medida que o tempo passa, vemo-nos atraídos em direcção àqueles que acabam por se tornar os nossos amigos, o nosso padrinho ou madrinha, e os nossos companheiros na vida. As gargalhadas, as lágrimas e as lutas que partilhamos trazem consigo o respeito e uma empatia duradoura. O que é que fazemos, então, quando descobrimos que não estamos de acordo com os nossos amigos em tudo? Podemos descobrir que não temos os mesmos gostos em música que o nosso maior amigo, ou que não concordamos com a nossa mulher com a forma como dispor a mobília, ou chegar mesmo a votar de forma diferente que o nosso padrinho ou madrinha numa reunião de serviço. Será que estes conflitos significam que a amizade, o casamento, ou o apadrinhamento, chegaram ao fim? Não! Este género de conflito não só é normal em qualquer relação duradoura, como é de facto uma indicação de que as pessoas em questão são indivíduos honestos e emocionalmente saudáveis. Em qualquer relação onde ambas as pessoas concordem absolutamente em tudo, o mais provável é que só uma delas é que estará a usar a cabeça. Se sacrificarmos a nossa honestidade e a nossa integridade a fim de evitar conflitos ou desentendimentos, estaremos a desperdiçar o melhor daquilo com que podemos contribuir para as nossas relações. Quando somos totalmente honestos, usufruímos plenamente toda a companhia de outro ser humano.

Só por hoje: Vou acolher as diferenças que fazem de cada um de nós um ser especial. Hoje vou esforçar-me por ser eu próprio.



Meditação do Dia

TERÇA, 17 DE SETEMBRO DE 2013


Ir além do Quinto Passo
"Podemos achar que já fizemos o suficiente ao escrevermos sobre o passado. Não podemos cair nesse erro." Texto Básico, p. 37


Alguns de nós não têm grande vontade de escrever um Quarto Passo; outros levam-no a um extremo. Perante o crescente desespero do nosso padrinho ou madrinha, nós não paramos de nos inventariar. Descobrimos tudo aquilo que há para descobrir sobre os motivos porque éramos como éramos. Achamos que pensar, escrever, e falar sobre o nosso passado é o suficiente. Não ouvimos nenhuma das sugestões do nosso padrinho ou madrinha para nos prontificarmos a que os nossos defeitos sejam removidos ou para fazermos reparações pelos danos que causámos. Limitamo-nos a escrever cada vez mais sobre esses defeitos e deliciamo-nos a partilhar aquilo que vamos vendo. Por fim, o nosso padrinho ou madrinha, já completamente esgotados, recuam em autodefesa. Por mais extremo que este cenário possa parecer, muitos de nós já se viram nesta situação. Pensar, escrever e falar sobre aquilo que estava errado connosco levavam-nos a pensar que tínhamos tudo sobre controlo. Mais cedo ou mais tarde, todavia, compreendemos que continuávamos presos aos nossos problemas, sem qualquer solução à vista. Sabíamos, que, se quiséssemos viver de forma diferente, teríamos que ir mais além do Quinto Passo no nosso programa. Começámos a procurar a boa-vontade para que um Poder Superior removesse os defeitos de carácter de que nos havíamos tornado tão cientes. Fizemos reparações pela destruição que havíamos causado a outros ao agirmos nesses defeitos. Só então é que começámos a experimentar a liberdade de um espírito acordado. Hoje já não somos mais vítimas; somos livres para irmos em frente na nossa recuperação.

Só por hoje: Embora sejam necessários, o Quarto e o Quinto Passo sozinhos não nos trarão uma recuperação emocional e espiritual. Vou fazê-los, e depois vou pô-los em prática.




Meditação do Dia

SEGUNDA, 16 DE SETEMBRO DE 2013


Equilíbrio emocional
"A estabilidade emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." Texto Básico, p. 54


Embora cada um de nós defina "equilíbrio emocional" de formas um pouco diferentes, todos nós temos de encontrá-lo. O equilíbrio emocional pode significar encontrarmos e mantermos uma perspectiva positiva da vida, não importa o que possa acontecer à nossa volta. Para alguns poderá significar uma compreensão das nossas emoções que nos permita responder, e não reagir, aos nossos sentimentos. Poderá significar que experimentamos os nossos sentimentos tão intensamente quanto possível, ao mesmo tempo que moderamos a sua expressão excessiva. O equilíbrio emocional advém de praticarmos a oração e a meditação. Deixamo-nos sossegar e partilhamos os nossos pensamentos, esperanças e preocupações com o Deus da nossa concepção. Depois escutamos a orientação, aguardando as forças para agir nessa direcção. Eventualmente as nossas capacidades em manter um quase-equilíbrio melhoram, e as violentas oscilações de humor que costumávamos experimentar começam a acalmar. Desenvolvemos uma capacidade de deixar os outros sentirem os seus sentimentos; não temos necessidade de julgá-los. E abraçamos com força todas as emoções que sentimos.

Só por hoje: Através da oração e da meditação diárias, vou descobrir o que o equilíbrio emocional significa para mim.


Meditação do Dia

DOMINGO, 15 DE SETEMBRO DE 2013


Preencher o vazio
"...pensamos que se conseguirmos suficiente comida, ou suficiente sexo, ou suficiente dinheiro, ficaremos satisfeitos e tudo estará bem." Texto Básico, p. 90



Na nossa adicção, nunca conseguíamos ter suficientes drogas, ou dinheiro, ou sexo, ou fosse o que fosse. Mesmo ter demais não era suficiente! Havia um vazio espiritual dentro de nós. Embora nos esforçássemos o melhor que podíamos para preencher sozinhos esse vazio, nunca conseguíamos. Por fim compreendemos que nos faltava o poder para o preencher; seria preciso um Poder superior a nós mesmos para o conseguir. Por isso parámos de usar, e deixámos de tentar preencher o vazio dentro de nós com coisas. Virámo-nos para o nosso Poder Superior, pedindo o seu cuidado, a sua força, e a sua direcção. Rendemo-nos e deixámos que esse Poder iniciasse o processo de preencher o nosso vazio interior. Deixámos de nos agarrar a coisas e começámos a receber a dádiva gratuita do amor que o nosso Poder Superior tinha para nós. Agora que nos foi dado amor do nosso Poder Superior, o que é que fazemos com ele? Se nos agarrarmos demasiado a ele, vamos sufocá-lo. Devemos lembrar-nos de que o amor só cresce quando é partilhado. Só podemos manter esta dádiva ao partilhá-la livremente. O mundo da adicção é um mundo de tirarmos e de nos tirarem; o mundo da recuperação é um mundo de darmos e de recebermos. Em que mundo é que escolhemos viver?

Só por hoje: Escolho viver na plenitude da recuperação. Vou celebrar o meu contacto consciente com o Deus da minha concepção ao partilhar livremente com outros aquilo que foi livremente partilhado comigo.



Meditação do Dia

SÁBADO, 14 DE SETEMBRO DE 2013


Os segredos são reservas
"Acabamos por descobrir que temos de nos tornar honestos, ou voltaremos a usar." Texto Básico, p. 96



Toda a gente tem segredos, não é verdade? Alguns de nós têm pequenos segredos, coisas que só causariam pequenos embaraços se fossem descobertas. Alguns de nós têm grandes segredos, áreas inteiras das nossas vidas cobertas de uma escuridão espessa e triste. Os grandes segredos podem representar um perigo mais óbvio e imediato para a nossa recuperação. Mas os pequenos segredos fazem também os seus estragos, mais insidiosos ainda porque nós julgamo-los "inofensivos". Grandes ou pequenos, os nossos segredos representam um território espiritual que não estamos dispostos a render aos princípios da recuperação. Quanto mais reservarmos pedaços das nossas vidas para serem geridas pela vontade própria, e quanto mais vigorosamente defendermos o nosso "direito" a agarrarmo-nos a eles, mais estragos iremos causar. Gradualmente, os territórios das nossas vidas que se renderam tenderão a expandir-se, ganhando mais e mais terreno. Quer sejam grandes ou pequenos, os segredos nas nossas vidas irão, mais cedo ou mais tarde, levar-nos ao mesmo sítio. Temos de escolher - ou rendemos tudo ao nosso programa, ou iremos perder a nossa recuperação.

Só por hoje: Quero o tipo de recuperação que advém de uma rendição total ao programa. Hoje vou falar com o meu padrinho ou madrinha e revelar os meus segredos, sejam grandes ou pequenos.


Meditação do Dia
SEXTA, 13 DE SETEMBRO DE 2013

Algo diferente
"Tínhamos de ter algo diferente e achávamos que havíamos encontrado isso nas drogas." Texto Básico, p. 15


Muitos de nós sempre se sentiram diferentes dos outros. sabemos que não somos únicos ao nos sentirmos assim; ouvimos muitos adictos partilharem o mesmo. Toda a vida procurámos algo que nos pusesse bem, que reparasse aquele lugar "diferente" dentro de nós, que nos tornasse preenchidos e aceitáveis. As drogas pareciam cumprir essa necessidade. Quando estávamos sob o seu efeito, pelo menos não sentíamos mais o vazio ou a necessidade. Mas havia um contra: as drogas, que eram a nossa solução, rapidamente tomaram-se o nosso problema. Uma vez largadas as drogas, regressa a sensação de vazio. A princípio sentimos desespero pois não tínhamos qualquer solução para esse sentimento de miséria. Mas estávamos dispostos a seguir sugestões e a começar a trabalhar os passos. À medida que o fizemos, encontrámos aquilo de que andávamos à procura, esse "algo diferente". Hoje acreditamos que o nosso anseio foi toda a vida pelo conhecimento de um Poder Superior; esse "algo diferente" de que precisávamos era uma relação com um Deus amantíssimo. Os passos dizem-nos como iniciar essa relação.

Só por hoje: O meu Poder Superior é o "algo diferente" que sempre faltou na minha vida. Vou usar os passos para devolver esse ingrediente que falta ao meu espírito.



Meditação do Dia

QUINTA, 12 DE SETEMBRO DE 2013


Novos horizontes
"A minha vida está em ordem e eu estou a tomar-me uma versão mais confortável de mim mesmo, e não a pessoa neurótica e maçadora que eu julgava que seria sem drogas." Basic Text (livro 2), p. 262


Existe na realidade uma vida sem drogas? Os recém-chegados estão certos de estarem destinados a levar uma existência monótona uma vez largadas as drogas. Esse receio está muito longe da realidade. Narcóticos Anónimos abre a porta a um novo modo de vida para os nossos membros. A única coisa que perdemos em NA é a nossa escravidão das drogas. Ganhamos um grupo de novos amigos, tempo para nos divertirmos, a capacidade de mantermos um emprego, a capacidade até para estudarmos, se assim quisermos. Somos capazes de iniciar projectos e acompanhá-los até estarem concluídos. Podemos ir a uma festa e sentir-nos confortáveis, mesmo que não saibamos dançar. Começamos a poupar dinheiro para viajar, mesmo que seja só para ir acampar até um local próximo. Em recuperação descobrimos aquilo que nos interessa e desenvolvemos novos passatempos. Atrevemo-nos a sonhar. A vida é certamente diferente quando temos as salas de Narcóticos Anónimos para voltar. Através do amor que encontramos em NA, começamos a acreditar em nós próprios. Equipados com esta crença, avançamos pelo mundo à descoberta de novos horizontes. Muitas vezes o mundo torna-se um local melhor por lá ter estado um membro de NA.

Só por hoje: Posso viver uma vida confortável e com sentido - uma vida que eu nunca pensei que existisse. A recuperação tem aberto novos horizontes para mim e tem-me dado as capacidades para explorá-los.

Meditação do Dia

QUARTA, 11 DE SETEMBRO DE 2013


Dobrar com o vento
"Aprendemos a tornar-nos flexíveis ... À medida que novas coisas são reveladas, sentimo-nos renovados." Texto Básico, p. 113



A palavra "flexibilidade" não fazia parte do nosso vocabulário quando usávamos. Tínhamo-nos tornado obcecados com o prazer cru das nossas drogas, fechando-nos aos prazeres mais doces, subtis, e infinitamente mais variados, do mundo à nossa volta. A nossa doença tinha tornado a própria vida numa ameaça constante de prisões, instituições, e morte, uma ameaça que nos fazia endurecer ainda mais. No fim tornámo-nos frágeis. Bastou o mais pequeno sopro do vento da vida para que acabássemos por ruir, quebrados, derrotados, sem escolha senão rendermo-nos. Mas a maravilhosa ironia da recuperação é que, na nossa rendição, encontrámos a flexibilidade que havíamos perdido na nossa adicção, e cuja falta nos havia derrotado. Recuperámos a capacidade para dobrar perante os ventos da vida sem quebrar. Quando o vento soprava, sentíamos a sua doce carícia de encontro à pele, onde antes teríamos endurecido como se estivéssemos a ser fustigados por uma tempestade. Os ventos da vida sopram na nossa direcção a cada momento, e com eles novas fragrâncias, novos prazeres, variados, subtilmente diferentes. Quando dobramos com o vento da vida, sentimos, ouvimos, tocamos, cheiramos e saboreamos tudo o que ela tem para nos dar. E à medida que novos ventos sopram, sentimo-nos renovados.

Só por hoje: Poder Superior, ajuda-me a dobrar com o vento da vida e ganhar valor com a sua passagem. Liberta-me da rigidez.


Meditação do Dia

TERÇA, 10 DE SETEMBRO DE 2013


Mais forte do que palavras
"Aprendemos que um simples abraço amigo pode significar tudo." Texto Básico, p. 103


Talvez tenha havido alturas na nossa recuperação em que estivemos perto de alguém em grande dor. Lutávamos com a questão, "O que é que eu posso fazer para que ele se sinta melhor?" Sentíamo-nos ansiosos e inadequados para aliviar o seu sofrimento. Gostaríamos de ter mais experiência para partilhar. Não sabiamos o que dizer. Mas por vezes a vida causa feridas que não conseguem ser saradas nem mesmo com as palavras mais sentidas. As palavras nunca conseguem exprimir tudo aquilo que sentimos, quando estão envolvidos os nossos mais profundos sentimentos de compaixão. A linguagem é inadequada para se chegar a uma alma ferida, dado que só o toque de um Poder Superior amantíssimo consegue sarar uma ferida no espírito. Quando aqueles que amamos sofreram uma perda e estão em dor, a nossa simples presença será talvez a contribuição mais compassiva que poderemos dar. Podemos estar seguros de que um Poder Superior amantíssimo está em acção a sarar o espírito; a nossa única responsabilidade é estarmos lá. A nossa presença, um abraço amigo, e uma atenção dedicada, irão certamente exprimir a profundidade dos nossos sentimentos, e fazer mais, para chegar ao coração de um ser humano em dor, do que apenas palavras alguma vez conseguiriam.

Só por hoje: Vou oferecer a minha presença, um abraço, e a minha atenção dedicada, a alguém que eu ame.


Meditação do Dia

SEGUNDA, 09 DE SETEMBRO DE 2013


Pés de barro
"Um dos maiores obstáculos à recuperação parece ser colocarmos expectativas irreais ... nos outros." Texto Básico, p. 92


Muitos de nós chegam a Narcóticos Anónimos a sentir-se mal consigo próprios. Em comparação, os adictos em recuperação que encontramos nas reuniões podem parecer quase sobre-humanamente serenos. Estas pessoas sábias e carinhosas têm muitos meses, anos até, a viver de acordo com princípios espirituais, dando de si aos outros sem esperarem nada em troca. Confiamos nelas, permitindo que elas nos amem até nós sermos capazes de nos amarmos a nós próprios. Esperamos que elas nos tratem de tudo. Depois o brilho do início de recuperação começa a apagar-se, e começamos a ver o lado humano dos nossos amigos de NA e do nosso padrinho ou madrinha. Talvez um membro do nosso grupo-base falte a um encontro, ou vejamos dois companheiros com mais tempo a discutirem numa reunião de serviço, ou vejamos que o nosso padrinho ou madrinha tem alguns defeitos de carácter. Sentimo-nos esmagados, desiludidos - estes adictos em recuperação afinal não são perfeitos. Como é que poderemos voltar a confiar neles? Algures entre "os heróis da recuperação" e "os desgraçados de NA" repousa a verdade: os nossos companheiros adictos não são nem completamente maus, nem completamente bons. Afinal de contas, se eles fossem perfeitos, não precisariam deste programa. Os nossos amigos e o nosso padrinho ou madrinha são adictos normais em recuperação, tal como nós. Podemos identificar-nos com a sua experiência normal em recuperação e utilizá-la no nosso próprio programa.

Só por hoje: Os meus amigos e o meu padrinho ou madrinha são humanos, tal como eu - e exactamente por isso eu confio na sua experiência.


Meditação do Dia

DOMINGO, 08 DE SETEMBRO DE 2013


Rebeldia
"Não devemos perder a fé, quando nos revoltamos." Texto Básico, p. 40


Muitos de nós viveram toda a vida em revolta. A nossa reacção inicial a qualquer tipo de direcção é geralmente negativa. A rejeição automática da autoridade parece constituir um defeito de carácter preocupante para muitos adictos. Um inventário minucioso poderá mostrar-nos como reagimos ao mundo à nossa volta. Podemos perguntar a nós mesmos se será justificada a nossa revolta contra pessoas, lugares, coisas e instituições. Se formos minuciosos na nossa escrita, iremos ultrapassar as acusações a outros e descobrir o nosso próprio papel nas situações. Descobrimos que aquilo que os outros nos fizeram não era tão importante quanto a forma como reagíamos às situações em que nos encontrávamos. Um inventário regular permite-nos examinar os padrões nas nossas reacções à vida e ver se a nossa tendência é para uma rebeldia crónica. Por vezes veremos que, embora possamos seguir algo que nos seja sugerido, em vez de arriscarmos a rejeição, alimentamos em segredo ressentimentos contra a autoridade. Se deixados livres, esses ressentimentos podem afastar-nos do nosso programa de recuperação. O processo de inventário permite-nos pôr a descoberto, avaliar, e alterar os nossos padrões de rebeldia. Não podemos mudar o mundo através de um inventário, mas podemos mudar a forma como reagimos a ele.

Só por hoje: Quero libertar-me da desordem da rebeldia. Antes de agir vou fazer um inventário de mim mesmo e pensar sobre os meus verdadeiros valores.


Meditação do Dia
                                                   SABADO, 07 DE SETEMBRO DE 2013


Ressentimento e perdão
“Onde tem havido erro, o programa nos ensina o espírito do perdão“.
Texto Básico, p. 13


Em NA, começamos a interagir com o mundo à nossa volta. Não vivemos mais no isolamento. Mas, nos libertando do isolamento, pagamos seu preço: quanto mais interagimos com as pessoas, mais freqüentemente vamos encontrar alguém pisando em nossos calos. E freqüentemente estas são as circunstâncias nas quais surgem os ressentimentos.
Ressentimentos, justificados ou não, são perigosos para o andamento de nossa recuperação. Quanto mais guardamos ressentimentos, mais amargos eles se tornam, finalmente nos envenenando. Para ficarmos limpos, precisamos encontrara a capacidade de abrir mão de nossos ressentimentos e perdoar. Primeiro, desenvolvemos esta capacidade trabalhando o Oitavo e Nono Passos e a mantemos viva praticando regularmente o Décimo Passo.
Algumas vezes, quando estamos relutantes em perdoar, é útil lembrar que nós, também, podemos algum dia precisar do perdão de outra pessoa. Todos nós não fizemos, uma vez ou outra, algo que lamentamos profundamente? E não nos sentimos bem novamente quando os outros aceitaram nossa sincera reparação?
Uma atitude de perdão é um pouco mais fácil de desenvolver quando nos lembramos que todos nós estamos fazendo o melhor que podemos. E algum dia nós, também, vamos precisar de perdão.



Só por hoje: Eu vou abrir mão de meus ressentimentos. Hoje, se eu for prejudicado, vou praticar o perdão, sabendo que eu preciso de perdão para mim mesmo.


                                                                     Meditação do Dia

SEXTA, 06 DE SETEMBRO DE 2013


Ida regular a reuniões
"A nossa experiência colectiva tem-nos mostrado que aqueles que assistem regularmente às nossas reuniões mantêm-se limpos." Texto Básico. p. 11


O programa de NA dá-nos um novo padrão de vida. Um dos elementos básicos desse novo padrão é a frequência regular de reuniões. Para o recém-chegado viver limpo é uma experiência inteiramente nova. Tudo aquilo que era familiar mudou. As velhas pessoas, os velhos lugares, as velhas coisas que serviam como adereços no palco das nossas vidas, desapareceram. Surgem novas pressões, já não mascaradas ou adormecidas pelas drogas. É por isso que costumamos sugerir aos recém-chegados que vão a uma reunião todos os dias. Não importa o que aconteça, não importa quão difícil o dia se torne, sabemos que a nossa reunião diária nos aguarda. Aí podemos renovar o contacto com outros adictos em recuperação, pessoas que sabem aquilo que nós estamos a atravessar porque também elas já o atravessaram. Não é preciso que haja um dia sem que procuremos o alívio que obtemos dessa irmandade. À medida que amadurecemos em recuperação, obtemos o mesmo tipo de benefícios de uma ida regular a reuniões. Não importa há quanto tempo estejamos limpos, nunca deixamos de ser adictos. É verdade que talvez não comecemos a usar enormes quantidades de drogas se faltarmos às nossas reuniões durante uns dias. Mas quanto mais regularmente formos a reuniões de NA, mais reforçaremos a nossa identidade como adictos em recuperação. E cada reunião ajuda-nos a afastar um pouco mais da possibilidade de voltarmos a ser adictos a usar.

Só por hoje: Vou comprometer-me a incluir no meu novo padrão de vida uma ida regular a reuniões.

Meditação do Dia
QUINTA, 05 DE SETEMBRO DE 2013

Não somos desesperadamente maus
"Vemos que sofremos de uma doença, não de um dilema moral. O nosso problema é o de estarmos criticamente doentes, e não o de sermos desesperadamente maus." Texto Básico, p. 18


Para muitos de nós Narcóticos Anónimos foi a resposta para uma já velha interrogação pessoal. Porque é que nos sentíamos sempre sozinhos, mesmo no meio de uma multidão? Porque é que fizemos tantas coisas loucas e autodestrutivas? Porque é que passávamos o tempo a sentir-nos mal connosco próprios? E como é que as nossas vidas se tornaram tão complicadas? Nós achávamos que éramos desesperadamente maus, ou talvez desesperadamente insanos. Foi assim um grande alívio vermos que sofríamos de uma doença. A adicção - era essa a fonte dos nossos problemas. Uma doença, fomos aprendendo, que podia ser tratada. E quando tratamos a nossa doença, podemos começar a recuperar. Hoje, quando vemos sintomas da nossa doença a virem à superfície nas nossas vidas, não precisamos de desesperar. Afinal de contas temos uma doença tratável, e não um dilema moral. Podemos estar gratos por podermos recuperar da doença da adicção através da aplicação dos Doze Passos de NA.

Só por hoje: Estou grato por ter uma doença tratável, e não um dilema moral. Vou continuar a aplicar o tratamento para a doença da adicção ao praticar o programa de NA.



Meditação do Dia
QUARTA, 04 DE SETEMBRO DE 2013

Espíritos confusos
"Tentamos lembrar-nos de que quando fazemos reparações estamos a fazê-las por nós próprios." Texto Básico, p. 47



Enquanto ainda devermos reparações, os nossos espíritos estarão confusos com coisas de que não precisamos. Estamos a carregar o peso adicional de uma desculpa devida, de um ressentimento guardado, ou de um remorso não expresso. É como termos uma casa em desordem. Poderíamos sair para não termos de ver a desarrumação, ou galgar os montes de lixo a fingir que eles não estão lá. Mas ignorar a desordem não fará com que ela desapareça. Os pratos sujos, o tapete cheio de migalhas, e os caixotes de lixo a deitar por fora, estarão todos lá, à espera de serem limpos. É tão difícil viver-se com um espírito confuso, como numa casa desarrumada. Parece que estamos sempre a tropeçar nos restos de ontem. Sempre que nos voltamos e nos dirigimos a qualquer sítio, há algo a impedir-nos o caminho. Quanto mais negligenciarmos a nossa responsabilidade de fazer reparações, mais confusos ficarão os nossos espíritos. E não podemos contratar alguém para fazer a limpeza. Temos de ser nós a fazer o trabalho. Obtemos um sentido profundo de satisfação ao fazermos as nossas próprias reparações. Tal como nos sentimos melhor depois de arrumarmos as nossas casas, e podermos gozar um pouco o sol através de janelas cristalinas, também assim os nossos espíritos se regozijam com a nossa liberdade de gozar verdadeiramente a recuperação. E uma vez limpa toda a sujidade, tudo o que temos de fazer é continuar a limpar aquilo que formos sujando.

Só por hoje: Vou limpar aquilo que está a confundir o meu espírito, ao fazer as devidas reparações.

Meditação do Dia
TERÇA, 03 DE SETEMBRO DE 2013

A humildade expressa pelo anonimato
"A humildade permite-nos crescer e desenvolver numa atmosfera de liberdade, e alivia-nos do medo de virmos a ser conhecidos como adictos pelos patrões, pelas nossas famílias ou pelos nossos amigos." Texto Básico, p. 86



Muitos de nós poderão não ter compreendido a ideia de que "o anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas tradições". Não sabíamos como é que isto era. O que é que o anonimato tem a haver com a nossa vida espiritual? A resposta é, tem tudo a haver! Ao preservarmos e cuidarmos do nosso anonimato, obtemos recompensas espirituais sem explicação. Há uma grande virtude em fazer-se algo simpático por alguém e não o dizer a ninguém. Também assim, resistirmos ao impulso de orgulhosamente anunciarmos ao mundo que pertencemos a NA - a pedir, de facto, a toda a gente que reconheça como somos maravilhosos - faz-nos valorizar ainda mais a nossa recuperação. A recuperação é uma dádiva que recebemos de um Poder superior a nós mesmos. Ao vangloriarmo-nos da nossa recuperação, como se fosse obra apenas nossa, conduz a sentimentos de orgulho e de grandiosidade. Mas mantermos o nosso anonimato leva à humildade e a sentimentos de gratidão. A recuperação é em si mesma a recompensa; a aclamação pública não a tornará mais valiosa do que aquilo que ela já é.

Só por hoje: A recuperação é em si própria uma recompensa; não preciso que ela seja publicamente aprovada. Irei manter e cuidar do meu anonimato.



Meditação do Dia

SEGUNDA, 02 DE SETEMBRO DE 2013


Guiados por um Poder Superior
"A prática diária do nosso Programa de Doze Passos permite-nos mudar, daquilo que éramos, para pessoas guiadas por um Poder Superior." Texto Básico, p. 97


Quem é que nós fomos, e em quem é que nos tornámos? Há duas maneiras de se responder a esta pergunta. Uma é muito simples: chegámos a Narcóticos Anónimos como adictos, com a nossa adicção a matar-nos. Em NA fomos libertados da nossa obsessão pelas drogas e da nossa compulsão para as usar. E as nossas vidas têm mudado. Mas essa é só a ponta do icebergue. Em quem é que realmente nos tornámos? No passado éramos pessoas sem poder ou direcção. Sentíamo-nos sem propósito, sem motivos para viver. As nossas vidas não faziam mais sentido a nós do que faziam às nossas famílias, aos nossos amigos, ou aos nossos vizinhos. Em quem é que estamos realmente a tornar-nos? Hoje não somos meramente adictos limpos, mas pessoas com um sentido de direcção, um propósito, e um Poder Superior a nós mesmos. Através da prática diária dos Doze Passos começámos a compreender até que ponto a nossa adicção distorceu os nossos sentimentos, motivações e comportamentos. Gradualmente, a força destrutiva da nossa doença foi sendo substituída pela força geradora de vida do nosso Poder Superior. Recuperação significa mais do ficar limpo - significa ganhar força. Fizemos mais do que largar alguns maus hábitos; estamos a tornar-nos novas pessoas, guiadas por um Poder Superior.

Só por hoje: A orientação de que preciso para me tornar uma pessoa nova está ao meu alcance. Hoje vou afastar-me ainda mais da minha velha falta de direcção e aproximar-me do meu Poder Superior.


Meditação do Dia
DOMINGO, 01 DE SETEMBRO DE 2013

Valores verdadeiros
"Tomamo-nos capazes de tomar decisões acertadas e com amor, baseadas em princípios e em ideias que têm valor real nas nossas vidas." Texto Básico, p. 117


A adicção deu-nos um determinado conjunto de valores, princípios que aplicámos nas nossas vidas. "Tu empurraste-me," dizia-nos um desses valores, "por isso eu empurrei-te de volta, com força." "É meu" era outro valor gerado pela nossa doença. "Bom, talvez não fosse meu a princípio, mas gostei tanto que o tomei meu." Esses valores não eram bem valores - eram mais racionalizações - e de certeza que não nos ajudavam a tomar decisões acertadas e sensatas. Na verdade serviam principalmente para nos enterrarmos cada vez mais fundo na sepultura que já começáramos a cavar para nós próprios. Os Doze Passos dão uma dose forte de verdadeiros valores, do tipo que nos ajuda a viver em harmonia connosco próprios e com aqueles à nossa volta. Colocamos a nossa fé, não em nós próprios, nas nossas famílias, ou na nossa comunidade, mas num Poder Superior - e ao fazermos isso tomamo-nos cada vez mais seguros para podermos confiar na nossa comunidade, nas nossas famílias, e mesmo em nós próprios. Aprendemos a ser honestos, independentemente de tudo - e aprendemos a não fazer aquilo que queiramos vir a esconder depois. Aprendemos a aceitar responsabilidade pelas nossas acções. A frase possessiva "É meu" é substituída por um espírito desinteressado. Esses são o tipo de valores que nos ajudam a tomarmo-nos parte responsável e produtiva da vida à nossa volta. Em vez de cavarmos cada vez mais fundo a nossa sepultura, esses valores devolvem-nos ao mundo dos vivos.

Só por hoje: Sinto-me grato pelos valores que tenho desenvolvido. Estou agradecido pela capacidade que esses valores me dão para tomar decisões sensatas e com amor, como membro responsável e produtivo da minha comunidade.

Meditação do Dia
SABADO, 31 DE agosto DE 2013

Gratidão
“Problemas de vida desesperadores tiveram um desfecho alegre.
A nossa doença foi detida e, agora, tudo é possível“. Texto Básico, p. 116


O programa de NA nos deu mais liberdade do que jamais havíamos sonhado ser possível. Às vezes, contudo, na rotina diária, perdemos de vista o quanto nos foi dado. Como, exatamente, as nossas vidas modificaram em Narcóticos Anônimos?
A linha de partida, a recuperação, é claro, é a liberdade da compulsão de usar. Não precisamos mais devotar todos os nossos recursos para alimentar nossa adicção. Não precisamos mais nos colocar em perigo, nos humilhar e nem abusar de nós mesmos ou de outros somente para conseguir a próxima “droga”. A abstinência, por si só, trouxe uma grande liberdade para nossas vidas.
Narcóticos Anônimos nos tem dado muito mais do que a simples abstinência: foi-nos dada uma vida completamente nova. Fizemos o nosso inventário e identificamos os defeitos de caráter que nos limitaram por tanto tempo, nos impedindo de viver e apreciar a vida. Renunciamos a estes defeitos, nos responsabilizamos por eles e buscamos o direcionamento e a força que precisamos para viver de maneira diferente. O nosso grupo de escolha nos deu o calor humano e o apoio que nos ajuda a continuar a viver em recuperação. E, acima de tudo, temos o amor, o cuidado e o direcionamento do Deus que viemos a compreender em NA.
No curso do cotidiano da recuperação, às vezes, nos esquecemos o quanto as nossas vidas se modificaram em Narcóticos Anônimos. Será que apreciamos plenamente o que nosso programa nos deu?



Só por hoje: A recuperação me deu liberdade. Eu vou saudar o dia com esperança, grato por tudo ser possível hoje.


Meditação do Dia

SEXTA, 30 DE AGOSTO DE 2013


Fazer bem, sentir bem
"Examinamos as nossas acções, reacções e motivos. Por vezes descobrimos que temos estado a fazer melhor do que nos temos sentido." Texto Básico, p. 49



A forma como tratamos os outros costuma revelar a forma como nos sentimos. Quando estamos em paz, é mais provável que tratemos os outros com respeito e compaixão. Contudo, quando não nos sentimos bem, é provável que respondamos aos outros com intolerância e impaciência. Quando fazemos um inventário regular, vamos provavelmente notar um padrão: tratamos mal os outros quando nos sentimos mal connosco próprios. Aquilo que, todavia, poderá não ser revelado num inventário é a outra face da moeda: quando tratamos bem os outros, sentimo-nos bem connosco próprios. Quando acrescentamos esta verdade positiva aos factos negativos que vamos descobrindo no nosso inventário, começamos a comportarmo-nos de forma diferente. Quando nos sentimos mal, podemos parar e rezar por orientação e força. Depois, tomamos uma decisão de tratar aqueles à nossa volta com carinho, gentileza, e a mesma preocupação que gostaríamos que nos fosse demonstrada. Uma decisão de se ser amável pode alimentar e manter a alegria e a paz de espírito que todos desejamos. E a alegria que inspiramos pode levantar os espíritos daqueles à nossa volta, por sua vez alimentando o nosso próprio bem-estar espiritual.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que se mudar as minhas acções, os meus pensamentos segui-las-ão.

Meditação do Dia

QUINTA, 29 DE AGOSTO DE 2013


Não olhes para trás
Os passos permitem "que saiamos da nossa antiga vida, dominada por sentimentos de culpa e pelo remorso. É o nosso futuro que se transforma, pois não precisamos de continuar a evitar aqueles que prejudicámos. Como resultado ... recebemos uma nova liberdade que pode pôr um fim ao nosso isolamento." Texto Básico, p. 45


Muitos de nós chegam a Narcóticos Anónimos cheios de remorsos sobre o passado. Os nossos passos ajudam-nos a começar a resolver esses remorsos. Examinamos as nossas vidas, admitimos os nossos erros, fazemos reparações por eles, e tentamos sinceramente modificar o nosso comportamento. Ao fazermos isso, encontramos um sentido mais feliz da liberdade. Não precisamos mais de negar ou de ter remorsos do passado. Uma vez feitas as nossas reparações, aquilo que está feito, está feito. A partir daí, aquilo que fizemos deixa de ser a coisa mais importante sobre nós. O que conta é para onde vamos. Em NA, começamos a olhar para a frente. É verdade que vivemos e mantemo-nos limpos só por hoje. Mas descobrimos que podemos começar a colocar objectivos, a alimentar sonhos, a ansiar as alegrias que uma vida em recuperação tem para dar. Olhar em frente mantém-nos centrados nos nossos objectivos, sem remorsos quanto ao passado. Apesar de tudo, é difícil seguir-se em frente se estivermos a olhar para trás.

Só por hoje: Os passos libertaram-me dos remorsos do meu passado. Hoje olho em frente para a minha nova vida em recuperação.



Meditação do Dia
QUARTA, 28 DE AGOSTO DE 2013

À luz da exposição
“Esses defeitos crescem no escuro e morrem à luz da exposição”.
Texto Básico, p. 34


O Quinto Passo nos pede para partilhar a nossa verdadeira natureza com Deus, com nós mesmos e com um outro ser humano. Não nos encoraja a contar para todo mundo cada um dos nossos pequenos segredos sobre nós mesmos. Não nos pede para abrir para o mundo inteiro cada pensamento vergonhoso ou amedrontado que já tivemos. O Quinto Passo simplesmente nos sugere que os nossos segredos nos causam mais mal do que bem quando os mantemos totalmente para nós mesmos.
Se cedemos à nossa relutância de revelar a nossa verdadeira natureza para um só ser humano, o lado secreto de nossas vidas se torna mais poderoso.. E quando os segredos estão no controle, encravam uma barreira entre nós, nosso Poder Superior e as coisas a que mais damos valor em nossa recuperação.
Quando partilhamos nosso ser secreto em confidência com, pelo menos, um ser humano, talvez nosso padrinho/madrinha, ou um amigo próximo, esta pessoa geralmente não nos rejeita. Nós nos abrimos para outra pessoa e somos recompensados com a sua aceitação. Quando isto acontece, descobrimos que a partilha honesta não ameaça a vida; os segredos perderam o seu poder sobre nós.


Só por hoje: Eu vou desarmar os segredos em minha vida partilhando-os com outro ser humano.


Meditação do Dia
TERÇA, 27 DE AGOSTO DE 2013

Escolher a vida
"Tomou-se necessária uma mudança dos padrões de vida autodestrutivos." Texto Básico, p. 17



A adicção activa é um desejo de morte que vai queimando lentamente. Cada um nós brincava com a morte de cada vez que usava. O nosso modo de vida também nos colocava em risco. A vida de um adicto é vendida ao desbarato, cada dia, com cada dose. Em recuperação, o primeiro padrão que mudamos é o padrão do uso. Mantermo-nos limpos constitui o ponto de partida para a nossa caminhada em direcção à vida. Mas o nosso comportamento autodestrutivo costumava ir mais fundo do que apenas o nosso uso. Mesmo em recuperação podemos continuar a tratar-nos como se nada valêssemos. Quando nos tratamos mal, sentimo-nos mal. E quando nos sentimos mal, procuramos alívio - talvez até na nossa velha solução, as drogas. Escolher a recuperação significa escolher a vida. Cada dia decidimos que queremos viver e ser livres. Cada vez que evitamos um comportamento autodestrutivo, estamos a escolher a recuperação.

Só por hoje: Vou escolher a vida ao escolher a recuperação. Vou tomar conta de mim próprio.



Meditação do Dia
SEGUNDA, 26 DE AGOSTO DE 2013


Inventário do Décimo Passo
"Continuámos a fazer um inventário pessoal e quando estávamos errados admitimo-lo prontamente." Décimo Passo



Um Décimo Passo diário mantém-nos numa base espiritual sólida. Embora cada um de nós utilize perguntas diferentes, algumas delas serão úteis para quase todos nós. Duas perguntas-chave do Décimo Passo são: "Estou honestamente em contacto comigo mesmo, com as minhas acções e com os meus motivos? E rezei pela vontade de Deus para mim e pelas forças para a realizar?" Estas duas perguntas, quando respondidas com honestidade, permitir-nos-ão olhar mais profundamente para o nosso dia. Quando olhamos para as nossas relações com os outros, poderemos perguntar, "Hoje prejudiquei alguém, directa ou indirectamente? Preciso de fazer reparações a alguém como consequência das minhas acções hoje?" Manteremos o nosso inventário simples ao lembrarmo-nos de perguntar, "Onde é que estive errado? Como é que poderei fazer melhor na próxima vez?" Também costumamos incluir outras perguntas importantes. "Hoje fui bom para mim? Fiz algo por outra pessoa, sem esperar nada em troca? Reafirmei a minha fé num Poder Superior amantíssimo?" O Décimo Passo é um passo de manutenção do programa de NA. O Décimo Passo ajuda-nos a continuar a viver confortavelmente em recuperação.

Só por hoje: Vou lembrar-me de rever o meu dia. Se tiver prejudicado alguém, farei reparações. Vou pensar em formas diferentes de agir.

Meditação do Dia
DOMINGO, 25 DE AGOSTO DE 2013


Nono Passo – retomando a vida
“Estamos nos libertando dos destroços do nosso passado“.Texto Básico, p. 45


Quando iniciamos o Nono Passo, chegamos a um estágio emocional em nossa recuperação. O dano causado em nossas vidas foi o que, antes de tudo, levou muitos de nós a buscar ajuda. Agora temos uma chance de limpas esses destroços, consertar o nosso passado e retomar nossas vidas.
Gastamos um bom tempo e muito esforço na preparação para este passo. Quando chegamos a NA, encarar os escombros de nosso passado era provavelmente a última coisa que queríamos fazer. Começamos a fazer isso em particular, com um inventário pessoal. Depois, abrimos o nosso passado para um grupo selecionado e confiável: nós mesmos, nosso Poder Superior e uma outra pessoa. Demos uma olhada em nossas imperfeições, a fonte de maior parte do caos em nossas vidas e pedimos para que esses defeitos de caráter fossem removidos. Finalmente, fizemos uma lista de reparações necessárias para acertar nossos erros – todos eles – e nos prontificamos a realizá-las.
Agora, temos a oportunidade de fazer reparações – de alcançar a libertação dos destroços de nosso passado. Tudo que fizemos até agora em NA nos conduziu até aqui. Neste ponto do processo de nossa recuperação, o Nono Passo é exatamente o que queremos fazer. Com os Doze Passos e a ajuda de um Poder Superior, estamos limpando o entulho que por tanto tempo ficou no caminho de nosso progresso: estamos alcançando a liberdade para viver.



Só por hoje: Eu vou tirar vantagem da oportunidade de retomar a minha vida. Vou experimentar a libertação dos destroços de meu passado.

Meditação do Dia
SABADO, 24 DE AGOSTO DE 2013

Buscando a vontade de Deus
“Aprendemos a ser cuidadosos ao rezar por coisas específicas”. Texto Básico, p. 49


Em nossa adicção ativa, geralmente não rezávamos pelo conhecimento da vontade de Deus para nós e pelo poder de realizar esta vontade. Ao contrário, a maioria de nossas orações era para que Deus nos tirasse da confusão que tínhamos criado para nós mesmos. Esperávamos milagres assim que o exigíssemos.
Este tipo de pensamento e oração se modifica quando começamos a praticar o Décimo Primeiro Passo. A única maneira de sair dos problemas que criamos para nós mesmos é através da rendição a um Poder maior do que nós mesmos.
Em recuperação, aprendemos aceitação. Buscamos em nossas orações e meditações, o conhecimento de como devemos encarar as circunstâncias que aparecem em nosso caminho. Paramos de lutar, abrimos mão de nossas próprias idéias sobre como as coisas deveriam ser, pedimos por sabedoria e ouvimos as respostas. As respostas geralmente não chegam com um lampejo de luz e um rufar de tambor. Geralmente, as respostas virão apenas com uma serena sensação de confiança de que nossas vidas estão fluindo e que um Poder maior que nós mesmos está guiando nossos caminhos.
Temos uma escolha. Podemos passar todo o nosso tempo lutando para que as coisas saiam do jeito que queremos, ou podemos nos render à vontade de Deus. A paz pode ser encontrada quando aceitamos o fluxo e refluxo da vida.


Só por hoje: Eu vou abrir mão de minhas expectativas, buscar a orientação de meu Poder Superior e aceitar a vida.

Meditação do Dia
SEXTA, 23 DE AGOSTO DE 2013

Tomando decisões
“Antes de ficarmos limpos, a maior parte de nossas ações eram guiadas
por impulsos. Hoje, não estamos presos a este tipo de pensamento“.
Texto Básico, p. 98


A vida é feita de uma série de decisões, ações e conseqüências. Quando estávamos usando, nossas decisões eram, geralmente, guiadas por nossa doença, resultando em ações autodestrutivas e conseqüências terríveis. Acabamos encarando as tomadas de decisão como um jogo de manipulação, que deveríamos jogar o mínimo possível.
Sendo assim, muitos de nós temos grande dificuldade em aprender a tomar decisões em recuperação. Aos poucos, trabalhando os Doze Passos, adquirimos experiência em tomar decisões saudáveis, que levam a resultados positivos. Pedimos ao Poder Superior que cuide de nós onde a doença um dia afetou nossa vontade e nossas vidas. Inventariamos os nossos valores e as nossas ações, checamos as nossas descobertas com alguém que confiamos e pedimos ao Deus de nossa compreensão para que remova os nossos defeitos. Ao trabalharmos os passos, nos libertamos da influência de nossa doença e aprendemos princípios de tomada de decisão que podem nos guiar em todas as nossas atividades.
Hoje, nossas decisões e suas conseqüências não precisam ser influenciadas por nossa doença. A nossa fé dá a coragem e a orientação para tomarmos boas decisões e a força para realizá-las. O resultado deste tipo de tomada de decisão é uma vida que vale a pena viver.



Só por hoje: Eu vou utilizar os princípios dos Doze Passos para tomar decisões saudáveis. Vou pedir ao meu Poder Superior a força para agir em direção a estas decisões.



Meditação do Dia

QUINTA, 22 DE AGOSTO DE 2013


Contribuir
"Reconhecemos o nosso crescimento espiritual quando somos capazes de contactar e ajudar outros ..." Texto Básico, p. 66



Fazer uma diferença neste mundo, contribuir com algo de especial, constitui talvez a mais elevada aspiração do coração humano. Cada um de nós, qualquer que seja a sua formação pessoal, tem uma qualidade única para dar. Provavelmente, em determinado momento da nossa recuperação encontrámos alguém que nos ajudou quando mais ninguém podia. Fazê-lo quer tenha sido alguém que nos tenha feito rir na nossa primeira reunião, ou um padrinho ou madrinha cheio de amizade e compaixão, ou um amigo que nos compreendeu e nos apoiou através de uma tempestade emocional, essa pessoa fez toda a diferença do mundo. Todos nós temos tido a dádiva da recuperação partilhada connosco por um outro adicto em recuperação. Estamos gratos por isso. Expressamos a nossa gratidão ao partilharmos livremente com outros aquilo que nos foi dado a nós. A mensagem individual que transmitimos poderá ajudar um recém-chegado a quem apenas nós poderemos chegar. Existem muitas formas de servir a nossa irmandade. Cada um de nós verá que há certas coisas que fazemos melhor do que outras, embora todo o serviço seja igualmente importante. Se estivermos dispostos a servir, iremos certamente encontrar a forma de servir que melhor se adapta a nós.

Só por hoje: A minha contribuição faz uma diferença. Hoje vou dar a minha ajuda.



Meditação do Dia

QUARTA, 21 DE AGOSTO DE 2013


Amizades
"As nossas amizades tomam-se profundas e nós sentimos o calor e o carinho que resultam de adictos partilharem recuperação e um novo modo de vida." IP nº 19, A auto-aceitação


A maioria de nós chega a Narcóticos Anónimos com poucos amigos de verdade. E a maioria chega sem a menor ideia do que custa construir amizades duradouras. Com o tempo, todavia, aprendemos que as amizades exigem trabalho. Há sempre momentos em que as amizades constituem um desafio. Como qualquer relação, a amizade constitui um processo de aprendizagem. Os nossos amigos amam-nos o suficiente para nos dizerem a verdade acerca de nós próprios. O velho ditado, "A verdade irá libertar-te, mas primeiro irá pôr-te furioso", parece aplicar-se particularmente às amizades. Isso pode complicar uma amizade. Podemos começar a evitar certas reuniões em vez de enfrentar- mos os nossos amigos. Mas descobrimos que eles dizem-nos determinadas coisas porque se preocupam connosco. Querem o melhor para nós. Os nossos amigos aceitam-nos apesar das nossas limitações. Compreendem que somos ainda um trabalho em progressão. Os amigos estão lá para nós quando nós próprios não estamos. Os amigos ajudam-nos a obter uma perspectiva importante dos acontecimentos nas nossas vidas e na nossa recuperação. É importante que cultivemos activamente as amizades, pois já aprendemos que não conseguimos recuperar sozinhos.

Só por hoje: Vou estar grato pelos amigos que tenho. Vou tomar parte activa nas minhas amizades.

Meditação do Dia

TERÇA, 20 DE AGOSTO DE 2013


Enfrentar a morte
"Por vezes temos de encarar uma qualquer crise na nossa recuperação, tal como a morte de alguém que gostávamos ..." Texto Básico, p. 113


As nossas vidas têm um princípio e um fim. Todavia, quando alguém de quem gostamos muito chega ao fim da sua vida, poderemos sentir uma grande dificuldade em aceitar a sua falta súbita e permanente. A nossa dor poderá ser tão poderosa que receamos que ela seja demais para nós - mas não será assim. A nossa mágoa poderá doer mais do que qualquer outra coisa, mas irá passar. Não precisamos de fugir das emoções que possam surgir com a morte de alguém querido. A morte, e a dor ligada a ela, são parte de um todo, que é viver "a vida tal como ela é". Ao nos permitirmos a liberdade de experimentar estes sentimentos, usufruímos mais profundamente tanto da recuperação como da nossa natureza humana. Por vezes a realidade da morte de outra pessoa torna a nossa própria mortalidade muito mais pronunciada. Reavaliamos as nossas prioridades, apreciando ainda mais a companhia daqueles que amamos. A nossa vida, e a nossa vida com eles, não irá durar para sempre. Queremos aproveitar ao máximo aquilo que é mais importante, enquanto durar. Poderemos descobrir que a morte de alguém que nos é querido ajudará a reforçar o nosso contacto consciente com o nosso Poder Superior. Se nos lembrarmos de que podemos virar-nos para essa fonte de força sempre que enfrentemos dificuldades, manter-nos-emos concentrados nela não importa aquilo que se passe à nossa volta.

Só por hoje: Vou aceitar a perda de alguém que me seja querido e virar-me para o meu Poder Superior em busca da força para aceitar os meus sentimentos. Vou aproveitar ao máximo o meu amor por aqueles que estão hoje na minha vida.


Meditação do Dia

SEGUNDA, 19 DE AGOSTO DE 2013


Primeiro as primeiras coisas
"Colocamos um esforço na resolução dos nossos problemas mais óbvios, e tentamos entregar o resto. Fazemos o que temos de fazer e, à medida que progredimos, irão surgindo novas oportunidades para podermos melhorar." Texto Básico, p. 63


É costume dizer-se que recuperar é simples - só temos de mudar tudo! Isso pode parecer um pedido demasiado grande, especialmente quando acabamos de chegar a Narcóticos Anónimos. Afinal de contas, não houve muitos de nós que tenham vindo à primeira reunião porque as suas vidas estavam em excelente forma. Pelo contrário, um grande número de nós chegou a NA no meio de uma das piores crises das suas vidas. Precisávamos de recuperar, e depressa! A dimensão das mudanças necessárias nas nossas vidas pode paralisar-nos. Sabemos que não podemos tratar de tudo o que é preciso de uma só vez. Como começar? Se calhar até já começámos. Fizemos as primeiras coisas, as mais óbvias que precisavam de ser feitas: parámos de usar drogas e começámos a ir a reuniões. E a seguir? Temos de fazer mais ou menos o mesmo, só que em maior quantidade. Fazemos aquilo que podemos. Prosseguimos o caminho da recuperação pondo um pé à frente do outro e dando mais um passo. Só depois é que deveremos preocupar-nos com o que venha a seguir. Devagar, mas com segurança, veremos que estamos a avançar nesse caminho, visivelmente a aproximarmo-nos do tipo de pessoa que desejamos ser.

Só por hoje: Vou avançar no trajecto da minha recuperação dando um passo em frente.




Meditação do Dia

DOMINGO, 18 DE AGOSTO DE 2013


"Quanto tempo é que isto ainda vai durar?"
"... a maneira de continuarmos a ser membros produtivos e responsáveis da sociedade é colocarmos a nossa recuperação em primeiro lugar." Texto Básico, p. 118


As reuniões têm sido óptimas! Em todas elas temos estado com outros adictos que partilham experiência, força e esperança. E em cada dia pomos em prática aquilo que aprendemos nas reuniões para nos mantermos em recuperação. A vida, entretanto, continua. O trabalho, a família, os amigos, os estudos, o desporto, os divertimentos, as actividades comunitárias, as obrigações cívicas - tudo isto exige o nosso tempo. As exigências do dia-a-dia levam-nos, por vezes, a perguntar, "Durante quanto tempo é que ainda vou ter de ir a estas reuniões?" Vamos parar para pensar. Antes de chegarmos a Narcóticos Anónimos, alguma vez conseguimos manter-nos limpos sozinhos? O que é que nos leva a pensar que o conseguiremos agora? Depois há que considerar a própria doença - o egocentrismo crónico, a obsessão, os padrões de comportamento compulsivos que se manifestam em tantas áreas das nossas vidas. Conseguiremos viver e gozar a vida sem tratarmos realmente da nossa doença? Não. As pessoais "normais" poderão não ter de se preocupar com estas coisas, mas nós não somos pessoas "normais" - somos adictos. Não podemos fingir que não temos uma doença progressiva e fatal, pois a verdade é que a temos. Sem o nosso programa, poderíamos nem estar vivos, e então não nos teríamos de preocupar com as exigências do trabalho, dos estudos, da família, ou de fosse o que fosse. As reuniões de NA dão-nos o apoio e a direcção de que precisamos para recuperar da nossa adicção, permitindo-nos viver vidas o mais preenchidas possível.

Só por hoje: Quero viver e gozar a vida. Para isso vou pôr a minha recuperação em primeiro lugar.

Meditação do Dia

SÁBADO, 17 DE AGOSTO DE 2013


Dizer a verdade
"Um sintoma da nossa doença é a alienação, e a partilha honesta irá libertar-nos para recuperar." Texto Básico, p. 94


A verdade liga-nos à vida, enquanto o medo, o isolamento e a desonestidade nos afastam dela. Quando usávamos, escondíamos dos outros tudo aquilo que pudéssemos sobre nós prÓprios. O nosso medo impedia-nos de nos abrirmos àqueles que nos rodeavam, protegendo-nos daquilo que julgávamos que os outros nos fariam se fossemos vulneráveis. Mas o nosso medo também nos impedia de nos ligarmos ao mundo. Vivíamos como estranhos no nosso próprio planeta, sempre sozinhos e cada vez mais sós à medida que o tempo passava. Os Doze Passos e a irmandade de adictos em recuperação oferecem a pessoas como nós um lugar onde podemos sentir- -nos seguros dizendo a verdade acerca de nós próprios. Somos capazes de admitir honestamente a nossa impotência perante a adicção, com as suas frustrações e humilhações, pois encontramos muitos outros que já estiveram na mesma situação - sentimo-nos seguros entre eles. E continuamos a partilhar mais da verdade sobre nós mesmos à medida que praticamos os passos. Quanto mais coisas fizermos, mais ligados nos sentiremos ao mundo à nossa volta. Hoje não precisamos de nos esconder da realidade das nossas relações com as pessoas, os lugares e as coisas nas nossas vidas. Aceitamos essas relações tal como elas são, e assumimos o nosso papel nelas. Cada dia perguntamos, "Estarei a dizer a verdade acerca de mim próprio?" Cada vez que assim fizermos, estamos a evitar o afastamento que caracteriza a nossa adicção, e aproximamo-nos um pouco mais da liberdade que a recuperação pode oferecer-nos.

Só por hoje: A verdade é a minha ligação à realidade. Hoje vou perguntar a mim próprio, "Estarei a dizer a verdade?

Meditação do Dia

SEXTA, 16 DE AGOSTO DE 2013


Progressão ou regressão
"Este é o nosso caminho para um crescimento espiritual. Mudamos com cada dia... Este crescimento não é o resultado de um desejo, mas sim de acção e de oração." Texto Básico, p. 42



O nosso estado espiritual nunca é estático; se não estiver a progredir, está a regredir. Se estivermos parados, o nosso progresso espiritual perderá a sua dinâmica ascendente. A pouco e pouco o nosso crescimento irá abrandar, até parar. A nossa tolerância começa a esgotar-se; a nossa vontade de servir os outros desaparece; as nossas mentes fecham-se. Em breve estaremos de volta ao ponto de partida, em conflito com tudo e todos à nossa volta, incapazes de lidar até connosco próprios. A nossa única escolha é participarmos activamente no nosso programa de crescimento espiritual. Rezamos, procurando uma compreensão de um Poder superior a nós mesmos. Abrimos as nossas mentes e mantemo-las abertas, dispostos a aprender a aproveitar aquilo que os outros tenham para partilhar connosco. Demonstramos a nossa boa-vontade para experimentar novas ideias e maneiras de fazer as coisas, vivendo a vida de uma forma inteiramente diferente. O nosso progresso espiritual ganha velocidade e dinâmica, guiado pelo Poder Superior que viemos a compreender melhor de dia para dia. Progredir ou regredir - só há uma escolha, com muito pouco pelo meio, no que diz respeito ao crescimento espiritual. Já vimos que a recuperação não é alimentada por sonhos ou desejos, mas sim por actos e por orações.

Só por hoje: A única constante no meu estado espiritual é a mudança. Não posso confiar no programa de ontem. Hoje procuro um novo crescimento espiritual através da oração e da ação.


Meditação do Dia

QUINTA, 15 DE AGOSTO DE 2013


Não é de um dia para o outro
"Descobrimos que não é de um dia para o outro que recuperamos física, mental e espiritualmente." Texto Básico, p. 32



Já alguma vez, ao celebrares um aniversário de recuperação, tiveste a sensação de que devias estar mais avançado na recuperação do que estás? Talvez tenhas ouvido recém-chegados partilharem em reuniões, membros com muito menos tempo limpo, e pensado, "Mas só agora é que começo a perceber do que é que eles estão a falar!" É estranho que entremos em recuperação a julgar que iremos sentir-nos óptimos de um dia para o outro, ou que nunca mais iremos ter dificuldades a lidar com os problemas da vida. Julgamos que vamos recuperar logo dos nossos problemas físicos, que os nossos pensamentos vão tornar-se logo racionais, e que uma vida espiritual saudável vai manifestar-se de um dia para o outro. Esquecemo-nos de que passámos anos a abusar dos nossos corpos, a adormecer as nossas mentes, e a reprimir a consciência de um Poder Superior. Não podemos sarar essas feridas num só dia, todavia, podemos pôr em prática mais um passo, ir a mais uma reunião, ajudar mais um recém-chegado. Saramos e recuperamos pouco a pouco - não é de repente, mas com tempo.


Só por hoje: O meu corpo irá sarar um pouco, a minha mente irá ficar um pouco mais clara, e a minha relação com o meu Poder Superior irá reforçar-se.

Meditação do Dia

QUARTA, 14 DE AGOSTO DE 2013


Abrindo mão de nossas limitações
“Não temos que nos acomodar às nossas limitações do passado.
Podemos examinar e reexaminar as nossas velhas idéias”.Texto Básico, p. 12

A maioria de nós chega ao programa com uma enorme quantidade de limitações impostas por nós mesmos, que nos impedem de realizar o nosso potencial plenamente, limitações que inibem as nossas tentativas de encontrar os valores que estão bem no âmago de nosso ser. Colocamos limitações em nossa habilidade de sermos verdadeiros conosco, limitações para a nossa habilidade de funcionar em nosso trabalho, limitações para os riscos que estamos prontos a correr – a lista parece interminável. Se os nossos pais ou professores nos disseram que nós nunca iríamos dar certo, e se nós acreditamos neles, é bastante provável que não tenhamos conseguido alguma coisa. Se a nossa socialização nos ensinou que não deveríamos lutar por nossos próprios direitos, nós não lutamos, mesmo se tudo dentro de nós gritava para o que o fizéssemos.
Em Narcóticos Anônimos, nos é dado um processo pelo qual podemos reconhecer estas falsas limitações como elas soa na realidade. Através de nosso Quarto Passo, descobriremos que não queremos manter todas as regras que nos foram ensinadas. Não precisamos ser vítimas de nossas experiências passadas pelo resto de nossas vidas. Estamos livres para descartar as idéias que inibem o nosso crescimento. Somos capazes de aumentar as nossas fronteiras para incluir novas idéias e novas experiências. Estamos livres para rir, chorar e, acima de tudo, desfrutar da nossa recuperação.



Só por hoje: Eu vou abrir mão das limitações que eu mesmo me impus e vou abrir minha mente para novas idéias.


Meditação do Dia

TERÇA, 13 DE AGOSTO DE 2013



Pessoas difíceis 
"Ao darmos amor incondicional na Irmandade, tornamo-nos mais capazes de amar, e ao partilharmos o crescimento espiritual, tornamo-nos mais espirituais." Texto Básico, p. 115


A maioria de nós tem uma ou duas pessoas excepcionalmente difíceis nas suas vidas. Como é que lidamos com essas pessoas em recuperação? Primeiro, tiramos o nosso próprio inventário. Será que errámos com essa pessoa? Houve alguma acção ou atitude nossa que esteja a motivar a reacção dela? Se sim, vamos querer reparar a situação, admitir que errámos, e pedir ao nosso Poder Superior que remova quaisquer defeitos que possam impedir-nos de ajudarmos e de sermos construtivos. Em seguida, como pessoas em busca de vidas orientadas espiritualmente, olhamos para o problema do ponto de vista da outra pessoa. Ela poderá estar a enfrentar algum desafio de que nós não nos tenhamos apercebido, e que lhe estará a provocar atitudes menos agradáveis. Como se costuma dizer, em recuperação procuramos "perdoar em vez de sermos perdoados, e compreender em vez de sermos compreendidos". Por fim, e se estiver ao nosso alcance, procuramos formas de ajudar os outros a ultrapassar os seus desafios, sem que isso lhes fira a dignidade. Rezamos pelo seu bem-estar e crescimento espiritual, e pela capacidade de lhes darmos o amor incondicional que tanto significado tem tido na nossa recuperação. Não podemos modificar as pessoas difíceis nas nossas vidas, nem podemos agradar a toda a gente. Mas ao aplicarmos os princípios espirituais que aprendemos em NA, podemos aprender a amá-las.

Só por hoje: Poder Superior, ajuda-me a servir os outros e a não exigir que sejam eles a servir-me a mim.


Meditação do Dia

SEGUNDA, 12 DE AGOSTO DE 2013

Basta!


"Algo dentro de nós grita, 'Basta! Basta! Estou farto!', e ficamos prontos a dar esse primeiro, e por vezes mais difícil, passo para lidarmos com a nossa doença." Texto Básico, p. 203

Será que para nós bastou? Esta é a pergunta crucial que devemos fazer a nós próprios quando nos preparamos para trabalhar o Primeiro Passo em Narcóticos Anónimos. Não interessa se chegamos ou não a NA com as nossas famílias intactas, as nossas carreiras ainda de pé, e com toda a aparência exterior de estar tudo bem. A única coisa que interessa é se chegámos a um fundo do poço emocional e espiritual que impeça o nosso regresso à adicção activa. Se tivermos chegado a esse ponto, faremos de facto tudo o que for necessário para parar de usar. Quando examinamos a nossa impotência, colocamos algumas perguntas simples. Será que consigo controlar o meu uso de drogas sob qualquer forma? O que é que aconteceu como resultado do meu uso de drogas, que eu não queria que tivesse acontecido? De que forma é que a minha vida está desgovernada? Será que no fundo acredito que sou um adicto? Se as respostas a estas perguntas nos conduzirem a Narcóticos Anónimos, estaremos então prontos para dar o passo seguinte em direcção a uma vida livre da adicção activa. Se na verdade nos bastou, faremos todos os possíveis para recuperar.

Só por hoje: Admito que bastou. Estou pronto para trabalhar o meu Primeiro Passo.

Meditação do Dia
DOMINGO, 11 DE AGOSTO DE 2013

Ouvir activamente
"Quando ouvimos com atenção, ouvimos coisas que resultam para nós." Texto Básico, p. 118



A maioria de nós chegou a Narcóticos Anónimos com uma capacidade muito limitada para ouvir. Mas, para aproveitarmos plenamente "o valor terapêutico de um adicto a ajudar outro", temos de aprender a ouvir com atenção. O que é para nós ouvir activamente? Nas reuniões, significa que nos concentramos naquilo que o partilhador está a dizer, quando ele está a falar. Pomos de lado os nossos próprios pensamentos e opiniões até que termine a reunião. É então que vamos procurar, naquilo que ouvimos, as ideias que queremos utilizar e as que queremos explorar mais. Podemos também aplicar ao apadrinhamento a nossa capacidade de ouvir com atenção. Os recém-chegados costumam falar connosco sobre algum "grande acontecimento" nas suas vidas. Embora esses acontecimentos possam não parecer significativos para nos, eles são-no para o recém-chegado com pouca experiência de viver a vida tal como ela é. Ouvir activamente ajuda-nos a sentir empatia pelos sentimentos que esses acontecimentos despertam na vida do nosso afilhado ou afilhada. Com essa compreensão ficamos com uma ideia melhor daquilo que deveremos partilhar com eles. Quando vivíamos no isolamento da nossa adicção, desconhecíamos a capacidade para escutar com atenção. Hoje essa capacidade ajuda-nos a empenharmo-nos activamente na nossa recuperação. Ao ouvirmos activamente, recebemos tudo aquilo que nos é oferecido em NA, e partilhamos plenamente com os outros o amor e o carinho que nos foram dados.

Só por hoje: Vou esforçar-me por ser um ouvinte activo. Vou praticar escutar atentamente quando outros partilham e quando eu partilho com outros.



Meditação do Dia
SÁBADO, 10 DE AGOSTO DE 2013

Rezar e meditar regularmente
"A maioria de nós reza quando se sente em dor. Aprendemos que se rezarmos com regularidade, não sentiremos tantas vezes a dor, ou com tanta intensidade." Texto Básico, p. 52



A oração e a meditação regulares constituem dois elementos-chave no nosso novo padrão de vida. A nossa adicção activa foi mais do que apenas um mau hábito à espera de ser quebrado pela força de vontade. A nossa adicção constituiu uma dependência negativa e esgotante, que nos roubou todas as energias positivas. Essa dependência foi tão grande que nos impediu de desenvolver qualquer tipo de confiança num Poder Superior. Desde o início da nossa recuperação, o nosso Poder Superior é a força que nos tem trazido a liberdade. Primeiro, removeu-nos a nossa compulsão para continuar a usar drogas, apesar de sabermos que nos estavam a matar. Depois, libertou-nos dos aspectos mais enraizados da nossa doença. O nosso Poder Superior deu-nos a direcção, a força e a coragem para fazermos o nosso inventário; para admitirmos, em voz alta, perante outra pessoa, talvez pela primeira vez, o que as nossas vidas haviam sido; para começarmos a procurar alívio dos defeitos de carácter crónicos, a causa dos nossos problemas; e, por fim, para fazermos reparações dos danos que causámos. Esse primeiro contacto com um Poder Superior, e esse primeiro sentimento de alívio, tornou-se numa vida plena de liberdade. Conservamo-la ao mantermos e melhorarmos o nosso contacto consciente com o nosso Poder Superior através da oração e da meditação regulares.

Só por hoje: Vou assumir um compromisso de incluir regularmente a oração e a meditação no meu novo padrão de vida.


Meditação do Dia

SEXTA, 09 DE AGOSTO DE 2013


O poder do amor
"Começamos a ver que o amor de Deus esteve sempre presente, à espera apenas que o aceitássemos." Texto Básico, p. 54


O amor de Deus é o poder transformador que guia a nossa recuperação. Este amor liberta-nos dos ciclos de desespero e sem saida de usar, ressentir e voltar a usar. Com esse amor ganhamos um sentimento de razão de propósito nas nossas vidas, que em tempos eram um desproposito. Com esse amor são-nos dadas a direcção e a força de que necessitamos para iniciar um novo modo de vida: o caminho de NA. Com esse amor começamos a ver as coisas de forma diferente, como se vissemos com outros olhos. À medida que examinamos as nossas vidas através de olhos de amor fazemos, aquilo que poderá constituir, uma descoberta surpreendente: o Deus amantíssimo que viemos recentemente a compreender tem estado sempre connosco e tem-nos amado sempre. Lembramo-nos dos tempos em que pedimos o apoio de um Poder Superior e ele nos ajudou. Podemos até lembrarmo-nos de quando não pedimos esse apoio, mas mesmo assim ele foi-nos dado. Compreendemos que um Poder Superior amantíssimo cuidou sempre de nós, preservando as nossas vidas até ao dia em que nos sentimos capazes de aceitar esse amor para nós. O poder do amor tem estado sempre connosco. Hoje sentimo-nos gratos por termos sobrevivido e estarmos conscientes da presença desse amor no nosso mundo e nas nossas vidas. A sua vitalidade inunda o nosso próprio ser, guiando a nossa recuperação e mostrando-nos como viver.

Só por hoje: Aceito o amor de um Poder Superior na minha vida. Estou consciente da orientação desse Poder e da sua força dentro de mim. Hoje reivindico-o para mim.

Meditação do Dia
QUINTA, 08 DE AGOSTO DE 2013

Recuperação responsável
"... aceitamos a responsabilidade pelos nossos problemas e vemos que somos igualmente responsáveis pelas nossas soluções." Texto Básico, p. 108

Alguns de nós, habituados a deixarem as suas responsabilidades pessoais para os outros, podem tentar comportar-se da mesma forma em recuperação. Depressa descobrirão que não resulta. Por exemplo, se estivermos a pensar em modificar determinada coisa nas nossas vidas, falamos com o nosso padrinho ou madrinha, e perguntamos-lhe o que fazer. Sob a aparência de procurarmos direcção, estamos de facto a pedir-lhe que assuma a responsabilidade de tomar decisões sobre a nossa vida. Ou talvez tenhamos sido mais bruscos com alguém numa reunião, e por isso pedimos ao melhor amigo dessa pessoa que lhe peça desculpas por nós. Talvez neste último mês tenhamos pedido demasiadas vezes a alguém que nos substituísse nos nossos compromissos de serviço. Será que fomos pedir a um amigo que analisasse o nosso próprio comportamento e identificasse as nossas imperfeições, em vez de sermos nós a fazer o nosso próprio inventário? A recuperação é algo que tem de ser praticado. Não nos vai ser dada numa bandeja de prata, nem podemos esperar que sejam os nossos amigos, o nosso padrinho ou madrinha a responsabilizarem-se pelo trabalho que tem de ser feito por nós próprios. Recuperamos ao tomarmos as nossas próprias decisões, fazendo o nosso próprio serviço, e trabalhando os nossos próprios passos. Ao fazermos isto por nós, recebemos a recompensa.

Só por hoje: Aceito a responsabilidade pela minha vida e pela minha recuperação.



Meditação do Dia

QUARTA, 07 DE AGOSTO DE 2013


A lista de gratidão
"Concentrarmos em qualquer coisa que não corra à nossa maneira e ignoramos toda a beleza nas nossas vidas." Texto Básico, p. 91

É fácil sentirmo-nos gratos quando tudo corre bem. Se somos aumentados, sentimo-nos gratos. Se casamos, sentimo-nos gratos. Se alguém nos surpreende com uma bonita prenda, ou se alguém nos faz um favor que não pedimos, sentimo-nos gratos. Mas se somos despedidos, se nos divorciamos, ou se ficamos desapontados com alguma coisa, a gratidão desaparece toda. Ficaremos obcecados com tudo aquilo que não esteja a correr bem, mesmo quando tudo o resto possa ser maravilhoso. É nessas alturas que nos é útil uma lista de gratidão. Sentamo-nos com papel e caneta e fazemos uma lista das pessoas a quem estamos gratos. Todos nós temos pessoas que nos apoiaram através de períodos difíceis. Fazemos uma lista das qualidades espirituais que alcançámos, pois sabemos que sem elas nunca conseguiríamos chegar onde chegámos. E, por último, mas não menos importante, fazemos uma lista da nossa própria recuperação. Tudo aquilo por que nos sintamos gratos vai para essa lista. Iremos certamente encontrar centenas de coisas nas nossas vidas que inspiram a nossa gratidão. Mesmo aqueles de nós que sofrem de uma doença, ou que tenham perdido todos os bens materiais, encontrarão bens de uma natureza espiritual pelos quais possam estar agradecidos. Um despertar do espírito constitui a dádiva mais valiosa que um adicto pode receber.

Só por hoje: Vou escrever uma lista das coisas, materiais e espirituais, pelas quais me sinto grato.


Meditação do Dia
TERÇA, 06 DE AGOSTO DE 2013

A alegria dentro de nós
"Desde o início da nossa recuperação que descobrimos que a alegria não vem das coisas materiais, mas sim de dentro de nós." Texto Básico, p. 119


Alguns de nós chegaram a Narcóticos Anónimos empobrecidos pela sua doença. Perdemos tudo aquilo que possuíamos para a nossa adicção. Uma vez limpos, gastámos todas as nossas energias a recuperar as nossas posses materiais, apenas para nos sentirmos ainda mais insatisfeitos com as nossas vidas do que antes. Outros membros procuraram aliviar a sua dor emocional com coisas materiais. Somos rejeitados por um possível namoro? Vamos comprar qualquer coisa. O cão morreu? Vamos ao centro comercial. O problema está em que não é possível comprar-se o preenchimento emocional, nem sequer a prestações. Não há, propriamente, nada de errado nas coisas materiais. Podem tornar a vida mais confortável, ou mais luxuosa, mas não conseguirão reparar-nos. Onde é que poderemos, então, encontrar a verdadeira alegria? Nós sabemos; a resposta está dentro de nós. Quando é que encontramos alegria? Quando nos oferecemos para servir os outros, sem esperarmos uma recompensa. Encontrámos o verdadeiro calor na comunhão com outros - não só em NA, mas nas nossas famílias, nas nossas relações, e nas nossas comunidades. E encontrámos a fonte mais segura de satisfação no nosso contacto consciente com o nosso Deus. A paz interior, a certeza de estarmos na direcção certa, bem como a segurança emocional, não advêm de coisas materiais, mas sim de dentro de nós.

Só por hoje: A verdadeira alegria não pode ser comprada. Vou procurar a minha alegria no serviço, na irmandade, no meu Poder Superior - vou procurá-la dentro de mim.



Meditação do Dia
SEGUNDA, 05 DE AGOSTO DE 2013


A forma de nossos pensamentos
“Moldando nossos pensamentos com ideais espirituais,
somos libertados para sermos quem nós queremos ser “.Texto Básico, p. 115


A adicção moldou os nossos pensamentos de sua própria forma. Qualquer forma que os pensamentos já tenham tido, eles se tornaram disformes quando a nossa doença tomou completamente as rédeas de nossas vidas. 
Cada um dos ideais espirituais de nosso programa serve para endireitar algumas das distorções em nossa maneira de pensar que se formaram durante a adicção ativa. A negação é contrabalançada com a admissão, os segredos pela honestidade, o isolamento pelo companheirismo e o desespero pela fé em um Poder Superior amoroso. Os ideais espirituais que encontramos em recuperação, estão devolvendo à sua condição natural a forma de nossos pensamentos e a nossa vida.
E qual é esta “condição natural”? É a condição que realmente buscamos para nós, uma imagem de nossos sonhos mais elevados. E como sabemos disto? Por nossos pensamentos estarem sendo reformulados em nossa recuperação, pelos ideais espirituais que encontramos em nosso crescente relacionamento com o Deus que viemos a compreender em NA.
A adicção não molda mais os nossos pensamentos. Hoje, as nossas vidas estão sendo formuladas pela nossa recuperação e por nosso Poder Superior.



Só por hoje: Eu vou permitir que os ideais espirituais orientem os meus pensamentos. Nessa orientação, eu encontrarei a forma de meu próprio Poder Superior.


Meditação do Dia
DOMINGO, 04 DE AGOSTO DE 2013


Quando é que um segredo não é um segredo?
"Os adictos tendem a viver vidas secretas. ... É um alívio enorme livrarmo-nos de todos os nossos segredos e partilharmos o peso do nosso passado." Texto Básico, p. 38 

Já ouvimos dizer que "somos tão doentes quanto os nossos segredos". O que é que mantemos em segredo, e porquê? Mantemos em segredo aquilo que nos envergonha. 
Podemos agarrar-nos a essas coisas por não querermos entregá-las. Mas se há coisas que nos envergonham, será que não estaríamos mais à vontade se nos livrássemos delas? 
Alguns de nós agarram-se por outros motivos às coisas que os envergonham. Não é que não queiramos ver-nos livres delas; é mais porque achamos que não vamos conseguir. 
Elas perseguiram-nos durante tanto tempo, e tantas vezes tentamos livrar-nos delas, que desistimos de ter qualquer esperança de alívio. Mas elas continuam a envergonhar-nos, e mesmo assim mantemo-las em segredo. 
Precisamos de nos lembrar de quem somos: adictos em recuperação. Nós, que durante tanto tempo tentamos manter o nosso uso de drogas em segredo, encontramo-nos livres da obsessão e da compulsão para usar. 
Embora muitos de nós tenham gostado de usar até ao fim, nem por isso deixaram de querer recuperar. Não aguentávamos o preço que o nosso uso nos impunha. 
Quando admitimos a nossa impotência e procuramos a ajuda de outros, o peso do nosso segredo foi aliviado. O mesmo princípio aplica-se a quaisquer segredos que possam pesar-nos.
Sim, somos tão doentes quanto os nossos segredos. Só quando os nossos segredos deixarem de ser segredos é que poderemos começar a sentir o alívio daquilo que nos envergonha. 

Só por hoje: Os meus segredos só me manterão doente enquanto eu os mantiver secretos. Hoje vou falar com o meu padrinho ou madrinha acerca dos meus segredos.


Meditação do Dia
SABÁDO, 03 DE AGOSTO DE 2013

Confiar nas pessoas
"Muitos de nós não teriam tido mais sítios para onde ir, se não tivessem podido confiar nos grupos e membros de NA." Texto Básico, p. 95 


Confiar nas pessoas é um risco. Os seres humanos são notoriamente esquecidos, inconsistentes e imperfeitos. Muitos de nós vêm de origens onde era comum haver traições e insensibilidade entre amigos. Mesmo os nossos amigos mais chegados não eram de confiança. 
Quando chegamos às portas de NA, muitos de nós já haviam vivido centenas de experiências que lhes davam a certeza de que as pessoas não eram dignas de confiança. Contudo, a nossa recuperação exige que confiemos em alguém. 
Somos confrontados com este dilema: as pessoas nem sempre são de confiança, mas nós precisamos de confiar nelas. Como é que alcançamos isso, dada a evidência dos nossos passados? 
Em primeiro lugar, lembramo-nos de que as regras da adicção ativa não se aplicam em recuperação. A maioria dos nossos companheiros estão a fazer o seu melhor para viverem segundo os princípios espirituais que aprenderam no programa. 
Em segundo lugar, lembramo-nos de que nós também não somos 100% de confiança. 
Iremos certamente desapontar alguém nas nossas vidas, não importa quanto nos esforcemos para não fazê-lo. 
Em terceiro lugar, e o mais importante, compreendemos que precisamos de confiar nos nossos companheiros de NA. As nossas vidas estão em jogo, e a única forma de nos mantermos limpos é confiar nessas pessoas bem-intencionadas, que seguramente não são perfeitas. 

Só por hoje: Vou confiar nos meus companheiros. Embora não sendo certamente perfeitos, eles são a minha maior esperança.



Meditação do Dia
SEXTA, 02 DE AGOSTO DE 2013

Praticar a honestidade
"Quando nos sentimos encurralados ou pressionados, é necessária uma grande força espiritual e emocional para sermos honestos." Texto Básico, p. 96


Muitos de nós tentam desenvencilhar-se de uma situação difícil através da desonestidade, apenas para terem de se humilhar mais tarde e dizer a verdade. Alguns de nós distorcem as suas histórias, já por hábito, mesmo quando não haveria dificuldade em pura e simplesmente dizer a verdade. Sempre que tentamos evitar ser honestos, a situação volta-se contra nós. A honestidade pode ser desconfortável, mas os problemas que temos de enfrentar quando somos desonestos costumam ser muito piores do que o desconforto de dizermos a verdade. A honestidade é um dos princípios básicos da recuperação. Aplicamos este princípio desde o início da nossa recuperação, quando, finalmente, admitimos a nossa impotência e o nosso desgoverno. Continuamos a aplicar o princípio da honestidade, cada vez que somos confrontados com a escolha entre viver a fantasia, ou viver a vida tal como ela é. Nem sempre é fácil aprender a ser honesto, especialmente depois dos jogos e das máscaras que tantos de nós usámos na nossa adicção. As nossas vozes podem tremer quando praticamos a nossa recém-encontrada honestidade. Mas depressa o som da verdade a sair das nossas bocas desfaz qualquer dúvida: a honestidade sabe bem! É mais fácil viver a verdade do que viver uma mentira.


Só por hoje: Vou honestamente abraçar a vida, com todas as suas pressões e exigências. Vou praticar a honestidade, mesmo quando possa parecer estranho fazê-lo. A honestidade irá ajudar, e não prejudicar, os meus esforços para viver limpo e recuperar.




Meditação do Dia
QUINTA, 01 DE AGOSTO DE 2013

Livres da culpa
A nossa adicção escravizou-nos. Estávamos prisioneiros da nossa própria mente e condenados pelos nossos próprios sentimentos de culpa." Texto Básico, p. 8


A culpa é um dos obstáculos mais comuns em recuperação. Uma das formas mais notórias de culpa é o ódio por nós próprios, resultante de tentarmos perdoar a nós próprios e de não nos sentirmos perdoados. Como é que podemos perdoar-nos a nós próprios e senti-lo? Primeiro, lembramo-nos de que a culpa e os nossos erros não são elos de uma cadeia inquebrável. Quando partilhamos honestamente com um padrinho ou madrinha, ou com outros adictos, vemos que isso é verdade. O resultado dessas partilhas é geralmente uma percepção mais realista do nosso papel nos nossos assuntos. Por vezes vemos que colocámos expectativas demasiado altas. Em vez de darmos ênfase aos problemas, cresce a nossa vontade de participar nas soluções. Surge uma altura em que descobrimos quem realmente somos. Costumamos descobrir que não somos nem os seres totalmente perfeitos, nem os totalmente imperfeitos, que imaginávamos ser. Não precisamos de exceder nem de ficar aquém das nossas ilusões; precisamos apenas viver na realidade.

Só por hoje: Sinto-me grato pelas minhas qualidades e aceito as minhas limitações. Através da boa-vontade e da humildade, sinto-me liberto para progredir na minha recuperação e me ver livre dos sentimentos de culpa.



Meditação do Dia
QUARTA, 31 DE JULHO DE 2013



Libertação da adicção activa
"Narcóticos Anónimos apenas promete uma coisa, e essa é a libertação da adicção activa, a solução que nos escapou durante tanto tempo." Texto Básico, p. 118


NA não oferece qualquer promessa senão a da libertação da adicção activa. É verdade que alguns dos nossos membros alcançam sucessos financeiros em recuperação. Compram belas casas, conduzem carros novos, vestem boas roupas, e formam famílias maravilhosas. Estes sinais exteriores de prosperidade não são, contudo, comuns a todos os nossos membros. Um grande número de nós nunca consegue alcançar o sucesso financeiro. Isso não reflecte, necessariamente, a qualidade da nossa recuperação. Quando nos sentirmos tentados a comparar-nos com esses outros membros, aparentemente mais prósperos, será bom lembrarmo-nos do motivo porque chegámos às salas de Narcóticos Anónimos. Chegámos aqui porque as nossas vidas haviam ruído à nossa volta. Sentíamo-nos derrotados física, emocional e espiritualmente. O nosso Texto Básico recorda-nos que "em desespero, procurámos ajuda em Narcóticos Anónimos". Chegámos porque havíamos sido vencidos. Para adictos, basta um dia limpo para haver um milagre. Quando nos lembramos dos motivos que nos trouxeram a Narcóticos Anónimos e o estado em que chegámos, compreendemos que a riqueza material perde em comparação com as riquezas espirituais que obtivemos em recuperação.

Só por hoje: Foi-me dado um dom espiritual maior do que a riqueza material: a minha recuperação. Vou agradecer ao Deus da minha concepção pela minha libertação da adicção activa.




Meditação do Dia
TERÇA, 30 DE JULHO DE 2013

Inventário regular
"Continuarmos a fazer um inventário pessoal significa formarmos um hábito de olhar regularmente para nós mesmos, as nossas acções, atitudes e relações." II Texto Básico, p. 48



Fazer um inventário regular constitui um elemento-chave no nosso novo padrão de vida. Na nossa adicção olhávamos o menos possível para nós mesmos. Não nos sentíamos felizes com a forma como vivíamos as nossas vidas, mas não achávamos que podíamos mudá-la. Um auto-exame seria, na nossa opinião, um doloroso exercício de futilidade. Hoje, tudo isso está a mudar. Onde antes éramos impotentes perante a nossa adicção, encontrámos um Poder superior a nós mesmos que nos ajudou a parar de usar. Onde antes nos sentíamos perdidos, encontrámos orientação na experiência dos nossos companheiros em recuperação e no contacto crescente com o nosso Poder Superior. Não precisamos de sentir-nos prisioneiros dos nossos velhos padrões destrutivos. Temos a escolha de poder viver de forma diferente. Ao estabelecermos um padrão regular para fazermos o nosso próprio inventário, damos a nós próprios a oportunidade de mudar tudo aquilo que nas nossas vidas esteja mal. Se tivermos começado a fazer algo que cause problemas, podemos começar a modificar o nosso comportamento antes que isso fique fora de controlo. E se estivermos a fazer algo que evite que aconteçam problemas, podemos também tomar nota disso e encorajar-nos a nós próprios a continuar a fazer aquilo que resulta.

Só por hoje: Vou comprometer-me a incluir um inventário regular no meu novo padrão de vida.



Meditação do Dia
SEGUNDA, 29 DE JULHO DE 2013

Expectativas
"À medida que compreendemos a nossa necessidade de sermos perdoados, tendemos a perdoar mais." Texto Básico, p. 45



O nosso comportamento com as outras pessoas nas nossas vidas reflecte o nosso comportamento connosco próprios. Quando exigimos perfeição a nós mesmos, acabamos por exigi-la também aos outros. À medida que nos esforçamos por reparar e sarar as nossas vidas em recuperação, podemos querer também que os outros se esforcem tanto quanto nós e recuperem ao mesmo ritmo que nós. E tal como por vezes não perdoamos os nossos próprios erros, poderemos também afastar os nossos amigos e familiares quando eles não vêm ao encontro das nossas expectativas. Trabalhar os passos ajuda-nos a compreender as nossas próprias limitações e a nossa humanidade. Acabamos por ver as nossas falhas como erros humanos. Compreendemos que nunca seremos perfeitos e que iremos, por vezes, desapontar-nos a nós próprios e a outros. Temos a esperança de sermos perdoados. À medida que lentamente aprendemos a aceitar-nos a nós próprios, podemos começar a aceitar os outros com o mesmo coração tolerante. Essas pessoas são também apenas humanas, tentando o seu melhor e por vezes não o conseguindo.

Só por hoje: Vou tratar os outros com a tolerância e a compaixão que procuro para mim próprio.


Meditação do Dia
DOMINGO, 28 DE JULHO DE 2013

Segredos e intimidade
"Receávamos que, se alguma vez revelássemos como de facto éramos, seríamos certamente rejeitados." Texto Básico, p. 37


A construção de relações sem barreiras, nas quais possamos ser inteiramente abertos acerca dos nossos sentimentos, é algo que muitos de nós desejam. Ao mesmo tempo, a possibilidade de uma tal intimidade provoca-nos mais medo do que qualquer outra situação. Se olharmos para aquilo que nos assusta, veremos que estamos a tentar esconder alguma faceta das nossas personalidades que nos envergonha, algum aspecto que talvez nem tenhamos admitido a nós próprios. Não queremos que os outros conheçam as nossas inseguranças, a nossa dor, ou as nossas dependências. Por isso recusamo-nos simplesmente a revelá-las. Poderemos achar que se ninguém souber das nossas imperfeições, elas deixarão de existir. É neste ponto que param as nossas relações. Alguém que tenha entrado nas nossas vidas não irá além do ponto onde começam os nossos segredos. A fim de se manter a intimidade numa relação, é essencial que reconheçamos os nossos defeitos e os aceitemos. Quando o fazemos, a fortaleza da negação, erigida para manter essas coisas escondidas, irá desabar, permitindo-nos construir as nossas relações com os outros.

Só por hoje: Tenho oportunidade de partilhar o que vai dentro de mim. Vou aproveitar essas oportunidades e aproximar-me daqueles que amo.


Meditação do Dia
SÁBADO, 27 DE JULHO DE 2013

É possível recuperar
"Depois de chegarmos a NA, vimo-nos no meio de um grupo muito especial de pessoas que sofreram como nós e encontraram a recuperação. Nas suas experiências, livremente partilhadas, encontrámos esperança para nós mesmos. Se o programa resultou para elas, também poderia resultar para nós." Texto Básico, p. 11



Um recém-chegado entra na sua primeira reunião, confuso e perdido. Há pessoas a toda à volta. Preparam-se refrescos e expõe-se literatura. A reunião começa depois de todos se dirigirem para os seus lugares e se sentarem. Depois de olhar espantado para a variedade de pessoas na sala, o recém-chegado interroga-se, "Porque é que hei-de apostar a minha vida neste grupo? Eles afinal não passam de adictos como eu." Embora possa ser verdade que não havia muitos de nós que tivessem onde cair mortos antes de aqui chegarem, o recém-chegado depressa aprende que o que conta é a forma como vivemos hoje. As nossas reuniões estão cheias de adictos cujas vidas se modificaram completamente. Contra todas as expectativas, estamos a recuperar. O recém-chegado pode identificar-se com o nosso passado e retirar esperança da nossa vida hoje. Hoje, cada um de nós tem a oportunidade de recuperar. Sim, podemos confiar, com segurança, as nossas vidas ao nosso Poder Superior e a Narcóticos Anónimos. Enquanto praticarmos o programa, os resultados são certos: a libertação da adicção activa e um melhor modo de vida.

Só por hoje: A recuperação que encontrei em Narcóticos Anónimos é certa. Ao basear a minha vida nela, sei que vou crescer.


Meditação do Dia
SEXTA, 26 DE JULHO DE 2013

Rendição incondicional
"A ajuda só começa quando somos capazes de admitir a derrota total. Isto pode ser assustador, mas é a base sobre a qual construímos as nossas vidas." Texto Básico, p. 26



A maioria de nós tentou tudo aquilo que nos vinha à cabeça, despendeu todas as energias possíveis, para preencher o vazio espiritual dentro de nós. Nada - nem as drogas, nem o controle, nem o sexo, dinheiro, coisas materiais, poder ou prestígio - nada conseguiu preencher esse vazio. Nós somos impotentes; as nossas vidas são desgovernadas, pelo menos quando contamos apenas connosco. A nossa negação não irá alterar esse facto. Por isso rendemo-nos; pedimos a um Poder Superior que cuide da nossa vontade e das nossas vidas. Por vezes, ao rendermo-nos, não sabemos que existe um Poder superior a nós mesmos que pode ajudar-nos a recuperar. Por vezes, não estamos seguros de que o Deus da nossa compreensão cuidará das nossas vidas desgovernadas. A nossa falta de certezas não afectará, contudo, a verdade essencial: somos impotentes. Não temos domínio sobre as nossas vidas. Devemos render-nos. Só assim poderemos abrir-nos - o suficiente para que as nossas velhas ideias e os destroços do nosso passado possam ser removidos; o suficiente para deixar entrar um Poder Superior.

Só por hoje: Vou render-me incondicionalmente. Posso tomar as coisas tão fáceis ou tão difíceis quanto eu escolher. De qualquer das formas, vou fazê-lo.


Meditação do Dia
QUINTA, 25 DE JULHO DE 2013

Um 12º Passo "falhado"?
"Tendo experimentado um despertar espiritual graças a estes passos, procurámos transmitir esta mensagem a outros adictos e praticar estes princípios em todas as nossas actividades." Décimo Segundo Passo



Não existe um 12º Passo "falhado". Mesmo que a pessoa com quem falámos não fique limpa, alcançámos dois objectivos: plantámos a semente da recuperação na mente de um adicto, com quem partilhámos a nossa experiência, força e esperança; e nós próprios mantivemo-nos limpos mais um dia. É raro um adicto em recuperação deixar um 12º Passo sem sentir uma profunda gratidão. Por vezes praticamos o 12º Passo sem nos apercebermos disso. Quando os nossos colegas de trabalho, ou outras amizades, conhecem um pouco da nossa história e vêem o tipo de pessoa que somos hoje, eles saberão onde ir quando tiverem um amigo ou familiar a precisar de ajuda. Nós somos por vezes a melhor atracção que NA tem para dar. Para muitos adictos o 12º Passo é a pedra-de-toque da recuperação. Acreditamos verdadeiramente que "só podemos conservar aquilo que temos se o partilharmos". O paradoxo do 12º Passo é evidente, pois é dando que recebemos.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que sou um exemplo vivo do 12º Passo. Não é possível "falhar" quando tento transmitir a mensagem a um outro adicto.
                                                            Meditação do Dia
                                              QUARTA, 24 DE JULHO DE 2013
As máscaras têm de desaparecer
"...cobrimos a nossa baixa auto-estima escondendo-nos atrás de imagens falsas que esperávamos conseguissem enganar as pessoas. ...As máscaras têm de desaparecer." Texto Básico, p. 38


A hipersensibilidade, a insegurança e a falta de identidade, estão por vezes associadas à adicção activa. Muitos de nós trazem isto connosco em recuperação; os nossos receios de inadequação, de rejeição e de falta de direcção, não desaparecem de um dia para o outro. Muitos de nós têm imagens, personalidades falsas que construiram quer para se protegerem, quer para agradar a outros. Alguns de nós usam máscaras pois não estão certos de quem são. Por vezes julgamos que essas máscaras, construídas para nos protegerem quando usávamos, poderão também proteger-nos na recuperação. Usamos imagens falsas para esconder a nossa verdadeira personalidade, para disfarçar a nossa falta de auto-estima. Essas máscaras escondem-nos dos outros e também de quem verdadeiramente somos. Ao vivermos uma mentira, estamos a dizer que não conseguimos viver a verdade acerca de nós próprios. Quanto mais escondermos quem verdadeiramente somos, mais prejudicaremos a nossa auto-estima. Um dos milagres da recuperação é o reconhecimento de nós próprios, tanto das qualidades como dos defeitos. A auto-estima começa com este reconhecimento. Apesar do nosso receio de nos tornarmos vulneráveis, precisamos de boa-vontade para abandonarmos os nossos disfarces. Precisamos de nos libertar das nossas máscaras e de nos sentir livres para confiarmos em nós próprios.

Só por hoje: Vou abandonar as minhas máscaras e deixar que a minha auto-estima cresça.

Meditação do Dia
TERÇA, 23 DE JULHO DE 2013

Entregar a vontade própria
"Queremos e exigimos que as coisas corram sempre à nossa maneira. Deveríamos saber, pela nossa experiência passada, que a nossa maneira de fazer as coisas não resultou." Texto Básico, p. 104



Todos nós temos ideias, planos, objectivos, para as nossas vidas. Não há nada no programa de NA que diga que não devemos pensar por nós próprios, tomar iniciativas, e pôr em prática planos responsáveis. É quando deixamos as nossas vidas serem controladas pela vontade própria que começamos a ter problemas. Quando vivemos a nossa vontade, vamos além de pensar por nós próprios, para pensarmos apenas em nós próprios. Esquecemo-nos de que somos apenas uma parte do mundo e de que, qualquer força pessoal que tenhamos, é-nos dada por um Poder Superior. Podemos até ir ao ponto de imaginar que as outras pessoas existem unicamente para servir-nos. Depressa nos vemos em conflito com tudo e todos à nossa volta. Nessa altura temos duas escolhas: podemos continuar escravizados pela vontade própria, fazendo exigências loucas e acumulando frustrações por o planeta não girar como queríamos; ou podemos render-nos, relaxar, procurar o conhecimento da vontade de Deus e as forças para realizá-la, e reconciliarmo-nos com o mundo. Pensar, tomar iniciativas, fazer planos responsáveis - não há nada de errado nisso, desde que sirvam a vontade de Deus, e não apenas a nossa.

Só por hoje: Vou planear seguir a vontade de Deus, e não a minha. Se me vir em conflito com tudo à minha volta, entregarei a minha vontade própria.

                                                             Meditação do Dia
                                               SEGUNDA, 22 DE JULHO DE 2013
Morte espiritual
"Para nós, usar é morrer, quase sempre de mais do que uma maneira." Texto Básico, p. 92



Como recém-chegados, muitos de nós vieram à sua primeira reunião apenas com uma pequena réstia de vida. Essa réstia, o nosso espírito, quer sobreviver. Narcóticos Anónimos alimenta esse espírito. O amor da irmandade depressa faz aumentar essa chama. Com os Doze Passos e o amor de outros adictos em recuperação, começamos a florescer e a transformarmo-nos nesse ser humano pleno e vivo que o nosso Poder Superior queria que fossemos. Começamos a gozar a vida, encontrando propósito na nossa existência. Em cada dia que escolhemos manter-nos limpos, o nosso espírito é revitalizado, fazendo crescer a relação com o nosso Deus. O nosso espírito fortalece-se por cada dia que escolhemos a vida, mantendo-nos limpos. Apesar do facto de a nossa nova vida em recuperação ser compensadora, a vontade de usar pode por vezes ser enorme. Quando tudo nas nossas vidas parece correr mal, voltar a usar parece ser a única saída. Mas nós sabemos quais serão as consequências se usarmos - a perda da nossa bem-cuidada espiritualidade. Percorremos já demasiado deste caminho espiritual para irmos desonrar o nosso espírito através do uso. Apagarmos a chama espiritual que nos custou tanto a restaurar na nossa recuperação, é um preço demasiado elevado por uma "pedrada".

Só por hoje: Sinto-me grato por o meu espírito estar forte e vivo. Hoje vou honrar esse espírito mantendo-me limpo.

Meditação do Dia
DOMINGO, 21 DE JULHO DE 2013

A rendição é para todos
"Se, após algum tempo, sentirmos dificuldades com a nossa recuperação, é porque provavelmente parámos de fazer uma ou mais das coisas que nos ajudaram no início da nossa recuperação." Texto Básico, p. 107



A rendição é apenas para os recém-chegados, não é? Não, isso é falso! Depois de já cá estarmos há algum tempo, alguns de nós sofrem de um sintoma particular. Julgamos saber algo sobre recuperação, sobre Deus, sobre NA, sobre nós próprios - e sabemos. O problema é que julgamos saber o suficiente, e julgamos que o simples facto de saber é suficiente. Mas é aquilo que aprendemos e aquilo que fazemos depois de julgarmos que sabemos tudo, que faz realmente toda a diferença. A presunção e a complacência podem trazer-nos grandes problemas. Quando descobrimos que a "aplicação dos princípios" por nossa exclusiva vontade não está a resultar, poderemos praticar aquilo que resultou para nós no início: a rendição. Quando descobrimos que ainda somos impotentes, e que ainda não temos domínio sobre as nossas vidas, precisamos de procurar os cuidados de um Poder superior a nós próprios. E quando descobrimos que a autoterapia não é, afinal, assim tão terapêutica, precisamos de aproveitar "o valor terapêutico da ajuda de um adicto a outro."

Só por hoje: Preciso de orientação, de apoio, e de um Poder Superior a mim mesmo. Hoje vou a uma reunião, vou falar com um recém-chegado, vou telefonar ao meu padrinho ou madrinha, vou rezar ao meu Poder Superior - vou fazer algo que demonstre que me rendo.




Meditação do Dia
Sabado, 20 DE JULHO DE 2013

Passo Um “Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção,
que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis ”.


O Primeiro Passo começa com “admitimos”, e há uma razão para isso. Existe uma grande força em admitir nossa impotência verbalmente. E quando vamos a uma reunião e fazemos esta admissão, ganhamos mais do que apenas força pessoal. Tornamo-nos membros, parte de um “nós” coletivo que nos permite, juntos, nos recuperar de nossa adicção. Ao nos tornarmos membros de NA, recebemos uma fonte de experiência: a experiência de outros adictos que encontraram um caminho para a recuperação de sua doença.
Não precisamos mais tentar resolver o enigma de nossa adicção sozinhos. Quando honestamente admitimos nossa impotência perante a adicção, podemos iniciar a procura de uma maneira melhor de viver. Não estaremos buscando sozinhos – estamos em boa companhia.



Só por hoje: Eu iniciarei o dia admitindo minha impotência perante a adicção. Vou lembrar-me de que o Primeiro Passo começa com “admitimos”, e saber que nunca vou precisar estar sozinho com minha doença outra vez.



Meditação do Dia
SEXTA, 19 DE JULHO DE 2013

Realizar os nossos sonhos
"Os sonhos que há muito abandonámos podem agora tornar-se realidade." Texto Básico, p. 80



Tudo começa com um sonho. Mas quantos de nós realizaram os seus sonhos quando usavam? Mesmo que conseguíssemos completar algo que tivéssemos começado, anossa adicção acabava por tirar-nos todo o orgulho pelo nosso sucesso. É possível que quando usávamos sonhássemos vir um dia a estar limpos. Esse dia chegou. Podemos aproveitá-lo para realizarmos os nossos sonhos. Para realizarmos os nossos sonhos temos de agir, mas a nossa falta de confiança poderá impedir-nos de tentar. Podemos começar por fixar metas realistas. O sucesso que experimentamos quando alcançamos as nossas metas iniciais permite-nos alimentar sonhos maiores da vez seguinte. Alguns dos nossos membros contam que, quando comparam as ambições que tinham quando entraram em recuperação com aquilo que de facto vieram a alcançar, ficam boquiabertos. Em recuperação são geralmente mais os sonhos que se tomam realidade do que aqueles que alguma vez imaginámos.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que tudo começa com um sonho. Hoje vou permitir-me realizar os meus sonhos.
Meditação do Dia
QUINTA, 18 DE JULHO DE 2013



A dádiva do desespero
"A nossa doença voltava sempre à superfície ou continuava a progredir até que, em desespero, procurámos ajuda em Narcóticos Anónimos." Texto Básico, p. 15



Quando pensamos em desespero, vemos uma situação indesejável: uma pobre alma, de roupas sujas, a agarrar-se furiosa a algo que anseia profundamente, um ar de desespero no seu olhar. Pensamos em animais perseguidos, em crianças com fome e em nós próprios antes de encontrarmos NA. Contudo, foi o desespero que sentimos antes de chegarmos a NA que nos forçou a aceitar o Primeiro Passo. As nossas ideias haviam-se esgotado, e ficámos, por isso, abertos a novas. A nossa insanidade havia finalmente submergido o nosso muro de negação, obrigando-nos a ser honestos quanto à nossa doença. Os nossos melhores esforços para controlar haviam-nos cansado; ficámos, por isso, dispostos a render-nos. Havíamos recebido a dádiva do desespero e, como resultado, pudemos aceitar os princípios espirituais que nos permitem recuperar. O desespero é aquilo que leva, por fim, muitos de nós a pedir ajuda. Uma vez chegados a esse ponto, podemos dar meia volta e começar de novo. Tal como o animal desesperado e perseguido procura um abrigo seguro, nós também procuramos um: em Narcóticos Anónimos.

Só por hoje: A dádiva do desespero tem-me ajudado a tornar-me honesto, com uma mente aberta e boa-vontade. Sinto-me grato por essa dádiva, pois tornou a minha recuperação possível.
Meditação do Dia
QUARTA, 17 DE JULHO DE 2013

Usar os nossos "sonhos de uso"
"Aceitamos inteiramente o facto de terem falhado todas as nossas tentativas para parar de usar ou para controlar o nosso uso?" Texto Básico, p. 22



O quarto está escuro. A tua testa está a transpirar. O teu coração bate com força. Abres os olhos, certo de que acabas de deitar por terra o teu tempo limpo. Tiveste um "sonho de uso" e foi como se estivesses lá - as pessoas, os sítios, a rotina, o mal-estar no estômago, tudo. São apenas alguns momentos até te aperceberes de que foi apenas um pesadelo, que nada daquilo aconteceu. A pouco e pouco acalmas e voltas a adormecer. Na manhã seguinte deverás examinar aquilo que de facto aconteceu durante a noite. Não chegaste a usar - mas quão perto estás de usar hoje? Tens algumas ilusões acerca da tua capacidade de controlares o teu uso? Tens alguma dúvida quanto àquilo que te aconteceria se tomasses a primeira droga? O que é que te impedirá uma recaída verdadeira? Qual é a força do teu programa? E as tuas relações com o teu padrinho ou madrinha, com o teu grupo-base, e com o teu Poder Superior? Os sonhos de uso não indicam necessariamente uma deficiência no nosso programa; para um adicto não há nada mais natural do que sonhar com drogas. Alguns de nós vêem os sonhos de uso como dádivas do nosso Poder Superior, lembrando-nos vivamente a insanidade da adicção activa e encorajando-nos a fortalecer a nossa recuperação. Visto assim, podemos sentir-nos gratos pelos sonhos de uso. Por muito assustadores que sejam, eles podem tornar-se uma grande benção se os utilizarmos para reforçar a nossa recuperação.

Só por hoje: Vou examinar o meu programa pessoal. Vou falar com o meu padrinho ou madrinha sobre aquilo que encontrar, e descobrir formas de fortalecer a minha recuperação.



Meditação do Dia
TERÇA, 16 DE JULHO DE 2013

Auto-estima
"Bem dentro de mim, eu sentia-me inadequado e inferior." Texto Básico, p. 112 (livro 2)


Muitos de nós acabaram por desenvolver fortes sentimentos de inadequação e de inferioridade. Bem dentro de nós havia uma voz que gritava continuamente. "Não vales nada!" Muitos de nós aprendem a reconhecer esta característica de baixa auto-estima muito cedo em recuperação. Alguns de nós poderão achar que os nossos sentimentos de inferioridade estavam na origem de todos os nossos problemas. Quer tenhamos aprendido esta baixa auto-estima nas nossas famílias, ou através das nossas interacções com outros, aprendemos em NA os instrumentos para nos reencontrarmos. Reconstruirmos a nossa auto-estima despedaçada começa por vezes pela simples aceitação de um cargo de serviço. Ou talvez o nosso telefone comece a tocar e, pela primeira vez, haja alguém a querer simplesmente saber como estamos. As pessoas não querem mais nada de nós, senão ajudar. Em seguida arranjamos um padrinho ou madrinha, alguém que nos ensina que temos valor e que acredita em nós antes de nós podermos acreditar em nós próprios. O nosso padrinho ou madrinha guia-nos através dos Doze Passos, onde aprendemos sobre quem realmente somos, e não sobre aquilo que fantasiámos ser. Uma baixa auto-estima não desaparece de um dia para o outro. Por vezes levamos anos a entrar realmente em contacto connosco próprios. Mas com a ajuda de outros membros de NA que partilham os mesmos sentimentos que nós, e através da prática dos Doze Passos, transformamo-nos em indivíduos que os outros respeitam e que, mais importante ainda, nós próprios respeitamos.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que mereço o amor do meu Poder Superior. Sei que sou um ser humano com valor.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 15 DE JULHO DE 2013
Relações com outros
"Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e dispusemo-nos a reparar os danos a elas causados." Oitavo Passo



Todos os seres humanos lutam com o egocentrismo. O egocentrismo crónico, que está bem no centro da adicção, toma essa luta duplamente difícil para pessoas como nós. Muitos de nós têm vivido como se acreditássem ser as últimas pessoas à superfície da terra, completamente cegos perante o efeito do nosso comportamento naqueles à nossa volta. O Oitavo Passo é o processo que o nosso programa nos deu para examinarmos honestamente as nossas relações passadas. Olhamos para aquilo que escrevemos no nosso Quarto Passo, a fim de identificarmos os efeitos das nossas acções nas pessoas das nossas vidas. Quando reconhecemos os danos causados a algumas dessas pessoas, dispomo-nos a assumir a responsabilidade pelas nossas acções fazendo-lhes reparações. A variedade de pessoas que encontramos no nosso dia-a-dia, e a qualidade das nossas relações com elas, determinam de certa forma a qualidade das nossas próprias vidas. O amor, o humor, as diversões, o carinho, aquilo que dá valor à vida, ganham muito do seu sentido através da partilha com outros. Ao compreendermos isso, queremos descobrir a verdadeira natureza das nossas relações com os outros e reparar quaisquer danos que possamos encontrar nessas relações. Queremos praticar o Oitavo Passo.

Só por hoje: Quero gozar plenamente a companhia dos meus amigos. Vou examinar as minhas relações com as pessoas na minha vida. Onde eu vir que tenha prejudicado outros, vou procurar a boa-vontade necessária para lhes fazer reparações.



Meditação do Dia
DOMINGO, 14 DE JULHO DE 2013

Um "trabalho interior"
"A aceitação social não significa recuperação." Texto Básico, p. 26


Uma das primeiras coisas que acontece a muitos de nós em recuperação é começarmos a ficar com melhor aspecto. Ganhamos saúde; lavamo-nos; vestimo-nos com mais cuidado. E, não mais pressionados pela adicção activa, muitos de nós deixam finalmente de roubar, de mentir, e de manipular. Começamos a parecer normais - apenas porque deixamos de usar drogas. Mas parecer normal é muito diferente do que ser normal. A aceitação aos olhos do mundo é um benefício da recuperação; não é a mesma coisa que a recuperação. Podemos gozar os benefícios da recuperação, mas deveremos ter o cuidado de alimentar a sua verdadeira fonte. Uma recuperação contínua não é alcançada através da aceitação dos outros, mas sim através do crescimento interior possibilitado pelos Doze Passos.

Só por hoje: Sei que ter bom aspecto não é suficiente. A recuperação duradoura constitui um trabalho interior.



Meditação do Dia
SÁBADO, 13 DE JULHO DE 2013

Humildade em acção
"Se estamos a sofrer, e a maioria de nós sofre de tempos a tempos, aprendemos a pedir ajuda." Texto Básico, p. 94


A recuperação toma-se por vezes bastante difícil. Pode até tomar-se mais difícil sermos suficientemente humildes para pedir ajuda. A nossa cabeça diz-nos que, "Tenho todo este tempo limpo. As coisas deveriam estar melhor do que isto!" Mas a realidade da recuperação é simples: quer tenhamos trinta dias ou trinta anos limpos, deveremos estar dispostos a pedir ajuda quando precisamos dela. A humildade é um tema comum nos nossos Doze Passos. O programa de Narcóticos Anónimos não é sobre a manutenção das aparências. Em vez disso, o programa ajuda-nos a conseguirmos o máximo da nossa recuperação. Deveremos estar dispostos a pôr a descoberto as nossas dificuldades, se quisermos encontrar soluções para os problemas que surjam nas nossas vidas. Há uma velha expressão que por vezes se ouve em Narcóticos Anónimos: não podemos salvar a cara e o "couro" ao mesmo tempo. Não é fácil partilhar numa reunião quando já temos alguns anos de limpeza, e cairmos em lágrimas porque a realidade faz-nos ver a nossa impotência. Mas quando a reunião chega ao fim e um outro membro vem ter conosco e diz, "Sabes, precisava mesmo de ouvir aquilo que disseste.", compreendemos que existe um Deus em acção nas nossas vidas. O sabor da humildade nunca é amargo. As recompensas por sermos humildes ao pedirmos ajuda adoçam-nos a recuperação.

Só por hoje: Se eu precisar de ajuda, irei procurá-la. Irei colocar a humildade em acção na minha vida.



Meditação do Dia
SEXTA, 12 DE JULHO DE 2013

Paciência
"Estávamos encurralados pela nossa necessidade de gratificação imediata que as drogas nos davam." Texto Básico, p. 29



"Quero aquilo que quero, e quero-o já!" Este era o máximo de paciência que conseguíamos praticar na nossa adicção activa. A obsessão e a compulsão da nossa doença deram-nos uma forma limitada de pensar; quando queríamos algo, só pensávamos nisso. E as drogas que tomámos ensinaram-nos que a recompensa imediata estava sempre a uma dose de distância. Não admira que a maioria de nós tenha chegado a Narcóticos Anónimos sem paciência quase nenhuma. O problema é que nem sempre podemos ter aquilo que queremos quando o queremos. Alguns dos nossos desejos são pura fantasia; se pensarmos nisso, veremos que não há nenhuma razão para acreditarmos que serão realizados nas nossas vidas. Nós, se calhar, nem conseguimos realizar todos os nossos desejos realistas; decerto que não os realizaremos todos de uma vez. A fim de adquirirmos ou alcançarmos certas coisas, teremos de sacrificar outras. Na nossa adicção procurámos a gratificação imediata, esbanjando os nossos recursos. Em recuperação precisamos de aprender a ordenar as prioridades, por vezes negando a gratificação de alguns desejos a fim de realizarmos outros objectivos, a longo prazo mais importantes. Isso exigirá paciência. Para encontrarmos essa paciência praticamos o nosso programa de recuperação, procurando o tipo de pleno despertar espiritual que nos permitirá viver e gozar a vida tal como ela é.

Só por hoje: Poder Superior, ajuda-me a descobrir aquilo que é o mais importante na minha vida. Ajuda-me a aprender a ter paciência, para que possa dedicar os meus recursos a coisas mais importantes.


Meditação do Dia
QUINTA, 11 DE JULHO DE 2013

Encorajamento
"Partilhamos com os outros o bem-estar e o alento." Texto Básico. p. 110


Muitos de nós têm visto como os bebés dão os seus primeiros passos. A mãe segura no bebé a seus pés. O pai ajoelha-se perto com os braços estendidos, encorajando o pequeno, o seu rosto inundado de devoção. O bebé dá alguns pequenos passos em direcção ao pai. Um irmão ou uma irmã mais velhos aplaudem. O bebé cai. A sua mãe, murmurando palavras de conforto, levanta-o e começa de novo. Desta vez o bebé mantém-se de pé até estar suficientemente perto para cair na segurança dos braços do pai. Como recém-chegados, chegamos às salas de NA um pouco como este bebé. Habituados a viver uma vida incapacitada pela adicção, cheios de medos e de incertezas, precisamos de ajuda para nos levantarmos. Tal como uma criança a iniciar a sua caminhada em direcção à maturidade, damos os nossos primeiros passos hesitantes em direcção à recuperação. Aprendemos a viver este novo modo de vida porque outros que o iniciaram antes de nós encorajam-nos e confortam-nos ao dizerem o que é que resultou - e o que é que não resultou - para eles. O nosso padrinho ou madrinha está lá para nós quando precisamos de um empurrão na direcção certa. Muitas vezes sentimo-nos como que incapazes de dar um outro passo em recuperação. Tal como um bebé a aprender a andar, por vezes tropeçamos ou caímos. Mas o nosso Poder Superior está sempre lá de braços estendidos. E tal como os irmãos da criança a incitam e aplaudem, também nós somos apoiados pelos outros membros de NA, à medida que avançamos em direcção a uma vida plena em recuperação.

Só por hoje: Vou procurar o encorajamento de outros. Vou encorajar outros que possam necessitar da minha força.


Meditação do Dia
QUARTA, 10 DE JULHO DE 2013

Uma atitude positiva
"O velho ninho de pensamentos negativos seguia-me para onde quer que eu fosse." Basic Text, p. 135




Uma atitude negativa é a marca registada da adicção activa. Tudo aquilo que ocorria nas nossas vidas era culpa de alguém ou de alguma coisa. Nós refinámos a ciência de culpar os outros pelas nossas imperfeições. Em recuperação, uma das primeiras coisas que nos esforçamos por desenvolver é uma nova atitude. Descobrimos que a vida torna-se muito mais fácil quando substituímos os nossos pensamentos negativos por princípios positivos. Dado que as atitudes negativas nos acompanharam na nossa adicção activa, é natural que elas nos sigam para as salas de Narcóticos Anónimos. Como é que podemos começar a ajustar as nossas atitudes? Modificando as nossas acções. Não é fácil, mas é possível. Podemos começar por escutar a forma como falamos. Antes de abrirmos a boca, respondemos às seguintes perguntas: aquilo que eu vou dizer aponta para o problema, ou antes para a solução? Irei dizê-lo de uma forma simpática? Será que o que eu tenho para dizer é importante, ou será que ninguém ficará a perder se eu me mantiver calado? Vou falar só para ouvir a minha voz, ou haverá algum propósito nas minhas "palavras de sabedoria"? As nossas atitudes são reflectidas nas nossas acções. Por vezes aquilo que conta não é o que dizemos, mas a forma como o dizemos. À medida que aprendemos a falar de uma forma mais positiva, iremos notar que as nossas atitudes também melhoram.

Só por hoje: Quero livrar-me do negativismo. Hoje vou falar e agir de forma positiva.




Meditação do Dia
QUARTA, 09 DE JULHO DE 2013

  Nós realmente nos recuperamos!
“Agora, sabemos que a velha mentira ‘Uma vez adicto,
  sempre adicto’ não será mais tolerada, nem pela
  sociedade nem pelo adicto. Nós nos recuperamos’”.Texto Básico, p. 97



De tempos em tempos, ouvimos oradores partilharem que ainda não entendem realmente princípios espirituais. Eles nos dizem que, se soubéssemos o que estava passando em suas mentes, nos surpreenderia o quanto eles ainda são insanos. Eles nos dizem que, quanto mais tempo estão limpos, menos eles sabem sobre qualquer coisa. Logo em seguida, os mesmos oradores nos falam sobre as profundas mudanças que a recuperação fez em suas vidas. Eles mudaram de um completo desespero para uma fé inabalável, do uso de drogas incontrolável para a completa abstinência, da ingovernabilidade crônica para a responsabilidade através do trabalho dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos. Qual é a verdadeira história? Nós nos recuperamos ou não?
Podemos pensar que demonstramos humildade ou gratidão ao minimizar as mudanças que a recuperação trouxe a nossas vidas. Verdade, cometemos uma injustiça com o programa quando creditamos esse milagre a nós mesmos. Mas cometemos injustiça igual – com nós mesmos e com aqueles com quem partilhamos – quando não reconhecemos a grandeza desse milagre.
Nós realmente nos recuperamos. Se nós temos dificuldade em enxergar o milagre da recuperação, melhor olhar novamente. A recuperação está viva e em pleno trabalho em Narcóticos Anônimos – nos mais antigos, nos recém-chegados que lotam nossas reuniões e acima de tudo, em nós mesmos. Tudo que temos que fazer é abrir nossos olhos.


Só por hoje: Eu vou reconhecer o milagre de minha recuperação e ser grato por tê-la encontrado. 





Meditação do Dia
SEGUNDA, 08 DE JULHO DE 2013

A palavra "D"
"É importante que saibas que irás ouvir falar de Deus em reuniões de NA. Estamos a referir-nos a um Poder superior a nós mesmos que torna possível aquilo que parece impossível." IP n° 22, Bem-vindo a NA




A maioria de nós chega a Narcóticos Anónimos com toda uma série de preconceitos em relação ao significado da palavra "Deus", muitos deles negativos. A palavra "D" é todavia utilizada com bastante regularidade em NA, se é que não o é constantemente. Ela aparece mais de noventa vezes no nosso Texto Básico, e tem um lugar de relevo em quase metade dos nossos Doze Passos. Em vez de contornarmos a sensibilidade que muitos de nós possam sentir em relação à palavra, deveremos antes falar abertamente sobre ela. É verdade que Narcóticos Anónimos é um programa espiritual. Os nossos Doze Passos oferecem-nos um caminho em direcção à libertação da adicção, através da ajuda de um poder espiritual superior a nós. 0 programa, contudo, nada diz quanto à forma como deveremos conceber esse Poder. Na verdade, ouvimos dizer dezenas de vezes, na nossa literatura, nos nossos passos e nas nossas reuniões, que se trata do "Deus na forma em que 0 concebemos" - seja qual for essa concepção. Utilizamos a palavra "Deus" pois ela é referida no nosso Texto Básico e porque comunica com melhor eficácia à maioria das pessoas um entendimento básico do Poder subjacente à nossa recuperação. A palavra é utilizada por uma questão prática. Já o Poder por trás da palavra, utilizamo-lo mais do que por conveniência. Utilizamos esse poder para mantermos a liberdade da adicção e assegurarmos a continuação da nossa recuperação.

Só por hoje: Quer acredite ou não em "Deus", vou utilizar o Poder que me mantém limpo e livre.
                                                       
                                                   
                                                         Meditação do Dia

                                         SÁBADO, 07 DE JULHO DE 2013

Deus, uns nos outros
“Um aspecto de nosso despertar espiritual surge através da nossa
compreensão de nosso Poder Superior que desenvolvemos,
compartilhando a recuperação de outro adicto“. Texto Básico, p. 57



Ouvimos dizer que geralmente vemos Deus mais claramente uns nos outros. Vemos a verdade disso quando praticamos o Décimo Segundo Passo. Quando levamos a mensagem de recuperação para outro adicto, percebemos a presença de um Poder maior do que nós mesmos. À medida que vemos a mensagem se manifestando, percebemos algo singular: a mensagem é que traz a recuperação e não o mensageiro dela. Um Poder Superior, e não nosso próprio poder, é a fonte de mudanças que começa quando levamos a mensagem para o adicto que ainda sofre.
Enquanto a mensagem faz seu trabalho, transformando a vida de outro adicto, vemos o Poder Superior em ação. Observamos como aceitação e esperança substituem negação e desespero. Diante de nossos olhos os primeiros traços de honestidade, mente aberta e boa vontade começam a aparecer. Alguma coisa está acontecendo interiormente nesta pessoa, algo maior e mais poderoso que qualquer um de nós. Estamos vendo o Deus que viemos a compreender funcionando na vida de outra pessoa. Vemos o Poder Superior neles. E sabemos mais do que nunca que esse Poder Superior está em nós também, como a força que dirige nossa recuperação.



Só por hoje: Enquanto eu levo a mensagem de recuperação para outros adictos, vou tentar prestar atenção no Poder por trás dessa mensagem. Hoje, enquanto observo outros adictos em recuperação, vou tentar reconhecer Deus neles para que possa reconhecer melhor Deus em mim.
                                                       Meditação do Dia
                                         SÁBADO, 06 DE JULHO DE 2013

Desculpas 
"A coisa mais importante (do Oitavo Passo) é ajudar-nos a construir a percepção de que aos poucos podemos desenvolver uma nova atitude em relação a nós mesmos e a lidar com os outros." Texto Básico, p. 45 

Pedir desculpa não será provavelmente algo que nos seja estranho. Na nossa adicção activa pode ter sido algo de muito comum. Passávamos a vida a pedir desculpa às pessoas e, se calhar, ficávamos surpreendidos quando alguém, farto das nossas desculpas sem sentido, respondia, "Claro que pedes desculpa. Não passas de uma miserável desculpa..." Esse pode ter sido o nosso primeiro indício de que pedir desculpa não faz qualquer diferença àquelas pessoas que prejudicámos, especialmente quando tanto nós, como elas, sabíamos que iríamos voltar a repetir o mesmo erro. Muitos de nós pensavam que fazer reparações seria, de novo, pedir desculpas. Todavia, a acção que tomamos nesses passos é inteiramente diferente. Fazer reparações significa mudar e, sobretudo, reparar a situação. Se roubámos dinheiro, não basta pedirmos desculpa e dizermos, "Não voltarei a fazer isto, agora que estou limpa." Pagamos o dinheiro de volta. Se abusámos de familiares ou os negligenciámos, não basta pedirmos desculpa. Começamos a tratá-los com respeito. Reparar o nosso comportamento e a forma como nos tratamos a nós próprios e aos outros é o verdadeiro objectivo destes passos. Não estamos apenas arrependidos; somos responsáveis.

Só por hoje: Aceito a responsabilidade por mim próprio e pela minha recuperação. Hoje vou fazer uma reparação por algo de que me arrependa.


Meditação do Dia
SEXTA, 05 DE JULHO DE 2013

Explorar opções espirituais
"A natureza da nossa crença irá determinar o modo como oramos ou meditamos." Texto Básico, p. 51



Como é que rezamos? Para cada membro de NA, este constitui um assunto profundamente pessoal. Muitos de nós vêm a descobrir com o tempo que desenvolvem uma forma de rezar e de meditar baseada naquilo que aprendem com outros e naquilo que os faz sentir confortáveis. Alguns de nós chegam a NA com a mente fechada em relação a um Poder superior a nós mesmos. Mas quando nos sentamos com o nosso padrinho ou madrinha e falamos das nossas dificuldades, olhando exaustivamente para o Segundo Passo, sentimo-nos contentes por verificar que podemos escolher qualquer conceito de um Poder Superior que nos agrade. Tal como a definição de um Poder superior a nós mesmos difere de adicto para adicto, também assim a nossa forma de alcançar um "contacto consciente" será diferente. Uns vão a cerimónias religiosas; outros praticam canto; outros sentam-se tranquilamente ou falam com aquilo que esteja em seu redor; outros ainda descobrem uma ligação espiritual através de uma comunhão com a natureza. A "forma correcta" de rezar e meditar é aquilo que nos ajude a melhorar o nosso contacto consciente com o nosso próprio Poder Superior. Uma boa forma de começar será sempre a de tentarmos saber como outros descobriram a sua direcção espiritual. A leitura de um texto antes de começarmos a meditar também poderá ajudar-nos. Muitos já partiram nesta descoberta antes de nós. À medida que procuramos o crescimento espiritual, poderemos beneficiar grandemente da sua experiência.

Só por hoje: Vou explorar as minhas opções para melhorar o meu contacto consciente com o Deus da minha concepção.


Meditação do Dia
QUINTA, 04 DE JULHO DE 2013

Conflito
"Aprendemos que as dificuldades fazem parte da realidade, e aprendemos novas maneiras de lidar com elas, em vez de fugirmos." Texto Básico, p. 102



De tempos a tempos todos nós experimentamos conflitos. Podemos não nos estar a dar com o novo colega do trabalho. Os nossos amigos poderão estar a irritar-nos. Ou o nosso companheiro poderá não estar a ir ao encontro das nossas expectativas. Lidar com qualquer conflito é difícil para um adicto em recuperação. Quando os ânimos aquecem, às vezes poderá ser boa ideia afastarmo-nos da situação até que eles esfriem. Podemos sempre voltar para continuar a discussão, quando tivermos acalmado. Não podemos evitar situações problemáticas, mas podemoS utilizar o tempo e a distância para ganhar perspectiva. Os conflitos fazem parte da vida. Não poderemos viver toda a nossa recuperação sem qualquer discórdia ou diferença de opinião. Por vezes conseguimos afastar-nos dessas situações, o que nos permitirá reflectir sobre elas, mas haverá sempre uma altura em que teremos de resolver um conflito. Quando essa altura chegar, respiramos fundo, dizemos uma oração, e aplicamos os princípios que o nosso programa nos deu: honestidade, abertura, responsabilidade, perdão, confiança, e tudo o resto. Não entrámos em recuperação para continuar a fugir da vida - e nós já não precisamos de fugir mais.

Só por hoje: Os princípios que o meu programa me deu são suficientes para me guiar através de qualquer situação. Vou esforçar-me por enfrentar os conflitos de uma forma saudável.
Meditação do Dia
QUARTA, 03 DE JULHO DE 2013

Momentos tranquilos
"Muitos de nós descobrem que guardar de lado algum tempo tranquilo para nós próprios ajuda-nos a entrar em contacto consciente com o nosso Poder Superior." Texto Básico, p. 106


A maioria de nós faz muita conversa fiada acerca do valor de um contacto consciente com um Poder Superior. Mas quantos de nós se esforçam regularmente por melhorar esse contacto consciente? Se não tivermos ainda estabelecido um regime regular de oração e meditação, hoje é o dia para iniciarmos um. Os "momentos tranquilos" não precisam de ser longos. Muitos de nós acham que vinte a trinta minutos é tempo suficiente para sossegar, para focar a nossa atenção com uma leitura espíritual, para partilhar os nossos pensamentos e preocupações numa oração, e para guardar alguns momentos para escutar uma resposta através de meditação. Os nossos "momentos tranquilos" não precisam de ser longos para serem eficazes; basta que sejam consistentes. Vinte minutos, uma vez por mês, para rezar, pouco mais farão do que aumentar a nossa frustração pela fraca qualidade do nosso contacto consciente. Mas bastarão vinte minutos regularmente, cada dia, para renovar e reforçar um contacto já vivido com o nosso Poder Superior. Na agitação da vida diária de um adicto em recuperação, muitos de nós acabam por passar o dia inteiro sem guardar alguns momentos para melhorarem o seu contacto consciente com o Deus que vieram a conceber. Contudo, se todos os dias reservar-mos um pequeno período como "momento tranquilo", estaremos certos de que o nosso contacto consciente irá melhorar.

Só por hoje: Uma vez feita a leitura de hoje, vou guardar alguns momentos para rezar e meditar. Este será o início de um novo padrão para a minha recuperação.
Meditação do Dia
TERÇA, 02 DE JULHO DE 2013

Comparações
"As nossas histórias pessoais podem variar em termos de padrão individual, mas temos todos a mesma coisa em comum." Texto Básico, p. 98



Nós, adictos, somos um grupo variado, de origens diferentes, que usavamos drogas diferentes e com recordações diferentes. As nossas diferenças não desaparecem com a recuperação; para alguns essas diferenças podem até tomar-se mais salientes. A libertação da adicção ativa dá-nos a liberdade de sermos nós próprios, tal como somos. O facto de estarmos todos a recuperar não significa que tenhamos todos as mesmas necessidades ou os mesmos objetivos. Cada um de nós tem as suas próprias lições a aprender em recuperação. Com tantas diferenças de um adicto para outro, como é que nos ajudamos uns aos outros em recuperação, e como é que usamos a experiência uns dos outros? Juntamo-nos para partilhar as nossas vidas à luz dos princípios da recuperação. Embora as nossas vidas sejam diferentes, os princípios espirituais que aplicamos são os mesmos. É à luz desses princípios, a brilharem através das nossas diferenças, que nos iluminamos uns aos outros nos nossos caminhos individuais. Todos nós temos duas coisas em comum: a adicção e a recuperação. Quando escutamos com atenção, ouvimos outros falarem de como sofrem da mesma doença que nós, não importa de onde vieram. Quando abrimos os ouvidos, escutamos outros adictos falarem da aplicação de princípios espirituais que também nos prometem esperança, sejam quais forem os nossos objetivos pessoais.

Só por hoje: Tenho o meu próprio caminho para seguir, mas estou grato à companhia de outros que sofreram com a adicção e que estão, como eu, a aprender a aplicar os princípios da recuperação.

Meditação do Dia
SEGUNDA, 01 DE JULHO DE 2013

Um programa simples
"O programa é simplesmente partilhar; trabalhar os Doze Passos, ir a reuniões e praticar os princípios do programa." II Texto Básico, p. 188



As nossas vidas complicadas podem ser simplificadas se nos concentrarmos em certas coisas - partilhar com outros a nossa experiência, força e esperança, ir regularmente a reuniões, e praticar os princípios do programa nas nossas vidas diárias. Ao partilharmos a nossa experiência, força e esperança com outros adictos, damos um poderoso exemplo para ser seguido pelos recém-chegados. 0 esforço que colocamos a ajudar os outros também ajuda a manter à distância o egocentrismo, no qual radica a nossa doença. Muitos de nós escolhem um grupo, um "grupo-base", a cujas reuniões não faltam. Essa regularidade imprime uma certa rotina às nossas vidas e permite que os outros saibam onde podem encontrar-nos se precisarem de nós. A prática diária dos Doze Passos nas nossas vidas constitui a diferença entre uma recuperação equilibrada e estar, apenas, abstinente. Os Passos dão-nos uma orientação, muito necessária, para lidarmos com o nosso dia-a-dia. Sim, somos pessoas complicadas. Mas o programa de NA simplifica as nossas vidas, permitindo-nos viver libertos da adicção activa. As nossas vidas podem ser preenchidas com serenidade e esperança quando nos deixamos orientar pelos princípios simples do nosso programa.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que, embora eu seja uma pessoa complicada, NA é a forma mais simples de tornar a minha vida menos complicada.
Meditação do Dia
DOMINGO, 30 DE JUNHO DE 2013

Manter os alicerces
"A nossa fé, recém-descoberta, funciona como uma base firme para termos coragem no futuro." Texto Básico, p. 107



Os alicerces das nossas vidas são aquilo em que se apoia tudo o resto. Quando andávamos a usar, esses alicerces afectavam tudo aquilo que fazíamos. Quando decidimos que o importante era recuperar, foi neles que começámos a concentrar as nossas energias. Como resultado disso, as nossas vidas mudaram. A fim de mantermos estas novas vidas, temos de manter os seus alicerces: o nosso programa de recuperação. À medida que nos mantemos limpos e mudamos os nossos modos de vida, assim também as nossas prioridades mudarão. 0 trabalho e os estudos podem tornar-se importantes porque melhoram a qualidade das nossas vidas. E novas relações podem criar entusiasmo e um sentimento de apoio mútuo. Mas não podemos esquecer-nos de que o nosso programa de recuperação é o alicerce sobre o qual se constróem as nossas novas vidas. Cada dia temos de renovar o nosso compromisso de recuperação, que deverá manter-se como a nossa principal prioridade.

Só por hoje: Quero continuar a saborear a vida que encontrei em recuperação. Vou dar passos no sentido de manter os meus alicerces.
Meditação do Dia
SÁBADO, 29 DE JUNHO DE 2013

Manter a recuperação viva
"A complacência é inimiga daqueles membros já com algum tempo limpo. Se nos mantivermos complacentes por muito tempo. o processo de recuperação cessa." Texto Básico, p. 94



Passados os dois primeiros anos de recuperação, a maioria de nós começa a achar que todos os problemas foram ultrapassados. Se tivermos sido aplicados a trabalhar os passos, o passado estará largamente resolvido e teremos uma base sólida sobre a qual construir o nosso futuro. Aprendemos a aceitar a vida mais ou menos como ela é. A familiaridade com os passos quase que nos permite resolver os problemas à medida que eles surgem. Uma vez chegados a este nível de conforto, poderemos tender a achar que se trata de uma "paragem para descanso" no nosso caminho em recuperação. Se o fizermos, estaremos todavia a descurar a natureza da nossa doença. A adicção é paciente, subtil, progressiva, e incurável. É também fatal - podemos morrer desta doença, se não continuarmos a tratá-la. E o tratamento para a adicção está num programa vital e continuado de recuperação. Os Doze Passos constituem um processo, um caminho que percorremos para nos mantermos um passo à frente da nossa doença. Reuniões, apadrinhamento, serviço, e os passos, permanecem sempre essenciais para uma recuperação continuada. Muito embora seja diferente a forma como praticamos o nosso programa quando temos cinco anos de tempo limpo, do que quando tínhamos cinco meses, isso não significa que o programa tenha mudado ou que se tenha tornado menos importante, mas apenas que a nossa compreensão prática mudou e cresceu. Para mantermos a nossa recuperação fresca e viva, precisamos de estar atentos às oportunidades para pôr o nosso programa em prática.

Só por hoje: À medida que cresço na minha recuperação, vou procurar novas formas de pôr o meu programa em prática.
Meditação do Dia
SEXTA, 28 DE JUNHO DE 2013

A consciência de grupo
"Trabalhar com outros é apenas o início do serviço em NA." Texto Básico, p. 67

O serviço exige uma devoção abnegada para transmitir a mensagem ao adicto que ainda sofre. Mas a nossa atitude de serviço não pode parar aí. O serviço também exige que olhemos para nós próprios e para as nossas motivações. Os nossos esforços em serviço tornam-nos altamente visíveis na irmandade. Em NA, é fácil tornarmo-nos "um peixe grande num aquário pequeno". A nossa atitude controladora pode facilmente afastar o recém-chegado. A consciência de grupo é um dos mais importantes princípios em serviço. É vital que recordemos que aquilo que conta é a consciência de grupo, e não apenas as nossas crenças e os nossos desejos pessoais. os nossos pensamentos e as nossas crenças contribuem para o desenvolvimento de uma consciência de grupo. Depois, quando essa consciência emerge, aceitamos a sua orientação. O segredo está em trabalharmos com os outros, e não contra eles. Se nos lembrarmos de que estamos num esforço comum para alcançar uma consciência colectiva, veremos que todos os pontos-de-vista têm o mesmo mérito. Quando a discussão tiver chegado ao fim, todos os pontos-de-vista irão convergir para transmitirmos uma mensagem unificada. Por vezes, é tentador acharmos que sabemos aquilo que será melhor para o grupo. Se nos lembrarmos de que não importa que as nossas opiniões vençam, será então mais fácil deixar que o serviço seja o veículo que é suposto ser - uma forma de transmitir a mensagem ao adicto que ainda sofre.

Só por hoje: Vou tomar parte no desenvolvimento de uma consciência de grupo. Vou lembrar-me de que o mundo não irá acabar se eu não levar a minha por diante. Vou pensar sobre o nosso propósito primordial em todos os meus esforços de serviço. Vou dar a mão a um recém-chegado.
Meditação do Dia
QUINTA, 27 DE JUNHO DE 2013

Mudança e crescimento
"Quando alguém nos aponta uma imperfeição, a nossa primeira reação poderá ser defensiva... Haverá sempre lugar para o crescimento." Texto Básico, pg. 41-42


A recuperação é um processo que traz mudança às nossas vidas. Precisamos dessa mudança se quisermos continuar a crescer em direcção à liberdade. É importante que mantenhamos a mente aberta quando outros nos apontam falhas, pois estão assim a trazer à luz oportunidades para mudarmos e crescermos. Se reagirmos defensivamente, estaremos a limitar a nossa capacidade para receber a ajuda que nos estão a dar; se largarmos as nossas defesas, estaremos a abrir a porta à mudança, ao crescimento, e a uma nova liberdade. Cada dia em recuperação irá trazer uma oportunidade para mais mudança e crescimento. Quanto mais aprendermos a receber a mudança com uma mente e um coração abertos, mais iremos crescer e mais confortáveis nos sentiremos com a nossa recuperação.

Só por hoje: Vou acolher com uma mente aberta cada oportunidade para crescer.
Meditação do Dia
QUARTA, 26 DE JUNHO DE 2013

Entregar a vontade própria
"Serão menos os medos, e a fé começará a aumentar, à medida que aprendemos o verdadeiro significado da entrega. Já não estamos mais a lutar contra o medo, a raiva, os sentimentos de culpa, a auto piedade ou a depressão." Texto Básico, p. 31



A rendição é o começo de um novo modo de vida. Quando éramos motivados principalmente pela vontade própria, estávamos sempre a ver se tínhamos coberto todas as hipóteses, se tínhamos manipulado determinadas pessoas da forma certa para alcançarmos os nossos fins, se nos tinha faltado algum pormenor importante nos nossos esforços para controlar o mundo. Sentíamos medo, receando que os nossos esquemas falhassem; sentíamos raiva ou autopiedade quando eles falhavam; ou sentíamos culpa quando eles resultavam. Era difícil viver em vontade própria, mas não sabíamos viver de outro modo. A verdade é que a rendição não é sempre fácil. Pelo contrário, a rendição pode ser difícil, especialmente no início. Mesmo assim, é mais fácil confiar em Deus, um Poder capaz de gerir as nossas vidas, do que confiarmos unicamente em nós próprios, com as nossas vidas desgovemadas. E quanto mais entregarmos, mais fáceis as coisas se tornarão. Quando entregamos a nossa vontade e as nossas vidas aos cuidados do nosso Poder Superior, basta-nos cumprir a nossa parte, o mais responsável e conscientemente possível. Podemos então deixar os resultados ao nosso Poder Superior. Ao rendermo-nos, actuando na fé, e vivendo as nossas vidas de acordo com os simples princípios espirituais deste programa, podemos deixar de nos preocupar e começar a viver.

Só por hoje: Vou entregar a minha vontade própria. Vou procurar conhecer a vontade de Deus para mim e as forças para realizá-la. Vou deixar os resultados ao cuidado do meu Poder Superior.


Meditação do Dia
TERÇA, 25 DE JUNHO DE 2013

Não foi apenas sorte
"O processo de vir a acreditar devolve-nos à sanidade. A força para agir vem dessa crença." Texto Básico, p. 29


Vir a acreditar é um processo que radica na experiência pessoal. Cada um de nós tem esta experiência; todos os adictos que recuperam em NA têm uma prova sólida de um Poder benevolente a actuar para o seu bem nas suas vidas. Aqueles de nós que estão hoje em recuperação são, afinal de contas, os afortunados. Há muitos, muitos adictos que morrem da nossa doença sem nunca experimentarem aquilo que nós encontrámos em Narcóticos Anónimos. O processo de vir a acreditar envolve uma boa-vontade para reconhecer os milagres quando eles acontecem. Partilhamos o milagre de estarmos hoje limpos, e cada um de nós tem outros milagres que aguardam apenas o nosso reconhecimento. A quantos desastres de automóvel ou "overdoses", ou outras quase-catástrofes, é que nós sobrevivemos? Conseguimos olhar para trás para as nossas vidas e ver que não foi apenas uma questão de "sorte"? A nossa experiência em recuperação dá-nos também exemplos de um Poder Superior a trabalhar pelo nosso bem. Quando conseguimos olhar para trás, para a evidência de um Poder Superior amantíssimo a actuar para nosso bem, torna-se possível acreditar que este Poder Superior irá continuar a ajudar-nos no futuro. E essa confiança dá-nos a força para seguirmos em frente.

Só por hoje: A minha recuperação é mais do que apenas coincidência. A minha força deriva de eu saber que o meu Poder Superior nunca me deixou mal e continuará a guiar-me.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 24 DE JUNHO DE 2013

Tolerância
"... lembrando-nos sempre de colocar os princípios acima das personalidades." Décima-segunda Tradição


Por vezes é difícil aceitar oS defeitos de carácter dos outros. À medida que juntos vamos recuperando, não só ouvimos os outros falarem nas reuniões, como vemos também a sua atitude em recuperação. Quanto mais vamos conhecendo outros membros, maisficamos a conhecer a forma como vivem as suas vidas. Podemos formar opiniões acerca de como eles "trabalham o seu programa". Poderá haver certos membros que nos desiludem, ou podemoS até chegar ao ponto de dizer, "Se eu praticasse o programa como eles, o mais certo era ir usar." Descobrimos que a tolerância é um princípio que fortalece não só a nossa própria recuperação, como também as nossas próprias relações com indivíduos que sejam uma fonte de irritação para nós. Torna-se mais fácil aceitarmos as fragilidades dos outros quando nos lembramos de que também nós próprios raramente largamos os nossos defeitos de carácter até sentirmos na pele o mal que nos causam.

Só por hoje: Vou esforçar-me por aceitar os outros como são. Vou tentar não julgar os outros. Vou concentrar-me nos princípios do amor e da aceitação.
                                                       Meditação do Dia
                                       DOMINGO, 23 DE JUNHO DE 2013
Rendição
"Não chegámos a esta irmandade a transbordar de amor, de honestidade, de mente aberta ou de boa-vontade... Quando nos vimos derrotados, começámos a sentir um pouco de boa-vontade." Texto Básico, p. 24


A rendição pode constituir o alicerce necessário para recuperarmos, mas por vezes resistimos-lhe. A maioria de nós olha para trás, depois de termos algum tempo limpo, e começa a pensar porque é que se esforçou tanto a negar a impotência, quando foi afinal a rendição que acabou por nos salvar. À medida que recuperamos, apresentam-se novas oportunidades para nos rendermos. Das duas uma: ou lutamos contra tudo e todos, ou recordamos os benefícios daquela nossa primeira rendição e deixamos de lutar. A maior parte da dor que experimentamos advém de lutarmos, não de nos rendermos. Na verdade, quando nos rendemos, a dor termina e é substituída pela esperança. Começamos a acreditar que tudo irá correr bem e, após algum tempo, compreendemos que as nossas vidas acabam por melhorar. Sentimo-nos tal como quando largámos a ilusão de que iríamos conseguir controlar as drogas - aliviados, livres, e cheios de uma esperança renovada.

Só por hoje: Hoje precisarei de me render? Vou recordar-me de quando me rendi pela primeira vez, e lembrar-me de que não preciso mais de lutar.


Meditação do Dia
SÁBADO, 22 DE JUNHO DE 2013

Aceitar a vida tal como ela é
"Na nossa recuperação é essencial aceitarmos a realidade. Quando o conseguimos, não sentimos necessidade de usar drogas numa tentativa de mudar a nossa percepção." Texto Básico, p. 102

As drogas costumavam isolar-nos da força plena da vida. Quando paramos de usar e entramos em recuperação, vemo-nos confrontados directamente com a vida. Podemos sentir-nos desapontados, frustrados, ou em raiva. As coisas podem não correr exactamente como gostaríamos. O egocentrismo que cultivámos ao longo da nossa adicção distorceu as nossas percepções da vida; torna-se por isso difícil largarmos as nossas expectativas e aceitarmos a vida tal como ela é. Aprendemos a aceitar as nossas vidas ao trabalharmos os Doze Passos de Narcóticos Anónimos. Descobrimos a forma de mudar as nossas atitudes e de largar os nossos defeitos de carácter. Não precisamos mais de distorcer a verdade, ou de fugir das situaçÕes. Quanto mais praticarmos os princípios espirituais contidos nos passos, mais fácil se tornará aceitar a vida exactamente como ela é.

Só por hoje: Vou praticar a auto-aceitação praticando os Doze Passos.


Meditação do Dia
SEXTA, 21 DE JUNHO DE 2013



Novos níveis de honestidade
"Temos sido peritos a iludirmo-nos e a racionalizarmos." Texto Básico, p. 32

Quando chegamos à nossa primeira reunião e nos dizem que precisamos de ser honestos, começamos a pensar, "Bom, isso não vai ser assim tão difícil. Basta-me parar de mentir." Para alguns de nós, isso será fácil. Não precisamos mais de mentir aos nossos patrões quando faltamos ao trabalho. Não precisamos mais de mentir às nossas famílias sobre onde estivemos na noite anterior. Ao deixarmos de usar drogas, vemos que há menos motivos para mentir. Alguns de nós poderão ter dificuldades mesmo com este tipo de honestidade, mas pelo menos é simples aprender a não mentir - basta parar, seja qual for a circunstância. Com coragem, prática e determinação, o apoio de outros membros de NA, e a ajuda do nosso Poder Superior, a maioria de nós acaba por conseguir alcançar este tipo de honestidade. Mas a honestidade é mais do que apenas não mentir. O tipo de honestidade que é verdadeiramente indispensável em recuperação é a honestidade própria, que não é nem fácil nem simples de se alcançar. Ao longo da nossa adicção, criámos uma tempestade de ilusões e de racionalização, um rodopio de mentiras no qual a voz calma e serena da honestidade própria não conseguia ser ouvida. Para nos tomarmos honestos connosco, precisamos primeiro de parar de mentirmos a nós próprios. Nas nossas meditações do 11º Passo temos de sossegar a mente. Conseguiremos então, no silêncio que se instala, escutar a verdade. Quando conseguimos sossegar, a honestidade própria estará ao nosso alcance.

Só por hoje: Vou estar calmo e sossegado, escutando a voz da verdade dentro de mim. Vou honrar a verdade que descobrir.
Meditação do Dia
QUINTA, 20 DE JUNHO DE 2013

Meditação para iniciados
"Para alguns a prece é pedir a ajuda de Deus; a meditação é escutar a resposta de Deus... Quando acalmamos a mente através da meditação, sentimos uma paz interior que nos põe em contacto com o Deus dentro de nós." Texto Básico, p. 53



A muitos de nós disseram, "Tem paciência quando estiveres a aprender a meditar. É preciso prática para se reconhecer aquilo que é preciso 'escutar'." É bom que nos tenham dito isto, ou muitos de nós teriam desistido após a primeira ou segunda semana de meditação. Ao longo das primeiras semanas, é provável que nos tenhamos sentado de manhã, acalmado os pensamentos, e "escutado", como diz o Texto Básico - mas sem "ouvir" nada. Poderão ter passado mais algumas semanas antes de algo realmente acontecer. Mesmo então, aquilo que aconteceu era por vezes dificilmente detectável. Acabávamos as nossas meditações matinais a sentir-nos um pouco melhor connosco próprios, a sentir um pouco mais de empatia por aqueles que íamos encontrando ao longo do dia, e um pouco mais em contado com o nosso Poder Superior. Para a maioria de nós não houve nada de dramático nessa consciencialização - não houve relâmpagos ou trovões. Em vez disso foi algo silencioso, mas com imenso poder. Estávamos a arranjar tempo para colocar os nossos egos e as nossas ideias fora do caminho. Nesse espaço de claridade, estávamos a melhorar o nosso contacto consciente com a fonte da nossa recuperação diária, o Deus da nossa concepção. A meditação era uma coisa nova, e exigia tempo e prática. Mas, como todos os passos, resultava - quando a praticávamos.

Só por hoje: Vou praticar "escutar" o conhecimento da vontade de Deus para mim, mesmo que ainda não saiba aquilo que devo "escutar".
Meditação do Dia
QUARTA, 19 DE JUNHO DE 2013

Um sentido de humor
"Descobrimos que quando perdemos a auto-obsessão somos capazes de compreender o que significa ser-se feliz, alegre e livre." Texto Básico, p. 119


As gargalhadas nas nossas reuniões por vezes surpreendem o recém-chegado. Enquanto grupo, apreciamos os efeitos reparadores de uma gargalhada saudável. Mesmo que estejamos com grandes preocupações, a alegria que por vezes inunda as salas de reuniões permite que, por momentos, nos divirtamos com a nossa recuperação. Através do humor, podemos sentir um alívio temporário da nossa obsessão connosco próprios. A vida, tal como ela é, nem sempre constitui um motivo para rir. Mas se conseguirmos manter um sentido de humor, aguentaremos melhor tudo aquilo que possa parecer demasiado. Quantas vezes é que nos deixámos esmagar por acontecimentos que, se levados com um pouco de humor, não são assim tão intoleráveis? Quando nos irritamos com pessoas e coisas, a procura do humor na situação pode pôr as coisas numa perspectiva mais clara. A capacidade de encontrar humor numa situação difícil é um dom a desenvolver.

Só por hoje: Vou procurar o humor nas dificuldades. Quando cometer erros, vou procurar uma forma de me rir do humor das minhas imperfeições.
                                                       Meditação do Dia
                                               TERÇA, 18 DE JUNHO DE 2013
Reparações indirectas
"As reparações indirectas podem ser necessárias onde uma reparação directa seria arriscada ou iria colocar outras pessoas em perigo." Texto Básico, p. 47



Quando usávamos não deixávamos que nada se pusesse no caminho das drogas. Não nos lembramos, por isso, com precisão, de toda a gente a quem prejudicámos, financeira ou emocionalmente. Quando chegou a altura de fazer reparações através do nosso Nono Passo, descobrimos que havia tanta gente a quem havíamos prejudicado que provavelmente nunca nos lembraríamos de todos. Com a ajuda do nosso padrinho ou madrinha e de outros membros em recuperação em NA, encontrámos uma solução para este obstáculo. Comprometemo-nos a completar estas reparaçÕes anónimas servindo a comunidade. Concentrámos os nossos esforços de serviço na ajuda ao adicto que ainda sofre. Encontrámos assim uma forma de retribuir à sociedade. Hoje, com o amor e a orientação de membros em NA, estamos a construir, em vez de destruir, o mundo à nossa volta. Estamos a transformar as nossas comunidades em sítios melhores para viver, ao transmitirmos a mensagem de recuperação àqueles que vamos encontrando nas nossas vidas.

Só por hoje: Vou fazer reparações indirectas dando a mão a um adicto que possa precisar de ajuda. Vou fazer um esforço, mesmo que pequeno, para tornar a minha comunidade um sítio melhor para se viver.

Meditação do Dia
SEGUNDA, 17 DE JUNHO DE 2013

Muralhas
"Procurar ajuda fora de nós é o início da luta que irá libertar-nos, destruindo as muralhas que nos aprisionam." Texto Básico, p. 94



Muitos de nós chegaram a NA emocionalmente destroçados. Anos a fio a usar pessoas, e a deixar que elas nos usassem, tiveram o seu efeito na nossa capacidade para confiar em alguém, incluindo em nós próprios. Mas o amor e a aceitação que encontrámos em Narcóticos Anónimos encorajaram-nos a darmos a mão e a aproximarmo-nos dos outros. Quanto mais avançámos em recuperação, mais sentimos o desejo de nos aproximarmos daqueles que amamos. Começámos a ajudar os outros de formas mais profundas e com maior sentido, embora pudéssemos vir a ser magoados. Apesar dos nossos medos de rejeição, decidimos arriscar a revelarmo-nos a nós mesmos, às nossas crenças e às nossas necessidades. Decidimos deitar abaixo as nossas muralhas defensivas. A liberdade que encontrámos tem valido bem o risco envolvido. Sabemos que ainda há trabalho a fazer antes de estarmos completamente livres das barreiras construídas ao longo de anos de adicção activa. Mas, ao darmos a mão a outros adictos e ao deixarmos que eles nos dêem a mão, apesar das nossas fraquezas humanas, viemos a conhecer a nossa grande capacidade para amar e sentir intimidade. Quando nos libertamos das muralhas que nos prendem, os nossos corações contêm grande poder.

Só por hoje: Vou deitar abaixo as minhas muralhas pessoais e dar a mão a outros. Vou deixar que o meu coração sinta a liberdade de amar e de ser amado.
Meditação do Dia
DOMINGO, 16 DE JUNHO DE 2013

Aceitar a vida
"Há algumas coisas que temos de aceitar, outras que podemos modificar. A sabedoria para distinguir umas das outras surge com o crescimento no nosso programa espiritual." Texto Básico, p. 106


É relativamente fácil aceitarmos as coisas de que gostamos - o difícil é aceitarmos aquilo de que não gostamos. Mas refazer o mundo e toda a gente só para agradar os nossos gostos não resolveria nada. Afinal de contas, acharmos que o mundo era culpado de todos os nossos problemas foi a atitude que prolongou o nosso uso - e essa atitude quase que nos matou. Ao praticarmos os passos, começamos a questionar o nosso papel na criação das vidas inaceitáveis que vivemos. Na maioria dos casos descobrimos que aquilo que precisava de ser mudado era a nossa própria atitude e as nossas próprias acções, e não as pessoas, os lugares ou as coisas à nossa volta. Em recuperação, rezamos pela sabedoria para distinguir a diferença entre aquilo que pode e aquilo que não pode ser modificado. Depois, quando vemos a realidade da nossa situação, rezamos pela boa-vontade para nos modificarmos a nós próprios.

Só por hoje: Poder Superior, concede-me a sabedoria para ver a diferença entre aquilo que pode ser modificado, e aquilo que eu tenho de aceitar. Ajuda-me a aceitar com gratidão a vida que me foi dada.
Meditação do Dia
SÁBADO, 15 DE JUNHO DE 2013

Resistência à mudança
"Muitos de nós agarram-se aos nossos medos, dúvidas, baixa auto-estima ou ódio, pois há como que uma falsa segurança na dor que nos é familiar. Parece mais seguro abraçarmos aquilo que conhecemos, do que o largarmos e seguirmos em direcção ao desconhecido." Texto Básico, p. 39


Já tenho ouvido dizer que "quando a dor de permaneceremos na mesma for maior do que a dor da mudança, iremos mudar." Os nossos medos podem impedir-nos de crescer, de pôr um fim a relações, de mudar de emprego, de ir a novas reuniões, de começar novas amizades, ou de tentar qualquer coisa fora do vulgar. Permanecemos, por muito mais tempo do que deveríamos, em situações que já não estão a resultar, apenas porque aquilo que é familiar é para nós mais seguro do que o desconhecido. Qualquer mudança implica ultrapassarmos os nossos medos. "E se eu ficar sozinho para sempre?", poderemos pensar, perante a hipótese de pormos fim a uma relação. "E se eu descobrir que sou incompetente?", pensaremos ao contemplar uma mudança de trabalho. Poderemos evitar ir a novas reuniões pois teremos de nos aproximar de outros. As nossas mentes produzem centenas de desculpas para nos deixarmos ficar onde estamos, com medo de tentarmos algo de novo. Descobrimos que a maior parte da nossa dor não advém da mudança, mas antes da resistência à mudança. Em NA aprendemos que a mudança é a forma de avançar nas nossas vidas. Novos amigos, novas relações, novos interesses e desafios, irão substituir tudo o que esteja velho. Com estas coisas novas nas nossas vidas, encontraremos novas alegrias e amores.

Só por hoje: Vou deixar ir o antigo e abraçar o novo, e assim crescer.


Meditação do Dia
SEXTA, 14 DE JUNHO DE 2013

Manter a nossa fé
"Se diariamente mantivermos a nossa condição espiritual, será mais fácil lidarmos com a dor e a confusão." Texto Básico, p. 106


Quando iniciámos a procura de um Poder superior a nós mesmos, muitos de nós ficaram presos a velhas crenças e ideias. Estas iam desde o medo de um Deus castigador e vingativo, até à ausência total de crença. Alguns de nós sentimos que havíamos feito coisas tão horríveis que um Poder amantíssimo nunca quereria ter algo a ver connosco. Outros convencemo-nos de que as coisas "más" que nos aconteceram nunca se teriam passado se existisse de facto um Poder amantíssimo. Foi preciso tempo, esforço, uma mente aberta, e fé, para adquirirmos uma crença prática num Poder Superior amantíssimo que nos orientasse através dos desafios da vida. Mesmo depois de virmos a acreditar num Poder superior a nós mesmos, as nossas velhas ideias podem voltar ao de cima para nos assolar. Os contratempos nas nossas vidas e as inseguranças por eles criados podem conduzir ao regresso das nossas velhas e inadequadas ideias acerca de Deus. Quando isso acontece, precisamos de nos assegurar de que o nosso Poder Superior não nos abandonou, mas que está à espera para nos ajudar a atravessar os momentos difíceis na nossa recuperação. Não importa quão dolorosas possam ser as nossas perdas, iremos sobreviver aos contratempos e continuar a crescer, se mantivermos a fé que o nosso programa nos deu.


Só por hoje: Tenho-me aplicado a construir a minha fé num Poder Superior amantíssimo e carinhoso, que nos guiará através dos desafios da vida. Hoje vou confiar nesse Poder.



Meditação do Dia
QUINTA, 13 DE JUNHO DE 2013

Uma vida preenchida
"O programa produz um milagre nas nossas vidas... Ficamos livres para viver." Texto Básico, p. 12



A maioria de nós - não é preciso estarmos em recuperação há muito tempo - já ouviu alguém queixar-se numa reunião de trabalhar demais, de não ter tempo para reuniões, para apadrinhar, ou para outras coisas. Talvez até já tenhamos sido nós a queixarmo-nos. Os dias parecem tão preenchidos: trabalho, família e amigos, reuniões, actividades, apadrinhamento, trabalho de passos. "Não há horas suficientes durante o dia," queixamo-nos, "para se conseguir fazer tudo e ir ao encontro das exigências de toda a gente." Quando isto acontece, há outros que costumam rir-se - membros que se calhar planeavam queixar-se do mesmo. Esses risos vêm de reconhecermos que estamos a queixar-nos do milagre da vida que temos hoje. Há não muito tempo, só poucos de nós é que conseguiam ter qualquer um destes "problemas" na sua vida. Todas as nossas energias estavam dirigidas para o consumo de drogas. Hoje temos vidas preenchidas, com todos os sentimentos e todos os problemas que resultam de se viver dentro da realidade.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que a minha vida é um milagre. Em vez de ressentir ter uma vida tão ocupada, vou sentir-me grato por ter uma vida tão preenchida.
Meditação do Dia
QUARTA, 12 DE JUNHO DE 2013

Uma visão de esperança
"Sim, somos uma visão de esperança." Texto Básico, p. 60



Quando chegámos ao fim do caminho, a maioria de nós havia perdido toda a esperança numa vida sem drogas. Acreditámos que íamos morrer da nossa doença. O despertar que foi, então, entrarmos na nossa primeira reunião e vermos uma sala cheia de adictos que se mantinham limpos! Um adicto limpo é, de facto, uma visão de esperança. Hoje, damos essa mesma esperança a outros. Os recém-chegados vêem o brilho de alegria nos nossos olhos, vêem como nos portamos, ouvem-nos falar nas reuniões, e por vezes querem aquilo que nós encontrámos. Acreditam em nós até conseguirem acreditar em si próprios. Os recém-chegados ouvem-nos transmitir-lhes uma mensagem de esperança. Tendem a ver-nos através de "lentes cor-de-rosa". Nem sempre reconhecem a nossa luta contra determinado defeito de carácter, ou as nossas dificuldades em melhorar o nosso contacto consciente com o nosso Poder Superior. Leva-lhes tempo a compreenderem que nós, os "pilares" com três ou seis ou dez anos de tempo limpo, por vezes colocamos personalidades acima de princípios, ou sofremos de um ou outro mal-aparentado defeito de carácter. Sim, o recém-chegado coloca-nos por vezes num pedestal. É todavia saudável que admitamos abertamente a natureza dos nossos conflitos em recuperação, pois o recém-chegado em breve estará a atravessar essas mesmas dificuldades. E, ao fazê-lo, recordar-se-á de que outros já passaram por essa dificuldade e mantiveram-se limpos.

Só por hoje: Vou lembrar-me de que sou um "farol" para todos aqueles que sigam o meu caminho, uma visão de esperança.


 Meditação do Dia
TERÇA, 11 DE JUNHO DE 2013

Viver limpos
"À medida que recuperamos, ganhamos uma nova perspectiva sobre o viver limpo... A vida pode tomar-se uma nova aventura para nós." Texto Básico, p. 88


A vida com drogas não é uma vida limpa - ninguém sabe isso melhor do que nós. Alguns de nós vivia numa miséria física, sem nos preocuparmos com nós próprios ou com aquilo que nos rodeava. Mas pior do que qualquer miséria exterior, era a forma como a maioria de nós se sentia por dentro. As coisas que fazíamos para conseguir as drogas, a forma como tratávamos os outros, e a forma como nos tratávamos a nós próprios, levavam-nos a sentir-nos sujos. Muitos de nós lembram-se das muitas manhãs em que acordámos desejando que, por uma vez, pudéssemos sentir-nos limpos, connosco e com as nossas vidas. Hoje, temos a oportunidade de nos sentirmos limpos ao vivermos sem drogas. Para nós, adictos, viver limpo começa com não usar - apesar de tudo, é esse o significado principal da palavra "limpo" em Narcóticos Anónimos. Mas, à medida que nos mantemos "limpos" e trabalhamos os Doze Passos, descobrimos um outro tipo de "limpo". É o limpo que advém de admitirmos a verdade acerca da nossa adicção, em vez de escondermos ou de negarmos a nossa doença. E a frescura que advem de assumirmos os nossos erros e de fazermos reparações por eles. É a vitalidade que resulta de um novo conjunto de valores que desenvolvemos na busca da vontade de um Poder Superior para nós. Quando praticamos os princípios do nosso programa em todas as áreas das nossas vidas, não há motivos para nos sentirmos sujos acerca das nossas vidas ou dos nossos modos de vida - estamos a viver limpos, e gratos por finalmente assim o estarmos. Uma "vida limpa" costumava ser só para os "caretas". Hoje, viver limpo é a única forma em que queremos viver.

Só por hoje: Sinto-me limpo porque estou a viver limpo - e é assim que quero continuar.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 10 DE JUNHO DE 2013

Mudar os motivos
"Quando por fim afastamos do caminho os nossos motivos egoístas, começamos a encontrar uma paz que nunca julgámos possível." Texto Básico, p. 52


Quando olhamos para as nossas crenças, as nossas acções, e os nossos motivos em recuperação, vemos que haverá alturas em que fazemos as coisas pelos motivos errados. No princípio da nossa recuperação poderemos ter gasto bastante tempo e dinheiro com outros, numa tentativa de que eles gostassem de nós. Mais tarde, poderemos ver que continuamos a gastar dinheiro com os outros, mas que os nossos motivos para isso mudaram. Fazemos isso porque nós gostamos deles. Ou talvez que antes envolvíamo-nos em relações, porque nos sentíamos vazios por dentro, e procurávamos preencher esse vazio com outras pessoas. As nossas razões agora para nos apaixonarmos baseiam-se num desejo de partilhar com alguém as nossas vidas, já recompensadoras. Talvez trabalhássemos os passos porque tinhamos medo de recair se o não fizéssemos. Hoje, praticamos os passos porque queremos crescer espiritualmente. Hoje temos um novo propósito na vida, e a mudança dos nossos motivos prova isso. Temos tanto mais para dar do que as nossas exigências e inseguranças. Desenvolvemos uma plenitude espiritual e uma paz interior que elevam a nossa recuperação a um novo plano. Estendemos o nosso amor e partilhamos a nossa recuperação com uma generosidade total, e a diferença que fazemos é aquilo que acabamos por deixar àqueles que ainda hão-de juntar-se a nós.



Só por hoje: Em recuperação, os meus motivos têm mudado. Quero fazer as coisas pelo motivo certo, e não para meu benefício pessoal. Hoje vou examinar os meus motivos.

                                                         Meditação do Dia
SEXTA, 09 DE JUNHO DE 2013

Os velhos sonhos não precisam morrer
“Sonhos perdidos despertam e surgem novas possibilidades”.
Texto Básico, p. 100




A maioria de nós teve sonhos quando era jovem. Quer tenhamos sonhado com carreiras dinâmicas, uma enorme e amorosa família, ou viagens ao exterior, nossos sonhos terminaram quando nossa adicção se instalou. Qualquer coisa que quiséssemos para nós foi jogada fora em nossa procura pelas drogas. Nossos sonhos nunca foram além da próxima dose e da euforia que esperávamos que ela trouxesse.
Agora em recuperação, descobrimos uma razão para ter esperança e que nossos sonhos perdidos ainda possam vir a se realizar. Não importa quanto sejamos velhos, quanto nossa adicção tenha nos prejudicado ou quão improvável isso possa parecer: liberta-nos da adicção ativa nos dá a liberdade para buscar nossas ambições. Podemos descobrir que somos muito talentosos para alguma coisa, ou achar um hobby que amamos, ou aprender que a continuação de nossos estudos pode nos trazer extraordinárias recompensas.
Costumávamos usar a maior parte de nossa energia inventando desculpas e racionalizações para nossas falhas. Hoje em dia, vamos em frente e fazemos uso das muitas oportunidades que a vida nos apresenta. Podemos ficar impressionados com o que somos capazes. O sucesso, a realização e a satisfação estão finalmente a nosso alcance graças aos alicerces de nossa recuperação.



Só por hoje: Começando por hoje, eu farei o que puder para realizar meus sonhos.
                                                         Meditação do Dia
SEXTA, 08 DE JUNHO DE 2013


O único requisito
“Este programa oferece esperança. Tudo o que você
precisa trazer consigo é o desejo de parar de usar e a
disposição de experimentar esta nova maneira de viver ”.

IP Nº 16, “Para o recém chegado”




De vez em quando imaginamos se estamos “fazendo a coisa certa” em Narcóticos Anônimos. Estamos indo às reuniões o suficiente? Estamos usando nosso padrinho/madrinha, ou trabalhando os passos, ou partilhando, ou lendo, ou vivendo da forma “correta”? Valorizamos a Irmandade de adictos em recuperação – não saberíamos o que fazer sem ela. E se a forma em que estamos praticando nosso programa estiver “errada”? Isso nos torna membros “ruins” de NA?
Podemos diminuir nossas inseguranças revendo nossa Terceira Tradição, a qual nos assegura que “o único requisito para ser membro é o desejo de parar de usar”. Não existe nenhuma regra que diga que temos que freqüentar tantas reuniões ou essas reuniões em particular, ou trabalhar “os passos” dessa forma, nessa velocidade, ou viver nossas vidas para agradar a tais pessoas, com o objetivo de manter uma boa posição como membros de NA.
Mas também é verdade que, se desejamos o tipo de recuperação que vemos nos membros que respeitamos, praticaremos o tipo de programa que tornou sua recuperação possível. Mas o NA é uma Irmandade de liberdade; trabalhamos o programa da melhor maneira para nós e não para os outros. O único requisito para ser membro é o desejo de parar de usar.



Só por hoje: Eu vou olhar o programa que estou praticando em favor de minha própria recuperação. Vou praticar este programa da melhor forma que puder.


Meditação do Dia
SEXTA, 07 DE JUNHO DE 2013

Alguém que acredite em mim
"Só por hoje, vou ter confiança em alguém de NA que acredite em mim e queira ajudar-me na minha recuperação." Texto Básico, p. 111



Nem todos nós chegamos a NA largando automaticamente as drogas. Mas se continuarmos a voltar, encontramos em Narcóticos Anónimos o apoio de que precisamos para a nossa recuperação. Manternos limpos é fácil quando temos alguém que acredita em nós, mesmo quando nós não acreditamos em nós próprios. Mesmo aquela pessoa que esteja em constantes recaídas em NA tem geralmente um firme apoiante que está lá sempre, não importa o que aconteça. É imperativo que encontremos aquela pessoa, ou aquele grupo de pessoas, que acredite em nós. Quando lhes perguntamos se alguma vez iremos ficar limpos, irão sempre responder: "Sim, hás-de ficar limpo. Volta que isto resulta." Todos nós precisamos de alguém que acredite em nós, especialmente quando não conseguimos acreditar em nós próprios. Quando recaímos, minamos a nossa já abalada autoconfiança, por vezes de tal forma que começamos a sentirmo-nos totalmente desesperados. Nessas alturas precisamos do apoio dos nossos fiéis amigos de NA. Dizem-nos que esta poderá ser a nossa última recaída. Sabem por experiência que, se continuarmos a ir a reuniões, eventualmente iremos largar as drogas e manter-nos limpos. E difícil a muitos de nós acreditarmos em nós próprios. Mas quando alguém nos ama incondicionalmente, dando-nos o seu apoio não importa quantas vezes tenhamos recaído, a recuperação em NA torna-se um pouco mais real para nós.

Só por hoje: Vou encontrar alguém que acredite em mim. Vou acreditar nessa pessoa.
Meditação do Dia
QUINTA, 06 DE JUNHO DE 2013

A recuperação não se dá de um dia para o outro
"Os Doze Passos de Narcóticos Anónimos são um processo progressivo de recuperação demonstrado nas nossas vidas diárias." Texto Básico, p. 111



Após algum tempo em recuperação poderemos ver-nos confrontados com aquilo que pareça ser problemas pessoais inultrapassáveis, sentimentos de raiva, e desespero. Quando compreendemos aquilo que se passa, poderemos queixar-nos: "Mas tenho-me esforçado tanto! Julgava que estava..." Curado, talvez? Não tanto. Vez após vez ouvimos dizer que a recuperação é um processo contínuo e que nunca estaremos curados. Mas por vezes acreditamos que se trabalharmos suficientemente os passos, se rezarmos o suficiente, ou se formos a suficientes reuniões, eventualmente... Bom, talvez não curados, mas seremos algo! E nós somos "algo". Estamos a recuperar - a recuperar da adicção activa. Não importa aquilo que tenhamos atravessado no processo dos passos, haverá sempre mais. Aquilo de que não nos lembrámos, ou que não julgámos importante, no nosso primeiro inventário, certamente que virá ao de cima mais tarde. Vez após vez procuraremos o processo dos passos para lidarmos com aquilo que nos preocupe. Quanto mais utilizarmos este processo mais iremos confiar nele, pois conseguimos ver os resultados. Somos transportados da raiva e do ressentimento para o perdão, da negação para a honestidade e a aceitação, e da dor para a serenidade. A recuperação não se dá de um dia para o outro, e nunca estará completa. Mas cada dia traz algumas melhoras e a esperança de que haverá mais amanhã.

Só por hoje: Vou fazer aquilo que possa pela minha recuperação hoje, e manter a esperança no seu processo contínuo.
Meditação do Dia
QUARTA, 05 DE JUNHO DE 2013

Rezar com honestidade
"Embora seja difícil de praticar, a honestidade é imensamente recompensadora." Texto Básico, p. 107


Como é difícil para nós sermos honestos! Muitos de nós chegam a NA tão confusos acerca daquilo que se passou nas nossas vidas, que por vezes demora meses e anos antes que tudo se torne claro. A verdade da nossa história nem sempre é tal como a contámos. Como é que podemos começar a ser mais verdadeiros? Para muitos de nós o mais fácil é ser-se honesto nas orações. Com os nossos amigos adictos, descobrimos por vezes que nos é difícil contar toda a verdade. Estamos certos de que não seremos aceites se deixarmos que os outros vejam como nós somos na realidade. É difícil vivermos a imagem de "duro e cheio de pinta" que criámos de nós próprios. Quando rezamos encontramos uma aceitação do nosso Poder Superior que nos permite abrir os nossos corações com honestidade. À medida que praticamos esta honestidade com o Deus da nossa concepção, vamos descobrindo que tem um efeito de rastilho nas nossas relações com os outros. Adquirimos o hábito de ser honestos. Começamos a praticar a honestidade quando partilhamos em reuniões e trabalhamos com os outros. Em troca, vemos as nossas vidas enriquecidas por amizades cada vez mais profundas. Descobrimos até que podemos ser honestos connosco próprios, a pessoa mais importante para sermos honestos. A honestidade é uma qualidade que é desenvolvida através da prática. Nem sempre é fácil ser-se totalmente verdadeiro, mas quando começamos pelo nosso Poder Superior, acharemos mais fácil estender a nossa honestidade aos outros.

Só por hoje: Vou ser honesto com Deus, comigo próprio, e com os outros.

Meditação do Dia
TERÇA, 04 DE JUNHO DE 2013

Vamos construir, não destruir
"A ideia negativa que tínhamos de nós mesmos tem sido substituída por uma preocupação positiva pelos outros." Texto Básico, p. 18



A fofoca alimenta uma fome sinistra dentro de nós. Por vezes achamos que a única forma de nos sentirmos bem connosco próprios é fazer com que alguém pareça mal em comparação. Mas o tipo de auto-estima que pode ser obtido à custa de outras pessoas é vazio e não vale o seu preço. Como é que deveremos então lidar com a opinião negativa de nós próprios? É simples. Substituímo-la por uma preocupação positiva pelos outros. Em vez de insistirmos na nossa baixa auto-estima, viramo-nos para aqueles à nossa volta e procuramos servi-los. Isso poderá parecer uma forma de evitar a questão, mas não é. Não há nada que possamos fazer, ao insistirmos numa baixa opinião de nós próprios, a não ser criarmos cada vez mais autopiedade. Mas ao substituirmos essa nossa autopiedade por uma preocupação activa e interessada pelos outros, tornamo-nos o tipo de pessoa que podemos respeitar. A forma de construirmos a nossa auto-estima não é destruindo os outros, mas encorajando-os através do amor e de uma atitude positiva. Para nos ajudar nisto, poderemos perguntar a nós próprios se estamos a contribuir para o problema ou para a solução. Hoje, podemos escolher construir em vez de destruir.

Só por hoje: Embora possa sentir-me triste, não preciso de deitar os outros abaixo para me sentir melhor. Hoje vou substituir a minha baixa auto-estima por uma preocupação positiva pelos outros. Vou construir, não destruir.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 03 DE JUNHO DE 2013

Reparações diretas e indiretas
"Fazemos as nossas reparações o melhor que pudermos." Texto Básico, p. 46



O Nono Passo diz-nos para fazermos reparações directas sempre que possível. A nossa experiência diz-nos que essas reparações directas devem ser seguidas de mudanças duradouras nas nossas atitudes e no nosso comportamento - isto é, de reparações indirectas. Por exemplo, digamos que partimos um vidro a alguém num ataque de raiva. Não seria suficiente olharmos piedosamente para essa pessoa e pedirmos desculpa. Reparamos directamente o mal que fizemos ao admitirmos o nosso erro e ao substituirmos o vidro - reparamos aquilo que danificámos. Depois seguimos as nossas reparações directas com reparações indirectas. Se tivermos agido zangados, partindo um vidro, olhamos para os padrões do nosso comportamento e as nossas atitudes. Depois de repararmos o vidro partido, procuramos reparar também as nossas atitudes partidas - tentamos "reparar as nossas atitudes". Modificámos o nosso comportamento, e fazemos um esforço diário para não agirmos em raiva. Fazemos reparações directas reparando os danos que causamos. Fazemos reparações indirectas reparando as atitudes que nos levam, em primeiro lugar, a causar esses danos, ajudando a assegurar que não faremos mais estragos no futuro.

Só por hoje: Vou fazer reparações directas, sempre que possível. Vou também fazer reparações indirectas, "tornando-me melhor", mudando as minhas atitudes, e modificando o meu comportamento.
Meditação do Dia
DOMINGO, 02 DE JUNHO DE 201

Cansados e fartos 
"Queríamos uma solução fácil... Quando acabávamos por pedir ajuda, queríamos era não ter de sofrer." Texto Básico, p. 5

Há algo que não está a resultar. Na verdade, há algo que não está a resultar há muito tempo, causando-nos dor e complicando as nossas vidas. O problema é que, em qualquer momento, parece sempre mais fácil continuar a suportar a dor dos nossos defeitos do que submetermo-nos a uma reviravolta total que envolva mudar o nosso modo de vida. Poderemos ansiar por vermo-nos livres da dor, mas só raramente estamos dispostos a fazer o que for necessário para remover das nossas vidas a fonte dessa dor. A maioria de nós só começou a procurar recuperar da adicção quando nos sentimos "fartos de estar fartos". O mesmo é verdade com os defeitos de carácter que têm permanecido ao longo das nossas vidas. Só quando já não conseguirmos aguentar as nossas imperfeições nem mais um momento, só quando soubermos que a dor de mudar não pode ser tão má quanto a dor que sentimos hoje, é que a maioria de nós estará disposta a tentar algo diferente. Graças a Deus, os passos estão sempre lá, não importa aquilo de que estejamos fartos. A ironia está em que, assim que tomarmos a decisão de iniciar o processo dos Doze Passos, compreendemos que os nossos medos de mudança não tinham fundamento. Os passos dão-nos um programa suave de mudança, um passo de cada vez. Não há nenhum passo que seja tão aterrador que não possamos praticá-lo. À medida que aplicamos os passos nas nossas vidas, experimentamos uma mudança que nos liberta.

Só por hoje: Não importa aquilo que me impeça de viver uma vida plena e feliz, sei que o programa pode ajudar-me a mudar, um passo de cada vez. Não preciso de recear os Doze Passos.


Meditação do Dia
SÁBADO, 01 DE JUNHO DE 2013

Volta que isto resulta
"Não precisamos de estar limpos quando aqui chegamos, mas depois da primeira reunião sugerimos que os recém-chegados continuem a voltar e voltem limpos. Não precisamos de esperar por uma 'overdose' ou pela prisão para conseguirmos a ajuda de Narcóticos Anónimos." Texto Básico, p. 12


Muito poucos de nós chegam a NA a transbordar de boa-vontade. Alguns de nós estão cá porque os tribunais assim os obrigam. Alguns vieram numa tentativa de preservar as famílias. Alguns vêm num esforço de salvar uma carreira à beira da ruína. Não importa porque é que estamos aqui. O que importa é que estamos. Temos ouvido dizer que "se trouxermos o corpo, a mente virá a seguir." Podemos vir às reuniões um pouco contra vontade. Podemos ser daqueles que se sentam nas últimas filas com os braços cruzados, a olhar ameaçadoramente para quem se aproxime. E se calhar até saímos antes do fim. Mas se continuarmos a voltar veremos que as nossas mentes começam a abrir-se. Baixam as nossas defesas e começamos a escutar realmente o que os outros partilham. Podemos até ouvir alguma partilha com a qual nos identifiquemos. Iniciamos o processo de mudança. Após algum tempo em NA, vemos que aquilo que nos acompanha às reuniões já é mais do que apenas as nossas mentes. Mais importante ainda, também os nossos corações já nos acompanham. Depois disto acontecer, começam realmente os milagres!

Só por hoje: Vou esforçar-me por escutar com uma mente aberta aquilo que for partilhado.
Meditação do Dia
SEXTA, 31 DE MAIO DE 2013

Manter as coisas simples
"Vivemos um dia de cada vez, mas também de momento a momento. Quando paramos de viver no aqui e no agora, os nossos problemas são aumentados exageradamente." Texto Básico, p. 111



Muitas vezes a vida parece demasiado complicada para se compreender, principalmente para aqueles que se esconderam dela durante tanto tempo. Quando parámos de usar drogas, muitos de nós confrontaram-se com um mundo confuso, aterrador até. Olhar para a vida e para todos os seus pormenores, de uma só vez, pode ser esmagador. Pensamos que, afinal de contas, talvez não consigamos aguentar a vida, e que é inútil tentar. Estes pensamentos alimentam-se a si próprios e depressa ficamos paralisados pela ideia complicada que fizemos da vida. Felizmente não precisamos de corrigir tudo de uma vez. Resolver apenas um problema parece possível, por isso debruçamo-nos sobre eles, um de cada vez. Vivemos cada momento à medida que vá chegando, um de cada vez. Aprendemos a estar limpos só por hoje, e lidamos com os nossos problemas do mesmo modo. Quando vivemos a vida em cada momento, esta não parece tão aterradora. Um fôlego de cada vez, podemos manter-nos limpos e aprender a viver.

Só por hoje: Vou manter as coisas simples, vivendo apenas este momento. Hoje vou lidar apenas com os problemas de hoje; vou deixar os problemas de amanhã para amanhã.

Meditação do Dia
QUINTA, 30 DE MAIO DE 2013

A solidão em oposição ao isolamento
"Partilhar com outros impede que nos sintamos isolados e sós." Texto Básico, p. 96

Existe uma diferença entre estar sozinho e ser um solitário. Ser um solitário é um estado de alma, um vazio que nos faz sentir tristes e por vezes em desespero. A solidão nem sempre passa quando nos envolvemos numa relação ou nos rodeamos de pessoas. Alguns de nós sentem-se sós, mesmo numa sala cheia de gente. Muitos de nós chegaram a Narcóticos Anónimos saídos da solidão desesperante da adicção. Depois de irmos a reuniões, começamos a fazer novos amigos e muitas vezes os nossos sentimentos de solidão são aliviados. Mas muitos de nós têm de enfrentar a solidão ao longo da sua recuperação. Qual é a cura para a solidão? A melhor cura é iniciar uma relação com um Poder Superior que pode ajudar a preencher o vazio de alma. Descobrimos que quando acreditamos num Poder Superior nunca precisamos de sentir-nos sós. Podemos sentir-nos mais confortavelmente sozinhos quando temos um contacto consciente com um Deus da nossa concepção. Muitas vezes sentimo-nos profundamente realizados na nossa interacção com os outros, à medida que progredimos na nossa recuperação. Mas também vemos que, quanto mais perto estivermos do nosso Poder Superior, menos necessitaremos de rodear-nos de outras pessoas. Começamos a encontrar um espírito dentro de nós que é o nosso companheiro permanente, à medida que continuamos a explorar e a aprofundar a nossa relação com um Poder superior a nós próprios. Compreendemos que estamos espiritualmente ligados a algo maior do que nós.

Só por hoje: Vou buscar conforto no meu contacto consciente com um Poder Superior. Nunca estou sozinho.
                                                        Meditação do Dia
                                           QUARTA, 29 DE MAIO DE 2013
Conduz-me
"Acreditamos que o nosso Poder Superior tomará conta de nós." Texto Básico, p. 66



Todos nós temos momentos em que parece que a nossa vida está a desfazer-se em bocados. Há dias, ou semanas até, em que parece que tudo que pode correr mal está a correr mal. Seja a perda de um emprego, a morte de alguém querido, ou o fim de uma relação, duvidamos que sejamos capazes de sobreviver às mudanças que estão a acontecer nas nossas vidas. É quando o mundo está a cair em cima de nós que encontramos a nossa maior fé num Poder Superior amantíssimo. Não há nenhum ser humano que possa aliviar o nosso sofrimento; sabemos que apenas os cuidados de Deus podem proporcionar o conforto que procuramos. Sentimo-nos despedaçados, mas seguimos em frente, sabendo que as nossas vidas irão recompor-se. À medida que progredimos na nossa recuperação e que cresce a fé no nosso Poder Superior, estamos certos de enfrentar os momentos difíceis com um sentimento de esperança, apesar da dor que possamos sentir. Não precisamos de desesperar, pois sabemos que o cuidado do nosso Poder Superior irá guiar-nos enquanto não podemos caminhar por nós próprios.

Só por hoje: Vou delegar aos cuidados de Deus os momentos de dor, sabendo que o meu Poder Superior estará lá.


Meditação do Dia
TERÇA, 28 DE MAIO DE 2013

A forma como concebemos
"Examinámos as nossas vidas e descobrimos quem realmente somos. Ser-se verdadeiramente humilde é aceitarmo-nos e tentarmos honestamente ser nós próprios." Texto Básico, p. 41

Como adictos no activo, as exigências da nossa doença determinaram a nossa personalidade. Podíamos ser quem ou aquilo que precisássemos de ser para conseguirmos a nossa dose. Éramos máquinas de sobrevivência, adaptando-nos facilmente a qualquer circunstância de uma vida de uso. Uma vez em recuperação, iniciámos uma vida nova e diferente. Muitos de nós não tinham ideia do comportamento apropriado para cada situação. Alguns de nós não sabiam como falar com as pessoas, como se vestir ou como se comportar em público. Não podíamos ser nós próprios porque já não sabíamos mais quem éramos. Os Doze Passos dão-nos um método simples para descobrirmos quem realmente somos. Pomos a descoberto as nossas qualidades e os nossos defeitos, as coisas que gostamos em nós e aquelas que não nos agradam tanto. Através do poder reparador do Doze Passos, começamos a perceber que somos indivíduos, criados para sermos quem somos pelo Poder Superior da nossa concepção. A verdadeira recuperação começa quando compreendemos que se o nosso Poder Superior nos criou deste modo, deve então estar bem sermos quem somos.

Só por hoje: Ao trabalhar os passos posso sentir a liberdade de ser eu próprio, a pessoa que o meu Poder Superior pretendeu que eu fosse.
Meditação do Dia
SEGUNDA, 27 DE MAIO DE 2013

Ir ao encontro dos desafios do dia
"... a decisão de pedir a ajuda de Deus é a nossa maior fonte de força e de coragem." Texto Básico, p. 31


Um desafio é qualquer coisa que nos leve a ousar ter sucesso. Aquilo que é novo e desconhecido serve de desafio, quer nos pareça bom ou mau. Somos desafiados por oposições e obstáculos internos e externos. Coisas novas e difíceis, obstáculos e contrariedades, fazem parte da vida "tal como ela é". Viver limpo significa aprender a ir ao encontro dos desafios. Muitos de nós, consciente ou inconscientemente, tomaram drogas para evitar os desafios. Muitos de nós também sentiam medo do falhanço e do sucesso. Cada vez que virávamos as costas aos desafios do dia, sofríamos a perda de auto-estima. Alguns de nós usaram drogas para camuflar a vergonha que sentiam. Cada vez que agimos assim, tornámo-nos cada vez mais incapazes de enfrentar os nossos desafios, e mais tendiamos a usar. Ao praticarmos o programa de NA, encontrámos as ferramentas de que precisamos para enfrentar qualquer desafio com sucesso. Viemos a acreditar num Poder superior a nós próprios, um Poder que cuida da nossa vontade e das nossas vidas. Pedimos a esse Poder para remover os nossos defeitos de carácter, aquilo que tornou as nossas vidas desgovernadas. Pusemos acção para melhorar o nosso contacto consciente com esse Poder Superior. Através dos passos, foi-nos dada a capacidade de parar de usar drogas e de começar a viver. Cada dia somos confrontados com novos desafios. E cada dia, através da prática do nosso programa de recuperação, é-nos dada a graça de enfrentar esses desafios.

Só por hoje: Vou pedir ao meu Poder Superior que me ajude a enfrentar sem rodeios os desafios de hoje.
Meditação do Dia
DOMINGO, 26 DE MAIO DE 2013

O Poder no grupo
"A nossa concepção de um Poder Superior só a nós diz respeito... Podemos chamar-lhe o grupo, o programa, ou podemos chamar-lhe Deus." Texto Básico, p. 28


Muitos de nós, até aceitarem completamente a sua profunda impotência perante a adicção, têm dificuldades com a ideia de um Poder Superior. Uma vez aceite, a maioria de nós estará pelo menos disposta a pedir a ajuda de um Poder superior à sua doença. A primeira exposição prática que muitos de nós têm a esse tipo de Poder acontece no grupo de NA. É talvez aí que deveremos começar a desenvolver a nossa própria concepção de Deus. Uma evidência do Poder no grupo é o amor incondicional demonstrado, quando membros de NA se ajudam uns aos outros sem esperarem nada em troca. A experiência colectiva do grupo em recuperação é em si mesma um Poder superior a nós próprios, pois o grupo tem um conhecimento prático daquilo que resulta ou não. E o facto de adictos continuarem a frequentar as reuniões de NA, dia após dia, é uma prova da existência de um Poder Superior, uma força atractiva e carinhosa que ajuda adictos a manterem-se limpos e a crescerem. Tudo isto são evidências de um Poder que pode ser encontrado nos grupos de NA. Quando olhamos à volta com uma mente aberta, cada um de nós poderá identificar outros sinais desse Poder. Não importa se o chamamos Deus, Poder Superior ou outra coisa qualquer - desde que encontremos uma maneira de incorporar esse Poder nas nossas vidas diárias.

Só por hoje: Vou abrir os meus olhos e a minha mente aos sinais de um Poder que existe no meu grupo de NA. Vou pedir a esse Poder que me ajude a manter-me limpo.

Meditação do Dia
SÁBADO, 25 DE MAIO DE 2013

Sentimentos "bons" e "maus"
"Num só dia acontecem muitas coisas, coisas positivas e coisas negativas. Se não dermos a nós mesmos a oportunidade de viver ambas, perderemos decerto algo que nos ajudará a cresce!" IP n° 8, Só por hoje

A maioria de nós parece julgar inconscientemente aquilo que acontece em cada dia nas suas vidas, como sendo bom ou mau, como sucesso ou falhanço. Temos tendência a sentirmo-nos felizes com o "bom" e zangados, frustrados ou culpados, com o "mau". No entanto, bons e maus sentimentos têm pouco a ver com o que realmente é bom ou mau para nós. Podemos aprender mais com os nossos falhanços do que com os nossos sucessos, principalmente se o falhanço advier de um risco que tomámos. Quando associamos julgamentos de valor às nossas reacções emocionais ficamos presos às nossas velhas maneiras de pensar. Podemos mudar o modo de pensar sobre os incidentes do dia-a-dia, vendo-os como oportunidades para crescer, e não como bons ou maus. Podemos procurar lições em vez de atribuir rÓtulos de valor. Quando fazemos isso, aprendemos algo em cada dia. O nosso Décimo Passo diário é um excelente instrumento para avaliar os acontecimentos do dia e aprender tanto com os sucessos como com os erros.

Só por hoje: É-me dada uma oportunidade de aplicar os princípios de recuperação para que eu aprenda e cresça. Quando aprendo com os acontecimentos da vida, sou bem sucedido.


Meditação do Dia
SEXTA, 24 DE MAIO DE 2013

Arriscar é ser vulnerável
"À medida que crescemos, aprendemos a superar a tendência para fugirmos e nos escondermos de nós próprios e dos nossos sentimentos." Texto Básico, p. 95


Em vez de arriscarmos ser vulneráveis, muitos de nós desenvolveram hábitos que mantêm os outros a uma distância segura. Esses padrões de isolamento emocional podem dar-nos a sensação de estarmos irremediavelmente presos atrás das nossas máscaras. Costumávamos arriscar as nossas vidas; agora arriscamos com os nossos sentimentos. Ao partilharmos com outros adictos, aprendemos que não somos únicos; não nos tornamos exageradamente vulneráveis só porque estamos a deixar os outros saberem quem somos, pois estamos em boa companhia. E ao trabalharmos os Doze Passos do programa de NA, crescemos e mudamos. Não queremos nem precisamos mais de esconder as nossas personalidades que emergem. É-nos dada a oportunidade de largar a camuflagem emocional que desenvolvemos para sobreviver na nossa adicção activa. Ao nos abrirmos aos outros, arriscamos tomar-nos vulneráveis, mas esse risco vale bem a pena. Com a ajuda do nosso padrinho ou madrinha, e de outros adictos em recuperação, aprendemos a expressar os nossos sentimentos honesta e abertamente. Em troca somos alimentados e encorajados pelo amor incondicional dos nossos companheiros. À medida que praticamos princípios espirituais, encontramos força e liberdade em nós próprios e naqueles à nossa volta. Somos livres para ser quem somos e para apreciar a companhia dos nossos amigos adictos.

Só por hoje: Vou partilhar aberta e honestamente com outros adictos em recuperação. Vou arriscar tornar-me vulnerável, e celebrar quem sou e a minha amizade com outros membros de NA. Vou crescer.
Meditação do Dia
QUINTA, 23 DE MAIO DE 2013

Reparações e apadrinhamento
"Queremos ver-nos livres dos nossos sentimentos de culpa, mas não queremos que isso seja à custa de outras pessoas." Texto Básico, p. 46


Sejamos francos: a maioria de nós deixou um rasto de destruição e prejudicou todos aqueles que se atravessavam no nosso caminho. Algumas das pessoas que mais magoámos ao longo da nossa adicção foram aquelas que mais amávamos. Num esforço para nos livrarmos da culpa que sentimos por aquilo que fizemos, podemos sentir-nos tentados a partilhar com quem amamos, em todo o pormenor, coisas de que é melhor nem falar. Essas revelações podem prejudicar bastante e servir de pouco. O Nono Passo não é sobre aliviar as nossas consciências culpadas; é sobre tomarmos responsabilidade pelos erros que cometemos. Ao trabalharmos o nosso Oitavo e Nono Passos, devemos procurar a orientação do nosso padrinho ou madrinha e reparar os nossos erros de uma forma que não nos leve a dever ainda mais reparações. Não procuramos apenas libertar-nos do remorso - procuramos libertar-nos dos nossos defeitos. Não queremos mais voltar a magoar aqueles que amamos. Uma forma de assegurarmos que não voltaremos a fazê-lo é praticarmos o Nono Passo de uma maneira responsável, certificando-nos dos nossos motivos, e falando com o nosso padrinho ou madrinha sobre as reparações a fazer, antes de as fazermos.

Só por hoje: Quero aceitar a responsabilidade pelas minhas acções. Antes de fazer qualquer reparação, vou falar com o meu padrinho ou madrinha.
Meditação do Dia
QUARTA, 22 DE MAIO DE 2013

Sintomas de um despertar espiritual
"Os passos conduzem a um despertar de uma natureza espiritual. Este despertar é demonstrado através das mudanças nas nossas vidas." Texto Básico, p. 56


Sabemos reconhecer a doença da adicção. Os seus sintomas são incontestáveis. Para além de um apetite descontrolado por drogas, temos comportamentos doentios egocêntricos e egoístas. Quando a nossa adicção activa se encontrava no seu auge, nós encontrávamo-nos obviamente em grande dor. Julgávamos implacavelmente nós próprios e os outros, e passávamos a maior parte do tempo preocupados ou a tentar controlar os resultados. Assim como a doença da adicção é evidenciada por sintomas definidos, também o despertar espiritual se manifesta por determinados sinais óbvios num adicto em recuperação. Podemos observar uma tendência para pensar e agir espontaneamente, uma perda de interesse em julgar ou interpretar as acções de outra pessoa qualquer, uma capacidade clara de apreciar cada momento, assim como frequentes ataques de risos. Se virmos alguém a demonstrar sintomas de um despertar espiritual, deveremos estar avisados de que esses despertares são contagiosos. O nosso melhor curso de acção é aproximarmo-nos dessas pessoas. Quando começarmos a ter frequentes e enormes episódios de gratidão, uma receptividade crescente ao amor dado pelos nossos companheiros adictos, e uma vontade descontrolada de retribuir esse amor, vamos compreender que, também nós, tivemos um despertar espiritual.

Só por hoje: O meu desejo mais forte é ter um despertar espiritual. Vou estar atento aos seus sintomas e alegrar-me quando os descobrir.

Meditação do Dia
TERÇA, 21 DE MAIO DE 2013
Volta que isto resulta
"As reuniões mantêm-nos em contacto, não só com o nosso passado, mas também, e mais importante ainda, com as metas que podemos atingir na nossa recuperação." Texto Básico, p. 63


Os adictos são de certa forma diferentes. Quando chegámos a Narcóticos Anónimos encontrámos outros como nós, pessoas que nos compreendiam e que nós podíamos compreender. Não nos sentimos mais como extraterrestres, estranhos onde quer que fossemos. Sentíamo-nos em casa nas reuniões de NA, entre amigos. Não deixamos de ser adictos por estarmos limpos há algum tempo. Continuamos a precisar da identificação de outros adictos. Continuamos a vir a reuniões de NA para nos mantermos em contacto com quem somos, de onde vimos e para onde vamos. As reuniões recordam-nos sempre que nunca poderemos usar drogas com sucesso. As reuniões recordam-nos sempre que nunca ficaremos curados, mas que, ao praticarmos os princípios do programa, podemos recuperar. E as reuniões oferecem-nos sempre a experiência e o exemplo de outros adictos na sua continuada recuperação. Nas reuniões vemos como pessoas diferentes praticam o seu programa, e os resultados são visíveis nas suas vidas. Se queremos a vida que vemos outros viverem, podemos descobrir aquilo que fizeram para lá chegarem. As reuniões de Narcóticos Anónimos oferecem-nos identificação com o estado em que estivemos, e com as metas para onde podemos ir - e é essa identificação que não podemos dispensar e que não conseguiremos encontrar em qualquer outro sítio. Isso faz-nos voltar.

Só por hoje: Vou a uma reunião de NA para recordar-me de quem sou, de onde venho, e para onde posso ir na minha recuperação.




Meditação do Dia
SEGUNDA, 20 DE MAIO DE 2013

Sair do isolamento
"Damos por nós a fazer coisas que nunca pensámos fazer, e a gostar de fazê-las." Texto Básico, p. 113


A adicção activa manteve-nos isolados por muitas razões. No início evitávamos a família e os amigos, para que eles não descobrissem que andávamos a usar. Alguns de nós evitavam todas as pessoas que não fossem adictas, temendo os jogos moralistas e as repercussões legais. Deitámos abaixo quem tivesse vidas "normais", com famílias e passatempos; chamávamos-lhes "caretas", acreditando que nunca iríamos conseguir gozar os prazeres simples da vida. Por fim acabámos por evitar até outros adictos, pois não queríamos dividir as nossas drogas. As nossas vidas estreitaram-se, e as nossas preocupações ficaram confinadas à manutenção diária da nossa doença. Hoje as nossas vidas estão muito mais preenchidas. Apreciamos as actividades com outros adictos em recuperação. Temos tempo para as nossas famílias. E descobrimos muitas outras coisas que nos dão prazer. Que mudança em relação ao passado! Podemos viver a vida tão intensamente como as pessoas "normais" que antigamente desprezávamos. A alegria voltou às nossas vidas, uma dádiva de recuperação.

Só por hoje: Posso encontrar prazer nas rotinas simples da vida.


Meditação do Dia
DOMINGO, 19 DE MAIO DE 2013

Um inventário de crescimento
“Examinamos nossa atuação passada e nosso comportamento presente,
para ver o que queremos manter e o que queremos descartar”. Texto Básico, p. 31

Quando o dia está chegando ao fim, muitos de nós refletimos sobre as 24 horas passadas e consideramos como podemos viver de outra maneira no futuro. É fácil para nossos pensamentos permanecerem ligados ao prático: trocar o óleo do carro, limpar a sala ou esvaziar o cesto de lixo. Algumas vezes é preciso um esforço especial para nos libertar dos pensamentos do dia-a-dia e entrar em um pensamento mais elevado.
Uma simples pergunta pode nos colocar neste caminho mais elevado: o que pensamos que nosso Poder Superior quer para nós amanhã? Talvez precisemos melhorar nosso contato com o Deus de nossa compreensão. Talvez estejamos desconfortáveis em nosso trabalho ou relacionamento, permanecendo apenas por medo. Podemos estar escondendo algum defeito de caráter problemático, receosos de partilhá-lo com nosso padrinho/madrinha. A pergunta é: em que partes de nossas vidas queremos realmente crescer?
No fim de cada dia, descobrimos o benefício de dedicar alguns momentos a nosso Poder Superior. Podemos começar a refletir no que mais irá beneficiar nosso programa de crescimento espiritual no dia seguinte. Pensamos sobre áreas nas quais recentemente crescemos e sobre áreas que ainda requerem trabalho. Existe maneira mais adequada para terminar o dia?

Só por hoje: Eu vou dedicar algum tempo no final do dia para me comunicar com meu Poder Superior. Vou rever o dia que passou e meditar sobre o que está entre mim e a vontade de meu Poder Superior para minha vida.



Meditação do Dia
SÁBADO, 18 DE MAIO DE 2013

 Amigos e reparações - manter as coisas simples
"Fizemos reparações directas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicar essas pessoas ou outras." Nono Passo


Em qualquer relação nem sempre lidamos com as coisas da forma que gostaríamos. Mas as amizades não têm que acabar quando cometemos erros; em vez disso, podemos fazer reparações. Se estivermos com uma vontade sincera de aceitar as responsabilidades que uma amizade implica, e fizermos as reparações que devemos, essas amizades podem tornar-se mais fortes e mais ricas do que nunca. Fazer reparações é simples. Aproximamo-nos da pessoa a quem magoámos e dizemos "eu estava errado". Por vezes evitamos chegar a esse ponto, contornando a admissão do nosso papel no acontecimento. Mas isso vai contra a intenção do Nono Passo. Para fazermos verdadeiras reparações, temos de manter as coisas simples - admitimos o nosso papel, e pronto. Haverá alturas em que os nossos amigos não aceitarão as nossas desculpas. Talvez precisem de tempo para processar aquilo que aconteceu. Se assim fôr, devemos dar-lhes o tempo de que necessitem. Afinal de contas, éramos nós que estavamos errados, não eles. Fizemos o que devíamos; o resto está fora do nosso alcance.

Só por hoje: Quero ser um amigo responsável. Vou procurar manter as coisas simples quando fizer reparações.


Meditação do Dia
SEXTA, 17 DE MAIO DE 2013

"Defeitos"
"Prontificámo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de carácter." Sexto Passo



Depois de fazermos um Quinto Passo, muitos de nós passam algum tempo a examinar "a natureza exacta das nossas falhas" e o papel que tiveram na construção das nossas personalidades. Como é que seria a nossa vida sem, por exemplo, a arrogância? Claro que a arrogância manteve-nos afastados das outras pessoas, impedindo-nos de nos divertirmos e de aprendermos com elas. Mas a arrogância também nos ajudou, levantando o nosso ego quando enfrentávamos uma baixa auto-estima. O que é que iríamos ganhar se a nossa arrogância fosse removida, e com que apoio é que ficaríamos sem ela? Sem a arrogância estaríamos a um passo de sermos devolvidos ao nosso lugar próprio no mundo. Seríamos capazes de apreciar, de igual para igual, a companhia das outras pessoas, a sua sabedoria e os seus desafios. O nosso apoio e a nossa orientação viriam, se assim escolhêssemos, do cuidado oferecido pelo nosso Poder Superior; e uma "baixa auto-estima" deixaria de constituir um problema. Um por um, examinámos assim os nossos defeitos de carácter e descobrimos que são todos defeituosos - afinal, é por isso que se chamam defeitos. E estávamos inteiramente prontos a deixar que Deus removesse todos eles? Sim.

Só por hoje: Vou examinar profundamente todos os meus defeitos de carácter, a fim de descobrir se estou pronto para que o Deus da minha concepção os remova.




Meditação do Dia
QUINTA, 16 DE MAIO DE 2013

A vontade do nosso Poder Superior
"... a vontade de Deus em relação a nós... acaba por tornar-se na nossa verdadeira vontade para nós mesmos." Texto Básico, p. 55



Os Doze Passos são um caminho para um despertar espiritual. Este despertar toma a forma de uma relação em desenvolvimento com um Poder Superior amantíssimo. Cada passo fortalece essa relação. À medida que continuamos a praticar os passos, a relação cresce, tornando-se cada vez mais importante nas nossas vidas. No decurso da prática dos passos, tomamos uma decisão pessoal de deixar que um Deus amantíssimo nos oriente. Esta orientação está sempre ao nosso dispor; precisamos apenas da paciência para procurá-la. Por vezes essa orientação manifesta-se na sabedoria interior a que chamamos consciência. Quando abrimos os nossos corações o suficiente, para sentirmos a orientação do nosso Poder Superior, encontramos uma profunda serenidade. Essa paz é a luz que nos guia através dos nossos sentimentos conflituosos, providenciando uma direcção clara quando as nossas mentes estão ocupadas e confusas. Quando procuramos e seguimos a vontade de Deus nas nossas vidas, encontramos a alegria e a felicidade que muitas vezes nos escapam quando tentamos fazer as coisas sozinhos. O medo ou a insegurança podem afligir-nos quando tentamos seguir a vontade do nosso Poder Superior, mas temos vindo a aprender a confiar no momento de clareza. A nossa maior felicidade está em seguir a vontade do nosso Deus amantíssimo.

Só por hoje: Vou procurar fortalecer a minha relação com o meu Poder Superior. Sei, por experiência, que o conhecimento da vontade do meu Poder Superior dá-me um sentimento de clareza, de direcção e de paz.



Meditação do Dia
QUARTA, 15 DE MAIO DE 2013

Medo do Quarto Passo
"À medida que nos aproximamos deste passo, a maioria de nós receia que haja dentro de nós um monstro que, se liberto, irá destruir-nos." Texto Básico, p. 32



Muitos de nós sentem-se aterrorizados ao olhar para sí próprios, ao sondar o reu interior. Temos medo de que, ao examinarmos as nossas acções e motivos, encontremos um poço escuro e sem fundo, de egoísmo e de ódio. Mas quando fazemos o Quarto Passo, vamos descobrir que esses medos eram desnecessários. Somos humanos como todas as outras pessoas - nem mais, nem menos. Todos nós temos traços de personalidade de que não nos orgulhamos especialmente. Num dia mau, podemos pensar que as nossas falhas são piores do que as dos outros. Teremos momentos de insegurança. Iremos questionar os nossos motivos. Podemos até questionar a nossa própria existência. Mas se pudéssemos ler as mentes dos nossos amigos, membros de NA, iríamos encontrar as mesmas dificuldades. Não somos nem melhores nem piores seja de quem for. Só podemos mudar aquilo que conhecemos e compreendemos. Em vez de continuarmos a ter medo daquilo que está enterrado dentro de nós, podemos pô-lo a descoberto. Não teremos mais receio, e a nossa recuperação irá florescer na imensa luz do autoconhecimento.

Só por hoje: Tenho medo daquilo que não conheço. Vou expor os meus medos e deixar que eles desapareçam.



                                                          Meditação do Dia
TERÇA, 14 DE MAIO DE 2013
Ai, ai!
"Insanidade é repetir os mesmos erros à espera de resultados diferentes." Texto Básico, p. 27

Erros! Todos sabemos o que sentimos quando os cometemos. Muitos de nós sentem-se aterrorizados ao olhar para sí próprios, ao sondar o seu interior. Muitas vezes olhamos para os nossos erros com vergonha e culpa - no mínimo com frustração e impaciência. Temos tendência para ver os erros como evidência de que continuamos doentes, doidos, estúpidos, ou demasiado danificados para recuperar. Na verdade, os erros são uma parte vital e importante do ser humano. Para pessoas particularmente teimosas (como os adictos), os erros são o nosso melhor mestre. Não há que ter vergonha de errar. De facto, cometer novos erros mostra por vezes a nossa vontade de arriscar e crescer. No entanto, é importante que aprendamos com os nossos erros; repetir os mesmos pode ser um sinal de que estamos atolados. E esperar resultados diferentes dos mesmos velhos erros - bom, isso é aquilo a que chamamos "insanidade". Simplesmente não resulta.

Só por hoje: Os erros não são tragédias. Mas por favor, meu Poder Superior, ajuda-me a aprender com eles!


  Meditação do Dia
SEGUNDA, 13 DE MAIO DE 2013

Seguir em frente neste caminho
"A progressão da recuperação é uma caminhada contínua e a subir." Texto Básico, p. 93



Quanto mais tempo estamos limpos, mais íngreme e estreito parece tornar-se o nosso caminho. Mas Deus não nos dá mais do que aquilo que podemos aguentar. Não importa quão difícil a estrada se torne, não importa quão estreita ela seja, ou quão torturosas sejam as suas curvas, existe esperança. Esta esperança repousa na nossa progressão espiritual. Se continuarmos a ir a reuniões e nos mantivermos limpos, a vida torna-se... bom, diferente. A procura contínua de respostas para os altos e baixos da vida pode levar-nos a questionar todos os aspectos das nossas vidas. A vida nem sempre é agradável. É aí que devemos voltar-nos ainda com mais fé para o nosso Poder Superior. Por vezes tudo aquilo que podemos fazer é segurar-nos bem, acreditando que as coisas irão melhorar. Com o tempo, a nossa fé irá ajudar-nos a compreender. Começaremos a ver o "contexto mais vasto" das nossas vidas. À medida que a relação com o nosso Poder Superior se revela e se aprofunda, a aceitação torna-se quase natural. Não importa aquilo que aconteça ao caminharmos em recuperação, confiamos na nossa fé num Poder Superior amantíssimo e seguimos em frente.

Só por hoje: Aceito que não tenho todas as respostas para as questões da vida. Apesar disso, vou ter fé no Deus da minha concepção e continuar no caminho da recuperação.



Meditação do Dia
DOMINGO, 12 DE MAIO DE 2013

Viver com experiências espirituais
"Diz-se que para que a meditação tenha algum valor os resultados deverão fazer sentir-se nas nossas vidas diárias." Texto Básico, p. 54



Ao praticarmos o nosso programa são-nos dadas muitas indicaçÕes indirectas da presença de um Poder Superior nas nossas vidas: o sentimento límpido que chega a tantos de nós quando fazemos o nosso Quinto Passo; a sensação de que estamos finalmente no caminho certo quando fazemos reparações; a satisfação que temos quando ajudamos outro adicto. A meditação, no entanto, traz-nos por vezes indicações extraordinárias da presença de Deus nas nossas vidas, Essas experiências não significam que nos tenhamos tornado perfeitos ou que estejamos "curados". São sabores que nos são dados da própria fonte da nossa recuperação, lembrando-nos da verdadeira natureza daquilo que procuramos em Narcóticos Anónimos, e encorajando-nos a prosseguir o nosso camínho espiritual. Experiências dessas demonstram, sem margem para dúvidas, que encontrámos um Poder bastante superior ao nosso. Mas como é que incorporamos esse Poder extraordinário nas nossas vidas diárias? Os nossos amigos de NA, o nosso padrinho ou madrinha ou outros na nossa comunidade, poderão ser mais experientes do que nós em assuntos espirituais. Se lhes pedirmos, eles poderão ajudar-nos a integrar as nossas experiências espirituais no padrão natural de recuperação e de crescimento espiritual.

Só por hoje: Vou procurar as respostas de que poderei precisar para compreender as minhas experiências espirituais e integra-las na mínha vida diária.


Meditação do Dia
SÁBADO, 11 DE MAIO DE 2013

Equilibrar a balança
"Muitas das nossas principais preocupações e dificuldades advêm da nossa inexperiência em viver sem drogas. Por vezes, quando pedimos conselhos a alguém que esteja há mais tempo no programa, ficamos surpreendidos com a simplicidade da sua resposta." Texto Básico, p. 49



Encontrar equilíbrio em recuperação é um pouco como nos sentarmos com uma balança e um monte de areia. O objectivo é ter uma quantidade igual de areia em cada prato, conseguindo um equilíbrio de peso. Fazemos o mesmo em recuperação. Sentamo-nos com os alicerces do nosso tempo limpo e os Doze Passos, e depois tentamos acrescentar um emprego, as responsabilidades de manter uma casa, amigos, afilhados, relações, reuniões e serviço em quantidades iguais para que os pratos da balança se equilibrem. A nossa primeira tentativa poderá desequilibrar a nossa balança pessoal. Podemos descobrir que, devido ao nosso demasiado envolvimento em serviço, irritámos o nosso patrão ou a nossa família. Mas quando tentamos corrigir este problema abandonando completamente o serviço em NA, desequilibramos o outro prato da balança. Podemos pedir ajuda a membros que estabilizaram a sua balança. Essas pessoas são fáceis de reconhecer. Parecem-nos serenas, comedidas e confiantes. Irão sorrir ao reconhecerem o nosso dilema e irão partilhar a forma como elas próprias conseguiram acalmar, juntando apenas uns poucos grãos de areia de cada vez, em cada prato da balança, sendo assim recompensadas com equilíbrio em recuperação.

Só por hoje: Procuro equilíbrio na minha vida. Hoje vou pedir a outros que partilhem a sua experiência na procura desse equilibrio.

Meditação do Dia
Sexta, 10 de Maio de 2013

"Prontificarmo-nos inteiramente olhamos bem para o que estes defeitos estão a provocar nas nossas vidas. Começamos a ansiar por nos vermos livres deles." Texto Básico, p. 39

Prontificarmo-nos inteiramente a que os nossos defeitos de carácter sejam removidos pode constituir um longo processo, que muitas vezes demora toda uma vida. O nosso estado de prontidão cresce em proporção directa à nossa consciência desses defeitos e à destruição que eles provocam. Podemos ter dificuldade em ver a devastação que os nossos defeitos estão a provocar nas nossas vidas e nas vidas daqueles que nos rodeiam. Se for esse o caso, faríamos bem em pedir ao nosso Poder Superior que revelasse essas falhas que impedem o nosso progresso. À medida que deixamos ir os nossos defeitos e vemos a sua influência a diminuir, descobrimos que um Deus amantíssimo substitui esses defeitos por qualidades. Onde antes tínhamos medo, encontramos coragem. Onde antes éramos egoístas, encontramos generosidade. As nossas ilusões sobre nós mesmos irão desaparecer para darem lugar à honestidade e à auto-aceitação. Sim, prontificarmo-nos inteiramente significa que iremos mudar. Cada novo nível de prontidão traz novas dádivas. A nossa natureza básica muda, e depressa descobrimos que a nossa prontidão não é mais movida apenas pela dor, mas por um desejo de crescer espiritualmente.

Só por hoje: Vou aumentar o meu estado de prontidão tomando-me mais consciente dos meus defeitos.


Meditação do Dia
QUINTA, 09 DE MAIO DE 2013

Escreve sobre isso!
"Sentamo-nos com um bloco à frente, pedimos orientação, pegamos na caneta e começamos a escrever." Texto Básico, p. 34

Quando estamos confusos ou em dor, o nosso padrinho ou madrinha dizem-nos por vezes para "escrever sobre isso". Apesar de protestarmos enquanto puxamos do caderno, sabemos que isso irá ajudar-nos. Ao pormos tudo no papel, damos a nós mesmos a oportunidade, de descobrir aquilo que nos incomoda. Sabemos que podemos chegar ao fundo da nossa confusão e descobrir aquilo que realmente nos causa dor, quando pomos a caneta no papel. Escrever pode ser recompensador, principalmente quando trabalhamos os passos. Muitos membros mantêm um diário. Apenas pensar sobre os Passos, ponderar o seu significado e analisar o seu efeito, não é suficiente para a maioria de nós. Há qualquer coisa na acção física de escrevê-los que ajuda a fixar os princípios de recuperação nas nossas mentes e corações. As recompensas que obtemos através da simples acção de escrever são muitas. Clareza de pensamento, chaves para lugares fechados dentro de nós e a voz da consciência, podem ser algumas delas. Escrever ajuda-nos a ser mais honestos connosco próprios. Sentamo-nos, sossegamos os nossos pensamentos, e escutamos o nosso coração. Aquilo que ouvimos nesse silêncio são as verdades que pomos no papel.

Só por hoje: Uma das formas através das quais posso procurar a verdade em recuperação é escrevendo. Hoje vou escrever sobre a minha recuperação.


Meditação do Dia
QUARTA, 08 DE MAIO DE 2013

Prontos para aprender
"Aprendemos que não há mal em não se saber todas as respostas, pois assim podemos ser ensinados e aprender a viver a nossa nova vida com sucesso." Texto Básico, p. 107


De certo modo, a adicção é um grande mestre. E se a adicção não nos ensina mais nada, ensina-nos, pelo menos, a humildade. Ouvimos dizer que foram precisas as nossas melhores ideias para chegarmos a NA. Agora que estamos aqui, estamos para aprender. A Irmandade de NA constitui um óptimo ambiente de aprendizagem para um adicto em recuperação. Não nos fazem sentir estúpidos nas reuniões. Em vez disso, encontramos outros que estiveram exactamente onde nós estivemos e que encontraram uma saída. Tudo o que precisamos de fazer é admitir que não temos todas as respostas, e depois ouvir os outros partilharem aquilo que resultou para eles. Como adictos em recuperação e como seres humanos, temos muito que aprender. Outros adictos - e outros seres humanos - têm muito para nos ensinar sobre aquilo que resulta e aquilo que não resulta. Enquanto nos mantivermos prontos para aprender, podemos tomar partido da experiência dos outros.

Só por hoje: Vou admitir que não tenho todas as respostas. Vou olhar e procurar escutar na experiência dos outros as respostas de que preciso.


Meditação do Dia
TERÇA, 07 DE MAIO DE 2013

Transformar a agitação em paz
"Com o mundo numa tal confusão, sinto que fui abençoado por estar onde estou." II Basic Text, p. 155

Há dias em que não compensa ouvirmos as notícias, por serem tantas as histórias de violência e destruição. Quando usávamos, muitos de nós cresceram habituados à violência. Tapados pelo nevoeiro da nossa adicção, raramente ficávamos perturbados com o estado do mundo. No entanto, quando estamos limpos, muitos de nós descobrem que são particularmente sensíveis ao mundo que os rodeia. Como pessoas em recuperação, o que é que podemos fazer então para torná-lo um sítio melhor? Um Quando nos sentimos perturbados pela agitação do nosso mundo, podemos encontrar conforto na prece e na meditação. Quando tudo parece virado ao contrário, o contacto com o nosso Poder Superior pode acalmar-nos no meio de qualquer tempestade. Quando estamos centrados no nosso caminho espiritual, podemos reagir aos nossos medos com paz. E ao vivermos, nós próprios, em paz, convidamos um espírito de paz a entrar no nosso mundo. Como pessoas em recuperação, podemos provocar mudanças positivas, fazendo o nosso melhor para praticar os princípios do nosso programa.

Só por hoje: Vou aumentar a paz no mundo, ao viver, falar e agir de forma pacífica na minha própria vida.


Meditação do Dia
TERÇA, 06 DE MAIO DE 2013

Já estamos nos divertindo
"Com o tempo,conseguimos relaxar e apreciar a atmosfera de recuperação. " II Basic Text, p. 60



Imagine o que aconteceria se um recém-chegado entrasse em uma de nossas reuniões e encontrasse um
grupo de gente carrancuda,se agarrando às cadeiras, com os dedos crispados.Este 
recém-chegado provavelmente sairia correndo, talvez murmurando:"Pensei que pudesse largar as drogas e ser feliz".
Felizmente nossos recém-chegados gheralmente encontram um grupo de rostos amigáveis e sorridentes, que obviamente estão bastante contentes com a vida que encontraram em Narcóticos Anônimos . Isto traz muita esperança! Um recém-chegado, cuja vida tem sido mortalmente séria, se sente fortemente atraído por uma atmosferade riso e relaxamento. Vindo de um lugar onde tudo é levado exageradamente a sério, onde o desastre espera a cada esquina, é bem-vindo o alívio 
de entrar em uma sala e encontrar pessoas que geralmente não levam a si mesmas tão a sério e que estão prontas para algo maravilhoso.
Aprendemos a ficar mais leves em recuperação. Rimos do absurdo que é a nossa adicção. Nossas reuniões--aquelas cheias de ruídos vivos e alegres de café coando,cadeiras arrastando e adictos rindo--são os locais de encontro onde nós damos as primeiras boas-vindas a nossos recém-chegados e fazemos com que saibam que agora, sim, estamos nos divertindo. 

Só por hoje: Eu posso rir de mim mesmo. Posso receber uma piada. Vou ficar leve e me divertir hoje.

Meditação do Dia
DOMINGO, 05 DE MAIO DE 2013

O que for necessário
"...eu estava disposto a fazer o que fosse preciso para me manter limpo." II Basic Text, p. 217
"O que for necessário?" perguntam os recém-chegados. "0 que é que querem dizer com o que for necessário?" Poderemos encontrar uma resposta olhando para trás, para a nossa adicção activa, para as coisas que estávamos dispostos a fazer para arranjar drogas. Estávamos dispostos a andar quilómetros para arranjar droga? Sim, geralmente estávamos. Então fará sentido que, se estivermos tão preocupados em manter-nos limpos como estávamos em usar, faremos o que for necessário para conseguirmos ir a uma reunião. Na nossa adicção activa, não costumávamos fazer loucuras, coisas insanas, ou usar substâncias desconhecidas guiados por outros? Então porque é que nos é tão difícil aceitar sugestões em recuperação, especialmente quando a sugestão se destina a ajudar-nos a crescer? E quando usávamos, não costumávamos, em desespero, virar-nos para o nosso Poder Superior, dizendo, "Por favor, livra-me desta!" Então porque é que nos é tão difícil pedir ajuda a Deus na nossa recuperação? Quando usávamos, costumávamos ter a mente aberta quando se tratava de encontrar maneiras e formas de arranjar mais drogas. Se pudermos aplicar este mesmo princípio de mente aberta à nossa recuperação, poderemos ficar surpreendidos com a facilidade com que começamos a entender o programa de NA. Nos nossos melhores pensamentos, é costume dizer-se, levaram-nos às salas de Narcóticos Anónimos. Se estivermos dispostos a fazer o que for necessário, seguir sugestões e manter a mente aberta, podemos continuar limpos.

Só por hoje: Estou disposto a fazer o que for necessário para me manter limpo. Ficarei tão de mente aberta e pronto a seguir sugestões quanto for necessário.


Meditação do Dia
SÁBADO, 04 DE MAIO DE 2013

"E o recém-chegado?"
"Cada grupo é animado de um único propósito primordial - o de transmitir a mensagem ao adicto que ainda sofre." Quinta Tradição


O nosso grupo-base é muito importante para nós. Onde é que estaríamos, afinal, sem a nossa reunião favorita de NA? O nosso grupo por vezes organiza piqueniques ou outras actividades. Por vezes, os membros de um grupo-base juntam-se para ir ao cinema ou à praia. Todos nós já fizemos boas amizades através do nosso grupo-base, e não iríamos trocar esse calor por nada deste mundo. Mas por vezes precisamos de inventariar aquilo que o nosso grupo está a fazer para cumprir o seu propósito primordial - transmitir a mensagem ao adicto que ainda sofre. Por vezes quando vamos às nossas reuniões conhecemos quase toda a gente e deixamo-nos embrenhar pela conversa e pela risota. Mas, e o recém-chegado? Temo-nos lembrado de ir ao encontro dos novos que poderão estar sentados sozinhos, assustados? Lembramo-nos de acolher aqueles que visitam o nosso grupo? O amor encontrado nas salas de Narcóticos Anónimos ajuda-nos a recuperar da adicção. Mas, uma vez limpos, devemos lembrar-nos de dar aos outros aquilo que nos foi dado tão livremente. Precisamos de ir ao encontro do adicto que ainda sofre. Afinal de contas, "o recém-chegado é a pessoa mais importante em qualquer reunião".

Só por hoje: Sinto-me grato pelo calor humano que encontrei no meu grupo-base. Vou ao encontro do adicto que ainda sofre, dando desse mesmo calor a outros.


Meditação do Dia
SEXTA, 03 DE MAIO DE 2013

Partilhar a nossa gratidão
"A minha gratidão fala quando me preocupo e quando partilho com outros o caminho de NA." Oração de Gratidão


Quanto mais tempo nos mantivermos limpos, mais experimentaremos sentimentos de gratidão pela nossa recuperação. Esses sentimentos de gratidão não se limitam a dádivas particulares, tais como novos amigos ou a capacidade de podermos arranjar um emprego. Mais frequentemente, esses sentimentos surgem da sensação de alegria que sentimos nas nossas novas vidas. Esses sentimentos são sublinhados pela nossa certeza no caminho que as nossas vidas teriam tomado se não fosse o milagre que experimentámos em Narcóticos Anónimos. Esses sentimentos são tão abrangentes, tão maravilhosos, e por vezes tão esmagadores, que não conseguimos encontrar palavras para eles. Por vezes choramos abertamente de alegria ao partilhar numa reunião, e esforçamo-nos por arranjar palavras para exprimir aquilo que estamos a sentir. Queremos tanto transmitir aos recém-chegados a gratidão que sentimos, que até nos falta vocabulário para descrevê-la. Quando partilhamos com lágrimas nos olhos, quando ficamos com um nó na garganta e não conseguimos falar - essas são as alturas em que a nossa gratidão fala com maior clareza. Partilhamos a nossa gratidão directamente dos nossos corações; e é com os seus corações que outros ouvem e compreendem. A nossa gratidão fala com clareza, embora as nossas palavras possam não ser claras.

Só por hoje: A minha gratidão fala por sí mesma; quando fala, o coração compreende. Hoje, vou partilhar a minha gratidão com outros, quer encontre ou não as palavras certas.


Meditação do Dia
QUINTA, 02 DE MAIO DE 2013

"Talvez..."
"Há uma coisa que mais do que tudo irá derrotar-nos na recuperação; trata-se de uma atitude de indiferença ou de intolerância para com princípios espirituais." Texto Básico, p. 21


Quando chegámos a NA, muitos de nós tinham uma grande dificuldade em aceitar os princípios espirituais deste programa - e por bons motivos. Por muito que tentássemos controlar a nossa adicção, sentíamo-nos impotentes. Ficávamos zangados e frustrados com alguém que sugerisse que havia esperança para nós, pois nós é que sabíamos. As ideias espirituais poderiam ter algum significado na vida de outras pessoas, mas não na nossa. Apesar da nossa indiferença ou intolerância para com princípios espirituais, sentimo-nos atraídos por Narcóticos Anónimos. Aí encontrámos outros adictos. Eles tinham passado pelo mesmo que nós, impotentes e desesperados, mas haviam encontrado uma maneira, não só de pararem de usar mas, também, de viverem e de gozarem uma vida sem drogas. Falavam dos princípios espirituais que lhes haviam apontado o caminho nesta nova vida de recuperação. Para eles, estes princípios não eram apenas teorias mas sim parte da sua experiência prática. Sim, tínhamos bons motivos para estar cépticos, mas estes princípios espirituais de que outros membros de NA falavam pareciam realmente resultar. Uma vez admitindo isto, não aceitámos necessariamente todas as ideias espirituais que ouvimos. Mas começámos a ver que, se estes princípios tinham resultado para outros, talvez pudessem resultar também para nós. Para começar, essa boa-vontade foi o suficiente.

Só por hoje: Os princípios espirituais de que ouço falar em NA talvez possam resultar para mim. Estou disposto, pelo menos, a manter a minha mente aberta a essa possibilidade.


Meditação do Dia
QUARTA, 01 DE MAIO DE 2013

Valor próprio e serviço
"Estar envolvido em serviço faz-me sentir válido." II Basic Text, p. 212


Quando a maioria de nós chegou a Narcóticos Anónimos, dava muito pouco valor a si próprio. Muitos membros dizem que começaram a desenvolver uma auto-estima ao fazerem serviço no princípio da sua recuperação. É quase um milagre quando começamos a ter um impacto positivo na vida de outros através dos nossos esforços de serviço. A maioria de nós não tem muita experiência, força ou esperança para partilhar com trinta dias limpo. Na verdade, alguns membros irão dizer-nos, de forma clara, que o melhor que temos a fazer é ouvir. Mas, com trinta dias, temos algo para oferecer ao adicto que entra pela primeira vez nas salas de NA, tentando ficar vinte e quatro horas sem usar. O membro mais recente em NA, aquele só com o desejo de parar de usar e sem nenhum dos instrumentos, consegue lá imaginar alguém com um ano, ou dois anos, ou dez. Mas ele ou ela conseguirão entender alguém com trinta dias limpo, recebendo um porta-chaves com um olhar de orgulho e de incredulidade estampado no seu rosto. O serviço é algo que constitui uma dádiva única - algo que ninguém pode tirar-nos. Damos, e recebemos. Através do serviço, muitos de nós iniciam o caminho por vezes longo de regresso a serem membros produtivos da sociedade.

Só por hoje: Vou estar grato pela oportunidade de poder servir.


                                                                     
                                                                      Meditação do Dia
TERÇA, 30 DE ABRIL DE 2013

Deus faz por nós
"A recuperação contínua depende da nossa relação com um Deus amantíssimo que cuida de nós e fará por nós aquilo que nós não somos capazes de fazer por nós próprios." Texto Básico, p. 111



Quantas vezes é que já ouvimos dizer nas reuniões que "Deus faz por nós aquilo que nós não podemos fazer por nós próprios"? Há alturas em que poderemos sentir-nos paralisados na nossa recuperação, incapazes, receosos, ou sem vontade para tomarmos as decisões que sabemos ter de tomar para seguirmos em frente. Talvez sejamos incapazes de pôr fim a uma relação que não esteja a funcionar. Talvez o nosso trabalho se tenha tornado numa fonte de demasiado conflito. Ou talvez sintamos que precisamos de arranjar um novo padrinho ou madrinha, mas tenhamos medo de começar a procurar. Através da graça do nosso Poder Superior, poderá acontecer uma mudança imprevista precisamente naquela área que nos sentíamos incapazes de mudar. Por vezes permitimo-nos ficar paralisados no problema, em vez de avançarmos em direcção à solução. Nessas alturas costumamos descobrir que o nosso Poder Superior faz por nós aquilo que nós não conseguimos fazer por nós próprios. Talvez o nosso companheiro decida acabar a relação. Podemos ser despedidos, ou dispensados. Ou o nosso padrinho ou madrinha diz-nos que já não consegue trabalhar connosco, obrigando-nos a procurar outro. Aquilo que acontece nas nossas vidas pode por vezes ser assustador, tal como a mudança quase sempre parece ser. Mas também ouvimos dizer que, "Deus nunca fecha uma porta sem abrir outra". À medida que avançamos, com fé, a força do nosso Poder Superior nunca está longe de nós. A nossa recuperação é fortalecida por essas mudanças.

Só por hoje: Confio em que o Deus da minha concepção fará por mim aquilo que eu não consigo fazer por mim próprio.


                                                                 Meditação do Dia
                                                 SEGUNDA, 29 DE ABRIL DE 2013
"E se..."
"O viver só por hoje alivia o peso do passado e o medo do futuro. Aprendemos a tomar as acções que forem necessárias e deixar os resultados ao cuidado do nosso Poder Superior." Texto Básico, p. 105



Durante a nossa adicção activa, o medo do futuro e daquilo que pudesse acontecer era uma realidade para muitos de nós. E se fossemos presos? E se perdêssemos o emprego? E se enviuvássemos? E se fossemos à falência? E assim por diante... Não era raro passarmos horas, dias até, a pensar no que poderia acontecer-nos. Construíamos conversas inteiras e cenários, antes mesmo de algo acontecer, e depois traçávamos o nosso caminho em função de "e se..." Ao agirmos assim, estávamos a preparar-nos para uma série de frustrações. Ao ouvirmos o que se diz nas reuniões, aprendemos que viver no presente, e não no mundo do "e se", é a única forma de pôr fim às nossas previsões de desgraças e tristezas. Só podemos lidar com aquilo que seja real hoje, e não com as nossas terríveis fantasias do futuro. Vir a acreditar que o nosso Poder Superior tem apenas o melhor guardado para nós é uma forma de combatermos esse medo. Ouvimos dizer nas reuniões que em cada dia o nosso Poder Superior não nos dará mais do que aquilo com que possamos lidar. E sabemos por experiência própria que, se pedirmos, o Deus em que viemos a acreditar tomará certamente conta de nós. Mantemo-nos limpos em situações adversas ao praticarmos a nossa fé nos cuidados de um Poder superior a nós mesmos. Cada vez que o fizermos, teremos menos medo dos "e se" e estaremos mais à vontade com aquilo que de facto é.

Só por hoje: Encararei o futuro positivamente e com fé no meu Poder Superior.


Meditação do Dia
DOMINGO, 28 DE ABRIL DE 2013

Quem é que de facto melhora?
"Podemos também usar os passos para melhorar as nossas atitudes. Foram as nossas melhores ideias que nos meteram em problemas. Reconhecemos a necessidade de mudar." Texto Básico, p. 62



Quando entrámos em recuperação, a maioria de nós tinha pelo menos uma pessoa que detestava. Achávamos que ela era a pessoa mais mal educada e detestável do programa. Sabíamos que havia algo que podíamos fazer, um princípio qualquer de recuperação que podíamos praticar para ultrapassar aquilo que sentíamos por essa pessoa - mas o quê? Pedimos orientação ao nosso padrinho ou madrinha. Se calhar garantiram-nos, com um sorriso nos lábios, que se continuássemos a voltar, veríamos essa pessoa melhorar. Isso fez sentido. Acreditávamos que os passos de NA funcionavam nas vidas de todos. Se resultaram para nós, poderiam resultar também para essa pessoa "horrenda". O tempo foi passando, e chegou uma altura em que notámos que aquela pessoa não nos parecia tão mal educada ou detestável como antes. Ela tomara-se, na verdade, francamente tolerável, talvez até simpática. Sentimos um agradável choque quando realizámos quem é que de facto melhorara. Dado que fomos voltando, dado que continuámos a trabalhar os passos, a nossa percepção dessa pessoa tinha mudado. A pessoa que nos incomodava tomara-se "tolerável" porque nós próprios havíamos desenvolvido alguma tolerância; tornara-se "simpática" porque nós próprios havíamos desenvolvido a capacidade para amar. Por isso, quem é que na verdade melhora? Nós! À medida que praticamos o programa, construímos uma visão totalmente nova daqueles à nossa volta, ao construirmos uma visão nova de nós próprios.


Só por hoje: À medida que eu melhoro, também os outros irão melhorando. Hoje vou praticar tolerância e tentar amar aqueles que eu encontrar.


Meditação do Dia
SÁBADO, 27 DE ABRIL DE 2013

Reconhecer e libertar os ressentimentos
"Queremos olhar o passado de frente, ver como ele realmente foi, e deixa-lo ir, para podermos viver o dia de hoje." Texto Básico, p. 33


Quando entrámos em recuperação, muitos de nós tiveram problemas em identificar ressentimentos. Lá estávamos nós, com o nosso Quarto Passo à frente, a pensar e a pensar, decidindo por fim que não tínhamos qualquer ressentimento. Talvez nos tenhamos convencido a nós próprios que afinal não estávamos assim tão doentes. Uma negação tão involuntária dos nossos ressentimentos advém das limitações impostas pela nossa adicção. A maioria dos nossos sentimentos estavam enterrados, e bem fundo. Após algum tempo em recuperação, começamos a desenvolver uma nova percepção das coisas. Os nossos sentimentos mais profundos começam a vir à superfície, e aqueles ressentimentos que julgávamos não ter, começam a emergir de repente. A medida que os examinamos, podemos sentir-nos tentados a agarrarmo-nos a alguns deles, especialmente se acharmos que são "justificados". Mas o que precisamos de nos lembrar é de que ressentimentos "justificados" são tão penosos como qualquer outro ressentimento. À medida que aumenta a consciência dos nossos defeitos, aumenta também a nossa responsabilidade em entregar. Não precisamos de nos agarrar aos nossos ressentimentos. Queremos ver-nos livres daquilo que é indesejável, a fim de podermos recuperar.

Só por hoje: Quando descobrir um ressentimento, vou pô-lo em perspectiva e deixá-lo ir.


Meditação do Dia
SEXTA, 26 DE ABRIL DE 2013

Auto-aceitação
"A forma mais eficaz de nos aceitarmos a nós próprios é através da aplicação dos Doze Passos de recuperação." IP n° 19, A auto-aceitação



A maioria de nós chegou a Narcóticos Anónimos com pouca auto-aceitação. Olhámos para a destruição que criámos durante a nossa adicção activa, e sentimos ódio por nós mesmos. Tínhamos dificuldade em aceitar o nosso passado e a imagem de nós próprios por ele criada. Alcançamos mais depressa a auto-aceitação quando começamos por aceitar que temos uma doença chamada adicção, pois é mais fácil aceitarmo-nos a nós próprios como pessoas doentes do que como pessoas más. E quanto mais fácil for aceitarmo-nos a nós mesmos, mais fácil será também aceitarmos responsabilidade por nós próprios. Começamos a aceitar-nos através do processo de recuperação. A prática dos Doze Passos de Narcóticos Anónimos ensina-nos a aceitarmo-nos e às nossas vidas. Princípios espirituais como a rendição, a honestidade, a fé, a humildade, ajudam-nos a aliviar o peso dos nossos erros passados. A nossa atitude muda com a aplicação diária desses princípios nas nossas vidas. A auto-aceitação cresce à medida que nós próprios crescemos em recuperação.

Só por hoje: A auto-aceitação constitui um processo iniciado pelos Doze Passos. Hoje vou confiar nesse processo, praticar os passos, e aprender a aceitar-me melhor.
Meditação do Dia
QUINTA, 25 DE ABRIL DE 2013

Abraçar a realidade
"A recuperação é hoje uma realidade para nós." Texto Básico, p. 112



A dor e a miséria eram realidades nas nossas vidas de uso. Não estávamos dispostos nem a aceitar a nossa situação, nem a modificar aquilo que era inaceitável nas nossas vidas. Tentámos fugir à dor da vida através do uso de drogas, mas esse uso apenas aumentou os nossos problemas. O nosso sentido distorcido da realidade tornou-se um pesadelo. Através da vivência do programa de Narcóticos Anónimos, aprendemos que os nossos sonhos podem substituir os nossos pesadelos. Crescemos e mudamos. Adquirimos a liberdade de escolher. Somos capazes de dar e de receber amor. Podemos partilhar honestamente sobre nós mesmos, sem exagerarmos ou minimizarmos a verdade. Aceitamos os desafios que a vida real nos oferece, enfrentando-os de uma forma madura e responsável. Embora a recuperação não nos torne imunes às realidades da vida, na Irmandade de NA podemos encontrar o apoio e o carinho genuíno de que precisamos para enfrentar essas realidades. Nunca mais precisamos de nos esconder da realidade atravez do uso de drogas porque a nossa unidade com outros adictos em recuperação dá-nos força. Hoje, o apoio, o carinho e a empatia da recuperação dão-nos uma visão clara e límpida através da qual podemos ver, experimentar e apreciar a realidade tal como ela é.

Só por hoje: Uma dádiva da minha recuperação é viver e gozar a vida tal como ela é. Hoje vou abraçar a realidade.

Meditação do Dia
QUARTA, 24 DE ABRIL DE 2013

Doze Passos de vida
"Através da abstinência total e da prática dos Doze Passos de Narcóticos Anónimos, as nossas vidas começaram a ter sentido." Texto Básico, p. 9


Antes de chegarmos a Narcóticos Anónimos as nossas vidas centravam-se no uso. Na maior parte das vezes sobrava-nos pouca energia para os nossos empregos, para as nossas relações, ou para outras actividades. Servíamos apenas a nossa adicção. Os Doze Passos de Narcóticos Anónimos oferecem uma forma simples de mudarmos as nossas vidas. Começamos por nos manter limpos, um dia de cada vez. Quando as nossas energias não estão mais canalizadas para a nossa adicção, vemos que temos as forças para prosseguir outros interesses. À medida que crescemos em recuperação, tornamo-nos capazes de manter relações saudáveis. Começam a confiar em nós no trabalho. Os passatempos e as diversões tornam-se mais convidativos. Através da participação em Narcóticos Anónimos, ajudamos outros. Narcóticos Anónimos não nos promete que iremos encontrar bons empregos, relações românticas, ou uma vida preenchida. Mas quando trabalhamos os Doze Passos o melhor que podemos, descobrimos que conseguimos tornar-nos no tipo de pessoas capazes de encontrar trabalho, de manter relações íntimas, e de ajudar outros. Deixamos de servir a nossa doença, e começamos a servir Deus e os outros. Os Doze Passos constituem a chave para transformarmos as nossas vidas.

Só por hoje: Vou ter a sabedoria para utilizar os Doze Passos na minha vida, e a coragem para crescer na minha recuperação. Vou praticar o meu programa para me tornar um membro responsável e produtivo da sociedade.
Meditação do Dia
TERÇA, 23 DE ABRIL DE 2013

Um Deus da nossa concepção
"Muitos de nós vemos Deus simplesmente como aquela força que nos mantém limpos." Texto Básico, p. 30


Alguns de nós entram em recuperação com um entendimento prático de um Poder Superior. Para muitos de nós, contudo, "Deus" é uma palavra problemática. Podemos duvidar da existência de qualquer tipo de Poder superior a nós mesmos. Ou podemos recordar-nos de experiências desconfortáveis com religião e não querermos nada do que tenha "a ver com Deus". Recomeçar uma vida em recuperação significa que também podemos recomeçar na nossa vida espiritual. Se não nos sentirmos à vontade com aquilo que fomos aprendendo quando crescemos, podemos tentar uma aproximação diferente à nossa espiritualidade. Não precisamos de compreender tudo de uma vez, ou de encontrar imediatamente as respostas a todas as nossas perguntas. É por vezes suficiente sabermos que outros membros de NA acreditam, e que a sua fé ajuda-os a manterem-se limpos.

Só por hoje: Tudo o que preciso de saber hoje sobre o meu Poder Superior é que se trata de um Poder que me ajuda a manter-me limpo.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 22 DE ABRIL DE 2013

Seguir o caminho aberto
"Este é o nosso caminho para um crescimento espiritual." Texto Básico, p. 42



Quando chegámos à nossa primeira reunião de NA, para muitos de nós parecia o fim do caminho. Não íamos mais poder usar. Estávamos espiritualmente falidos. A maioria de nós estava totalmente isolada, e não achava que valesse muito a pena viver. O que não sabíamos era que, ao iniciarmos o nosso programa de recuperação, estávamos a entrar por um caminho de possibilidades ilimitadas. No início não usar era suficientemente difícil. Mas à medida que víamos outros adictos trabalhar os passos e aplicar esses princípios nas suas vidas, começámos a ver que a recuperação era mais do que apenas não usar. As vidas dos nossos amigos de NA tinham mudado. Eles tinham uma relação com o Deus da sua concepção. Eram membros responsáveis da irmandade e da sociedade. Tinham um motivo para viver. Começámos a acreditar que essas coisas estavam também ao nosso alcance. Ao prosseguirmos na nossa caminhada em recuperação, podemos deixar-nos desviar pela complacência, pela intolerância ou pela desonestidade. Quando isso acontece, precisamos de reconhecer rapidamente os sinais e regressar ao nosso caminho - o caminho aberto em direcção à liberdade e ao crescimento.

Só por hoje: Continuo a desenvolver as minhas capacidades espirituais, sociais, e de vivência, ao aplicar os princípios do meu programa. Posso ir tão longe quanto eu quiser no caminho aberto da recuperação.



Meditação do Dia
DOMINGO, 21 DE ABRIL DE 2013

Medo
"Chegámos à conclusão de que não tínhamos outra escolha senão mudarmos completamente as nossas velhas maneiras de pensar ou então voltávamos a usar." Texto Básico, p. 26


Muitos de nós descobriram que as suas velhas formas de pensar eram dominadas pelo medo. Tínhamos medo de não conseguir arranjar as nossas drogas, ou de que elas não fossem suficientes. Tínhamos medo de ser descobertos, de sermos presos, de irmos para a cadeia. Mais abaixo na lista estavam os medos de problemas financeiros, de não termos casa, de uma "overdose", de doenças. E o nosso medo controlava as nossas acções. Os primeiros tempos em recuperação não eram muito diferentes para muitos de nós; era, também nessa altura, o medo a dominar os nossos pensamentos. "E se estar em recuperação trouxer muita dor?", perguntávamos a nós mesmos. "E se eu não conseguir? E se as pessoas em NA não gostarem de mim? E se NA não resultar?" 0 medo por detrás destes pensamentos pode ainda controlar o nosso comportamento, impedindo-nos de tomar os riscos necessários para nos mantermos limpos e crescermos. Pode parecer mais fácil resignarmo-nos à certeza de que vamos falhar, desistindo antes mesmo de começarmos, em vez de arriscarmos tudo com base numa réstia de esperança. Mas esse tipo de pensamento apenas leva à recaída. Para nos mantermos limpos, temos de encontrar a boa-vontade para mudar as nossas velhas formas de pensar. Aquilo que resultou para outros adictos pode resultar para nós - mas temos de estar dispostos a arriscar. Temos de substituir as nossas dúvidas, velhas e cínicas, por novas afirmações de esperança. Quando fazemos isso, veremos que vale a pena arriscar.

Só por hoje: Rezo pela boa-vontade para mudar as minhas velhas formas de pensar, e pela capacidade para ultrapassar os meus medos.


Meditação do Dia
SÁBADO, 20 DE ABRIL DE 2013

Distanciamento
"A adicção é uma doença que atinge toda a família, mas nós só podíamos modificar-nos a nós próprios." IP no 13, Os jovens e a recuperação



Muitos de nós vêm de famílias gravemente perturbadas. Por vezes a insanidade que reina entre os nossos familiares parece esmagadora. Por vezes sentimos a vontade de fazer as malas e de partir para muito longe. Rezamos para que os nossos familiares se juntem a nós em recuperação mas, para nossa grande tristeza, isso nem sempre acontece. Por vezes, apesar dos nossos melhores esforços para transmitir a mensagem, descobrimos que não podemos ajudar aqueles que nos são mais queridos. A nossa experiência colectiva ensinou-nos que estamos frequentemente demasiado próximos deles para os ajudar. Aprendemos que é melhor entregá-los ao cuidado do nosso Poder Superior. Descobrimos que quando deixamos de tentar resolver os problemas de familiares, damo-lhes o espaço necessário para que tentem lidar com as suas vidas. Ao lhes recordarmos que não somos nós a conseguir resolver-lhes os problemas, damos a nós próprios a liberdade de viver as nossas próprias vidas. Acreditamos que Deus irá ajudar os nossos familiares. Por vezes, a melhor coisa que podemos dar àqueles que nos são queridos é o exemplo de continuarmos em recuperação. Para bem da sanidade da nossa família, e da nossa própria, devemos deixar os nossos parentes encontrarem o seu próprio caminho para recuperar.

Só por hoje: Vou procurar praticar o meu próprio programa e deixar a minha família aos cuidados de um Poder Superior.


Meditação do Dia
SEXTA, 19 DE ABRIL DE 2013

Pôr em prática
"São tantas as vezes em que adictos procuram obter as recompensas sem fazerem qualquer esforço." Texto Básico, p. 39

Quando chegámos a NA alguns de nós queriam tudo, e de imediato. Queríamos a serenidade, os carros, as relações felizes, os amigos, sermos íntimos do nosso padrinho ou madrinha - tudo aquilo que as outras pessoas tinham conseguido depois de meses e de anos a praticar os passos e a viver a vida tal como ela é. Foi com esforço que aprendemos que a serenidade só advém de se trabalhar os passos. Um carro novo é fruto de chegarmos todos os dias a horas ao trabalho e de tentarmos "praticar estes princípios em todas as nossas actividades", incluindo no nosso emprego. As relações saudáveis são fruto de muito esforço e de uma vontade nova de comunicar. A amizade com o nosso padrinho ou madrinha é fruto de lhe falarmos tanto nos bons como nos maus momentos. Em Narcóticos Anónimos encontrámos o caminho para uma forma melhor de vida. Para lá chegarmos, contudo, temos de pôr em prática aquilo que for preciso.

Só por hoje: Quero uma vida melhor. Vou fazer um inventário daquilo que quero, descobrir a forma de o conseguir, falar disso com o meu padrinho ou madrinha, e pôr em prática o que for necessário.



Meditação do Dia
QUINTA, 18 DE ABRIL DE 2013

"Eu compreendo"
"Humildemente rogámos a Ele que nos livrasse das nossas imperfeições." Sétimo Passo

Assim que nos prontificámos inteiramente a deixar que os nossos defeitos de carácter fossem removidos, ficámos inteiramente prontos! Por ironia, é exactamente aí que começam os problemas. Quanto mais nos esforçarmos por nos livrarmos de um determinado defeito, mais forte esse defeito parece tornar-se. É uma verdadeira lição de humildade compreendermos que não só somos impotentes perante a nossa adicção, como o somos também perante os nossos defeitos de carácter. De repente tudo faz sentido. O Sétimo Passo não sugere que nos livremos das nossas imperfeições, mas que peçamos ao nosso Poder Superior que nos livre delas. Começamos a mudar a tónica das nossas orações diárias. Ao admitirmos a nossa incapacidade de nos tornarmos perfeitos, pedimos ao nosso Poder Superior que faça por nós aquilo que nós não somos capazes de fazer por nós próprios. E aguardamos. Durante muitos dias o nosso programa parece encalhado no Passo Sete. Podemos não sentir qualquer alívio imediato ou total dos nossos defeitos - mas costumamos sentir, sim, uma mudança subtil na forma de olharmos para nós próprios e para os outros. À luz do Sétimo Passo, começamos a olhar para aqueles à nossa volta de uma forma menos crítica. Sabemos que, tal como nós, muitos deles estão a lutar contra imperfeições de que gostariam de se ver livres. Sabemos que, tal como nós, eles são impotentes perante os seus próprios defeitos. E começamos a pensar se eles, também, rezam com humildade para que os seus defeitos sejam removidos. Começamos a avaliar os outros tal como aprendemos a avaliar-nos a nós próprios, com uma empatia que nasce da humildade. Ao olharmos para os outros, e ao nos mantermos atentos a nós próprios, podemos finalmente dizer, "Eu compreendo".

Só por hoje: Deus, ajuda-me a ver através dos olhos do Passo Sete. Aiuda-me a compreender.


Meditação do Dia
QUARTA, 17 DE ABRIL DE 2013

Prioridade: reuniões
"Ao princípio achava que seria impossível ir a mais do que uma ou duas reuniões por semana. Mais do que isso não ia adaptar-se à minha vida ocupada. Mais tarde aprendi que as minhas prioridades estavam todas ao contrário. Todas as outras coisas é que iriam ter de adaptar-se ao meu compromisso com as reuniões." Basic Text II, p. 204



Alguns de nós íam pouco a reuniões quando chegámos a Narcóticos Anónimos, e depois ficávamos muito espantados por não conseguirmos manter-nos limpos. O que rapidamente aprendemos foi que, se quiséssemos manter-nos limpos, tínhamos de fazer da participação em reuniões uma prioridade. Por isso começámos tudo de novo. Seguimos a sugestão do nosso padrinho ou madrinha e comprometemo-nos a ir a noventa reuniões em noventa dias. Identificámo-nos como recém-chegados durante os primeiros trinta dias, para que os outros pudessem conhecer-nos. Sugeriram-nos que parássemos de falar o tempo suficiente para aprendermos a ouvir. Em breve começámos a ter vontade de ir a reuniões. E começámos a manter-nos limpos. Hoje vamos a reuniões por uma série de razões. Às vezes vamos a reuniões para partilhar a nossa experiência, força, e esperança com membros mais novos. Às vezes vamos para ver amigos. E às vezes vamos só porque queremos um abraço. De vez em quando saímos de uma reunião e vemos que não ouvimos uma única palavra do que foi dito - mas mesmo assim sentimo-nos melhor. A atmosfera de amor e de alegria que enche as nossas reuniões tem-nos mantido limpos por mais um dia. Por mais confuso que seja o nosso dia, fazemos da ida a reuniões uma prioridade.

Só por hoje: Cá bem dentro, sei que as reuniões fazem-me bem por uma série de razões. Hoje quero aquilo que seja bom para mim. Irei a uma reunião.



                                                                  Meditação do Dia
                                                     TERÇA, 16 DE ABRIL DE 2013
"Fingir que..."
"O que hoje procuramos são soluções, não problemas. Tentamos aplicar aquilo que aprendemos." Texto Básico, p.65


A primeira vez que ouvimos dizer que deveríamos "fingir que", muitos de nós exclamaram: "Mas isso não é honesto! Julgava que em Narcóticos Anónimos era suposto sermos honestos quanto aos nossos sentimentos." Talvez possamos reflectir sobre quando chegámos pela primeira vez ao programa. Talvez não acreditassemos em Deus, mas mesmo assim rezávamos. Ou talvez não estivéssemos tão certos de que o programa iria resultar para nós, mas continuamos a vir a reuniões, não importava o que pensássemos. O mesmo aplica-se quando progredimos em recuperação. Podemos ter um terror das multidões, mas se agirmos com confiança e estendermos a mão, não só nos sentiremos melhor connosco, como iremos também descobrir que já não estamos tão receosos de grandes ajuntamentos. Cada acção que tomarmos com esta atitude mais depressa noe tornaremos nas pessoas que éramos supostos ser. Cada mudança positiva que fizermos constrói a nossa auto-estima. Ao nos comportarmos de forma diferente, iremos compreender que estamos também a começar a pensar de forma diferente. Estamos a começar a viver no caminho certo através do "fingir que".

Só por hoje: Vou aproveitar para fingir que consigo aceitar uma situação que antes receava enfrentar.



                                                                  Meditação do Dia
SEGUNDA, 15 DE ABRIL DE 2013

Volta que isto resulta
"Começámos a gozar a vida sem drogas e queremos mais daquilo que NA tem para nos dar" Texto Básico, p. 31



Consegues lembrar-te de quando olhavas para os adictos em recuperação em NA e pensavas: "Se eles não estão a usar drogas, então por que diabo é que estão a rir?" Não é verdade que julgavas que o gozo acabava quando as drogas acabavam? Muitos de nós pensavam assim; tínhamos a certeza de estar a deixar para trás a "boa vida". Hoje muitos de nós conseguem rir disso, pois sabemos quão preenchidas as nossas vidas podem ser em recuperação. Muitas das coisas que tanto gozamos em recuperação são obtidas através de uma participação activa na Irmandade de NA. Começamos a encontrar verdadeiras companhias, amigos que nos compreendem e se preocupam connosco. Encontramos um lugar onde podemos ser úteis a outros. Existem reuniões de recuperação, actividades de serviço, e encontros da irmandade, que preenchem o nosso tempo e ocupam os nossos interesses. A irmandade pode ser um espelho que reflecte uma imagem mais exacta de quem somos. Encontramos professores, amigos, amor, carinho, e apoio. A irmandade tem sempre algo mais para nos dar, enquanto continuarmos a voltar.

Só por hoje: Sei onde encontrar uma "vida boa". Hei-de voltar.


                                                                   Meditação do Dia

                                                DOMINGO, 14 DE ABRIL DE 2013
Uma visão nova
"Quereremos realmente ver-nos livres dos nossos ressentimentos, da nossa raiva, do nosso medo?" Texto Básico, p. 39


Porque é que lhes chamamos "imperfeições"? Talvez lhes devessemos dar outro nome, tão perfeitamente moldadas estão às nossas vidas, e por isso tão difíceis de desaparecer. Alguns de nós acham que as imperfeições são na verdade aquilo que nos salvou quando andavámos a usar. Se isto for verdade, compreende-se então que por vezes nos agarremos a elas como se fossemos velhos amigos inseparáveis. Se tivermos problemas com ressentimentos, raiva, ou medo, poderemos querer imaginar o que seriam as nossas vidas sem esses defeitos desagradáveis. Se perguntarmos a nós mesmos porque é que reagimos de determinada forma, isso ajuda-nos a localizar o medo que está no cerne da nossa conduta. "Porque é que terei medo de ir além destes aspectos da minha personalidade?" perguntamos. "Será que tenho medo daquilo que virei a ser sem estes atributos?" Uma vez descoberto o nosso medo, seremos capazes de ultrapassá-lo. Tentamos imaginar o que seriam as nossas vidas sem algumas das nossas mais óbvias imperfeições. Isso dar-nos-á uma ideia daquilo que está para além do nosso medo, dando-nos a motivação para o atravessarmos. O nosso Poder Superior dá-nos uma visão nova para as nossas vidas, livres dos nossos defeitos. Essa visão é a essência dos nossos melhores e mais brilhantes sonhos para nós mesmos. Não precisamos de recear essa visão.

Só por hoje: Vou imaginar o que seria a minha vida sem os meus defeitos de carácter. Vou rogar pela boa-vontade para deixar que Deus me remova as imperfeições.

Meditação do Dia
SÁBADO, 13 DE ABRIL DE 2013

Agradar aos outros
"Este comportamento (na procura de aprovação) levou-nos mais fundo na adicção." Texto Básico, p. 16



Quando os outros aprovam aquilo que fazemos ou dizemos, sentimo-nos bem; quando desaprovam, sentimo-nos mal. As opiniões que tenham de nós, e a forma como essas opiniões nos fazem sentir, podem ter um valor positivo. Ao fazerem-nos sentir bem por estarmos no caminho certo, encorajam-nos a prosseguir em frente. O "agradar aos outros" é algo inteiramente diferente. "Agradamos aos outros" quando fazemos coisas, certas ou erradas, só para obtermos a aprovação de outra pessoa. Uma baixa auto-estima pode levar-nos a pensar que precisamos da aprovação de outra pessoa para nos sentirmos bem connosco. Fazemos aquilo que julgamos ser necessário para que elas nos digam que estamos bem. Por uns momentos sentimo-nos bem. Depois começamos a entrar em dor. Ao tentarmos agradar a outra pessoa, diminuímo-nos a nós próprios e aos nossos valores. Compreendemos que a aprovação dos outros não irá preencher o vazio dentro de nós. A satisfação interior que procuramos pode ser encontrada ao fazermos as coisas certas pelos motivos certos. Quebramos o ciclo de agradar aos outros quando deixamos de agir unicamente para obter a aprovação dos outros e começamos a agir de acordo com a vontade do nosso Poder Superior para nós. Acabamos assim por ficar agradavelmente surpreendidos ao vermos que as pessoas que realmente contam nas nossas vidas vão aprovar ainda mais o nosso comportamento. Mais importante ainda, contudo, é que nos vamos aprovar a nós próprios.

Só por hoje: Poder Superior, ajuda-me a viver de acordo com princípios espirituais. Só então é que eu poderei aprovar-me a mim próprio.
                                                                     
                                                                    Meditação do Dia
SEXTA, 12 DE ABRIL DE 2013



Uma visão mais larga
"Todos os despertares espirituais têm algumas coisas em comum, que incluem um fim da solidão e um sentido de direcção nas nossas vidas." Texto Básico, p. 57


Algumas experiências espirituais dão-se quando nos confrontamos com algo que seja maior do que nós. Suspeitamos da acção de forças que estão além da nossa compreensão. Temos uma visão fugaz de algo maior e nesse momento somos atingidos pela humildade. A nossa caminhada através dos Doze Passos conduzirá a uma experiência espiritual da mesma natureza, só que mais profunda e duradoura. Sofremos um processo contínuo de esvaziamento do ego, ao mesmo tempo que nos tornamos mais conscientes de algo maior. A nossa visão do mundo alarga-se ao ponto de já não possuirmos mais um sentido exagerado da nossa própria importância. Através dessa nova consciência não nos sentimos mais isolados do resto da raça humana. Podemos não compreender porque é que o mundo é como é, ou porque é que as pessoas por vezes se tratam de uma forma tão selvagem. Mas compreendemos o sofrimento e, em recuperação, podemos fazer o nosso melhor para o aliviar. Quando a nossa contribuição individual se combina com a de outros, tornamo-nos uma peça essencial de um grande desígnio. Estamos por fim ligados a algo.

Só por hoje: Sou apenas uma pessoa no esquema mais global das coisas. Aceito humildemente o meu lugar no mundo.




Meditação do Dia
QUINTA, 11 DE ABRIL DE 2013

Uma mente fechada
"Uma ideia nova não pode ser enxertada numa mente fechada... Uma mente aberta conduz-nos a um discernimento que sempre nos escapou." Texto Básico, p. 107



Chegámos a NA quando as nossas vidas não podiam estar mais em baixo. Já não sabíamos o que fazer. Aquilo de que mais precisávamos quando chegámos aqui eram ideias novas, novas formas de viver, vindas da experiência de pessoas que haviam visto essas ideias a funcionar. Mas as nossas mentes fechadas impediam-nos de absorver essas mesmas ideias de que necessitávamos para viver. A negação não nos deixa compreender o quanto precisamos de novas ideias e de um novo caminho. Ao admitirmos a nossa impotência e ao reconhecermos o quão desgovernadas as nossas vidas se tornaram, estamos a permitir-nos ver o quanto precisamos do que NA tem para dar. A auto-suficiência e a vontade próprias podem impedir-nos até de admitir a possibilidade da existência de um Poder superior a nós mesmos. Contudo, quando admitimos o estado miserável a que a vontade própria nos conduziu, abrimos os nossos olhos e as nossas mentes a novas possibilidades. Quando os outros nos falam de um Poder que trouxe sanidade às suas vidas, começamos a acreditar que esse Poder poderá fazer o mesmo por nós. Uma árvore despida dos seus ramos morre se não lhe enxertarem novos ramos. Da mesma forma, a adicção despiu-nos de toda a direcção que tínhamos. Para crescer, ou mesmo para sobreviver, temos de abrir as nossas mentes e deixar que novas ideias sejam introduzidas nas nossas vidas.

Só por hoje: Vou pedir ao meu Poder Superior que abra a minha mente às ideias novas de recuperação.


                                                               Meditação do Dia
                                                QUARTA, 10 DE ABRIL DE 2013
Demasiado ocupados
"Precisamos de praticar aquilo que aprendemos ou arriscamo-nos a perder tudo, não importa há quanto tempo estejamos limpos." Texto Básico, p. 96



Quando já temos algum tempo limpo, alguns de nós têm a tendência de esquecer qual é a nossa prioridade mais importante. Uma vez por semana, ou menos, dizemos: "Tenho de ir esta noite a uma reunião. Há mais de..." Estamos tão ocupados com outras coisas, decerto importantes, mas não mais do que a nossa contínua participação em Narcóticos Anónimos. Acontece aos poucos. Arranjamos trabalhos. Reunimo-nos às nossas famílias. Temos de tomar conta dos filhos, o cão está doente, ou temos aulas à noite. A casa precisa de ser limpa. Temos de regar as plantas. Temos de trabalhar até tarde. Estamos cansados. Dá hoje um filme óptimo. E, de repente, vemos que já vai algum tempo que não falamos com o nosso padrinho ou madrinha, que não vamos a uma reunião, que não falamos com um recém-chegado, ou mesmo que não falamos com Deus. O que é que fazemos nestas alturas? Bom, ou renovamos o nosso compromisso com a nossa recuperação, ou continuamos demasiado ocupados para recuperar até que aconteça algo e as nossas vidas se tornem ingovernáveis. Mas que escolha! O melhor que teremos a fazer é pôr mais energias na manutenção dos alicerces da recuperação sobre os quais se constroiem as nossas vidas. Esses alicerces tornam tudo o resto possível, e decerto que irão ruir se nos deixarmos ocupar por tudo o resto.

Só por hoje: Não posso dar-me ao luxo de estar demasiado ocupado para recuperar. Hoje vou fazer algo que mantenha a minha recuperação.


Meditação do Dia
TERÇA, 09 DE ABRIL DE 2013

Ir atrás dos sentimentos
"Aprendemos a viver com esses sentimentos e compreendemos que eles não poderão magoar-nos se nós não formos atrás deles." IP n° 16, Para o recém-chegado


Nem todos nós chegamos a Narcóticos Anónimos com um desejo avassalador de parar de usar. É verdade que as drogas nos causavam problemas e que queríamos ver-nos livres desses problemas, mas também não queríamos deixar de andar "pedrados". Todavia, acabámos por ver que não podíamos ter uma coisa sem a outra. Apesar de realmente querermos ter a "cabeça cheia", nós não usámos; já não estávamos mais dispostos a pagar o preço. Ao mantermos-nos limpos e praticarmos o programa, mais cedo ou mais tarde começamos a sentir mais liberdade. A compulsão para usar acabou por nos ser completamente removida, e mantivemo-nos limpos porque queríamos viver limpos. Os mesmos princípios aplicam-se a outros impulsos negativos que possamos ter. Podemos querer fazer algo de destrutivo, só porque nos apetece. Já agimos assim no passado, e por vezes achamos que conseguimos safar-nos, embora às vezes não seja assim. Se não estivermos dispostos a pagar o preço por irmos atrás desses sentimentos, não precisamos de o fazer. Pode ser difícil, talvez tão difícil quanto foi mantermo-nos limpos no início. Mas outros já se sentiram da mesma forma e encontraram a liberdade de não terem que ir atrás dos seus impulsos negativos. Ao partilharmos sobre isso e procurarmos a ajuda de outras pessoas em recuperação e de um Poder superior a nós mesmos, podemos encontrar a direcção, o apoio, e a força de que precisamos para nos abstermos de qualquer compulsão destrutiva.

Só por hoje: Não há problema em sentir os meus sentimentos. Com a ajuda do meu padrinho ou madrinha, dos meus amigos de NA e do meu Poder Superior, estou livre para não ir atrás dos meus sentimentos negativos.

Meditação do Dia
SEGUNDA, 08 DE ABRIL DE 2013

Felicidade
"Passamos a conhecer a felicidade, a alegria e a liberdade." Texto Básico, p. 103



Se alguém te parasse hoje na rua e te perguntasse se eras feliz, o que é que dizias? "Bom, ah, deixe-me ver... Tenho uma casa, comida no frigorífico, um emprego, o meu carro trabalha... Sim, acho que sou feliz", poderia ser a tua resposta. Aqueles são exemplos exteriores de coisas que muitos de nós tradicionalmente associam à felicidade. Por vezes esquecemo-nos, todavia, de que a felicidade é uma escolha; não há ninguém que possa fazer-nos felizes. A felicidade é aquilo que encontramos no nosso envolvimento com Narcóticos Anónimos. É na verdade enorme a felicidade que vamos buscar a uma vida concentrada em servir o adicto que ainda sofre. Quando colocamos o serviço acima dos nossos próprios desejos, descobrimos que estamos a retirar o foco sobre nós próprios. Como resultado disso, vivemos uma vida mais feliz e harmoniosa. Ao servirmos os outros, as nossas necessidades são mais do que preenchidas. Felicidade. O que é que é na realidade? Podemos pensar na felicidade em termos de contentamento e de satisfação. Estes dois estados de alma parecem surgir quando menos nos esforçamos por eles. À medida que vivemos só por hoje, transmitindo a mensagem ao adicto que ainda sofre, encontramos contentamento, felicidade, e uma vida com um profundo sentido.

Só por hoje: Vou ser feliz. Vou encontrar a minha felicidade ao servir os outros.
Meditação do Dia
DOMINGO, 07 DE ABRIL DE 2013

O valor do passado
"Esta experiência directa, em todas as fases da doença e da recuperação, tem um valor terapêutico sem igual. Estamos aqui para partilhá-la livremente com qualquer adicto que queira recuperar" Texto Básico, p. 11

A maioria de nós chegou ao programa com alguns grandes arrependimentos. Ou porque nunca chegámos a acabar o liceu, ou porque não tirámos um curso. Ou porque destruímos amizades e casamentos. Ou porque perdemos empregos. E sabíamos que não podíamos alterar nada disso. Poderemos ter julgado que iríamos viver sempre arrependidos e que teríamos simplesmente de aceitar isso. Pelo contrário, descobrimos que o nosso passado constitui uma fonte inesgotável quando somos chamados pela primeira vez a partilhá-lo com o recém-chegado em luta consigo mesmo. Quando ouvimos alguém partilhar connosco o seu Quinto Passo, podemos dar um conforto especial que mais ninguém consegue - a nossa própria experiência. Fizemos as mesmas coisas. Tivemos os mesmos sentimentos de vergonha e de remorso. Sofremos como só um adicto pode sofrer. Podemos identificar-nos - e eles também. O nosso passado é valioso - ele, de facto, não tem preço - pois podemos utilizá-lo para ajudar o adicto que ainda sofre. O nosso Poder Superior pode agir através de nós quando partilhamos o nosso passado. É possivelmente por isso que estamos aqui, e torna-se o objectivo mais importante que podemos alcançar.

Só por hoje: Não estou mais arrependido do meu passado pois, com ele, posso partilhar com outros adictos, evitando talvez a dor, ou mesmo a morte, de outra pessoa.



Meditação do Dia
SÁBADO, 06 DE ABRIL DE 2013

Cultivar a honestidade
"As mudanças dão-se a um nível prático, pois aquilo que é apropriado em determinada fase de recuperação pode não o ser em outra." Texto Básico, p. 116


Quando chegámos a Narcóticos Anónimos muitos de nós não tinham qualquer ocupação legítima. Nem todos decidimos, assim de repente, tornar-nos cidadãos modelo, honestos e produtivos. Mas depressa descobrimos, em recuperação, que não nos sentimos assim tão confortáveis a fazer muitas das coisas que, quando usávamos, costumávamos fazer sem pensar duas vezes. À medida que crescemos em recuperação, começamos a ser honestos em assuntos que muito provavelmente nunca nos haviam preocupado quando usávamos. Começamos a devolver o troco que nos dão em demasia no supermercado, ou a admitir a culpa quando riscamos um carro estacionado. Descobrimos que se conseguirmos ser honestos nestas pequenas coisas, os testes maiores à nossa honestidade tornam-se muito mais fáceis de lidar. Muitos de nós chegaram aqui com uma capacidade muito reduzida de ser honestos. Mas descobrimos que, à medida que trabalhamos os Doze Passos, as nossas vidas começam a mudar. Já não nos sentimos confortáveis quando beneficiamos à custa dos outros. E podemos sentir-nos bem com a nossa recém-descoberta honestidade.

Só por hoje: Vou examinar o nível de honestidade na minha vida e ver se me sinto confortável com ele.



Meditação do Dia
SEXTA, 05 DE ABRIL DE 2013

Identificação
"Alguém, finalmente, conhecia os pensamentos loucos que tive e as coisas loucas que fiz." II Basic Text, p. 175


Um adicto sente-se por vezes completamente único. Temos a certeza de que mais ninguém usou drogas como nós, ou teve de fazer as coisas que nós fizemos para arranjá-las. Se acharmos que mais ninguém nos compreende realmente, estaremos a colocar obstáculos que nos impedirão de recuperar durante muitos anos. Mas uma vez chegados às salas de Narcóticos Anónimos, começamos a perder aquela sensação de sermos "os piores" ou "os mais loucos". Ouvimos outros membros partilharem as suas experiências. Descobrimos que os outros já caminharam o mesmo percurso tortuoso que nós, e mesmo assim conseguiram entrar em recuperação. Começamos a acreditar que a recuperação também está ao nosso alcance. À medida que progredimos na nossa própria recuperação, o nosso pensamento por vezes ainda é insano. Mas descobrimos que quando partilhamos os tempos difíceis que possamos estar a atravessar, há outros que se identificam, partilhando a forma como lidaram com essas dificuldades. Não importa quão distorcidos possam parecer os nossos pensamentos, encontramos esperança quando os outros se identificam connosco, sugerindo-nos as soluções que eles próprios encontraram. Começamos a acreditar que podemos sobreviver àquilo que estivermos a atravessar, a fim de prosseguirmos na nossa recuperação. A dádiva de Narcóticos Anónimos é a de aprendermos que não estamos sós. Podemos largar as drogas e manter-nos limpos partilhando com outros membros a nossa experiência, a nossa força, e mesmo os nossos pensamentos loucos. Quando o fazemos, abrimo-nos às soluções que os outros encontraram para os mesmos desafios que nós enfrentamos.

Só por hoje: Sinto-me grato por poder identificar-me com outros. Hoje vou escutar quando alguém partilhar a sua experiência, e vou partilhar também a minha.




Meditação do Dia
QUINTA, 04 DE ABRIL DE 2013

Proteger a nossa recuperação
"Lembra-te de que somos nós... os responsáveis últimos pela nossa recuperação e pelas nossas decisões." Texto Básico, p. 114

A maioria de nós será confrontada com escolhas que desafiam a nossa recuperação. Se, por exemplo, estivermos a atravessar uma dor física extrema, teremos de decidir se iremos ou não tomar medicação. Teremos de ser muito honestos connosco próprios quanto ao grau da nossa dor, honestos com o médico quanto à nossa adicção e à nossa recuperação, e honestos com o nosso padrinho ou madrinha. Contudo, a decisão final é nossa, pois somos nós quem terá de viver com as consequências. Um outro desafio comum é a escolha de se ir a uma festa onde seja servido álcool. Mais uma vez deveremos considerar o nosso estado espiritual. Se alguém que apoia a nossa recuperação puder ir connosco, tanto melhor. Mas se não nos sentirmos com forças para enfrentar esse desafio, talvez devamos declinar o convite. Hoje sabemos que preservar a nossa recuperação é mais importante do que salvar a face. Todos estes tipos de decisão são difíceis, exigindo não só a nossa cuidadosa consideração, como também a orientação do nosso padrinho ou madrinha e uma rendição completa a um Poder Superior. Ao utilizarmos todos estes recursos, tomamos a melhor decisão que pudermos. Todavia, a decisão final é nossa. Hoje somos responsáveis pela nossa própria recuperação.

Só por hoje: Quando for confrontado com uma decisão que possa desafiar a minha recuperação, vou consultar todos os recursos ao meu dispor antes de fazer uma escolha.



Meditação do Dia
QUARTA, 03 DE ABRIL DE 2013

Cada um à sua maneira
"A noção de um despertar espiritual toma formas diferentes em cada pessoa diferente que encontramos na irmandade." Texto Básico, p. 57


Embora todos nós trabalhemos os mesmos passos, cada um de nós experimenta à sua maneira o despertar espiritual que deles resulta. A forma que esse despertar espiritual assume nas nossas vidas vai variar, dependendo de quem somos. Para alguns de nós, o despertar espiritual prometido no 12º Passo vai resultar num interesse renovado por religião ou misticismo. Outros irão despertar para uma compreensão das vidas daqueles à sua volta, sentindo empatia talvez pela primeira vez. Ainda outros irão ver que os passos despertaram-nos para os seus próprios princípios morais ou éticos. A maioria de nós experimenta o despertar espiritual como uma combinação de todas estas coisas, cada combinação tão única quanto o indivíduo que a sente. Se existem tantas variedades diferentes de despertares espirituais, como é que iremos saber se de facto tivemos um? O 12º Passo dá-nos dois sinais: encontrámos princípios capazes de nos orientar bem, o tipo de princípios que queremos praticar em todas as nossas actividades. E começámos a preocupar-nos o suficiente com outros adictos para partilharmos livremente com eles a experiência que tivemos. Sejam quais forem os pormenores do nosso despertar, é-nos dado a todos a orientação e o amor de que precisamos para viver vidas preenchidas e espiritualmente orientadas.

Só por hoje: Seja qual for a sua forma particular, o meu despertar espiritual tem-me ajudado a preencher o meu lugar no mundo com vida e amor. Sinto-me grato por isso.


Meditação do Dia
TERÇA, 02 DE ABRIL DE 2013

Atracção
"A nossa imagem pública consiste naquilo que temos para dar: um modo bem sucedido e provado, de viver uma vida sem drogas." Texto Básico, p. 85



Sim, estamos a atrair novos membros. Há cada vez mais adictos a encontrarem Narcóticos Anónimos. Mas como é que tratamos os nossos membros mais novos quando eles chegam, fatigados de tentarem combater a adicção? Vamos ter com os recém-chegados que ficam sozinhos no final das reuniões, confusos e indecisos? Estamos dispostos a dar-lhes uma boleia para as reuniões? Sentamo-nos a falar com o adicto que ainda sofre? Damos o nosso número de telefone a outros? Estamos prontos a aceder a uma chamada de 12º Passo, mesmo que isso signifique levantarmo-nos do conforto das nossas camas a meio da noite? Estaremos dispostos a trabalhar com alguém que tenha uma orientação sexual diferente da nossa, ou que seja de uma outra cultura? Somos generosos a dar do nosso tempo? Não há dúvida de que fomos acolhidos com amor e aceitação pelos nossos companheiros adictos. O que atraiu muitos de nós a Narcóticos Anónimos foi o sentimento de que haviam finalmente encontrado um lugar a que pertenciam. Estaremos agora a dar esse mesmo sentido de pertença aos nossos membros mais novos? Nós não podemos promover Narcóticos Anónimos. Mas quando colocamos princípios em acção nas nossas vidas, atraímos novos membros ao modo de vida de NA, tal como nós próprios fomos atraídos para a recuperação.

Só por hoje: Vou acompanhar um recém-chegado. Vou recordar-me de que já fui em tempos um recém-chegado. Vou procurar atrair outros com o mesmo sentido de pertencer que eu próprio encontrei em NA.



Meditação do Dia
SEGUNDA, 01 DE ABRIL DE 2013

Amor e adicção
"Alguns de nós começaram por ver os efeitos da adicção nas pessoas que nos eram mais próximas. Estávamos muito dependentes delas nas nossas vidas. Sentíamos raiva, frustração e dor; quando elas encontravam outros interesses, outro amigos, e outras pessoas queridas." Texto Básico, p. 8


A adicção afectou todas as áreas das nossas vidas. Tal como andávamos à procura de uma droga que remediasse tudo, assim também procurámos pessoas que nos pusessem bem. Fazía-mos exigências impossíveis, afastando todos aqueles que tivessem alguma coisa de valor para nos dar. As únicas pessoas que por vezes nos restavam eram aquelas que eram, também, demasiado carentes para serem capazes de nos confrontar com as nossas expectativas irrealistas. Não admira assim que tivéssemos sido incapazes de estabelecer e manter relações íntimas saudáveis ao longo da nossa adicção. Hoje, em recuperação, deixámos de esperar que as drogas nos remediassem. Se ainda esperamos que as outras pessoas nos ponham bem, talvez seja tempo de alargarmos o nosso programa de recuperação às nossas relações. Começamos por admitir que temos um problema - não fazemos a menor ideia do que sejam relações íntimas saudáveis. Procuramos membros que tenham tido problemas semelhantes e que encontraram uma solução. Falamos com eles e ouvimos o que eles partilham sobre este aspecto da sua recuperação. Aplicamos o programa a todas as áreas das nossas vidas, procurando nas nossas relações o mesmo tipo de liberdade que encontramos na nossa recuperação.

Só por hoje: Está ao meu alcance construir relações baseadas em amor. Hoje vou examinar os efeitos da adicção nas minhas relações a fim de poder começar a procurar recuperar.


                                                               Meditação do Dia
                                                  DOMINGO, 31 DE MARÇO DE 2013
Interiores e exteriores
"O nosso verdadeiro valor está em sermos nós próprios." Texto Básico, pp. 116-117


Ao trabalharmos os passos somos lançados na descoberta de algumas verdades básicas sobre nós mesmos. O processo de abrir os nossos segredos e de os expor, e de procurar o nosso carácter, revela-nos a nossa verdadeira natureza. À medida que vamos tomando consciência de nós mesmos, torna-se necessário tomarmos a decisão de sermos simplesmente quem somos. Talvez queiramos dar uma olhadela ao que aparentamos ser perante os nossos companheiros de NA e perante o mundo, e ver se coincide com aquilo que descobrimos dentro de nós. Será que aparentamos que nada nos chateia quando, na realidade, somos muito sensíveis? Será que escondemos as nossas inseguranças com piadas de mau gosto, ou será que partilhamos os nossos medos com alguém? Será que, com quase quarenta anos e sendo mais ou menos conservadores, vestimo-nos como um adolescente? Talvez queiramos dar mais uma olhadela àquelas coisas que julgávamos "não ser nós". Se calhar temos evitado ir a actividades de NA porque "não gostamos de multidões". Ou talvez tenhamos um sonho secreto de mudar de carreira, mas não metemos acção porque o nosso sonho "não era o certo" para nós. Conforme formos ganhando uma nova compreensão de nós mesmos, vamos querer ajustar o nosso comportamento de acordo com ela. Queremos ser exemplos genuínos de quem realmente somos.

Só por hoje: Vou verificar o meu exterior para ter a certeza que coincide com o meu interior. Vou tentar agir com o crescimento que adquiri em recuperação.



                                                                Meditação do Dia
                                              SÁBADO, 30 DE MARÇO DE 2013

Centrados em Deus
"Gradualmente, à medida que nos centramos mais em Deus do que em nós próprios, o nosso desespero transforma-se em esperança." Texto Básico, p. 106



Que maravilha que é ter esperança! Antes de virmos para Narcóticos Anónimos, muitos de nós viveram vidas de total falta de esperança. Acreditávamos que estávamos destinados a morrer da nossa doença. Muitos membros dizem que estiveram numa "nuvem cor-de-rosa" durante os primeiros meses no programa. Parámos de usar, fizemos alguns amigos, e a vida parece-nos promissora. As coisas correm-nos muito bem. Depois surge a realidade. A vida continua a ser a vida - não deixamos de perder empregos, não deixamos de ter problemas nas nossas relações, não deixamos de ser confrontados com a morte de amigos, não deixamos de adoecer. A abstinência não é uma garantia de que a vida nos correrá sempre como queremos. Quando a realidade da vida surge tal como é, viramo-nos para o nosso Poder Superior e lembramo-nos de que a vida acontece tal como tem que acontecer. Mas seja o que for que aconteça na nossa recuperação, não precisamos de desesperar, porque há sempre uma esperança. E essa esperança encontra-se na nossa relação com o nosso Poder Superior. Esta relação, como vem escrito no Texto Básico, desenvolve-se com o tempo: "Fomos, gradualmente, ficando mais centrados em Deus." À medida que vamos confiando mais e mais na força do nosso Poder Superior, as lutas da vida vão deixando de nos arrastar para um mar de desespero. Ao nos focarmos mais em Deus, focamo-nos menos em nós próprios.

Só por hoje: Vou confiar no meu Poder Superior. Vou aceitar que, aconteça o que acontecer, o meu Poder Superior irá dar-me os recursos para viver com isso.



                                                                  Meditação do Dia
SEXTA, 29 DE MARÇO DE 2013

A nossa verdadeira vontade
"... a vontade de Deus em relação a nós consiste naquelas coisas que mais prezamos, e acaba por tornar-se na nossa verdadeira vontade para nós mesmos." Texto Básico, p. 55


Faz parte da natureza humana querer receber alguma coisa sem dar nada em troca. Podemos ficar impávidos quando um "caixa" de uma loja nos dá troco de vinte euros, quando havíamos pago com uma nota de dez. Temos tendência para pensar que, se ninguém souber, uma pequena desonestidade não fará diferença nenhuma. Mas há alguém que sabe - nós sabemos. E isso faz a diferença. Aquilo que funcionou para nós quando usávamos acaba por não funcionar durante muito tempo em recuperação. À medida que progredimos espiritualmente, trabalhando os Doze Passos, começamos a desenvolver novos valores e padrões. Começamos a sentir-nos desconfortáveis quando tiramos partido de situações que antes, quando usávamos, nos deixariam satisfeitos com o que tínhamos obtido delas. Talvez tenhamos prejudicado outros, no nosso passado. Contudo, à medida que nos vamos aproximando do nosso Poder Superior, os nossos valores mudam. A vontade de Deus torna-se mais importante do que o que possamos ganhar com dada situação. Quando os nossos valores mudam, as nossas vidas mudam também. Guiados por um conhecimento interior que nos foi dado pelo nosso Poder Superior, queremos expressar os nossos valores recém-encontrados. Interiorizámos a vontade do nosso Poder Superior para nós - de facto, a vontade de Deus tornou-se na nossa verdadeira vontade.

Só por hoje: Ao melhorar o meu contacto consciente com Deus, os meus valores mudaram. Hoje vou praticar a vontade de Deus, a minha verdadeira vontade.



Meditação do Dia
QUINTA, 28 DE MARÇO DE 2013

Enfrentar sentimentos
"Podemos recear que entrar em contacto com os nossos sentimentos possa despoletar uma enorme reacção de dor e de pânico." Texto Básico, p. 35


Quando usávamos, muitos de nós não eram capazes de, ou não estavam dispostos a, sentir muitas emoções. Se estávamos felizes, usávamos para ficar ainda mais felizes. Se estávamos zangados ou deprimidos, usávamos para disfarçar esses sentimentos. Ao usarmos este padrão continuamente durante a nossa adicção activa, tornámo-nos tão confusos emocionalmente que já não tínhamos a certeza do que eram emoções normais. Depois de estarmos em recuperação há algum tempo, descobrimos que as emoções que tínhamos suprimido começaram a vir subitamente ao de cima. Descobrimos, talvez, que não sabemos como identificar os nossos sentimentos. Possivelmente aquilo que estamos a sentir como raiva será apenas frustração. Aquilo que pensamos ser uma depressão com tendências suicidas, pode ser simplesmente tristeza. É nestas alturas que precisamos de procurar o apoio do nosso padrinho ou madrinha, ou de outros membros de NA. Ir a uma reunião e falar sobre o que se está a passar nas nossas vidas pode ajudar-nos a encarar os nossos sentimentos, em vez de fugirmos deles, cheios de medo.


Só por hoje: Não vou fugir das emoções desconfortáveis que tiver. Vou apoiar-me nos meus amigos em recuperação, para me ajudarem a enfrentar as minhas emoções. 

                                                                 Meditação do Dia
                                                    QUARTA, 27 DE MARÇO DE 2013


Procurar as qualidades
"De acordo com os princípios de recuperação, tentamos não nos julgar, impor ou moralizar uns aos outros." Texto Básico, p. 12 


Ao longo da nossa recuperação, quantas vezes compreendemos mal o comportamento de outra pessoa, formando imediatamente um julgamento, rotulando-a e enfiando-a num canto? Talvez eles tenham desenvolvido uma concepção de Poder Superior diferente da nossa, e por isso concluímos que as crenças deles não eram espirituais. Ou talvez tenhamos visto um casal a discutir e presumimos que a relação deles era doente, descobrindo depois que o casamento deles prosperou por muitos anos. Classificar os nossos companheiros em várias categorias, sem pensarmos, poupa-nos o esforço de sabermos seja o que for acerca deles. Sempre que julgamos o comportamento de outra pessoa, deixamos de vê-la como um potencial amigo e companheiro de viagem no caminho da recuperação. Se perguntássemos àqueles que estamos a julgar se eles gostam de ser estereotipados, receberíamos como resposta um "não" bem sonoro. Sentir-nos-íamos desrespeitados se nos fizessem o mesmo? Com certeza que sim. Nós queremos que os outros notem as nossas melhores qualidades, da mesma maneira que os nossos companheiros, adictos em recuperação, querem que os outros pensem bem deles. O nosso programa de recuperação pede-nos que olhemos de uma forma positiva para a vida. Quanto mais nos concentrarmos nas qualidades dos outros, mais iremos notar essas qualidades em nós mesmos.

Só por hoje: Vou meter de lado os meus julgamentos negativos dos outros e, em vez disso, vou concentrar-me em apreciar as qualidades favoráveis de cada um
                                                               
                                                                    
                                                                  Meditação do Dia
TERÇA, 26 DE MARÇO DE 2013

Confiar num padrinho - vale a pena arriscar
"Um padrinho ou madrinha é ... alguém em quem podemos confiar para partilharmos as nossas experiências de vida." IP nº 11, O apadrinhamento


O conceito de apadrinhamento pode ser novo para nós. Passámos tantos anos sem direcção, preocupados apenas connosco, suspeitando de todas as pessoas, e sem confiar em ninguém. Agora que estamos a aprender a viver em recuperação, descobrimos que precisamos de ajuda. Não podemos continuar a fazer tudo sozinhos; temos de arriscar, confiar noutro ser humano. Em muitos casos, a primeira pessoa com quem arriscamos é com o nosso padrinho ou madrinha - alguém que respeitamos, alguém com quem nos identificamos, alguém em quem temos motivos para confiar. À medida que nos abrimos com o nosso padrinho ou madrinha, há um laço que se vai criando entre nós. Contamos os nossos segredos e desenvolvemos uma confiança na discrição do nosso padrinho ou madrinha. Partilhamos as nossas preocupações e aprendemos a dar valor à experiência do nosso padrinho ou madrinha. Partilhamos a nossa dor e somos recebidos com empatia. Ficamos a conhecer-nos um ao outro, a respeitar-nos um ao outro, a gostarmos um do outro. Quanto mais confiarmos no nosso padrinho ou madrinha mais aprenderemos a confiar em nós próprios. A confiança ajuda-nos a sair duma vida de medo, de confusão, de suspeitas, de falta de direcção. No início parece arriscado confiar noutro adicto, mas essa confiança é o mesmo princípio que aplicamos na nossa relação com um Poder Superior - arriscado ou não, a nossa experiência diz-nos que sem ela não seremos capazes. Quanto mais arriscarmos confiar no nosso padrinho ou madrinha, mais abertos iremos sentir-nos para a nossa vida.

Só por hoje: Quero crescer e mudar. Vou arriscar confiar no meu padrinho ou madrinha e descobrir as recompensas da partilha.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 25 DE MARÇO DE 2013

Eu não consigo, mas nós juntos conseguimos
"Do isolamento da nossa adicção, passamos para uma irmandade de pessoas ligadas pela recuperação... A nossa fé, força e esperança, vêm de pessoas partilharem a sua recuperação..." Texto Básico, p. 109


Não admitir fraquezas, esconder todos os defeitos, negar todos os nossos insucessos, fazer tudo sozinho - era este o credo que muitos de nós seguíamos. Negávamos ser impotentes perante a nossa adicção, que as nossas vidas se tinham tornado ingovernáveis, apesar de todas as evidências em contrário. Muitos de nós não se renderiam sem ter a certeza de que existia alguma coisa pela qual valesse a pena faze-lo. Muitos de nós só aceitaram o nosso Primeiro Passo quando tiveram evidências de que era possível recuperar em Narcóticos Anónimos. Em NA encontramos outros que também estiveram nos mesmos becos sem saída, que têm as mesmas necessidades e que encontraram as ferramentas que funcionam para eles. Estes adictos estão dispostos a partilhar essas ferramentas connosco e a dar-nos o suporte emocional de que precisamos enquanto estamos a aprender a usá-las. Os adictos em recuperação sabem quão importante esta ajuda pode ser porque também eles a receberam. Quando nos tornamos parte de Narcóticos Anónimos, desfrutamos de uma sociedade de adictos como nós, de um grupo de pessoas que sabe que nos ajudamos uns aos outros a recuperar.

Só por hoje: Vou juntar-me aos que estão em recuperação. Vou encontrar a experiência, a força e a esperança de que preciso, na Irmandade de Narcóticos Anónimos.


Meditação do Dia
DOMINGO, 24 DE MARÇO DE 2013

Deixar ir o passado
"O que conta não é onde estávamos, mas sim para onde vamos." Texto Básico, p. 27


No inicio da recuperação alguns de nós sentem vergonha ou desespero em se identificarem como "adictos". Nos primeiros tempos talvez tenhamos estado preenchidos pelo medo e pela esperança enquanto lutávamos por encontrar um novo sentido para as nossas vidas. O passado pode parecer-nos poderoso e sem saída. Talvez seja difícil imaginarmo-nos duma forma diferente daquela que sempre nos imaginámos. Ao mesmo tempo que as recordações do passado podem servir-nos para nos lembrarmos daquilo que nos espera se voltarmos a usar, elas podem também manter-nos presos a um pesadelo de vergonha e medo. Apesar de poder ser difícil largar estas memórias, cada dia em recuperação pode afastar-nos da nossa adicção activa. Cada dia encontraremos mais coisas pelas quais ansiar e menos pelas quais nos castigar. Em recuperação todas as portas estão abertas para nós. Temos muitas escolhas. A nossa nova vida é rica e promissora. Não precisamos de viver no passado, embora não consigamos esquecê-lo. Podemos seguir em frente.

Só por hoje: Vou fazer as malas e mudar-me do meu passado para um presente cheio de esperança. o. Podemos seguir em frente.



 Meditação do Dia
SÁBADO, 23 DE MARÇO DE 2013

As dádivas de Deus
"Fazemos aquilo que é necessário e aceitamos o que nos é livremente dado em cada dia." II Texto Básico, p. 54


A nossa relação com o nosso Poder Superior é uma via de dois sentidos. Ao rezarmos, falamos e Deus ouve. Quando meditamos damos o nosso melhor para ouvir a vontade do nosso Poder Superior. Sabemos que somos responsáveis pela nossa parte nessa relação. Se não rezarmos nem ouvirmos, estaremos a excluir o nosso Poder Superior das nossas vidas. Quando pensamos na nossa relação com o nosso Poder Superior, é importante lembrarmo-nos daquilo que somos: impotentes. Podemos pedir orientação; podemos pedir boa-vontade ou força; podemos pedir o conhecimento da vontade do nosso Poder Superior - mas não podemos fazer exigências. O Deus da nossa concepção - aquele que tem o poder - irá preencher a outra metade desta relação, dando-nos exactamente aquilo de que precisamos, quando precisamos. Precisamos de pôr acção todos os dias para manter viva a nossa relação com um Poder Superior. Uma forma de fazê-lo é aplicando o 11º Passo. Lembramo-nos então da nossa impotência e aceitamos a vontade de um Poder Superior a nós mesmos.

Só por hoje: Na minha relação com o meu Poder Superior, sou eu o impotente. Hoje, lembrando-me de quem sou, vou aceitar humildemente as dádivas do Deus da minha concepção.




Meditação do Dia
SEXTA, 22 DE MARÇO DE 2013

O princípio da auto-suficiência
"Na nossa adicção activa éramos dependentes de pessoas, de lugares e de coisas, para nos darem apoio e nos providenciarem aquilo que sozinhos não conseguíamos encontrar em nós mesmos." Texto Básico, p.,80

No reino animal existe uma criatura que prospera à custa dos outros. Chama-se sanguessuga. Agarra-se às pessoas e tira tudo o que precisa. Quando uma vítima sacode a sanguessuga, ela simplesmente arranja outra vítima. Na nossa adicção activa o nosso comportamento era semelhante. Sugávamos as nossas famílias, os nossos amigos e as nossas comunidades. Conscientemente ou não, procurávamos obter alguma coisa de quase todas as pessoas que encontrávamos, sem lhes dar nada em troca. Quando, na nossa primeira reunião, vimos passar o "saco" talvez tenhamos pensado, "Auto-suficiência! Que raio de noção tão estranha é esta?". À medida que fomos observando, reparámos numa coisa. Estes adictos auto-suficientes eram livres. Ao pagarem os seus meios, tinham conquistado o privilégio de tomar as suas próprias decisões. Ao aplicarmos o princípio da auto-suficiência nas nossas vidas pessoais, conquistamos para nós mesmos o mesmo tipo de liberdade. Ninguém mais terá o direito de nos dizer onde devemos viver, pois somos nos quem pagamos a nossa própria renda. Podemos comer, vestir ou conduzir aquilo que escolhermos, porque nos sustentamos a nós mesmos. Nós, ao contrário da sanguessuga, não temos que depender dos outros para nos sustentarmos. Quanto mais responsabilidades assumirmos, mais liberdade conquistaremos.

Só por hoje: Não há limites para a liberdade que posso conquistar por me sustentar a mim próprio. Hoje vou aceitar responsabilidades pessoais e vou pagar o meu próprio caminho.



Meditação do Dia
QUINTA, 21 DE MARÇO DE 2013

Uma doença tratável
"A adicção é um doença que envolve mais do que o uso de drogas." Texto Básico, p. 3



Na nossa primeira reunião talvez tenhamos ficado surpreendidos pela forma como outros membros partilhavam sobre como a doença da adicção tinha afectado as suas vidas. Pensámos para nós mesmos, "Doença? Eu só tenho um problema com drogas! De que é que eles estão para ali a falar?". Depois de estarmos no programa há algum tempo começámos a ver que a nossa adicção vai mais fundo do que o nosso uso de drogas obsessivo e compulsivo. Vimos que sofríamos de uma doença crónica que afectava muitas áreas das nossas vidas. Não sabíamos onde tínhamos "apanhado" esta doença, mas ao examinarmo-nos a nós mesmos percebemos que ela tinha estado presente em nós havia muito anos. Tal como a doença da adicção, também o programa de NA afecta todas as áreas da nossa vida. Fomos à nossa primeira reunião com todos os sintomas presentes: o vazio espiritual, a agonia emocional, a impotência, o desgoverno. Tratar da nossa doença envolve muito mais do que a mera abstinência. Usamos os Doze Passos e, apesar de não "curarem" a nossa doença, eles começam a cicatrizar-nos; e à medida que recuperamos vamos experimentando o dom da vida.

Só por hoje: Vou tratar a minha doença com os Doze Passos.

Meditação do Dia
QUARTA, 20 DE MARÇO DE 2013

Poder Superior
"A maioria de nós não tem qualquer problema em admitir que a adicção se tornará uma força destrutiva nas nossas vidas. Os nossos melhores esforços resultaram em destruição e num desespero ainda maior. Chegámos a um ponto em que compreendemos que precisávamos da ajuda de um qualquer Poder superior à nossa adicção." II Texto Básico, p. 28


A maioria de nós sabe, sem dúvida, que a destruição tem preenchido as nossas vidas. Aprender que temos uma doença chamada adicção ajudou-nos a compreender a fonte ou a causa de tal destruição. Podemos reconhecer a adicção como um poder que devastou as nossas vidas. Quando fazemos o Primeiro Passo, admitimos que essa força destrutiva da adicção é maior que nós. Somos impotentes perante ela. Nesta altura a nossa única esperança é encontrar algum Poder que seja superior à força da nossa adicção - um Poder empenhado em preservar a vida, e não em acabar com ela. Não precisamos de compreendê-lo, ou mesmo de lhe dar um nome; apenas temos que acreditar que tal Poder Superior pode existir. A crença de que possa existir um Poder benevolente superior à nossa adicção dá-nos a esperança suficiente para nos mantermos limpos, um dia de cada vez.

Só por hoje: Acredito na possibilidade de existir algum Poder que seja superior à minha adicção.



Meditação do Dia
TERÇA, 19 DE MARÇO DE 2013

Algo de valioso para partilhar
"Uma mensagem de recuperação da adicção, simples e honesta, soa a verdadeiro." Texto Básico, p. 58


Estás numa reunião. As partilhas já se arrastam há algum tempo. Um ou dois membros já descreveram experiências espirituais de uma forma especialmente significativa. Um outro já nos fez rir a todos com histórias divertidas. É então que o coordenador aponta para ti ... ai, ai! Começas a falar envergonhado, gaguejas algumas palavras em tom de desculpa, agradeces a todos por te terem ouvido, e ficas sentado o resto da reunião num silêncio embaraçado. Esta história é-te familiar? Bom, não estás sozinho. Todos nós passamos por alturas em que sentimos que o que tínhamos para partilhar não era suficientemente espiritual, não era suficientemente divertido, não era suficientemente coisa alguma. Mas partilhar não é um desporto de competição. O objectivo das nossas reuniões é a identificação e as experiências, o que é algo que todos nós temos em abundância. Quando partilhamos do coração a nossa verdadeira experiência, os outros adictos sentem que podem confiar em nós porque sabem que somos iguais a eles. Quando partilhamos simplesmente o que tem sido eficaz para nós, podemos ficar seguros de que a nossa mensagem irá ser útil para outros. A nossa partilha não tem que ser bonita ou divertida para tocar na verdade. Qualquer adicto que trabalhe honestamente o programa tem algo de imenso valor para partilhar, algo que mais ninguém pode dar: a sua própria experiência.

Só por hoje: Tenho algo de valioso para partilhar. Hoje vou a uma reunião partilhar a minha experiência de recuperação da adicção.



                                                                         Meditação do Dia
SEGUNDA, 18 DE MARÇO DE 2013



A mensagem completa
"Existe um sentimento especial que toma os adictos quando descobrem que há outras pessoas que partilham as suas dificuldades, passadas e presentes." Texto Básico, p. 63


A riqueza da nossa recuperação é boa demais para ser guardada só para nós. Alguns de nós acreditam que quando partilhamos em reuniões devemos "lembrar o recém-chegado" e tentar transmitir uma mensagem positiva. Mas às vezes a mensagem mais positiva que podemos transmitir é que estamos a passar por momentos difíceis na nossa recuperação e que nos mantemos limpos apesar de tudo! Sim, transmitir uma mensagem forte de esperança para os membros mais recentes pode ser gratificante. Afinal de contas ninguém gosta de pieguices. Mas as desgraças acontecem, e a vida, tal como ela é, pode perturbar até mesmo aqueles que estão em recuperação há mais tempo em Narcóticos Anónimos. Se estivermos equipados com as ferramentas do programa, seremos capazes de atravessar esses períodos conturbados e de nos mantermos limpos para contar como foi. A recuperação não acontece toda duma vez; é um processo contínuo, por vezes atribulado. Quando diluímos o conteúdo da nossa mensagem por nos negarmos a partilhar sobre os momentos difíceis por que passamos, não estamos a permitir que os recém-chegados tenham a oportunidade de ver que também eles podem manter-se limpos aconteça o que acontecer. Se partilharmos toda a nossa mensagem de recuperação, podemos não saber quem beneficia com ela, mas de certeza que alguém beneficiará.

Só por hoje: Vou partilhar honestamente tanto os bons tempos como os tempos difíceis da minha recuperação. Vou lembrar-me de que a minha experiência em ultrapassar as dificuldades pode ajudar outro adicto.

                                                                      Meditação do Dia
DOMINGO, 17 DE MARÇO DE 2013

A verdadeira coragem
"Aqueles que atravessam esses períodos com sucesso demonstram uma coragem que não é deles." Texto Básico, pp. 96-97
Antes de chegarmos a NA, muitos de nós pensavam que eram corajosos simplesmente porque nunca tinham sentido medo. Tínhamos drogado todos os nossos sentimentos, incluindo o medo, até que nos convencemos de que éramos uns duros, pessoas corajosas que não quebrariam perante qualquer circunstância. Mas encontrar a nossa coragem nas drogas não tem nada a ver com a forma como vivemos as nossas vidas hoje em dia. Limpos e em recuperação, estamos sujeitos a, por vezes, sentir medo. Quando percebemos pela primeira vez que nos sentimos assustados, talvez pensemos que somos cobardes. Temos medo de pegar no telefone porque a pessoa que está do outro lado pode não nos compreender. Temos medo de pedir a alguém que seja nosso padrinho ou madrinha porque ele pode dizer que não quer. Temos medo de procurar emprego. Temos medo de ser honestos com os nossos amigos. Mas todos estes medos são naturais, saudáveis até. O que não é saudável é permitir que o medo nos paralise. Quando permitimos que o nosso medo nos faça parar de crescer, estamos a ser derrotados. A verdadeira coragem não é a ausência de medo, mas sim a boa-vontade para ultrapassá-lo.

Só por hoje: Vou ser corajoso. Quando sentir medo, vou fazer o que for preciso para crescer em recuperação.

Meditação do Dia
DOMINGO, 16 DE MARÇO DE 2013

Inventário
"O propósito de um profundo e destemido inventário moral é arrumar a confusão e a contradição de nossas vidas, para que posamos descobrir quem realmente somos."
Texto Básico, pág. 29


Adictos na ativa é um confuso e desconcertante grupo de pessoas. É difícil dizer de um minuto para o outro o que eles vão fazer ou quem vão ser. Geralmente o adicto fica tão surpreso como qualquer um.
Quando usávamos, nosso comportamento era ditado pelas necessidades de nossa adicção. Muitos de nós ainda identificamos nossas personalidades muito próximas ao comportamento que tínhamos ao usar, nos levando a sentir vergonha e desespero. Hoje não temos que ser as pessoas que fomos em tempos passados, moldadas por nossa adicção; a recuperação tem-nos permitido mudar.
Podemos usar o inventário do Quarto Passo para ultrapassar as necessidades da antiga vida de ativa e descobrir quem queremos ser hoje. Escrever sobre nosso comportamento e perceber como nos sentimos em relação a ele nos ajudam a compreender que m queremos ser. Nosso inventário nos ajuda a ver além das exigências da adicção ativa, além de nossos desejos de sermos amados e aceitos – descobrimos quem somos na origem. Começamos a compreender o que é apropriado para nós e como queremos que sejam nossas vidas. Assim começamos a nos transformar em quem realmente somos.


Só por Hoje: Se eu quero descobrir quem sou, olharei para quem tenho sido e quem quero ser.



                                                                      Meditação do Dia
SEXTA, 15 DE MARÇO DE 2013
Sentirmo-nos "parte de"
"Os momentos em que estamos juntos depois das reuniões são boas oportunidades para partilharmos coisas que não chegámos a falar durante a reunião." Texto Básico, p. 11O



A adicção activa afastou-nos da sociedade, isolando-nos. O medo estava no centro dessa alienação. Acreditávamos que, se deixássemos que os outros nos conhecessem, eles iriam apenas descobrir o quão horrivelmente mesquinhos nós éramos. A rendição estaria apenas a um curto passo de distância. Quando vamos à nossa primeira reunião de NA, costumamos ser impressionados com a familiaridade e a amizade que vemos serem partilhadas por outros adictos em recuperação. Também nós podemos rapidamente tornar-nos parte desta irmandade, se , permitirmos a nós mesmos. Uma forma de começar é indo com os outros até ao café depois da reunião. Nestes encontros podemos deitar abaixo os muros que nos separam dos outros e descobrir coisas sobre nós próprios e sobre outros membros de NA. Ao falarmos com outra pessoa, podemos por vezes revelar coisas de que nos sentíamos relutantes partilhar perante um grupo. Em muitos desses encontros depois das reuniões aprendemos a falar de coisas sem importância, mas também aprendemos a forjar amizades sólidas e profundas. Com os nossos novos amigos de NA já não precisamos mais de viver vidas de isolamento. Podemos tornar-nos uma parte de um todo maior, a Irmandade de Narcóticos Anónimos.

Só por hoje: Vou libertar-me do isolamento. Vou esforçar-me por sentir que faço parte da Irmandade de NA.

Meditação do Dia
QUINTA, 14 DE MARÇO DE 2013

Relações
"Os nossos inventários também costumam incluir as relações." Texto Básico, p. 34



Que afirmação tão aquém da verdade! Em especial quando já temos algum tempo limpo, os inventários podem focar exclusivamente nas nossas relações com os outros. As nossas vidas têm sido preenchidas com relações com companheiros, amigos, familiares, colegas, e outros com quem mantemos contacto. Um olhar sobre estas relações pode dizer-nos muito acerca da essência do nosso carácter. Os nossos inventários costumam catalogar os ressentimentos que surgem das nossas interacções diárias com outros. Procuramos ver o nosso papel nessas fricções. Estaremos a colocar expectativas irreais nas outras pessoas? Será que impomos os nossos próprios padrões aos outros? Será que, por vezes, não somos mais do que intolerantes? Muitas vezes é só escrevendo o nosso inventário que nos livramos de alguma da pressão causada por uma relação problemática. Mas temos de partilhar também esse inventário com outro ser humano. Assim iremos ganhar alguma perspectiva necessária sobre o papel que desempenhámos no problema e como poderemos trabalhar em busca de uma solução. O inventário é um instrumento que nos permite melhorar as nossas relações. Aprendemos que hoje, com a ajuda de um inventário, podemos começar a desfrutar as nossas relações com os outros.

Só por hoje: Vou inventariar o papel que desempenho nas minhas relações. Vou procurar desempenhar um papel mais rico e mais responsável nessas relações.



Meditação do Dia
QUARTA, 13 DE MARÇO DE 2013

Essa pessoa especial
"Com um padrinho, podemos aprender a construir uma relação baseada na confiança e na honestidade. Através da partilha de experiências, um padrinho consegue reflectir no crescimento pessoal." IP n° 11, O apadrinhamento



Fomos pedir a alguém que nos apadrinhasse, e as razões pelas quais pedimos a essa pessoa em particular são tantas como os grãos de areia numa praia. Talvez a tenhamos ouvido a partilhar numa reunião e achámo-la engraçada ou inspiradora. Talvez tenhamos achado que ela tinha um bom carro e pensámos que conseguiríamos um igual se trabalhássemos o mesmo programa que ela. Ou talvez porque vivemos numa cidade pequena e ela é a única pessoa com tempo disponível para poder ajudar-nos. Fossem quais fossem as nossas razões iniciais para escolhermos o padrinho ou madrinha que escolhemos, temos a certeza de que as razões pelas quais os mantemos são bastante diferentes. De repente eles irão espantar-nos com uma perspectiva surpreendente que nos leva a questionar se eles terão andado a espreitar o nosso Quarto Passo. Ou talvez estejamos a passar por uma crise e a experiência deles com o mesmo problema nos ajude de uma maneira que nunca julgámos possível. Telefonamo-lhes em dor eles dizem-nos uma combinação de palavras carihosas que nos confortam. Nenhum destes feitos notáveis por parte do nosso padrinho ou madrinha é mera coincidência. Eles apenas passaram pelo mesmo caminho antes de nós. Um Poder Superior colocou essa pessoa especial nas nossas vidas e nós estamos gratos pela sua presença.

Só por hoje: Vou apreciar aquela pessoa especial que tenho na inha vida - o meu padrinho ou madrinha.

                                                                        Meditação do Dia
TERÇA, 12 DE MARÇO DE 2013

Quebrar a rotina
"Muitas vezes em recuperação os velhos fantasmas ainda nos perseguem. A vida pode voltar a ser monótona, aborrecida e sem sentido." Texto Básico, p. 88


Às vezes sentimo-nos como se nada tivesse mudado. Levantamo-nos e vamos para o mesmo emprego todos os dias. Jantamos às mesmas horas todas as noites. Vamos às mesmas reuniões todas as semanas. Os rituais de hoje de manhã foram iguais aos de ontem, aos de anteontem, aos de antes-de-anteontem. Depois do inferno da nossa adicção e do turbilhão do início de recuperação, uma vida estável poderá seduzir-nos durante uns tempos. Mas chegamos a um ponto em que vemos que queremos algo mais. Mais cedo ou mais tarde desinteressamo-nos das nossas vidas, cada vez mais monótonas e chatas. Haverá com certeza alturas em que nos sentimos vagamente insatisfeitos com a nossa recuperação. Sentimo-nos, por alguma razão, como se estivéssemos a perder alguma coisa, mas não sabemos bem o quê, nem porquê. Escrevemos uma "lista de gratidão" e encontramos centenas de coisas pelas quais estamos gratos. Todas as nossas necessidades estão a ser satisfeitas; as nossas vidas estão mais preenchidas do que alguma vez esperámos que estivessem. 0 que é que se passa, então? Talvez seja altura de usarmos o nosso potencial até ao limite máximo. As nossas possibilidades são apenas limitadas pela nossa capacidade de sonhar. Podemos aprender algo novo, colocarmos novos objectivos, ajudar outro recém-chegado, ou fazer um novo amigo. Se procurarmos bem iremos, com certeza, encontrar um desafio qualquer que irá preencher de novo a nossa vida, tomando-a variada e dando-lhe sentido.

Só por hoje: Vou fazer um intervalo na minha rotina e vou usar o meu potencial até ao limite máximo.


Meditação do Dia
SEGUNDA, 11 DE MARÇO DE 2013

Aliviar o peso
"Não nos tornaremos pessoas melhores ao julgarmos os erros dos outros. Aquilo que nos fará sentir melhor é limparmos as nossas vidas..." Texto Básico, p. 44


Às vezes precisamos de algo palpável para nos ajudar a perceber o resultado de nos agarrarmos a um ressentimento. Podemos não estar a ver quão destrutivos os ressentimentos são na verdade. Pensamos, "E depois, eu tenho o direito de estar zangado" ou, "Talvez esteja a alimentar um ódio ou dois, mas não vejo qual é o mal". Para vermos mais claramente o efeito nas nossas vidas de nos agarrarmos aos ressentimentos, podemos tentar imaginar estarmos a carregar uma pedra por cada ressentimento. Um odiozinho, como a raiva contra alguém que conduza mal, pode ser representado por uma pedrita. Ressentir todo um grupo de pessoas pode ser representado por uma enorme pedra. Se, na verdade, tivéssemos de carregar pedras por cada ressentimento, iríamos certamente cansar-nos com o peso. De facto, quanto mais pesada e difícil de transportar for a nossa carga, mais sinceros serão os nossos esforços para nos livrarmos dela. O peso dos nossos ressentimentos impede-nos de desenvolver espiritualmente. Se queremos realmente a liberdade, vamos procurar livrar-nos de todo o peso extra que for possível. À medida que nos formos sentindo mais leves, iremos notar um aumento da nossa capacidade de perdoar, tanto os erros dos outros como os nossos próprios. Iremos alimentar os nossos espíritos com pensamentos bons, com palavras simpáticas, e servindo os outros.

Só por hoje: Vou procurar remover do meu espírito o peso dos ressentimentos.

                                                                          Meditação do Dia
DOMINGO, 10 DE MARÇO DE 2013

A nossa própria recuperação
"Os passos são a nossa solução. São o nosso estojo de emergência. São a nossa defesa contra a adicção, que é uma doença mortal. Os nossos passos são os princípios que tornam a nossa recuperação possível." Texto Básico, p. 23



Existem muitas coisas de que podemos gostar em Narcóticos Anónimos. As reuniões são óptimas. Encontramos os nossos amigos, ouvimos algumas histórias inspiradoras, partilhamos algumas experiências práticas, talvez até encontremos o nosso padrinho ou madrinha. Os "dias de serviço", as convenções, as festas, são uma maravilha, divertimo-nos na companhia de outros adictos em recuperação. Mas o coração do nosso programa de recuperação são os Doze Passos - de facto, eles são o programa! Já ouvimos dizer que não conseguimos ficar limpos por osmose - ou, por outras palavras, não nos basta ir a reuniões, não importa a quantas, e esperar que a recuperação nos entre pelos poros quando respiramos. Recuperação é, como se costuma dizer, um trabalho interior. E as ferramentas que usamos nesse "trabalho interior" são os Doze Passos. Uma coisa é ouvir falar vezes sem conta de aceitação; mas trabalhar o nosso Primeiro Passo é algo completamente diferente. As histórias sobre reparaçÕes podem ser inspiradoras, mas nada nos livrará mais dos remorsos do que trabalharmos o Nono Passo. 0 mesmo se aplica a todos os doze passos. Há muita coisa para apreciarmos em NA mas, para aproveitarmos ao máximo a nossa recuperação, temos de trabalhar os Doze Passos para nós próprios.


Só por hoje: Eu quero tudo o que o meu programa pessoal me tenha para oferecer. Vou trabalhar os passos para mim.


Meditação do Dia
SÁBADO, 09 DE MARÇO DE 2013

Pequenas coisas
"No passado tornávamos as situações simples em problemas; as mais pequenas coisas transfonnavam-se em montanhas." Texto Básico, p. 102



Transformar montes em montanhas parece ser a nossa especialidade. Já ouviram dizer que, para um adicto, um pneu em baixo constitui um acontecimento traumatizante? Ou então aqueles de nós que se esquecem de todos os pretensos princípios quando se confrontam com alguém a conduzir mal? Ou aquele abre-latas que não funciona - sabes, aquele que deitaste pela janela? Nós identificamo-nos quando ouvimos outros partilharem: "Senhor, concedei-me paciência, agora!" Não, não são os maiores dissabores que nos perturbam. As coisas grandes - divórcio, morte, doenças graves, perder o emprego - vão abanar-nos, mas nós sobrevivemos. Temos aprendido com a experiência que é preciso entrarmos em contacto com o nosso Poder Superior e com outros para conseguirmos ultrapassar as grandes crises. São as pequenas coisas, os desafios constantes do dia-a-dia sem usar drogas, que parecem afectar mais fortemente a maioria dos adictos em recuperação. Quando nos aparecem as coisas pequenas, a Oração da Serenidade pode ajudar-nos a repor as coisas em perspectiva. Podemos todos lembrar-nos de que "entregar" estes pequenos assuntos aos cuidados do nosso Poder Superior resultará em paz de espírito e numa perspectiva de vida renovada.

Só por hoje: Vou trabalhar a paciência. Vou tentar evitar exagerar as coisas, e vou andar com o meu Poder Superior durante o dia.


                                                                      Meditação do Dia
SEXTA, 08 DE MARÇO DE 2013

Aprendermos a gostar de nós próprios
"Aquilo que mais queremos é sentirmo-nos bem connosco próprios." Texto Básico, p. 112


"Nós iremos amar-te até que tu aprendas a amar-te a ti mesmo." Estas palavras tão ouvidas nas nossas reuniões prometem-nos o dia que ansiosamente esperamos - o dia em que saberemos amar-nos a nós próprios. Auto-estima - todos nós, desde que ouvimos falar dela, queremos esta qualidade que nos escapa. Alguns de nós parecem tropeçar nela acidentalmente, enquanto outros embarcam num curso de acção que inclui falarem com a sua imagem no espelho. Mas as técnicas de "trate-se a si próprio" e as curas psicológicas só nos ajudam até um certo ponto. Há alguns passos práticos e definitivos que podemos dar, de modo a demonstrar amor por nós mesmos, quer "sintamos" esse amor ou não. Podemos tomar conta das nossas responsabilidades pessoais. Podemos fazer coisas agradáveis a nós mesmos, tal como faríamos a alguém que amássemos. Podemos começar a prestar atenção às nossas próprias necessidades. Até podemos começar a prestar atenção às qualidades que gostamos nos nossos amigos - qualidades como a inteligência e o humor - e procurarmos essas mesmas qualidades em nós mesmos. Vamos certamente descobrir que somos pessoas capazes de amar, e assim que o fizermos estaremos no caminho certo.

Só por hoje: Vou fazer alguma coisa que me ajude a reconhecer e a sentir amor por mim próprio.



Meditação do Dia
QUINTA, 07 DE MARÇO DE 2013

Prioridades
"Os bons tempos também podem constituir uma armadilha; o perigo está em podermos esquecer-nos de que a nossa primeira prioridade é manter-nos limpos." Texto Básico, p. 50


As coisas podem ficar mesmo boas, na nossa recuperação. Talvez tenhamos encontrado a nossa alma gémea, construído uma carreira gratificante, constituído uma família. Talvez as relações com os nossos familiares tenham melhorado. As coisas correm tão bem que quase não temos tempo para ir a reuniões. Talvez estejamos a começar a reintegrar-nos na sociedade, com tanto sucesso que nos esquecemos que nem sempre reagimos às situações como os outros. Talvez, e só talvez, estejamos a pôr algumas prioridades à frente de outras prioridades. Ir a reuniões continua a ser uma prioridade para nós? Continuamos a apadrinhar outras pessoas? Telefonamos ao nosso padrinho ou madrinha? Que passo é que estamos a trabalhar? Continuamos a ter a boa-vontade para saltar da cama a más horas por causa de um telefonema de um 12º Passo? Lembramo-nos de praticar os princípios em todas as áreas da nossa vida? Estamos disponíveis se alguém de NA tentar contactar-nos? Será que nos lembramos de onde vimos, ou será que os "bons tempos" nos deixaram esquecer? Para nos mantermos limpos, temos de nos lembrar de que a distância entre nós e o nosso passado é de apenas uma droga. Ficamos gratos pelos bons tempos, mas não permitimos que isso nos afaste da contínua recuperação em Narcóticos Anónimos.

Só por hoje: Estou grato pelos bons tempos, mas não me esqueci de onde vim. Hoje, a minha primeira prioridade é manter-me limpo e crescer na minha recuperação.


Meditação do Dia
QUARTA, 06 DE MARÇO DE 2013

Racionalizar a nossa recuperação
"Devido aos Doze Passos, não consigo mais manter as velhas formas de me enganar." Basic Text, p. 176



Todos nós racionalizamos. Às vezes sabemos que estamos a racionalizar, admitimos que estamos a racionalizar, mas continuamos a comportar-nos de acordo com as nossas racionalizações! A recuperação pode tornar-se muito dolorosa quando decidimos, por uma razão ou outra, que os princípios mais simples do programa não se aplicam a nós. Com a ajuda do nosso padrinho ou madrinha, e de outros membros de NA, podemos começar a olhar para as desculpas que usamos para justificar o nosso comportamento. Achamos que há alguns princípios que não se aplicam a nós? Acreditamos que sabemos mais do que todas as pessoas em Narcóticos Anónimos, incluindo aquelas que estão limpas há muitos anos? O que é que nos leva a pensar que somos tão especiais? Não há dúvidas de que conseguimos racionalizar, com sucesso, algumas situações na nossa recuperação. Mas, eventualmente, teremos de encarar a verdade e começar a agir de acordo com ela. Os princípios dos Doze Passos guiam-nos para uma nova vida em recuperação, onde não há muito lugar para racionalizações.

Só por hoje: Eu não posso trabalhar os passos e continuar a enganar-me a mim próprio. Vou examinar aquilo que penso sobre as racionalizações, vou revelá-las ao meu padrinho ou madrinha, e vou ver-me livre delas.
                                                                   
                                                                       Meditação do Dia
TERÇA, 05 DE MARÇO DE 2013

Do despertar violento ao despertar espiritual
"Quando surge uma necessidade de admitirmos a nossa impotência, podemos tentar primeiramente procurar formas de reagir contra ela. Tendo esgotado todas essas formas, começamos a partilhar com outros e encontramos esperança." Texto Básico, p. 93


Por vezes ouvimos dizer nas nossas reuniões que "despertares violentos levam a despertares espirituais". Que espécie de despertares violentos é que temos em recuperação? Um deles poderá ocorrer quando um parte indesejável do nosso comportamento, que julgávamós bem escondido, é subitamente revelado para que todos possam ver. Ou quando o nosso padrinho ou madrinha nos informa de que, tal como qualquer outro, temos de trabalhar os passos se quisermos recuperar e manter-nos limpos. A maioria de nós detesta ver as nossas capas retiradas; não gostamos de ficar nus à vista de todos. A experiência traz uma forte dose de humildade. A nossa primeira reacção a tais revelações é normalmente o choque e a raiva, mas no entanto reconhecemos a verdade quando a ouvimos. O que estamos a experimentar é um despertar violento. Esses despertares revelam muitas vezes barreiras que nos impedem de progredir espiritualmente na nossa recuperação. Uma vez expostas essas barreiras, podemos trabalhar os passos para começar a removê-las das nossas vidas. Podemos começar a experimentar a cicatrização e a serenidade que constituem o prelúdio de um renovado despertar do espírito.

Só por hoje: Vou reconhecer os meus despertares violentos como oportunidades de crescimento em direcção ao despertar espiritual.

                                                                         Meditação do Dia
SEGUNDA, 04 DE MARÇO DE 2013

O processo
"Este programa tomou-se parte de mim... Compreendo melhor as coisas que me acontecem hoje. Não tento mais combater o processo." II Basic Text, p. 162



Durante a adicção activa, as coisas aconteciam aparentemente sem sequência ou razão. Limitávamo-nos a "fazer coisas", frequentemente sem saber porquê ou quais seriam os resultados. A vida tinha pouco valor ou significado. O processo dos Doze Passos dá sentido às nossas vidas; ao trabalharmos os Passos, acabamos por aceitar tanto o lado escuro como o lado iluminado de nós próprios. Deixamos cair a negação que nos impedia de compreender o efeito da adicção em nós próprios. Examinamo-nos honestamente, compreendendo o padrão dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos, e do nosso comportamento. Ao abrirmo-nos completamente a outro ser humano, ganhamos humildade e perspectiva. Ao procurarmos que os nossos defeitos de carácter sejam removidos, desenvolvemos uma apreciação prática da nossa impotência e da força que é providenciada por um Poder superior a nós mesmos. Com uma maior compreensão de nós próprios, ganhamos maior visão e aceitação dos outros. Os Doze Passos são a chave para um processo a que chamamos "vida". Ao trabalharmos os Passos, eles tornam-se uma parte de nós - e nós tornamo-nos uma parte da vida à nossa volta. O nosso mundo já não é um mundo sem significado; hoje em dia compreendemos melhor o que acontece nas nossas vidas. Já não lutamos mais contra o processo. Hoje, ao trabalharmos os passos, vivemos o processo.

Só por hoje: A vida é um processo; os Doze Passos são a chave. Hoje, vou usar os passos para participar nesse processo, compreendendo e desfrutando a minha pessoa e a minha recuperação.

                                                                         Meditação do Dia
DOMINGO, 03 DE MARÇO DE 2013

Recaída
"Haverá, contudo, alturas, em que nos apetece mesmo usar. Queremos fugir e sentimo-nos pessimamente. Precisamos de ser recordados de onde viemos e de que desta vez as coisas serão piores. É nessas alturas que mais precisamos do programa." Texto Básico, pp. 91-92

Se estivermos a contemplar uma recaída deveríamos pensar bem no fim amargo para onde o nosso uso nos levaria. Para muitos de nós, esse fim incluiria problemas graves de saúde, a prisão, ou mesmo a morte. Quantos de nós não conheceram pessoas que recaíram depois de muitos anos limpos, só para morrerem da sua doença? Mas existe uma morte que acompanha o regresso à adicção activa que poderá ser bem pior do que a morte física. E essa é a morte espiritual que experimentamos quando nos separamos do nosso Poder Superior. Se usarmos drogas, a relação espiritual que alimentámos durante anos irá enfraquecer, ou mesmo desaparecer. Iremos sentir-nos verdadeiramente sós. Não há dúvida de que temos períodos de escuridão na nossa recuperação. Só existe uma forma de passarmos por esses momentos difíceis: com fé. Se acreditarmos que o nosso Poder Superior está connosco, então saberemos que tudo estará bem. Não importa quão mal possamos sentir-nos na nossa recuperação, uma recaída nunca será a resposta. Juntos encontramos a recuperação. Se nos mantivermos limpos, a escuridão irá levantar e iremos descobrir uma ligação mais profunda com o nosso Poder Superior.

Só por hoje: Agradeço ao meu Poder Superior pela dádiva de NA. Sei que a recaída não é a saída. Sejam quais forem os desafios que se me apresentem, vou enfrentá-los com o Deus da minha concepção.
                                                                         
                                                                        Meditação do Dia
SÁBADO, 02 DE MARÇO DE 2013

Sucesso
"Qualquer forma de sucesso era estranha e assustadora." Texto Básico, p. 17

Antes de chegarmos a NA, poucos de nós tinham alguma experiência de sucesso. Todas as tentativas para pararmos de usar sozinhos saíram falhadas. Já tínhamos começado a perder a esperança de encontrar qualquer libertação da adicção activa. Tínhamos crescido habituados ao falhanço, esperando-o, aceitando-o e pensando que fazia parte de nós. Quando nos mantemos limpos, começamos a experimentar o sucesso nas nossas vidas. Começamos a orgulhar-nos das coisas que fazemos. Começamos a tomar riscos saudáveis. Poderemos experimentar alguns reveses nesse processo, mas mesmo estes podem ser considerados positivos se aprendermos com eles. Por vezes, quando atingimos um objectivo, hesitamos em "dar-nos uma palmadinha nas costas", receando parecermos arrogantes. Mas o nosso Poder Superior quer que sejamos bem sucedidos, e quer que compartilhemos o orgulho dos nossos feitos com os nossos entes queridos. Quando partilhamos os nossos sucessos com outros em NA, eles começam muitas vezes a acreditar que também poderão atingir os seus próprios objectivos. Quando somos bem sucedidos, ajudamos a lançar os alicerces para aqueles que seguem o nosso caminho.

Só por hoje: Vou parar para saborear os meus sucessos. Vou partilhar as minhas vitórias com uma "atitude de gratidão". les que seguem o nosso caminho. 

                                                                       Meditação do Dia
SEXTA, 01 DE MARÇO DE 2013



 Ataque de ansiedade!
"... o Poder que nos conduziu a este programa está ainda connosco e continuará a guiar-nos se o deixarmos." Texto Básico, p. 31

Alguma vez tiveste um ataque de pânico? Para onde quer que nos voltemos, as exigências da vida parecem demasiadas. Ficamos paralisados e não sabemos o que fazer. Como é que se trata um ataque de ansiedade? Primeiro, paramos. Não podemos lidar com tudo de uma só vez, por isso paramos por um momento para deixar as coisas assentarem. Fazemos então um inventário das coisas que nos incomodam. Examinamos cada uma, perguntando, "Que importância é que tem, na realidade?" Na maioria dos casos, vamos descobrir que a grande parte dos nossos medos e preocupações não precisa da nossa atenção imediata. Podemos pô-los de lado e concentrar-nos nos assuntos que realmente precisam de ser resolvidos depressa. Paramos então mais uma vez e perguntamo-nos, "Mas afinal quem é que está a controlar isto?" Isso ajuda-nos a recordar que é o nosso Poder Superior quem tem o controlo. Procuramos a vontade do nosso Poder Superior para a situação, seja ela qual for. Podemos fazer isto de muitas maneiras: através da oração, de conversas com o nosso padrinho ou madrinha, ou com amigos de NA, ou indo a uma reunião e pedindo a outros que partilhem as suas experiências. Quando a vontade do nosso Poder Superior se torna clara para nós, rezamos pela capacidade para a concretizar. E, por fim, pomos acção. Os ataques de ansiedade não têm necessariamente que nos paralisar. Podemos utilizar os recursos do programa de NA para lidar com tudo aquilo que se atravesse no nosso caminho.

Só por hoje: O meu Poder Superior não me trouxe até aqui em recuperação para agora me abandonar! Quando a ansiedade atacar, vou dar passos específicos para procurar o contínuo cuidado e orientação de Deus.
                                                                     Meditação do Dia
QUINTA, 28 DE FEVEREIRO DE 2013

O maior presente
"A nossa fé, recém-descoberta, funciona como uma base firme para termos coragem no futuro." Texto Básico, p. 107



Quando começamos a ir a reuniões, ouvimos os outros adictos a falar das dádivas que receberam como resultado deste programa, coisas que antes nunca viramos como "dádivas". Uma delas é a capacidade renovada de sentir as emoções que tínhamos adormecido durante tanto tempo com as drogas. Não é difícil pensar no amor, na alegria e na felicidade como dádivas, mesmo que há muito tempo que não as tenhamos sentido. Mas e então os sentimentos "maus" como a raiva, a tristeza, o medo e a solidão? Essas emoções não podem ser vistas como dádivas, dizemos a nós mesmos. Afinal de contas, como é que podemos estar agradecidos por coisas das quais queremos fugir?! Podemos começar por tornar-nos gratos por essas emoções nas nossas vidas, se as pusermos em perspectiva. Precisamos de nos lembrar de que viemos a acreditar num Poder Superior amantíssimo e de que pedimos a esse Poder para cuidar de nós - e o nosso Poder Superior não comete erros. Os sentimentos que nos são dados, "bons" ou "maus", são nos dados por uma razão. Com isto presente, apercebemo-nos de que não existem sentimentos "maus", apenas lições para serem aprendidas. A nossa fé e o carinho do nosso Poder Superior dão-nos a coragem de que precisamos para enfrentar quaisquer sentimentos que possam surgir no dia a dia. Tal como ouvimos no início de recuperação, "O teu Poder Superior não te dá mais do que aquilo com que podes lidar num dia." E a capacidade de sentir as nossas emoções é uma das maiores dádivas de recuperação.


Só por hoje: Vou tentar aceitar os meus sentimentos, acreditando que tenho a coragem para enfrentar qualquer emoção que possa surgir na minha vida.                                                       
                                                                  
                                                                      Meditação do Dia
QUARTA, 27 DE FEVEREIRO DE 2013

Motivos "puros"
"Examinamos as nossas acções, reacções e motivos. Por vezes descobrimos que temos estado a fazer melhor do que nos temos sentido." Texto Básico, p. 49
Imaginem um livro de meditações diárias com este tipo de mensagem: "De manhã, quando acordares, antes de te levantares da cama, pára para reflectir. Deita-te, reúne os teus pensa- mentos, e considera os teus planos para o dia. Um a um, verifica os motivos por detrás desses planos. Se os teus motivos não forem inteiramente puros, vira-te para o outro lado e volta a dormir." É um disparate, não é? Não importa há quanto tempo estamos limpos, quase todos nós temos motivos diferentes por detrás de tudo o que fazemos. Isso não é contudo razão para deixar as nossas vidas em suspenso. Não temos de esperar que os nossos motivos se tornem completamente puros para começarmos a viver a nossa recuperação. A medida que o programa vai entrando nas nossas vidas, começamos a actuar menos sobre os nossos motivos mais questionáveis. Fazemos regularmente um exame a nós mesmos e falamos com o nosso padrinho ou madrinha sobre o que encontramos. Rezamos pelo conhecimento da vontade do nosso Poder Superior para nós e procuramos as forças para agir conforme o conhecimento que nos é dado. O resultado? Não nos tornamos perfeitos, mas a verdade é que melhoramos. Iniciámos a prática de um programa espiritual. Nunca iremos tornar-nos gigantes espirituais, mas se olharmos realisticamente para nós próprios, se calhar vamos aperceber-nos de que temos estado a fazer melhor do que nos temos sentido.


Só por hoje: Vou olhar para mim de forma realista. Vou procurar a força para agir nos meus melhores motivos, e para não actuar sobre os piores.

                                                                   Meditação do Dia
TERÇA, 26 DE FEVEREIRO DE 2013

Remorsos
"O Oitavo Passo permite que saiamos da nossa antiga vida, dominada por sentimentos de culpa e pelo remorso." Texto Básico, p. 45



O remorso foi um dos sentimentos que nos manteve a usar. Percorremos o nosso caminho da adicção activa deixando um rasto de desgosto e de devastação demasiado doloroso para olharmos para ele. Os nossos remorsos eram muitas vezes intensificados pela nossa percepção de que não podíamos fazer nada pelos danos que causámos; não havia forma de repará-los. Quando enfrentamos os remorsos de frente, retiramo-lhes algum do seu poder. Começamos o Oitavo Passo ao fazer uma lista de todas as pessoas que prejudicámos. Temos alguma responsabilidade pelo nosso doloroso passado. Todavia, o Oitavo Passo não nos pede para corrigir todos os nossos erros, mas apenas para nos dispormos a fazer reparações a todas essas pessoas. À medida que nos dispomos a reparar os danos que causámos, reconhecemos a nossa prontidão para mudar. Sublinhamos assim o processo cicatrizante de recuperação. O remorso já não é mais um instrumento que usamos para nos torturar. O remorso tornou-se antes um meio através do qual podemos perdoar-nos a nós próprios.

Só por hoje: Vou usar quaisquer sentimentos de remorso que possa ter, como um trampolim para me recuperar através dos Doze Passos.

Meditação do Dia
SEGUNDA, 25 DE FEVEREIRO DE 2013

Tão doentes quantos os nossos segredos
"Seria trágico escrever o nosso inventário e depois guardá-lo numa gaveta. Estes defeitos crescem no escuro e morrem quando são expostos." Texto Básico, p. 37


Quantas vezes é que ouvimos dizer que somos tão doentes quanto os nossos segredos? Embora muitos membros decidam não partilhar nas reuniões os pormenores íntimos das suas vidas, é importante que cada um de nós descubra o que é que funciona melhor connosco. E aqueles comportamentos que trouxemos para recuperação e que, se descobertos, nos envergonhariam? Até que ponto é que nos sentimos confortáveis em nos expor, e a quem? Se nos sentimos desconfortáveis a partilhar nas reuniões alguns pormenores das nossas vidas, para quem é que nos viramos então? Encontrámos a resposta a estas perguntas no apadrinhamento. Apesar da relação com um padrinho ou madrinha demorar tempo a construir, é importante que vamos ganhando confiança suficiente com o nosso padrinho ou madrinha para sermos completamente honestos. Os nossos defeitos só têm poder enquanto permanecerem escondidos. Se quisermos ser libertos desses defeitos, temos de os expor. Os segredos só são segredos até os partilharmos com outro ser humano.

Só por hoje: Vou pôr os meus segredos a descoberto. Vou praticar a honestidade com o meu padrinho ou madrinha.


Meditação do Dia
DOMINGO, 24 DE FEVEREIRO DE 2013

Uma nova influência
"Uma mudança de personalidade era aquilo de que precisávamos. Tornou-se necessária uma mudança dos padrões de vida autodestrutivos." Texto Básico, p. 17



No início da nossa vida muitos de nós eram capazes de sentir alegria e encanto, de dar e receber amor incondicional. Quando começámos a usar, introduzimos nas nossas vidas uma influência que lentamente nos afastou dessas coisas. Quanto mais fundo fomos avançando no caminho da adicção, mais nos afastámos da alegria, do encanto e do amor. Essa caminhada não foi feita de um dia para o outro. Mas seja qual for o tempo que demorou, chegámos às portas de NA com mais do que um problema com drogas. A influência da adicção tinha distorcido completamente todos os nossos padrões de vida. É verdade que os Doze Passos fazem milagres, mas são poucos os que acontecem de um dia para o outro. A nossa doença foi influenciando lentamente o nosso desenvolvimento espiritual, para pior. A recuperação introduz uma nova influência nas nossas vidas, uma fonte de irmandade e de força espiritual que nos leva lentamente para novos e mais saudáveis padrões de vida. Claro que esta mudança não "acontece" assim sem mais nem menos. Se colaborarmos com a nova influência que NA trouxe para as nossas vidas, com o tempo iremos experimentar a mudança de personalidade a que chamamos recuperação. O tipo de colaboração necessária para reaver a alegria, o encanto e o amor nas nossas vidas é-nos dado pelo programa dos Doze Passos.

Só por hoje: Vou colaborar com a nova influência de irmandade e força espiritual que NA trouxe para a minha vida. Vou trabalhar o passo seguinte do meu programa.

Meditação do Dia
SÁBADO, 23 DE FEVEREIRO DE 2013

Mensagens e mensageiros
"0 anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas tradições, lembrando-nos sempre a necessidade de colocar os princípios acima das personalidades." 12ª Tradição



A 12ª Tradição lembra-nos da importância de colocar "os princípios acima das personalidades". Nas reuniões de recuperação isto pode ser lido de outra forma: "não tires o inventário ao mensageiro". Muitas vezes confundimos a mensagem com o mensageiro e ignoramos o que alguém tem para partilhar numa reunião, por termos conflitos de personalidade com essa pessoa. Se estamos a ter problemas com o que certa pessoa tenha para partilhar, poderemos querer procurar a orientação do nosso padrinho ou madrinha. O nosso padrinho ou madrinha pode ajudar-nos a concentrar no que esteja a ser dito, em vez de na pessoa que estiver a dizê-lo. O nosso padrinho ou madrinha pode também ajudar-nos a lidar com os ressentimentos que poderão estar a impedir-nos de reconhecer o valor da experiência de recuperação de determinada pessoa. É espantoso o quanto podemos retirar mais das reuniões quando nos permitimos seguir a sugestão da nossa 12ª Tradição, concentrando-nos nos princípios de recuperação em vez de nas personalidades.

Só por hoje: Vou praticar o princípio do anonimato na reunião de NA. Vou concentrar-me na mensagem de recuperação e não na personalidade do mensageiro.

Meditação do Dia
SEXTA, 22 DE FEVEREIRO DE 2013

A vontade de Deus ou a minha?
"Continuámos a fazer um inventário pessoal e quando estávamos errados admitimo-lo prontamente." Décimo Passo


Em Narcóticos Anónimos, descobrimos que quanto mais vivermos de acordo com a vontade do nosso Poder Superior para nós, maior será a harmonia nas nossas vidas. Utilizamos o Décimo Passo para nos ajudar a manter essa harmonia. Diariamente pomos de lado algum tempo para olharmos para o nosso comportamento. Alguns de nós avaliam cada acção com uma simples pergunta: "A vontade de Deus ou a minha?". Em muitos casos descobrimos que as nossas acções estiveram em sintonia com a vontade do nosso Poder Superior para nós e que, por sua vez, estivemos em sintonia com o mundo à nossa volta. No entanto, em alguns casos vamos descobrir inconsistências entre o nosso comportamento e os nossos valores. Estamos a agir na nossa vontade própria e não na de Deus, e o resultado é a falta de sintonia nas nossas vidas. Quando descobrimos essas inconsistências, admitimos que estivemos errados e tomamos medidas para corrigir a situação. Com uma maior consciência daquilo que acreditamos ser a vontade de Deus para nós nessas situações, é menos provável que repitamos essas acções. Será mais provável que vivamos em maior concórdia com a vontade do nosso Poder Superior para nós e com o mundo à nossa volta.

Só por hoje: É meu desejo viver em harmonia com o meu mundo. Hoje vou examinar as minhas acções, perguntando: "É a vontade de Deus, ou a minha?".
                                                                   
                                                                  Meditação do Dia
QUINTA, 21 DE FEVEREIRO DE 2013

Autopiedade ou recuperação - a escolha é nossa
"A autopiedade é um dos defeitos mais destrutivos; irá esvaziar-nos de toda a energia positiva." Texto Básico, p. 91



Na adicção activa muitos de nós utilizaram a autopiedade como um mecanismo de sobrevivência. Não acreditávamos que houvesse uma alternativa a vivermos na nossa doença - ou talvez não quiséssemos acreditar nela. Enquanto pudéssemos ter pena de nós próprios e culpar alguém pelos nossos problemas, não tínhamos de aceitar as consequências das nossas acções; ao acreditarmos que somos impotentes para mudar, não precisamos de aceitar a necessidade de mudança. Este "mecanismo de sobrevivência" impediu-nos de entrar em recuperação e levou-nos cada vez mais perto da auto-destruição. A autopiedade é uma arma da nossa doença; precisamos de parar de usá-la e, em vez disso, aprender a utilizar os novos instrumentos que encontramos no programa de NA. Viemos a acreditar que uma ajuda eficaz está à nossa disposição; quando procuramos essa ajuda, encontrando-a no programa de NA, a autopiedade é substituída pela gratidão. Há muitos instrumentos à nossa disposição: os Doze Passos, o apoio do nosso padrinho ou madrinha, a irmandade de outros adictos em recuperação, e o carinho do nosso Poder Superior. A disponibilidade de todos é razão mais do que suficiente para estarmos gratos. Nós já não vivemos isolados, sem esperança; temos uma determinada ajuda ao nosso dispor para o que quer que seja que tenhamos de enfrentar. A forma mais segura de nos tornarmos gratos é aproveitarmos a ajuda que nos é dada no programa de NA e sentirmos as melhorias que o programa irá trazer para as nossas vidas.

Só por hoje: Vou estar grato pela esperança que NA me deu. Vou cultivar a minha recuperação e parar de alimentar a autopiedade.
                                                                   

                                                                   Meditação do Dia
QUARTA, 20 DE FEVEREIRO DE 2013

Impotência, responsabilidade pessoal
"Dada a nossa incapacidade para aceitarmos responsabilidades pessoais, criámos de facto os nossos próprios problemas." Texto Básico, p. 15



Quando nos recusamos a ser responsáveis pelas nossas vidas, abdicamos de todo o nosso poder pessoal. Precisamos de nos lembrar que somos impotentes perante a nossa adicção, e não perante o nosso comportamento como pessoa. Muitos de nós utilizaram erradamente o conceito de impotência para evitarem tomar decisões ou para permanecerem ligados a coisas que já tinham deixado para trás. Temos reivindicado a impotência perante as nossas acções. Temos culpado os outros pela nossa situação, em vez de agirmos positivamente para modificá-la. Se continuarmos a evitar as responsabilidades alegando que somos "impotentes", estamos a caminhar em direcção ao mesmo desespero e sofrimento que sentimos durante a nossa adicção activa. As possibilidades de passarmos anos de recuperação a sentirmo-nos como vítimas são muito grandes. Em vez de vivermos as nossas vidas por defeito, podemos aprender a tomar decisões responsáveis e a arriscar. Podemos cometer erros, mas podemos também aprender com esses erros. Uma elevada consciência de nós próprios e uma crescente vontade de aceitar responsabilidades pessoais, dá-nos a liberdade para mudar, para escolher e para crescer.

Só por hoje: Os meus sentimentos, as minhas acções e escolhas, são meus. Vou aceitar a responsabilidade por eles.
                                                                  Meditação do Dia
TERÇA, 19 DE FEVEREIRO DE 2013

Reservas
"A recaída nunca é um acaso. É antes um sinal de que temos reservas no nosso programa." Texto Básico, p. 89


Uma reserva é algo que pomos de parte para utilização futura. No nosso caso, uma reserva é a expectativa de que se isto ou aquilo acontecer, de certeza que vamos recair. Que situação é que esperamos que possa ser tão dolorosa que não a suportemos? Talvez pensemos que se o nosso companheiro nos deixar, teremos de ir apanhar uma "pedra". Se perdermos o emprego, certamente pensamos que iremos usar. Ou talvez a morte de um ente querido, que não sabemos se conseguiremos suportar. Em qualquer dos casos, as reservas que guardamos dão-nos permissão para usar quando se tomam reais - como frequentemente acontece. Podemos preparar-nos para o sucesso em vez da recaída, examinando as nossas expectativas e modificando-as conforme pudermos. Muitos de nós carregam dentro de si um catálogo de desgraças antecipadas, directamente relacionadas com os nossos medos. Podemos aprender a sobreviver à dor ao observarmos os outros membros viverem através de uma dor semelhante. Podemos aplicar as suas lições às nossas próprias expectativas. Em vez de dizermos a nós mesmos que teremos de ficar "pedrados" se isto acontecer, podemos calmamente assegurarmo-nos de que também nós podemos manter-nos limpos apesar daquilo que a vida nos traga hoje.

Só por hoje: Vou verificar quaisquer reservas que possam pôr em perigo a minha recuperação, e vou partilhá-las com outro adicto.
Meditação do Dia
SEGUNDA, 18 DE FEVEREIRO DE 2013

A parceria de recuperação
"Desde que eu tenha calma e assuma um compromisso com o meu Poder Superior para fazer o melhor que possa, sei que algo vai hoje cuidar de mim." Basic Text II, p. 120



Muitos de nós sentem que o compromisso fundamental em recuperação é para com o nosso Poder Superior. Sabendo que nos falta o poder para nos mantermos limpos e recuperarmos sozinhos, entramos numa aliança com um Poder superior a nós. Comprometemo-nos a viver nos cuidados do nosso Poder Superior e, em troca, somos guiados por ele. Esta parceria é vital para nos mantermos limpos. Conseguir ultrapassar os primeiros dias de recuperação parece quase sempre ser a coisa mais difícil que já fizemos. Mas a força do nosso compromisso para com a recuperação e o poder do cuidado de Deus são suficientes para nos levar para a frente, só por hoje. A nossa parte nesta relação é fazermos o melhor que pudermos em cada dia, vivendo e fazendo o que tivermos de fazer, aplicando os princípios de recuperação o melhor que pudermos. Prometemos fazer o melhor que podemos - não fingindo, não tentando ser super-homens, mas simplesmente fazendo o trabalho - base de recuperação. Ao cumprirmos a nossa parte desta parceria de recuperação, sentimos o cuidado do nosso Poder Superior.

Só por hoje: Vou cumprir o meu compromisso na parceria com o meu Poder Superior.
                                                                 
                                                                     Meditação do Dia
DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2013

Levar a mensagem, não o adicto
"Podemos analisá-lo, aconselhá-lo, podemos rezar por ele, tentar ser razoáveis, podemos ameaçá-lo, sová-lo, ou aprisioná-lo, mas ele não irá parar enquanto não quiser parar." Texto Básico, p. 74


Uma das verdades mais difíceis que temos de enfrentar na nossa recuperação talvez seja a de que somos tão impotentes perante a adicção de alguém quanto o somos perante a nossa própria. Podemos pensar que, porque tivemos um despertar espiritual nas nossas vidas, deveríamos ser capazes de persuadir outro adicto a encontrar recuperação. Mas há limites para aquilo que podemos fazer para ajudar outro adicto. Não podemos forçá-los a parar de usar. Não podemos dar-lhes os resultados dos passos ou crescer por eles. Não podemos tirar-lhes a solidão e a dor. Não há nada que possamos dizer para convencer um adicto assustado a trocar a miséria familiar da adicção pela incerteza assustadora da recuperação. Não podemos entrar na pele de outras pessoas, mudar os seus objectivos, ou decidir o que é melhor para eles. No entanto, se nos recusarmos a tentar exercer esse poder sobre a adicção de alguém, podemos ajudá-lo. Eles podem crescer se os deixarmos enfrentar a realidade, por muito dolorosa que seja. Eles podem tornar-se mais produtivos, de acordo com o seu próprio conceito, desde que não tentemos fazê-lo por eles. Eles podem tornar-se a autoridade das suas próprias vidas, se nós formos apenas autoridades nas nossas. Se conseguirmos aceitar tudo isto, podemos tornar-nos aquilo que é suposto sermos - portadores da mensagem, não do adicto.

Só por hoje: Vou aceitar que sou impotente, não apenas perante a minha própria adicção, mas também perante a adicção de todos os outros. Vou levar a mensagem, não o adicto.



Meditação do Dia
SÁBADO, 16 DE FEVEREIRO DE 2013

Sentimentos de fé
"Quando nos recusamos a aceitar a realidade de hoje, estamos a negar a fé no nosso Poder Superior: Isto só pode trazer-nos mais sofrimento." IP nº 8, Só por hoje


Há dias que não correm como gostaríamos. Os nossos problemas podem ser tão simples como um atacador solto ou termos de estar na fila do supermercado. Ou podemos estar a passar por algo mais sério, tal como perder o emprego, a casa ou um ente querido. Seja o que for, muitas vezes acabamos à procura de uma forma de evitar os nossos sentimentos, em vez de simplesmente reconhecermos que esses sentimentos são dolorosos. Quando parámos de usar, ninguém nos prometeu que tudo iria correr como nós gostaríamos. De facto, podemos ter a certeza de que a vida vai continuar, quer estejamos a usar ou não. Iremos ter dias bons e dias maus, sentimentos confortáveis e sentimentos dolorosos, mas já não precisamos de fugir deles. Podemos sentir dor, perda, tristeza, raiva, frustração - todos esses sentimentos que evitámos com as drogas. Descobrimos que podemos ultrapassar essas emoções limpos. Não iremos morrer e o mundo não irá acabar só porque temos sentimentos desconfortáveis. Aprendemos a acreditar que podemos sobreviver àquilo que cada dia nos trouxer.

Só por hoje: Vou demonstrar a minha confiança em Deus, vivendo o dia tal como ele é.


                                                           Meditação do Dia
SEXTA, 15 DE FEVEREIRO DE 2013

Um despertar do espírito
"A última coisa que esperávamos era um despertar do espírito." Texto Básico, p. 56


Foram poucos de nós os que chegaram à primeira reunião de Narcóticos Anónimos ansiosos por fazer um inventário pessoal ou acreditando que havia um vazio espiritual nas nossas almas. Não tínhamos qualquer noção de que estávamos prestes a embarcar numa viagem espiritual que iria acordar os nossos espíritos adormecidos. Como um despertador barulhento, o Primeiro Passo traz-nos um estado de semiconsciência - apesar de, nesta altura, podermos não ter a certeza se queremos sair da cama ou continuar a dormir só mais cinco minutos. A mão suave que nos abana o ombro à medida que aplicamos o Segundo e Terceiro Passos faz-nos levantar, espreguiçar e bocejar. Precisamos de esfregar os olhos para escrever o Quarto Passo e partilhar o nosso Quinto. Mas, conforme vamos trabalhando o Sexto, Sétimo, Oitavo e Nono Passos, começamos a notar uma nascente no nosso caminho e o esboço de um sorriso nos nossos lábios. Os nossos espíritos cantam no duche, quando fazemos o Décimo e o 11° Passos. E então praticamos o 12°, deixando a casa em busca de outros para acordar. Não precisamos de passar o resto das nossas vidas em coma espiritual. Podemos não gostar de nos levantar de manhã mas, uma vez fora da cama, ficamos quase sempre contentes por o termos feito.

Só por hoje: Vou usar os Doze Passos para despertar o meu espírito adormecido.

Meditação do Dia
QUINTA, 14 DE FEVEREIRO DE 2013

Honestidade e espiritualidade
"O direito a um Deus da nossa concepção é total e irrefutável. Por termos este direito, é necessário que sejamos honestos acerca daquilo em que acreditamos, se quisermos crescer espiritualmente." Texto Básico, p. 30



Nas reuniões, durante o café, ou em conversa com o nosso padrinho ou madrinha, ouvimos os nossos amigos de NA falarem sobre o modo como concebem o seu Poder Superior. Seria fácil ir "atrás dos outros", adoptando a crença de outra pessoa, mas, tal como ninguém pode recuperar por nós, também a espiritualidade de alguém não pode substituir a nossa. Temos de procurar honestamente um entendimento de Deus que realmente funcione para nós. Muitos de nós começaram essa procura através da oração e da meditação, e continuaram com as experiências em recuperação. Terá havido momentos em que nos foi dado um poder maior do que o nosso para enfrentarmos os desafios da vida? Quando, em ocasiões conturbadas, procurámos calmamente uma direcção, será que a encontrámos? Que Poder é que julgamos que nos guiou e nos deu forças? Que Poder é que procuramos? Com as respostas a estas perguntas, iremos compreender o nosso Poder Superior suficientemente bem para que possamos sentir-nos seguros e confiantes ao pedir-lhe que cuide da nossa vontade e das nossas vidas. Um entendimento de Deus, que não seja verdadeiramente nosso, poderá resultar por algum tempo mas, a longo prazo, temos de chegar à nossa própria compreensão de um Poder Superior, pois é esse mesmo Poder que irá levar-nos através da nossa recuperação.

Só por hoje: Eu procuro um Poder superior a mim mesmo que possa ajudar-me a crescer espiritualmente. Hoje vou examinar honestamente as minhas crenças e chegar ao meu próprio entendimento de Deus.


Meditação do Dia
QUARTA, 13 DE FEVEREIRO DE 2013

As forças que unem
"Tudo correrá bem sempre que as forças que nos unem sejam maiores do que as que tentam separar-nos." Texto Básico, p. 68


Muitos de nós sentem que sem NA teriam certamente morrido da nossa doença. Por isso, a sua existência é o nosso cordão de segurança. No entanto, a desunião é um facto ocasional da vida de Narcóticos Anónimos; devemos aprender a responder de uma forma construtiva às influências destrutivas que por vezes surgem na nossa irmandade. Se decidirmos ser uma parte da solução, em vez de sermos parte do problema, estaremos então a seguir a direcção certa. A nossa recuperação pessoal e o crescimento de NA são proporcionais à manutenção de um ambiente de recuperação nas nossas reuniões. Será que estamos dispostos a ajudar o nosso grupo a lidar construtivamente com um conflito? Será que, como membros de um grupo, esforçamo-nos para ultrapassar as dificuldades aberta e honestamente, e com justiça? Será que procuramos promover o bem-estar comum de todos os membros em vez do nosso próprio bem-estar? E, como servidores de confiança, será que tomamos em consideração o efeito que as nossas acções podem ter nos recém-chegados? O serviço pode fazer emergir tanto o melhor como o pior em nós. Mas é geralmente através do serviço que começamos a entrar em contacto com os nossos defeitos de carácter mais fortes. Será que evitamos compromissos de serviço em vez de enfrentarmos aquilo que possamos descobrir sobre nós próprios? Se tivermos em mente a força dos laços que nos unem - a nossa recuperação da adicção activa - tudo irá correr bem.

Só por hoje: Vou esforçar-me por servir a nossa irmandade. Não vou ter medo de descobrir quem sou


                                                                Meditação do Dia
TERÇA, 12 DE FEVEREIRO DE 2013

Viver no momento
"Lamentávamos o passado, receávamos o futuro, e não sentíamos grande entusiasmo pelo presente." Texto Básico, p. 8


Até termos vivido o processo de recuperação que se dá quando trabalhamos os Doze Passos, dificilmente encontraremos uma frase mais verdadeira do que a citação acima. A maioria de nós chegou a NA de cabeça baixa, com vergonha, a pensar no passado e a desejar poder voltar atrás e mudá-lo. As nossas fantasias e expectativas sobre o futuro podem ser tão exageradas que, logo num primeiro encontro com alguém, damos connosco a pensar qual o advogado que contrataríamos para um divórcio. Quase todas as experiências fazem com que recordemos algo do passado ou comecemos a projectar o futuro. De início, é difícil mantermo-nos no momento. Parece que os nossos pensamentos não param. Temos grande dificuldade em nos divertirmos. Cada vez que percebermos que os nossos pensamentos não estão centrados naquilo que esteja a acontecer no momento, podemos rezar e pedir a um Deus amantíssimo que nos ajude a sairmos de nós. Se lamentamos o passado, fazemos reparações ao vivermos hoje de modo diferente; se receamos o futuro, trabalhamos para vivermos hoje responsavelmente. Se cada vez que descobrirmos que não estamos a viver o presente praticarmos os passos e rezarmos, vamos reparar que isso já não irá acontecer com a mesma frequência que antes. A nossa fé irá ajudar-nos a viver só por hoje. Iremos ter horas, até mesmo dias, em que a nossa atenção está totalmente centrada no momento presente, e não num passado de que nos arrependamos, ou num futuro que receemos.

Só por hoje: Quando vivo plenamente cada momento, abro-me às alegrias que de outra forma me escapariam. Se estou com problemas, vou pedir ajuda a um Deus amantíssimo.



Meditação do Dia
SEGUNDA, 11 DE FEVEREIRO DE 2013

De maldição a benção
"Com a recuperação fomos encontrando a gratidão ... Temos uma doença, mas é possível recuperar dela." Texto Básico, p. 9



A adicção activa não era nenhuma festa; muitos de nós quase não saíram com vida. Mas lamentarmos a doença, queixando-nos daquilo que ela nos fez, e lamentando-nos pelas condições em que nos deixou - isso apenas nos mantém fechados na amargura e no ressentimento. O caminho para a liberdade e o crescimento espiritual começa onde acaba a amargura, com aceitação. Não queremos com isto negar o sofrimento que a adicção causou. No entanto, foi esta doença que nos trouxe para Narcóticos Anónimos; sem ela, não teríamos procurado, nem tão-pouco encontrado, a dádiva de recuperação. Ao isolar-nos, forçou-nos a procurar uma irmandade. Ao causar-nos sofrimento, deu-nos a experiência necessária para ajudarmos os outros, ajuda que mais ninguém está tão capacitada para dar. Ao deixar-nos de joelhos, a adicção deu-nos a oportunidade de nos rendermos aos cuidados de um Poder Superior amantíssimo. Não desejamos a ninguém a doença da adicção. Mas acontece que nós, adictos, já temos esta doença - mais ainda, sem esta doença provavelmente nunca teríamos embarcado na nossa viagem espiritual. Milhares de pessoas procuram durante toda a sua vida aquilo que nós encontrámos em Narcóticos Anónimos: uma irmandade, um propósito, e um contacto consciente com um Poder Superior. Hoje, estamos gratos por tudo aquilo que esta dádiva nos trouxe.

Só por hoje: Vou aceitar o facto de ter uma doença, e vou seguir a dádiva da minha recuperação.



                                                                Meditação do Dia
DOMINGO, 10 DE FEVEREIRO DE 2013

Divertimento!
"Em recuperação as nossas noções de divertimento mudam." Texto Básico, p. 118



Em retrospectiva, muitos de nós apercebem-se de que, quando usavam, as suas ideias de divertimento eram algo estranhas. Alguns de nós arranjavam-se e iam para a discoteca. Dançávamos, bebíamos e tomávamos drogas até de madrugada. Mais do que uma vez, houve lutas que se tornaram violentas. Aquilo a que antes chamávamos divertimento, chamamos agora insanidade. Hoje, o nosso conceito de divertimento mudou. Divertimento é agora para nós um passeio junto ao mar a ver as crianças a brincar enquanto o sol se põe no horizonte. Divertimento é ir a um piquenique de NA ou a um espectáculo de comédia numa convenção de NA. Divertimento é arranjarmo-nos para ir ao jantar e não nos preocuparmos que haja insultos e violência. Pela graça de um Poder Superior e da Irmandade de Narcóticos Anónimos, as nossas ideias de divertimento mudaram radicalmente. Hoje, quando estamos acordados a ver o nascer do sol é geralmente porque nos deitámos cedo na noite anterior, e não por termos estado na discoteca até às seis da manhã, com os olhos inchados de uma noite de uso de drogas. E se isto fosse tudo aquilo que temos recebido de Narcóticos Anónimos, seria já suficiente.

Só por hoje: Vou divertir-me na minha recuperação.




Meditação do Dia
SÁBADO, 09 DE FEVEREIRO DE 2013

Auto-aceitação
"Quando nos aceitamos a nós mesmos, podemos aceitar os outros nas nossas vidas, incondicionalmente, provavelmente pela primeira vez." IP nº 19, A



Desde as nossas mais remotas recordações, muitos de nós têm a sensação de nunca terem pertencido. Não importa quantas pessoas estivessem à nossa volta, sentíamo-nos sempre à parte. Tínhamos grande dificuldade em nos integrar. No fundo, acreditávamos que se deixássemos realmente, que nos conhecessem, iriamos ser rejeitados. Talvez tenha sido neste clima de egocentrismo que a nossa adicção começou a germinar. Muitos de nós cobriram a dor do isolamento com uma atitude de desafio. Com efeito, dizíamos ao mundo, "Vocês não precisam de mim? Bom, eu também não preciso de nenhum de vocês. Tenho as minhas drogas e posso tomar conta de mim!" Quanto mais a nossa adicção progredia, mais altos eram os muros que construíamos à nossa volta. Esses muros começam a cair quando começamos a encontrar aceitação nos outros adictos em recuperação. Com esta aceitação dos outros, começamos a aprender o importante princípio da auto-aceitação. E quando começamos a aceitar-nos a nós próprios, podemos permitir que outros façam parte das nossas vidas, sem medo de rejeição.

Só por hoje: Eu sou aceite em NA; eu pertenço. Hoje, posso com segurança começar a deixar os outros entrarem na minha vida.


Meditação do Dia
SEXTA, 08 DE FEVEREIRO DE 2013

O que é um padrinho ou madrinha?
"...sabemos que podemos ir ter com o nosso padrinho ou madrinha, mas é nossa a responsabilidade de entrar em contacto com ele ou ela nessas alturas." IP n° II, O apadrinhamento


O que é um padrinho ou madrinha? Nós sabemos; é aquela pessoa simpática com quem fomos beber um café depois da nossa primeira reunião. Essa alma generosa que continua a partilhar gratuitamente a sua experiência em recuperação. Aquele que continua a surpreender-nos com uma incrível percepção dos nossos defeitos de carácter. Aquele que está sempre a lembrar-nos de acabar o Quarto Passo, que escuta o nosso Quinto Passo, e que não diz a ninguém o quanto somos estranhos. É muito fácil começarmos a tomar tudo isto por garantido, uma vez que nos habituamos a ter alguém com quem podemos contar. Pode acontecer que percamos a cabeça e digamos a nós próprios: "Telefono ao meu padrinho mais logo, agora tenho de arrumar a casa, ir às compras, ir atrás daquela beleza..." E assim acabamos em sarilhos, sem percebermos bem onde falhámos. O nosso padrinho ou madrinha não consegue ler as nossas mentes. Somos nos que temos de os procurar e pedir ajuda. Ou porque precisamos de ajuda com os nossos passos, ou de um inventário à nossa realidade para nos ajudar a endireitar o nosso pensamento distorcido, ou apenas de um amigo, somos nós quem tem de estender a mão. Os padrinhos são carinhosos, sábios, pessoas maravilhosas, e a sua experiência em recuperação é nossa - tudo o que temos a fazer é pedir.

Só por hoje: Estou grato pelo tempo, amor e experiência que o meu padrinho ou madrinha partilhou comigo. Hoje vou telefonar-lhe.


Meditação do Dia
QUINTA, 07 DE FEVEREIRO DE 2013

Isto não é um teste
"...encontrámos um Deus amantíssimo e pessoal a quem podemos recorrer." Texto Básico, p. 32


Alguns de nós entraram em recuperação com a impressão de que as dificuldades da vida eram uma série de testes cósmicos destinados a ensinar-nos algo. Esta ideia torna-se mais aparente quando nos acontece algo de traumático e nos queixamos de que o nosso Poder Superior está a testar-nos. Convencemo-nos de que a nossa recuperação está a ser testada quando alguém nos oferece drogas, ou que o nosso carácter está a ser testado quando nos surge a oportunidade de fazermos algo contrário aos nossos princípios, sem sermos apanhados. Podemos mesmo pensar que a nossa fé está a ser testada quando estamos a passar por uma grande dor devido a uma tragédia nas nossas vidas. Mas um Poder Superior amantíssimo não testa a nossa recuperação, o nosso carácter, ou a nossa fé. A vida simplesmente acontece, e por vezes é dolorosa. Muitos de nós perderam um amor sem ser por uma falha sua. Alguns de nós perderam todos os bens materiais. Alguns de nós até sofreram a perda de filhos. A vida pode ser, por vezes, terrivelmente dolorosa, mas a dor não nos é dada pelo nosso Poder Superior. O que acontece é que esse Poder está sempre ao nosso lado, pronto para nos pegar ao colo se não conseguirmos andar por nós próprios. Não há mal nenhum que possa acontecer na nossa vida, que o Deus da nossa concepção não possa sarar.

Só por hoje: Vou acreditar que a vontade do meu Poder Superior para mim é boa, e que eu sou amado. Vou procurar a ajuda do meu Poder Superior em momentos de necessidade.



Meditação do Dia
QUARTA, 06 DE FEVEREIRO DE 2013


Eu não consigo - nós conseguimos
"Estávamos convencidos de que conseguiríamos resolver o problema sozinhos e prosseguimos pela vida nessa base. Os resultados foram desastrosos e, por fim, cada um de nós teve de admitir que a auto-suficiência era uma mentira." Texto Básico, p. 71



"Eu não consigo, mas nós conseguimos." Esta verdade simples mas profunda começa por aplicar-se à nossa primeira necessidade como membros de NA: Juntos conseguimos mantermo-nos limpos, mas quando nos isolamos estamos em má companhia. Para recuperarmos precisamos do apoio de outros adictos. A auto-suficiência retira-nos mais do que apenas a nossa capacidade de nos mantermos limpos. Com ou sem drogas, viver em vontade própria conduz inevitavelmente ao desastre. Dependemos de outras pessoas para tudo, desde bens e serviços, a amor e companhia. Todavia a vontade própria, põe-nos em constante, em constante conflito com essas mesmas pessoas. Para vivermos uma vida plena, precisamos de estar em harmonia com os outros. Nós não dependemos apenas de outros adictos e de outras pessoas da nossa comunidade. O poder não é uma característica humana, mas nós precisamos do poder para viver. Encontramo-lo num Poder superior a nós próprios, que nos dá a orientação e a força que nos falta, quando estamos sozinhos. Quando fingimos ser auto-suficientes, isolamo-nos da única fonte de poder capaz de guiar-nos eficazmente pela vida: o nosso Poder Superior. A auto-suficiência não funciona. Precisamos de outros adictos, precisamos de outras pessoas e, para vivermos plenamente, precisamos de um Poder superior a nós mesmos.

Só por hoje: Vou procurar o apoio de outros adictos em recuperação, a harmonia com os outros na minha comunidade, e o carinho do meu Poder Superior. Eu não consigo, mas nós conseguimos.


                                                            Meditação do Dia
                                            TERÇA, 05 DE FEVEREIRO DE 2013


Volta, que isto resulta!
"Estamos gratos por termos sido tão bem recebidos nas reuniões, fazendo-nos sentir confortáveis." II Texto Básico, p. 94


Lembram-se de como nos sentimos assustados quando entrámos na nossa primeira reunião de NA? Mesmo que tenhamos ido com um amigo, muitos de nós lembram-se de como foi difícil ir a essa primeira reunião. Então o que é que nos fez voltar? Muitos de nós têm recordações gratificantes do acolhimento que receberam e de como isso os fez sentir confortáveis. Quando levantámos a mão como recém-chegados, abrimos a porta para que outros membros se aproximassem de nós e nos dessem as boas-vindas. Por vezes, a diferença entre aqueles adictos que saem da sua primeira reunião e nunca mais voltam a NA e os adictos que ficam à procura de recuperação é um simples abraço de um membro de NA. Quando já estamos limpos há algum tempo, é fácil afastarmo-nos do desfile de recém-chegados - afinal de contas, já vimos tantos a entrar e a sair. Mas os membros com algum tempo limpo podem fazer a diferença entre um adicto que não volta e o adicto que continua a voltar. Ao oferecermos o nosso número de telefone, um abraço, ou darmos apenas as boas-vindas calorosas, estendemos a mão de Narcóticos Anónimos ao adicto que ainda sofre.

Só por hoje: Lembro-me do acolhimento que recebi quando cheguei a NA. Hoje, vou expressar a minha gratidão dando um abraço a um recém-chegado.




Meditação do Dia
SEGUNDA, 04 DE FEVEREIRO DE 2013
A questão não está só em nos sentirmos bem
"Para nós a recuperação é mais do que apenas prazer." Texto Básico, p. 50


Na nossa adicção activa, muitos de nós sabiam exactamente como nos iriam sentir de um dia para o outro. Bastava ler o rótulo da garrafa ou saber o que estava no pacote. Planeávamos os nossos sentimentos, e todos os dias o nosso objectivo era sentirmo-nos bem. Em recuperação, podemos sentir seja o que for de um dia para o outro, até mesmo de um minuto para o outro. De manhã podemos sentir-nos cheios de energia e felizes, e depois à tarde, estranhamente, tristes e em baixo. Dado que já não planeamos de manhã os nossos sentimentos para o dia, podemos acabar por ter sentimentos algo inconvenientes, tais como sentirmo-nos cansados de manhã e acordados quando são horas de nos deitarmos. Claro que há sempre a possibilidade de podermos sentir-nos bem, mas não é essa a questão. Hoje, a nossa principal preocupação não é sentirmo-nos bem, mas aprender a compreender e a lidar com os nossos sentimentos, sejam eles quais forem. Fazemos isto trabalhando os Passos e partilhando os nossos sentimentos com os outros.

Só por hoje: Vou aceitar os meus sentimentos, sejam eles quais forem, tal como são. Vou praticar o programa e aprender a viver com os meus sentimentos.




Meditação do Dia
DOMINGO, 03 DE FEVEREIRO DE 2013
Precisamos uns dos outros
"Qualquer pessoa pode juntar-se a nós independentemente da idade, raça, sexo, crença, religião ou falta desta." Texto Básico, p. 10


A adicção fechou as nossas mentes a tudo aquilo que fosse novo ou diferente. Não precisávamos de nada, nem de ninguém. Não havia nada que valesse a pena descobrir nas pessoas que não fossem do nosso bairro, que fossem de outra raça ou etnia, ou de outra classe social ou económica. Talvez tenhamos pensado que diferente era sinónimo de mau. Em recuperação não podemos dar-nos ao luxo de ter essas atitudes. Viemos para NA porque as nossas melhores ideias não nos levaram a lado nenhum. Devemos abrir as nossas mentes para ver aquilo que funciona, não importa de onde venha, se quisermos crescer na nossa recuperação. Independentemente do meio de onde viemos, todos nós temos duas coisas em comum com os outros membros de NA, que não partilhamos com mais ninguém: a nossa doença e a nossa recuperação. Dependemos uns dos outros pela nossa experiência partilhada - e quanto maior ela for, melhor. Precisamos de todos os bocadinhos de experiência, de todas as diferentes perspectivas do nosso programa que encontramos, para enfrentarmos os muitos desafios de uma vida limpa. A recuperação nem sempre é fácil. É dos nossos amigos de NA que retiramos a força de que necessitamos para recuperar. Hoje, estamos gratos pela diversidade que existe nos nossos grupos, pois é nessa diversidade que encontramos a nossa força.

Só por hoje: Sei que quanto mais diversificada for a experiência do meu grupo, mais capaz ele será de me dar apoio nas diferentes situações que encontrar. Hoje, no meu grupo-base, vou receber adictos de todas as origens.



Meditação do Dia
SÁBADO, 02 DE FEVEREIRO DE 2013

Boa-vontade
"A boa-vontade é melhor exemplificada através do serviço: Fazer a coisa certa pelo motivo certo." Texto Básico, p. vii


O egocentrismo encontra-se no centro espiritual da nossa doença. Ao lidarmos com os outros, a única motivação que a nossa adicção nos ensinou foi o egoísmo - nós queríamos o que queríamos, quando queríamos. A obsessão por nós próprios estava bem enraizada nas nossas vidas. Em recuperação, como é que podemos desenraizar essa auto-obsessão? Conseguimos inverter os efeitos da nossa doença ao aplicarmos uns quantos princípios espirituais muito simples. Para contrariar a auto-obsessão da nossa adicção, aprendemos a aplicar o principio da boa-vontade. Em vez de procurarmos servir-nos apenas a nós mesmos, começamos a servir os outros. Em vez de pensarmos apenas naquilo que poderemos lucrar com uma dada situação, aprendemos a pensar primeiro no bem-estar dos outros. Quando enfrentamos uma escolha moral, aprendemos a parar, lembramo-nos de princípios espirituais, e agimos de acordo com eles. À medida que começamos a "fazer as coisas certas pelos motivos certos", podemos detectar uma mudança em nós. Onde antes éramos governados por vontade própria, somos agora guiados pela nossa boa-vontade para com os outros. O egocentrismo crónico da adicção está a perder a sua influência sobre nós. Estamos a aprender a "aplicar estes princípios em todas as nossas actividades"; estamos a viver na nossa recuperação, e não na nossa doença.

Só por hoje: Onde quer que eu esteja, e o que quer que eu faça, irei procurar servir os outros e não só a mim. Quando me defrontar com um dilema, vou procurar fazer as coisas certas pelos motivos certos.




Meditação do Dia
SEXTA, 01 DE FEVEREIRO DE 2013
Dificuldades
"Sentíamo-nos diferentes ... Só depois de nos entregarmos é que conseguiremos ultrapassar a loucura da adicção." Texto Básico, p. 26


"Mas vocês não percebem!", gaguejávamos, tentando disfarçar. "Eu sou diferente! Eu estou mesmo com problemas!" Dissemos isto vezes sem conta durante a nossa adicção activa, quer fosse para tentar escapar às consequências das nossas acções, quer fosse para evitar seguir as regras que se aplicavam a toda a gente. Talvez tenhamos falado assim na nossa primeira reunião. Talvez até tenhamos dado por nós a lamentar-nos assim recentemente. Muitos de nós sentem-se diferentes ou únicos. Como adictos, podemos utilizar quase tudo para nos isolarmos, mas não há desculpas para fugirmos da recuperação. Não há nada que possa incapacitar-nos para o programa - nem uma doença perigosa, nem a pobreza, nada. Existem milhares de adictos que encontraram recuperação apesar das dificuldades que enfrentaram. Ao praticarem o programa, a sua consciência espiritual aumentou, apesar dessas dificuldades, ou como resposta a elas. As circunstâncias e as diferenças de cada indivíduo são irrelevantes quando se trata de recuperação. Ao deixarmos de achar que somos únicos e ao rendermo-nos a este simples modo de vida, mais tarde ou mais cedo iremos descobrir que nos sentimos parte de algo. E sentirmo-nos parte de algo dá-nos a força para caminhar pela vida, com dificuldades e tudo.

Só por hoje: Vou deixar de achar que sou único e vou abraçar os princípios de recuperação que tenho em comum com tantos outros. As minhas dificuldades não me excluem da recuperação; pelo contrário, atraem-me para ela.

Meditação do Dia
QUINTA, 31 DE JANEIRO DE 2013
Confiar
"Só por hoje terei confiança em alguém de NA que acredite em mim e queira ajudar-me na minha recuperação. " Texto Básico, p. 104


Aprender a confiar é uma proposta arriscada. A nossa experiência passada como adictos no activo ensinou-nos que não podíamos confiar nos nossos companheiros. Mais do que isso, não podíamos confiar em nós próprios. Agora que estamos em recuperação, a confiança é essencial. Precisamos de nos agarrar a alguma coisa em que acreditemos e que nos dê esperança na nossa recuperação. Para alguns de nós, a primeira coisa em que podem confiar é nas palavras de outros membros que partilham em reuniões; sentimos a verdade nas suas palavras. Encontrarmos alguém em quem podemos confiar torna mais fácil pedirmos ajuda. E, à medida que confiamos mais na sua recuperação, aprendemos a também confiar na nossa própria recuperação.

Só por hoje: Vou decidir confiar em alguém. Vou levar essa confiança por diante.



Meditação do Dia
QUARTA, 30 DE JANEIRO DE 2013

Partilhar com os outros
"Devemos dar livremente e com gratidão aquilo que livremente e com gratidão foi dado a nós. " Texto Básico, p. 56


Em recuperação, recebemos muitas dádivas. Uma delas talvez seja o despertar espiritual que começa quando paramos de usar, ficando mais forte com cada dia em que aplicamos os passos nas nossas vidas. A nova centelha de vida dentro de nós é um resultado directo da nossa nova relação com um Poder Superior, uma relação iniciada e desenvolvida através da vivência os Doze Passos. Devagar, à medida que prosseguimos no nosso programa, a luz da recuperação dissipa a escuridão da nossa doença. Uma das formas de expressarmos a nossa gratidão pelas dádivas de recuperação é ajudarmos outros a descobrirem aquilo que nós descobrimos. Podemos fazer isso de várias maneiras: partilhando em reuniões, fazendo Décimos-Segundos Passos; aceitando um compromisso de apadrinhamento; ou voluntariando-nos para servir em H&I ou na linha telefónica. A vida espiritual que nos foi dada em recuperação precisa de se expressar, pois "só conservamos aquilo que temos se o partilharmos!"

Só por hoje: A dádiva de recuperação cresce quando a partilho. Vou procurar alguém com quem a partilhar.                                                                                                                                              

                                                          Meditação do Dia

                                             TERÇA, 29 DE JANEIRO DE 2013

O Primeiro Passo - um passo de acção
"Compreendemos que não temos qualquer controlo sobre drogas?" Texto Básico, p. 22


A princípio, muitos de nós podem ter pensado que o Primeiro Passo não requeria acção - bastava rendermo-nos e seguirmos para o Segundo Passo. Mas o Primeiro Passo requer acção! A acção que metemos no Primeiro Passo será evidente na forma como vivemos, mesmo desde o nosso primeiro dia limpo. Se realmente acreditamos que somos impotentes perante a nossa adicção, não vamos escolher estar perto de drogas. Continuar-mos a viver com, ou associados a, adictos no activo, pode indicar uma reserva no nosso programa. Uma crença absoluta de que o Primeiro Passo se aplica a nós levar-nos-á a limpar as nossas casas de todas as drogas e objectos relacionados com elas. À medida que o tempo passa, não só continuamos com as coisas básicas, como acrescentamos também novas acções ao nosso inventário do Primeiro Passo. Iremos aprender a sentir os nossos sentimentos, em vez de tentarmos controlá-los. Iremos parar de tentar ser os nossos próprios e únicos guias em recuperação; o auto-apadrinhamento irá terminar. Iremos começar a olhar para um Poder Superior a nós mesmos mais para satisfação espiritual, do que para tentarmos preencher esse vazio com qualquer outra coisa. A rendição é apenas o começo. Uma vez que nos rendemos, precisamos de aprender a viver na paz que encontrámos.


Só por hoje: Vou meter toda a acção necessária para praticar o Primeiro Passo. Acredito realmente que ele se aplica a mim.



Meditação do Dia
SEGUNDA, 28 DE JANEIRO DE 2013

Um adicto "comum"
"Seja qual for o nosso tempo limpo, nunca recuperamos totalmente. " Texto Básico, p. 94


Depois de estarmos há algum tempo no programa, alguns de nós começam a pensar que estão curados. Já aprendemos tudo o que NA tem para nos ensinar; começamos a sentir-nos aborrecidos com as reuniões; e o nosso padrinho ou madrinha continua a repetir o velho refrão: "Os passos - os passos - os passos!" Decidimos que está na altura de arrancar com as nossas vidas, de ir a muito menos reuniões, e de tentar compensar todos os anos que perdemos com a adicção activa. Fazemos isso, todavia, colocando em perigo a nossa recuperação. Aqueles de nós, que recaíram depois de episódios semelhantes, costumam tentar ir a quantas reuniões puderem - alguns de nós vão a uma reunião por dia durante vários anos. Poderá levar-nos esse tempo todo a compreender que seremos sempre adictos. Talvez nos sintamos bem num dia e mal no outro, mas somos adictos todos os dias. Em qualquer altura estamos sujeitos à ilusão, à negação, à racionalização, à justificação, à insanidade - todos os traços da forma de pensar de um adicto. Se queremos continuar a viver e a gozar a vida sem o uso de drogas, devemos praticar todos os dias um programa activo de recuperação.


Só por hoje: Eu sou um adicto todos os dias, mas hoje tenho a escolha de ser um adicto em recuperação. Vou fazer essa escolha ao praticar o meu programa.




Meditação do Dia
DOMINGO, 27 DE JANEIRO DE 2013


Aprender a viver de novo
“Aprendemos novos modos de viver. Não mais estamos limitados às nossas velhas ideias. " Texto Básico, p. 64

Quando éramos crianças, podem ter-nos ensinado, ou não, o que é certo e errado, a par de outras coisas básicas da vida. Seja como for, quando entrámos em recuperação, a maioria de nós tinha apenas uma ideia vaga de como viver. O nosso isolamento do resto da sociedade levou-nos a ignorar as responsabilidades humanas básicas e a desenvolver capacidades estranhas de sobrevivência, para lidar com o mundo em que vivíamos. Alguns de nós não sabiam como dizer a verdade; outros eram tão francos, que magoavam todas as pessoas com quem falavam. Alguns de nós não conseguiam lidar com o mais simples dos problemas pessoais, enquanto que outros tentavam resolver os problemas do mundo inteiro. Alguns de nós nunca se irritavam, mesmo quando eram tratados injustamente; outros refilavam contra tudo e todos. Sejam quais forem os nossos problemas, seja qual for a sua gravidade, todos nós temos uma oportunidade em Narcóticos Anónimos para aprender como viver de novo. Talvez precisemos de aprender a ser generosos e a preocupar-nos com os outros. Talvez precisemos de aceitar responsabilidades pessoais. Ou se calhar precisamos de ultrapassar o medo e correr alguns riscos. Podemos estar certos de uma coisa: em cada dia, simplesmente por vivermos a vida, iremos aprender algo de novo.

Só por hoje: Sei mais acerca da vida do que sabia ontem, mas não tanto como saberei amanhã. Hoje, vou aprender qualquer coisa nova.



Meditação do Dia
SÁBADO, 26 DE JANEIRO DE 2013

Centrados em nós mesmos
“A parte espiritual da nossa doença está no nosso total egocentrismo. " Texto Básico, p. 24


O que é egocentrismo? É acharmos que o mundo gira à nossa volta. As nossas vontades, as nossas exigências, São a única coisa que merece consideração. As nossas mentes egocêntricas acreditam serem capazes de conseguir tudo o que querem se forem deixadas à sua mercê. O egocentrismo transforma-se totalmente em auto-suficiência. Dizemos que o egocentrismo é a parte espiritual da nossa doença, porque uma mente egocêntrica não consegue conceber nada superior ou mais importante que ela mesma. Mas existe uma solução espiritual para a nossa doença espiritual: oS Doze Passos de Narcóticos Anónimos. Os passos afastam-nos do egocentrismo e colocam-nos na direcção de Deus. Perdemos a ilusão de auto-suficiência ao admitirmos a nossa impotência e procurarmos a ajuda de um Poder superior a nós mesmos. Reconhecemos a falência da nossa razão própria, admitindo que errámos, fazendo reparações, e procurando o conhecimento daquilo que está certo no Deus da nossa concepção. E esvaziamos o nosso exagerado sentido de importância própria ao procurarmos servir os outros, e não apenas a nós próprios. 0 egocentrismo que atinge o nosso espírito pode ser tratado com uma solução espiritual: Os Doze Passos.

Só por hoje: A minha orientação e a minha força vêm de um Poder Superior, não vêm de mim mesmo. Vou praticar os Doze Passos para me tornar mais centrado em Deus e menos egocêntrico.



Meditação do Dia
SEXTA, 25 DE JANEIRO DE 2013

Uma dádiva acrescida
"Vemos isso acontecer entre nós todos os dias. Esta viragem milagrosa é a evidência de um despertar espiritual." Texto Básico, p. 58


Vemo-los entrarem na sua primeira reunião, derrotados, com os espíritos quebrados. O sofrimento deles é evidente, e o seu desejo por ajuda é ainda mais aparente. Levantam-se para receber um porta-chaves de boas-vindas e voltam nervosos para os seus lugares. Voltamos a vê-los, e eles parecem um bocado mais à vontade. Arranjaram um padrinho ou madrinha e vão a reuniões todos os dias. Ainda não nos olham nos olhos, mas abanam a cabeça em reconhecimento, quando partilhamos. Reparamos num brilho de esperança nos seus olhos, e eles sorriem inseguros quando os encorajamos a voltarem. Poucos meses depois, andam de cabeça erguida. Já conseguem olhar as pessoas nos olhos. Estão a trabalhar os passos com os seus padrinhos ou madrinhas e, em resultado disso, estão a melhorar. Ouvimo-los partilharem em reuniões. Depois da reunião, ajudamo-los a arrumar as cadeiras. Alguns anos mais tarde, eles estão a partilhar em convenções. Têm uma personalidade maravilhosa e divertida. Sorriem quando nos vêem, abraçam-nos e dizem-nos que nunca teriam conseguido se não fossemos nós. E eles percebem quando dizemos, "nós também não tínhamos conseguido sem ti.”

Só por hoje: Vou encontrar alegria ao testemunhar a recuperação de outra pessoa.



MEDITAÇÃO DO DIA
QUINTA, 24 DE JANEIRO DE 2013

Do isolamento ao envolvimento
“A nossa doença isolava-nos... Hostis, ressentidos, egocêntricos e egoístas, afastavam-nos do mundo e da sociedade. " Texto Básico, p. 4


A adicção é uma doença que nos isola, que nos separa da sociedade, da família, e de nós mesmos. Escondemo-nos. Mentimos. Desprezámos as vidas que víamos os outros a viver, certamente fora do nosso alcance. Pior que tudo, dizíamos a nós mesmos que não havia nada de errado connosco, mesmo sabendo que estávamos desesperadamente doentes. O nosso contacto com o mundo, e com a realidade em si, estava quebrado. As nossas vidas tinham perdido o sentido, e nós afastámo-nos cada vez mais da realidade. O programa de NA foi especialmente concebido para pessoas como nós. Ajuda-nos a retomarmos o contacto com a vida que era suposto vivermos, tirando-nos do nosso isolamento. Paramos de mentir a nós mesmos sobre a nossa condição; admitimos a nossa impotência e o desgoverno das nossas vidas. Desenvolvemos a fé de que as nossas vidas podem melhorar, de que a recuperação é possível, e de que a felicidade não está permanentemente fora do nosso alcance. Tornamo-nos honestos; paramos de nos esconder; "aparecemos e dizemos a verdade", aconteça o que acontecer. E à medida que o fazemos, estabelecemos os laços que ligam as nossas vidas individuais à vida maior que nos rodeia. Nós, adictos, não precisamos de viver vidas de isolamento. Os Doze Passos podem restituir-nos o contacto com a vida - se nós os trabalharmos.

Só por hoje: Eu sou parte da vida que me rodeia. Vou praticar o meu programa para fortalecer o meu contacto com o meu mundo.


MEDITAÇÃO DO DIA
QUARTA, 23 DE JANEIRO DE 2013

Exame à serenidade
“A falta de uma manutenção diária é perceptível de várias maneiras. " Texto Básico, p. 106


Já alguma vez um estranho comentou contigo sobre o estado do tempo e tu apenas respondeste: "Quero lá saber!"? Quando isso acontece, estamos provavelmente a sofrer a falta de uma manutenção diária do nosso programa. Em recuperação, a vida pode tornar-se bastante turbulenta. Talvez aquelas responsabilidades acrescidas no trabalho te tenham posto nervoso. Se calhar já há algum tempo que não vais a uma reunião. Talvez tenhas andado demasiado ocupado para meditar, ou não tenhas comido regularmente ou dormido bem. Qualquer que seja a razão, a tua serenidade está a deslizar. Quando isso acontece, é imperativo que façamos qualquer coisa. Não podemos dar-nos ao luxo de deixar que um "mau dia", terminado com uma má atitude, se transforme em dois dias, quatro dias, ou uma semana. A nossa recuperação depende de uma manutenção diária do programa. Não importa o que esteja a acontecer nas nossas vidas, não podemos dar-nos ao luxo de negligenciar os princípios que salvaram as nossas vidas. Há muitas formas de recuperar a nossa serenidade. Podemos ir a uma reunião, telefonar ao nosso padrinho ou madrinha, ir almoçar com outro adicto em recuperação, ou tentar transmitir a mensagem a um recém-chegado. Podemos rezar. Podemos parar um momento para nos perguntarmos quais são as pequenas coisas que não temos estado a fazer. Quando as nossas atitudes estão a descambar, podemos evitar o desastre com soluções simples.

Só por hoje: Vou examinar a manutenção do meu programa diário de recuperação.



MEDITAÇÃO DO DIA
TERÇA, 22 DE JANEIRO DE 2013


A escola da recuperação
"Este é um programa de aprendizagem. " Texto Básico, p. 19


Aprender em recuperação é uma tarefa difícil. As coisas que mais precisamos de saber são, muitas vezes, as mais difíceis de aprender. Estudamos recuperação para nos prepararmos para as experiências que a vida nos dá. À medida que ouvimos os outros partilharem em reuniões, tomamos mentalmente notas que nos servem mais tarde de referência. Para estarmos preparados, estudamos as nossas notas e a literatura entre cada "lição". Tal como um aluno tem oportunidade de aplicar o seu conhecimento durante os testes, também nós temos oportunidade de aplicar a nossa recuperação durante períodos de crise. Como sempre, temos uma escolha na maneira como vamos encarar os desafios da vida. Podemos temê-los e evitá-los, como se fossem ameaças à nossa serenidade, ou podemos aceitá-los com gratidão, como oportunidades de crescimento. Através da confirmação dos princípios que aprendemos em recuperação, os desafios da vida dão-nos forças redobradas. Sem esses desafios, contudo, poderíamos esquecer aquilo que aprendemos e começar a estagnar. Estas são as oportunidades que nos estimulam para novos despertares espirituais. Vamos descobrir que existe, muitas vezes, um período de descanso após cada crise, dando-nos tempo para nos acostumarmos às nossas novas capacidades. Uma vez que tenhamos reflectido sobre a nossa experiência, somos chamados para partilhar o nosso conhecimento com alguém que esteja a estudar aquilo que acabámos de aprender. Na escola da recuperação, todos nós somos tanto professores como alunos.

Só por hoje: Vou ser um aluno de recuperação. Vou dar as boas-vindas aos desafios, confiando naquilo que aprendi e ansiar por partilhar isso com os outros.


MEDITAÇÃO DO DIA
SEGUNDA, 21 DE JANEIRO DE 2013



Unidade e uniformidade
“A unidade é um dever em Narcóticos Anónimos. " Texto Básico, p. 71


A unidade não é uniformidade. A unidade deriva do facto de termos unidade de propósito - para recuperar, e para ajudar outros a manterem-se limpos. Mesmo assim, muitas vezes descobrimos que, embora nos esforcemos por preencher o nosso propósito, os nossos meios e métodos podem ser radicalmente diferentes. Não podemos impor as nossas ideias de unidade aos outros, ou confundir unidade com uniformidade. Uma grande atracção do programa de NA é, na verdade, a ausência de uniformidade. A unidade deriva do nosso propósito comum, não de padrões impostos no grupo por uns quantos membros bem intencionados. Um grupo que tenha a unidade que deriva do amor dos seus membros, permite a cada adicto transmitir a mensagem à sua própria maneira. Ao lidarmos uns com os outros em NA, por vezes discordamos de forma sonante. Devemos lembrar-nos de que nem sempre são importantes os detalhes de como fazemos as coisas, desde que mantenhamos o foco no propósito primordial do grupo. Podemos ver membros que discordam profundamente sobre assuntos triviais, a unirem-se para ajudar um recém-chegado. Alguém estava lá para nós quando chegámos às salas de NA Agora é a nossa vez de estar lá para os outros. Precisamos de unidade para ajudar a mostrar ao recém-chegado que este modo de vida resulta.

Só por hoje: Vou esforçar-me por fazer parte da unidade. Sei que unidade não equivale a uniformidade.